História Stars and Unicorns - Capítulo 27


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Categorias Helena Bonham Carter, Johnny Depp, Sombras da Noite, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Personagens Helena Bonham Carter, Johnny Depp
Visualizações 30
Palavras 2.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey eu voltei, muito tempo depois, com algumas sequelas de noites sem dormir e excesso de cafeína.
Mas estamos aqui e vamos lá <3

Capítulo 27 - Neve e palavras


(Pov Helena)

Os gritos e risadas enchiam meus ouvidos, choros também, eu ainda teria de perguntar a alguém como fãs descobriam tão rápido em que área desembarcamos...Talvez eles soubessem até mesmo qual o vôo, eu não me surpreenderia.Tim passou por nós um tanto quanto rapidamente, acompanhado por seus seguranças e com, acredito, dois dos produtores que estiveram esperando por nossa chegada, enquanto assinava um pôster notei que ele parou uma ou duas vezes para fotos, mas  logo depois deixou o local para a saída, onde carros devidamente escolhidos nos levariam onde quiséssemos.

- O que você acha de “Jolena” soa bem? – Johnny questionou a meu lado, segui para o que ele apontava avistando diversos cartazes e plaquinhas acima dos garotos, garotas, homens e mulheres...Alguns tinham nossas fotos, as que saíram nas revistas, outros apenas frases desconexas.  – Acho que chamam de “shipper”, Lily tentou me explicar uma vez, mas eu não estava prestando muita atenção. – Unir o nome das pessoas ou personagens que formam um casal, há coisa mais genial?Sorrio quando ele se agacha frente às fãs mais próximas, levando Jerry e os homens corpulentos a loucura, quase mais do que as garotas.Ele ri e puxa-me pela mão para baixo, mãos tocam nossos ombros...São delicadas, flashs e cliques são ouvidos e posso sentir uma mão como ferro agarrar meu braço, conjuntamente com o de Johnny.É o senhor que de velho não tinha nada, suas expressões são nervosas, eu sabia que Jerry era mais que um segurança para Depp, seria seu companheiro de vida, e segundo o próprio uma mãezona.

- Mr. Depp...Mrs. Carter...Por favor, mantenham a distância de três passos. – Johnny ri e revira os olhos.Seguindo pelo largo corredor de pessoas atrás de fitas, no qual apenas nós continuávamos, Jamie e os outros já davam os últimos autógrafos quase na saída.

- Já disse o quanto você é chato hoje, Jerry? – O homem grisalho e com rosto duro encara suas costas, certamente imaginando se deveria dar umas palmadas em Johnny.

- Não, Mr. Depp...Mas eu gostaria de lembrar-lhe que meu dever é apenas zelar por sua vida. – O ator aponta língua para o homem mais velho, antes de assinar um pôster antigo de “Alice Through the Looking Glass”, faço o mesmo, pensei que a garota morena fosse desmaiar, mas estava em êxtase para fazer tal.Depp acariciou seus cabelos.Sorri mais largamente, ele era um doce de pessoa, como alguém teria coragem de tentar fazer algo ruim a Johnny?Eu nunca sentira raiva de Amber, até o momento...Enquanto sorríamos para as câmeras, assinávamos fotos, cartazes e postêrs eu só poderia dizer que o homem ao meu lado era uma das melhores pessoas do mundo, a forma como tratava aquelas crianças, adultos e até idosos, sorrindo, abraçando, beijando suas mãos e rostos como se fossem parentes ou amigos muito próximos, era simplesmente lindo...Qualquer um que visse aquela cena, seria capaz de negar veemente que Johnny Depp jamais erguera um dedo para uma mulher...Mas é claro que a mídia odeia essas cenas, ela gosta do grotesco, do feio, do que atraia urubus...Ela gosta da porcaria criada pelo mal mais emaranhado.Eu odiava tudo isso.Odiava ainda mais que tantas pessoas acreditassem apenas nisso.

- Tudo bem? – Ele questiona depois de sorrirmos para uma das centenas de fotos, a maioria ali carregava celulares ou câmeras e com certeza mais especulações surgiriam...Sinceramente, não ligava mais.

- Tudo perfeito, Johnny. – Toco seu braço com delicadeza, atravessando o círculo de seguranças para alcançar uma garotinha, ela estava vestida de Bellatrix e tinha um pôster de Harry Potter 7 em mãos, o pôster em que eu, não exatamente eu, apontava a varinha.Não pude deixar de achar adorável...Ela seria talvez 1 ano mais velha que Nell, e tinha os olhos azuis mais brilhantes que já vi.Agachei até sua altura, o vestido era perfeito, não sexy...Infantil e adorável.

- Eu amo você, Helena. – O sorriso alargou-se em meus lábios, minha assinatura saiu desajeitada, porém ela não parecia ligar, na verdade pulava de pé para o outro tentando controlar a excitação.

- Eu amo você também, querida. – Disse bagunçando seus cabelos cacheados e escuros, como os de uma Bella deveriam ser.Sua mãe ou tia riu para mim quando sai de minha posição agachada.A garotinha parecia ter ganhado o mundo em mãos, ainda mais quando a mulher mostrou-lhe as fotos capturadas.Nós normalmente não sabemos o impacto que temos sobre a vida das pessoas.

Passamos cerca de meia hora e realmente nos divertimos, entre sorrisos, cumprimentos, autógrafos e fotos, o amor, o carinho que aquelas pessoas tinham por nós, por nosso trabalho...Era encantador.

Metades dos carros já haviam desaparecido quando saímos, não que eu me importasse...Observei a placa logo acima de minha cabeça “Welcome to London City Airport”...Londres...Eu estava em casa.Respirei fundo o ar da madrugada, estava gélido e quase congelou meu cérebro...Mas não nevava, o que já era um avanço.Meus olhos deixaram as estrelas, encarando os carros de cor preta fosca, motoristas olhavam para o nada, esperando.Os seguranças impediam que as outras pessoas ultrapassassem as fitas, mais flahs e gritos ecoavam dali.

E agora?O que eu faria?Eu tinha de encontrar meus filhos, mas para onde eu iria...Minha casa não era uma opção, a possibilidade de Tim ir para lá era grande demais para que eu considerasse, os apartamentos também não eram uma opção pelo mesmo motivo.Ficar na casa Bonham Carter não era meu desejo intenso.Havia outras propriedades, mas eu não me lembrava da última vez que visitei alguma delas, o que significava que estariam uma bagunça.

Bom, mamãe...Você terá minha companhia maravilhosa por alguns dias, pensei.

- Por que não fica comigo? – A pergunta assustou-me, pulei sem sair do lugar, Johnny estava atrás de mim, o rosto manchado de batom rosa e o cachecol azul pendurado frouxamente, ele o ajeitou ao sentir o vento frio, observando a madrugada e os repórteres que tentavam de toda forma chegar até nós.Seus olhos logo depois encontraram os meus, ele sorriu com o canto dos lábios.

- O que? – Questiono, mesmo que tenha entendido o que ele disse...Eu só não queria me tentar tão cedo.Ficar com Johnny novamente, em uma casa isolada do mundo, parecia bom demais para se recusar.O moreno sorri e assente para Jamie e Saoirse, a garota loira estava tão agasalhada quanto poderia, mas suas bochechas coraram de qualquer forma...Não de frio, os dois dirigiam-se ao mesmo carro, o que me fez presumir que ficariam no mesmo hotel...Sorri, piscando para ela, que retribuiu da mesma forma.Eu apoiaria um romance entre eles.

- Disse para ficar comigo... – Depp olha para mim, o castanho escuro de suas íris fazendo com que um pequeno suspiro cortasse meus lábios, transformando-se em névoa branca frente à boca. - Tenho algumas casas na Costa Sul, pouco menos de duas horas daqui...Pegamos Billy e Nell e podemos ir pra lá. – Nego, balançando a cabeça de um lado para o outro...Seria muito bom, simplesmente ir, fingir que a vida real era apenas algo chato que tínhamos de encarar, no entanto em algum momento temos de acordar, encarar o dia a dia com a maior coragem possível.

- Vou ficar com minha mãe...Ao menos até organizar minha vida aqui. – Pensei que Johnny fosse insistir, como fizera na última vez quase se ajoelhando no meio do estacionamento, mas ele apenas assente com um pequeno sorriso, o cavanhaque bem aparado segue o pequeno movimento, sinto vontade de beijá-lo...Então abaixo a cabeça e solto a respiração, eu era uma mulher...Não uma adolescente, senti-me idiota por ter que me lembrar disso constantemente.

- Quero que me ligue antes de dormir. – Ergo a cabeça, apenas para encontrar expressões sérias em seu rosto normalmente suave, comprimi os lábios lembrando a semana que se passou e do que minha infantilidade causou...Quase que inconscientemente meus olhos recaem sobre o curativo em sua testa, meu peito aperta, gelo descendo por meu estômago, a conhecida sensação de culpa....Dor. – Quero saber que chegou bem, ok? – Johnny ergue meu rosto pelo queixo com os dedos, delicadamente, impedindo que eu o abaixasse novamente...Ouço os paparazzi entrarem em alvoroço.Apenas assenti, com medo de que minha voz não saísse, entalada no meio de um sentimento doloroso.Então ele sorri, abandonando o tom sério de voz e traços.Seu rosto abaixa-se para alcançar o meu e o temor de um beijo na saída de um aeroporto cheio de repórteres me toma, porém não me afasto...Não conseguiria.Depp retira mechas de cabelo e seus lábios depositam um beijo delicado em minha testa, uma lágrima coçou o canto de meus olhos para cair, flashs e contestações de pessoas, seguranças forçando, parecia uma loucura. – Cuide-se minha pequenina Cosette. – Franzi a testa, sorrindo enquanto ele se afastava para um dos 3 carros que sobraram, levando por si próprio a bagagem.

- Por que Cosette? – Questionei em bom tom, caminhando até um dos motoristas, ele prontamente pegou o ultimo carrinho de bagagens, levando-o ao porta-malas.

- Achei apropriado, é um dos únicos personagens de Victor Hugo que tem um final relativamente feliz...E eu seria seu Marius com todo prazer. – Johnny ofereceu-me uma piscadinha antes de entrar no veículo e eu decidir fazer o mesmo, dentro o ar estava quente e a madrugada lá fora parecia mais solitária e gélida do que qualquer outra.

- Para onde Mrs.? – Questionou-me o homem de pele morena, sentado agora no banco do motorista.

Suspirei.Os pensamentos indo e voltando, encontrando e desencontrando problemas e soluções.A vida de Helena Bonham Carter não poderia ser normal, claro que não poderia...Eu no fim de tudo odiava a monotonia...Não que eu dispensasse uma noite de sono bem dormida.O céu ainda tão bem iluminado por brilhantes assemelhava-se a uma piscina de diamantes...Tão escura e preciosa quanto.

- Pode me levar às estrelas? – Perguntei em tom baixo e o motorista riu.Seria um sonho não?Elas são sempre tão bonitas, sempre tão acolhedoras...Eu adorava as noites...Adorava as estrelas.

- Desculpe, Mrs....Mas se eu soubesse como, a levaria. – Sorri enquanto me virava.As estrelas eram um consolo, era realmente uma pena não poder viver junto delas e de seu brilho que tanto salvava noites escuras da submersão.

- Obrigada de qualquer forma. – O homem continuava sorrindo enquanto ligava o carro.

Bom...Eu ao menos estava em casa.

Debaixo de um céu recheado de estrelas.

Estrelas confidentes.

 

A song about Love – Jake Bugg

(Pov Johnny)

A Inglaterra era sim encantadora ao seu modo, claro que eu não tinha grande apresso por frios extremos...Eu era americano, afinal...Mas o frio e a neve tinham sua beleza, os telhados das poucas casas por perto estavam cobertos por um belo tapete branco, parecia felpudo e delicado, mas na verdade era gelado e extremamente perigoso para alguém sem o mínimo de juízo.

Respirei um pouco mais do ar puro, admirando a quantidade de floquinhos que se empilhavam em meu cabelo.Fechei a porta da sacada, trancando-a para o caso de ventos frios, esfreguei o cabelo e joguei-me na cama macia, a decoração litorânea oferecia-me um teto ornamentado em formato oval, além de tecidos apenas nas cores azul e branco...Sentia-me quase em um hospital, não que fosse ruim, dessa vez.Seria um pouco infantil também, como o quarto de um garoto que quer ser um marinheiro.Meu olhar recai sobre o relógio e seus ponteiros que caminhavam pelo numero 3 e 4, eram 3:25 da manhã, o céu se mostrava tremendamente escuro, mas os cristais de gelo lhe davam um ar suave e tranquilo, acredito que depois de “Edward Scissorhands” aprendi a ter um olhar melhor para com a neve...Antes ela era apenas algo chato que impedia os jogos na rua, tendo lá suas vantagens em relação a escola e as guerras de bolas de neve...Agora ela era uma passagem, o inverno tem sua beleza, assim como qualquer outra estação...Ele é apenas um pouco mais triste, mais lento...Eu diria que o inverno carrega as mudanças.

Suspirei sem sono, ligando a Tv de grande tela no painel a alguns metros, nada de interessante...Raramente há, então apenas parei em um documentário sobre quem construiu as pirâmides enquanto fechava os olhos contra o travesseiro, cheirava a sândalo.

O telefone soou, imediatamente e inconscientemente corri para pegá-lo na mesinha de cabeceira, uma queda patética foi evitada, apoiando-me no chão.Era Helena.Me girei apenas o bastante para encostar a cabeça no chão, porém continuar com o corpo na cama.

Atendi mesmo de cabeça para baixo.

- Cosette. – Falei forçando o sotaque francês, sentindo seu riso pela ligação.Era simplesmente acalentador ouvir sua voz.

- Hey Johnny. – Eu amava como ela dizia “Joownny” soava absolutamente adorável, seu sotaque era algo perfeito, mas claro que o “Johnny chato” adorava tirar sarro de sua cara.

- Tudo bem por aí?Alguma complicação?Billy?Nell? – Ouço seu suspiro e ajeito melhor a cabeça no tapete felpudo.

- Tudo ótimo...Eles me esperaram, acredita?Minha mãe tentou colocar os dois na cama, mas estavam inquietos demais, então ela deixou que ficassem de pé...Estão comigo agora, um de cada lado. Desfiz as malas e quando olhei já estavam apagados na minha cama, não tive coragem de expulsar os dois. – Sorri, imaginando a cena que estava perdendo, Hellie entre os dois, ambos agarrados a sua cintura como se ela fosse uma espécie de urso tamanho irmãos.Não cansaria de pensar em como seu lado mãezona me encantava.

- Eles amam você, Helena. – Tive de prender a língua atrás dos dentes para que não acrescentasse mais algumas palavras a frase, palavras com um significado tão bonito...Mas ao mesmo tempo com um grande peso.

- Eu senti tanta saudade. – Pelos sons mínimos posso presumir que ela está acariciando os cabelos de cada um, como faria com os meus...Bonham Carter tinha uma espécie de tara por cabelos. – Acho que no fim eles gostam dessas viagens, acaba por nos deixar mais próximos. – Assenti, mesmo sabendo que ela não veria. – Mas e você?Já está em casa? – Sinto o sangue bombear mais rápido por meu crânio, era agradável de certa forma.

- Há uns... – Ergui a cabeça para olhar o relógio, deixando que ela caísse novamente para chão. – 35 minutos, por aí...Essa casa é um tédio. – Ouço o pequeno riso de Helena, ótima hora para rir de minha solidão. – Mas está nevando...O que torna a situação não toda ruim.

- O céu está escuro, acho que amanhã ou daqui a algumas horas também haverá neve. – Nós ficamos em silêncio por alguns segundos, não um silêncio desconfortável...Era bom apenas ouvir o som de sua respiração, saber que apesar dos 100 km de distância que nos separavam, ela ainda estava ali.Minha Helena, a mulher mais estranha e complexa desse mundo, porém a única que despertara um sentimento a mais em mim. – Johnny. – Ouço sua voz, levemente grogue, talvez pelo sono.

- Hm. – Murmuro.

- Ainda aí? – Pergunta baixinho e eu sorrio, sem saber muito bem o porquê de tal.

- Ainda aqui...Apenas...Não sei. – Ela respira fundo, fecho os olhos tentando me imaginar espremido em uma cama de casal com Helena, Billy e Nell tomam grande parte do espaço e eu realmente não me importo em ficar colado a seu corpo, sentindo seu perfume que lentamente me entorpecia.Seria o paraíso.

- Eu...Vou tentar dormir...Um grande e tumultuado dia pela fr...

- Eu amo você. – Saiu tão simples quanto um “Bom dia”, tão de repente que levei minhas mãos à boca, mas sim...Eu amava Helena Bonham Carter e não sei por que demorei tanto tempo para reconhecer isso.Ela estava longe e eu queria lhe dizer essas palavras olhando em seus olhos cor de whisky, mas infelizmente minha mente conturbada não queria mais esperar.Eu queria que ela soubesse, talvez em intimo ela já possuísse esse conhecimento...Porém eu queria dizer, queria dar-lhe algum apoio, sabia o que ela enfrentaria...Nossa primeira reunião sobre o filme aqui, certamente um encontro com um advogado, Burton...Ela merecia ouvir essas palavras mil vezes por dia.

Um silêncio ainda mais longo passou-se, suspirei sentindo que com certeza não fora a hora, eu e minha boca idiota, eu era um tremendo retardado.

- Cosette? – Perguntei em tom baixo, sem resposta, cocei os cabelos com tamanha besteira. – Está aí pequenina?

- Aqui...Ainda digerindo. – Comprimo os lábios com força, droga.

- Sinto muito...Eu nã...

- Cala a boca, Johnny... – Quase posso ver seu sorriso humorado e meu peito alivia-se a um ponto que não achei possível, se ela estava sorrindo...Então tudo bem. – Eu só não sei se posso dizer... – A interrompo porque eu não queria nada de volta, não é assim que o amor age, você não deveria querer nada em troca, você apenas o faz.

- Shhh, Cosette...Tudo o que eu  quero é que você prometa nunca mais me ignorar. – Essa mulher jogou meu mundo ao chão, ela era uma espécie de base para mim agora...Eu não poderia suportar tudo aquilo outra vez.

- E se você fizer besteira? – Ela pergunta, seu tom de voz acusatório, não posso deixar de sorrir.

- Nesse caso eu lhe daria total liberdade para me enjaular, ignorar, qualquer coisa...Mas eu...Prometo que o meu objetivo sempre será fazer você sorrir. – Se ela estivesse por perto, estaria corando, sei disso...Eu a conhecia bem o bastante.

- Ok, eu prometo.Posso ir dormir agora? – Reviro os olhos, sua prepotência às vezes era irritante, mas eu gostava de qualquer forma.

- Vá.Durma bem, Cosette. – Seu revirar de olhos não é ocultado pela ligação, pois ela logo faz um som característico.

- Sonhe com os pernilongos, Depp. – E então a ligação é finalizada, sinto vontade de rever sua foto ali...No entanto descarto.Ergo-me para a cama e apago as luzes junto da Tv.Era hora de dormir...E eu não via a hora de sonhar com ela, ela e meus filhos...Ela e meus afiliados.Um sonho recheado de chocolate e risadas.

Eu a amava.

Mais do que poderia imaginar.



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