História Start of Time - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Jeremiah Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais
Tags Supercorp
Visualizações 404
Palavras 2.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - The Love


 Amor.

O sentimento que todo o ser humano almeja. O sentimento que Lena buscou sedenta por toda sua vida e nunca encontrou em lugar algum, nem ao menos em sua própria família. A coisa que mais desejou no mundo e que parecia estar inalcançável agora se encontrava ali em suas mãos. Literalmente.

Lena se sentou depressa com a declaração e Kara fez o mesmo, preocupada que tivesse passado algum limite e que isso gerasse problemas.

— Lena? — chamou ao ver que a morena não reagia.

Os olhos verdes se perderam em algum ponto do quarto. Parecia que a mãe de Benjamin não estava ali. E por alguns instantes não estava mesmo. Lena fora levada no tempo, arrastada por memórias tristes de sua vida. Lembrou-se de todas as vezes que fora rejeitada por sua mãe, por seu pai, por todas as pessoas ao seu redor. Doeu.

Quando os olhos verdes encontraram o oceano azul, Kara sentiu o impacto. Aquele olhar poderia fazê-la desmaiar de tão intenso. Era um olhar profundo, cheio de amor. Então Lena sorriu abertamente e duas lágrimas rolaram pelo seu rosto.

— Eu fiz besteira? — a loira perguntou com preocupação ao ver que sua amada chorava. — Disse algo que não deveria?

Lena calou Kara com um beijo apaixonado e a puxou para seu colo. A loira pôs um joelho de cada lado e sentou no colo da amada, que apalpava todo seu corpo com tanta vontade que logo as duas estavam pegando fogo novamente...

Quando Kara começou a rebolar nos dedos da morena, balançando seus peitos praticamente no rosto de Luthor, Lena olhou para o rosto dela, vendo aquela expressão de prazer e teve vontade de gritar que também a amava, mas nada disse.

 

— Kara?

Quando Lena ouviu um leve ronco, concluiu que a loirinha havia dormido. Kara estava tão cansada depois do terceiro round que dormiu no meio da conversa. Tão adorável...

Lena sorriu abertamente e depositou um beijo em sua testa. Kara conseguia ser ainda mais bonita dormindo com uma expressão serena no rosto.

— Eu amo você — a morena sussurrou no meio da madrugada, certa de que Kara não podia escutá-la.

***

Sentiu algo lhe cutucando e despertou. Percebeu que estava de bruços. Em algum momento da noite, havia girado na cama. Sentiu novamente algo roçando em sua lombar e pela maciez, concluiu que eram os lábios de Lena. Sorriu ainda de olhos fechados, ronronando.

— Bom dia — Lena falou entre beijos estalados, subindo pela espinha da loirinha até sua nuca. — Meu amor — sussurrou no ouvido dela.

— Hm... Acordar assim é um ótimo jeito de se começar o dia... — a voz rouca de sono da policial deixou Lena ainda mais animada do que já estava àquela manhã.

— Você gosta, é? — beijou a nuca dela após afastar seus cabelos, deixando Kara toda arrepiada. — Sabe que eu acordei com uma vontade enorme de você?

— Ah, é? — Kara gemeu, apertando os dedos no travesseiro. — Acho que podemos dar um jeitinho nisso antes de irmos pra casa...

Lena sorriu e saiu de cima da loira para poder virá-la de barriga para cima. Inclinou-se e beijou seus lábios enquanto sua mão descia pela barriga dela em direção ao seu sexo...

— Olha só o que temos aqui — Lena fingiu surpresa ao ver que sua loira já estava molhada.

Kara deu um sorrisinho sapeca, suas bochechas corando adoravelmente.

— Não tenho culpa se você me acorda com beijos gostosos... — resmungou, mordendo o lábio inferior.

— Gosta dos meus beijos? — começou a massagear lentamente o clitóris de Kara, que sentiu suas pernas fraquejarem. Lena sabia exatamente como tocá-la.

— Oh, sim... E do seu toque também... — gemeu manhosa, tocando o rosto de Lena enquanto a encarava. — É tão bom...

— Vou te dar um beijo especial pra começar bem o dia... — falou com malícia.

Kara nem teve tempo de pensar, Lena desceu e enfiou a cabeça no meio de suas pernas, metendo a boca e a língua em seu sexo.

***

O casal de mulheres entrou no apartamento aos risos e agarradas. Kara tinha o braço ao redor da cintura de Lena e a morena por sua vez estava com o braço sobre os ombros da loirinha.

Estavam tão conectadas e distraídas que demoraram até perceber que Eliza estava na sala, acordada e atenta com Benjamin no colo e Batman ao lado no sofá.

— Bom dia! — Kara e Lena disseram em coro, com sorrisos enormes no rosto.

— Hey, mãe, como está o nosso garotinho?

Eliza sorriu. Estava feliz por sua filha e Lena. Era nítida a felicidade das duas.

— Bom dia, queridas — Eliza levantou e se aproximou delas, entregando Ben para Lena, que o pegou e encheu de beijinhos no rosto, fazendo o menino rir. — Ele está ótimo, já tomou mamadeira. Acordou com tudo hoje!

— É mesmo, meu amorzinho? — Kara beijou-o também e pegou uma de suas mãozinhas, em resposta, Ben agarrou o dedo dela com uma força impressionante.

— Aaaaaaa — grunhiu alto, como se quisesse desesperadamente falar.

Benjamin começou a balançar as mãos com desespero em direção a Kara, indicando que queria o colo dela.

— Está me trocando? — Lena disse com falsa indignação ao pequeno bebê de sete meses. — Pois quando Kara estiver trabalhando e você chorar querendo colo, vou te largar no berço — ameaçou e o bebê a olhou como se entendesse, fazendo careta.

— Coitadinho, Lena! — Kara pegou o bebê dos braços dela e Benjamin sorriu. — É mentira dela, meu amor. Sua mãe não teria coragem...

— Vocês já tomaram café? Posso preparar para vocês.

— Sim, pelo amor de Deus! Estou morrendo de fome e Lena também — Lena ficou encabulada e Eliza deu um sorriso para ela e uma piscadela. Apesar de gostar de sua sogra, Lena ainda ficava tímida.

— Pode deixar que eu irei fazer um belo café da manhã.

***

Kara havia descido do prédio para ir até a padaria comprar uns doces quando seu celular tocou. Era James. Ele queria falar com ela sobre algo sério, que envolvia Lena. Imediatamente a loira deixou os doces de lado e decidiu ir se encontrar com ele, avisando a morena por mensagem que demoraria um pouco.

— O que foi que aconteceu, James? — foi a primeira coisa que a loira disse ao ver o amigo no bar, sentado no balcão.

— Eu queria esperar até segunda-feira, porque sei que você está de folga esse final de semana, mas eu achei melhor te dizer antes...

— James, você está me deixando preocupada — falou séria ao ver a expressão do amigo, que não era bom dando notícias difíceis. — Me diga logo o que houve.

— É sobre Jacob Hobes — o sequestrador de Lena. Kara gelou ao ouvir aquele nome e instintivamente fechou os punhos, ficando com raiva. — O julgamento dele será mês que vem.

— Já? — a loira ficou surpresa com a rapidez. — Que ótimo. Que esse maldito seja condenado a pena de morte!

— A questão é que Lena vai ter que depor... Provavelmente uma intimação chegará à sua casa para ela nessa semana.

Foi então que Kara entendeu o problema. Lena teria de ir ao julgamento depor e assim ela seria exposta não só ao público, mas seria exposta aquele ser asqueroso que tanto mal lhe causou.

— Oh, não — a loirinha lamentou, ficando com a mesma expressão que James. — Merda, não!

James fez um gesto para o atendente e pediu duas doses de whisky, sabendo que Kara precisaria.

— Por isso eu quis te contar antes. Pra você poder conversar com Lena antes da intimação chegar. A reação dela provavelmente não será das melhores.

— Isso é horrível, James! Horrível! Sabe quanto tempo demorou para Lena começar a se recuperar? E mesmo assim ela tem pesadelos e crises horríveis às vezes. Agora querem colocar ela frente a frente com esse monstro?

— Kara, é a lei. Jacob vai ser julgado pelas monstruosidades que fez, mas para isso Lena terá que comparecer e dizer ao juiz tudo o que ela disse na delegacia. É assim que funciona, você sabe.

— Eu sei, mas não deixa de ser horrível... — disse com tristeza antes de pegar sua dose e virar o líquido marrom, fazendo uma careta. — Não sei como vocês aguentam beber isso.

James deu um leve sorriso e apertou o ombro da loirinha.

***

Kara chegou em casa duas horas depois. Benjamin estava dormindo e Lena estava no sofá com Batman assistindo a televisão.

— Baby! — os olhos verdes brilharam na direção de Kara, que deu um sorriso tenso em resposta. — Venha se juntar a nós... Estamos assistindo um filme ótimo!

A loira tirou seus sapatos e foi para o sofá, se enfiando no meio de Lena e Batman, que latiu em protesto. Então ela acariciou a cabeça do cão e ele ficou quieto.

— Que filme é?

— Cemitério Maldito.

— Jesus Cristo! — Kara fez uma careta e Lena riu. A morena amava filmes de terror, mas Kara tinha medo deles. — Você e Alex tem um gosto muito peculiar.

— Temos um bom gosto, você quer dizer.

Kara sorriu quando Lena a abraçou de lado, deitando a cabeça em seu ombro.

— Já estava com saudade — a morena murmurou. — Você demorou — observou. — Disse que ia à padaria, mas não trouxe nem um donut...

— Desculpa, meu amor. Eu acabei não indo à padaria. Na verdade eu fui encontrar James. Ele me ligou.

Sentindo Kara tensa, rígida, Lena a soltou e se ergueu para encará-la.

— Aconteceu alguma coisa? Está com uma carinha preocupada... — notou, tocando o rosto de Kara. — Alguma coisa no trabalho?

— Mais ou menos... — mordeu o lábio inferior, não sabendo como dar a notícia a Lena. — É sobre o Jacob, Lena.

A morena enrijeceu no mesmo instante, seu semblante mudando drasticamente.

— O que tem esse monstro?

— O julgamento dele será dentro de um mês.

Nenhuma mudança na expressão da morena. Mesmo que ela quisesse muito que ele fosse condenado e morresse na prisão, isso não a deixava feliz, porque não apagaria o que Lena sofreu.

— Finalmente — murmurou.

— E você terá que comparecer... Pra depor... Porque... — não conseguiu completar.

— Porque eu sou a vítima.

Ao ver a expressão de Lena, Kara depressa agarrou suas mãos.

— Eu sei que é difícil, mas-

— Difícil? — Lena puxou suas mãos e levantou do sofá, visivelmente alterada. — Eu vou ter que ficar frente a frente com aquele monstro. Isso não é difícil, não depois do que ele me fez passar... Mas é cruel. É muito cruel.

Kara se levantou também e suspirou tristemente.

— Lena... — tentou se aproximar dela, mas a morena recuou. — Lena, eu vou estar lá com você. Eu não vou sair do seu lado... — prometeu.

Lena parou de costas, tentando manter o controle, mas as lágrimas lhe invadiram violentamente. Seu corpo todo tremeu quando o pranto veio à tona então Kara correu e a abraçou, segurando-a fortemente.

— Vai ficar tudo bem — sussurrou.

Entregando-se ao abraço, Lena agarrou Kara fortemente, apertando sua blusa.

— Por favor, não me deixe — implorou com um medo súbito. — Por favor.

— Eu nunca vou te deixar. Nunca, ouviu? Olhe para mim.

Com o rosto cheio de lágrimas, Lena a encarou como uma criança assustada.

— Você confia em mim? Acredita no meu amor por você? — a morena assentiu. — Não vou te deixar, meu amor... — beijou os lábios dela e depois a testa, tornando a abraça-la forte.

***

Por ter ficado muito tensa com a notícia do julgamento, Kara fez um chá para Lena e depois as duas foram para a cama. Lena ficou aconchegada no peito da loirinha, que lhe fazia cafuné. As duas ficaram em silêncio por um longo tempo.

— Posso te fazer uma pergunta? — a morena disse de repente.

— Quantas quiser.

— Nós estamos... Juntas? — perguntou em dúvida, não entendendo a configuração da relação delas.

— Estamos bem juntas nesse momento — Kara falou rindo, sendo literal.

Lena também riu e se soltou dela, lhe encarando.

— Não é assim que eu falo, sua boba. Eu quero dizer... Nós fizemos amor... E estamos beijando e tudo já há algum tempo... Somos um casal agora? — não estava cobrando nada da loira, mas queria entender.

Kara a olhou confusa, pois também não havia pensado naquilo. Então sorriu.

— Eu acho que sim. Quer dizer... Pra mim, sim. Totalmente. Nós moramos juntas, nós estamos juntas em todos os sentidos e eu não quero que isso mude. Eu quero que nós continuemos assim. Eu quero ser a outra mãe do Benjamin de papel passado, mas também quero ser mulher da outra mãe dele...

Lena abriu um sorriso radiante ao ouvir aquilo. Mesmo atrapalhada, a loira conseguia ser extremamente fofa.

Agarrou Kara pelo rosto e a beijou apaixonadamente.

— Deus, Kara Danvers, você é muito fofa! Eu não consigo resistir! — admitiu.

A loira riu timidamente.

— Se você gosta... É o que importa.

— De você? Da sua fofura?

— Sim.

— Gostar é pouco para o que eu sinto por você, Kara. Eu quero que você seja mãe do Benjamin e que seja minha mulher também. Você me faz tão feliz... Eu não quero que isso acabe nunca.

Kara a beijou loucamente, voando em seus cabelos escuros. As duas ficaram de joelhos na cama e começaram a se despir às pressas, sentindo a paixão tomar conta de suas emoções. 

Sabendo que mesmo sem querer Kara às vezes acabava lhe tocando em lugares que Lena ainda não podia suportar, a morena segurou as mãos da loira sobre sua cabeça e as manteve ali enquanto a comia com os dedos, torturando a loirinha que não podia gemer para não acordar Benjamin.

 

 

 



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