História Stars of Depression - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 3
Palavras 1.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Traição


Um carro prata seguia outro, preto, onde, no primeiro, havia uma menina de dezesseis anos, cabelos numa mistura de vermelho e roxo, pele branquíssima, olhos castanhos cheios de ódio e desconfiança, e sem nenhuma carteira de motorista, eu mesma, Star.

No outro, dirigindo sem se preocupar, com sua camisa quadriculada azul e branca, cabelos castanhos e olhos azuis como o céu, meu namorado (e futuro ex), Henrique.

Segui-o de longe até o carro parar, em um ponto de ônibus, onde lá estava uma garota qualquer.

Henrique beijou a garota e os dois entraram no carro. Seguindo viagem os dois foram até um motel.

"Carly?" Liguei para uma terceira pessoa. "Pode me fazer um favor?"

Ruiva, cabelos lisos e longos, aparência bem delicada. Mas essa aparência não demonstrava metade do demônio que Carly Menezes era.

Esperei um tempo enquanto explicava tudo para Carly por mensagem e ouvia música. A festa precisa começar para acabar.

Tudo pronto.

Entro no local e vou à recepção, onde um homem de pele morena lia uma revista sem se importar muito com o que acontecia.

"Olá." Chamei-o. O homem olhou-me como se me mandasse ir embora. "Vamos direto ao ponto: Meu namorado entrou aqui com uma vagabunda qualquer e eu quero causar o terror. Poderia me dizer o quarto?"

Ele apenas sorriu, e se virou para a tela do computador velho. Romantismo nível 8100.

"Não posso fazer isso, então não vou perguntar o nome para pesquisar no sistema." Ajeitou sua postura na cadeira, interessado.

"Henrique Diaz." Peguei o recado.

"Não quero saber, garota." Disse, enquanto digitava. "Não vou te dizer que ele está no 322 e nem que o elevador fica bem ali, à direita. Vá embora." Apontou com a cabeça discretamente.

Sorri e peguei um copo de café na recepção antes de seguir.

De todos os quartos ouviam-se barulhos que assombrarão meus pesadelos até a formatura.

Finalmente, trezentos e vinte e dois. Deixo o café do lado da porta e dou batidinhas na porta enquanto espero com um sorriso maligno.

Bato de novo. Deve tá bom lá dentro.

Giro a maçaneta, a porta estava aberta. Entro rápido e gritando.

"Olá, queridinho." Olho para os dois, que estavam espantados. Vou até a garota, que deveria ter quinze anos mais ou menos e dou um puxão no cabelo loiro falso dela. "Escuta aqui, sua vagabunda do caralho, some daqui agora antes que eu faça um estrago nessa sua cara de tatu."

A menina saiu da cama e foi atrás das roupas no chão, mas logo depois soltou-as quando gritei.

"EU FALEI PRA SUMIR, SUA DEMÔNIA." Jogo o sapato dela que estava próximo de mim em suas costas. "SOME DAQUI."

Chutei-a no joelho para fazê-la cair. Teria continuado chutando, se Henrique não tivesse me segurado e dado uma chance para a menina fugir.

"Star, não precisa disso."

"NÃO PRECISA?!" Viro para ele. "VAI LAVAR A CASA DESSA CACHORRA QUE TAVA CONTIGO, PORRA." Aproximo meu rosto do dele e continuo, com a voz cheia de ódio "Acha que eu sou quem para pensar em me iludir desse jeito, hein, senhor Henrique? Pois eu vou te dizer quem eu sou." Me soltei e fiquei de frente para ele. "Eu sou Star González e eu tenho nojo de você. Tenho nojo de cada palavra que sai da sua boca. Tenho nojo de cada célula do seu corpo. Tenho nojo de respirar o mesmo ar que você. Nojo, não." Pensei em uma palavra melhor. "Repulsa. Espero que nunca mais você apareça perto de mim, pois se você o fizer..." Me aproximei dele novamente. "... Esses serão os piores momentos da sua vida, nem que sejam apenas alguns segundos ou duas horas, eu nunca, nunca, vou te perdoar." Fui em direção à porta, mas antes de sair soltei minhas últimas palavras. "Tomara que um dia você se depare com alguém tão horrendo como você."

Vou embora. Na recepção, o mesmo homem sorri pra mim.

"Vi tudo pelas câmeras." Informou. "Achei ótimo."

Ri para ele e saí. Entrando no carro, apoiei meus braços no volante e ninha cabeça nestes, soltando um suspiro. Tiro minha jaqueta e olho para as minhas cicatrizes nos braços. Mas é claro que você não aguentaria. Como alguém aguentaria a notícia de que a namorada tentou cometer suicídio? Um lado meu dizia. Mas era desnecessário. Qual era o objetivo? Fazer com que eu tentasse de novo? O outro, que estava com raiva, contra-argumentou. Geralmente é esse o lado que vence.

Me recomponho e dirijo até o antigo apartamento que dividíamos, onde Carly me espera na frente do prédio com uma mochila. Ela entra e vamos para a casa dela, onde entramos pela janela do quarto dela.

Ajudo-a a arrumar o colchão para mim, e depois ela me dá um pijama meu que ficara ali em alguma das muitas vezes que dormi naquela casa.

Comemos alguns biscoitos que ela escondia no guarda-roupa enquanto eu explicava tudo o que aconteceu.

"Nossa..." Disse quando terminei. "Fiz bem em colocar creme de barbear no xampu dele e cortar as roupas dele, tipo a Taylor Swift em Blank Space."

"Você o que?!" Engasguei com meu Oreo. "Mentira."

"Verdade." Sorriu, se achando.

"Eu te amo, na boa." Abracei-a.

"Eu sei." Convencida. "Agora vamos dormir."

"Ok, vamos." Concordei, me jogando no meu colchão no chão e me enrolando nos lençóis.

Mas quem disse que consegui? Três da manhã e nada do maldito sono. Acabo desistindo e decido limpar meu celular.

Apago todas fotos, vídeos, anotações, mensagens sem nem ver. Apago o número de Henrique e bloqueio-o.

Decido assistir qualquer coisa. Caço meus fones no mesmo lugar onde o celular estava e começo uma das minhas tão prometidas - mas nunca feita - maratonas de algum dorama.

Começo e termino na mesma noite. Vejo a escuridão azul se tornando um azul claro, mas sem muita luz amarelada. Não tendo muito para fazer, resolvi caminhar um pouco.

Não eram nem quinze para as cinco quando saí com um de meus moletons que estava na casa de Carly. Para falar a verdade, metade do meu guarda roupa está na casa de Carly.

Caminho ouvindo Wildest Dreams enquanto canto pela rua quase deserta. De vez em quando passava um carro ou outro, mas nada de mais. O céu indicava uma chuva que provavelmente não cairía e o vento bagunçava meu cabelo já não tão arrumado.

Penso na cena da noite anterior e tento não matar o próximo que passar na minha frente. Ando por mais quinze minutos, vendo as ruas ganharem vida e movimento.

A caminhada me fez perder muito tempo, o que acarretou em um atraso drástico para mim. "Só no segundo horário, querida." Disse a secretária. Se a Carly não tivesse ido para a escola sem mim, né.

Aproveitei para andar pelo colégio - Enorme, por acaso. Deus é pai. - e vou até a área da Educação Infantil, onde há um balanço que teoricamente eu não deveria brincar, mas quem se importa?

Fico lá ouvindo música e balançando como uma criança quando vejo um ser humano chegando.

"Hoooi." Sentou no balanço ao meu lado e tirou um sanduíche da Bob's da mochila enquanto eu encarava-o.

"São sete e vinte da manhã e já estás querendo câncer." Digo, parando de balançar.

"Cala a boca e toma esse Milk Shake, eu sei que você não comeu." Estendeu o saquinho retirado da mochila na minha direção e eu o peguei.

"Desde quando tu, Kyle, compra comida para minha pessoa, Star?" Comecei a tomar devagar, suspeitando.

"Desde que você desmaiou um mês atrás porque resolveu parar de comer." Disse como se fosse algo normal. E realmente, ele já se acostumou com minhas tentativas de suicídio meio que frequentes, da mesma forma que eu sou acostumada com as de Carly.

"Não prometo que isso não vá se repetir." Digo, com um sorriso implicante.

"Morre." Ele se enfezou.

"Tô tentando." Rebati

"Te fode, Star." Continuou comendo e eu ri.

"Mas, e aí" Mudei de assunto "se atrasou porque acordou tarde e foi comer na Bob's, ou tava no horário mas parou na Bob's ou simplesmente não queria ter aula de português?"

"Com toda certeza a última." Bebeu de uma garrafa térmica, provavelmente café. "Vai voltar pra casa hoje, né?"

"Sim, preciso de mais dinheiro e roupas limpas." Continuei bebendo o Milk Shake, agora pensando em como voltar pra casa é horrível.

"Boa sorte."

"Vou precisar." Estremeci, mas ele não percebeu. Conversamos mais um tempo, esperando bater.

No fim do dia, após muitas agressões à minha pessoa por parte de Violet (Isso inclui: Mata-leão, chute na canela sem querer e tapas), começo o pior momento. Começo minha longa caminhada à meu antigo lar, se é que o podia chamar assim.

"'Cause they say home is where you go when you're alone."



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