História Start Over - Capítulo 37


Escrita por: ~ e ~sambborgs

Postado
Categorias Cameron Dallas, Nash Grier, Shawn Mendes
Tags Cameron Dallas, Nash Grier, Shawn Mendes
Exibições 183
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sem atrasos dessa vez, estamos muito satisfeitas com este capítulo.

Recomendo você a ler esse capítulo ouvindo a música "All I Want".

Link da nossa playlist no Spotify nas notas finais!

Espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 37 - All I Want


Fanfic / Fanfiction Start Over - Capítulo 37 - All I Want

"Me deito chorando na cama a noite toda

Sozinho, sem você ao meu lado

Mas se você me amava

Porque você me deixou"

– All I Want – Kodaline.

 

Mais algumas horas e eu volto para casa. Penso comigo mesma. 

Estou de frente para Venice Beach, queria ser como as areias dessa praia, leve para estar em constante mudança, para escorrer pelos dedos quando não há mais nada que segure, para sustentar os passos de quem precisar e para deixar o mar vir e apagar essas marcas de todos os dias.

Minhas malas estão prontas desde que o Cameron me deixou sozinha na sala de estar e só voltou para casa as três da manha cheirando a álcool.

Toda a família sentiu o clima pesar e sei que Sierra desconfiou do que havia acontecido, mas ela não disse uma palavra. Confesso que achei melhor assim.

Quando finalmente Gina me questionou sobre o que tinha acontecido com seu filho, eu apenas pedi para que ela mesma perguntasse a ele, pois eu realmente não sabia também.

Passei as ultimas vinte e quatro horas pensando em como contornar essa situação, mas acontece que a culpa de toda essa bagunça não era minha dessa vez.

É como se eu tentasse evitar a sua realidade, acredito que Cam tem dois lados, mas na verdade crio um deles. Ele é o que é e ninguém pode mudar. E eu não vou mudar por ele. Amenizei todas as suas drogas enquanto estávamos juntos, tentei não ver todos os seus problemas, mas todos sabem que essa ilusão sempre vem a tona no fim do dia.

Cameron está sendo um idiota desde que resolveu dar o ar de sua graça, não trocamos mais do que cinco palavras e eu juro que não aguento mais ficar aqui. Pensei que ele pediria desculpas ou pelo menos me desse uma explicação para tudo aquilo, mas eu só ganhei o seu silencio. Então eu tentei canalizar toda a minha frustração nas palavras, porém aos meus olhos nada ficava realmente bom, pois não é o assunto que eu realmente queria escrever no momento.

"Você diz que tá tudo bem. Eu sei que não está, mas eu continuo deixando passar. Implorei por varias vezes que parasse e me escutasse afim de que você também falasse o que sentia.

Porém, você está caindo a cada passo que dá e eu duvido que vá se lembrar do que aconteceu hoje. Eu cansei de ver você se afundar em problemas que eu causei. E eu não posso fazer nada, além de tentar fazer você entender que não está sozinho. 

O pior momento foi quando eu gritei e você disse que precisava ir embora. Sei que está sofrendo com toda essa situação, mas eu precisava saber quem era você antes de entrar na minha vida, e quando eu finalmente eu o vi, queria que ele fosse embora no mesmo segundo.

Fui da tristeza a raiva em dois segundos. Então, eu chorei mais uma vez, porque eu não sou forte como as heroínas que eu escrevo.

Agora, você está dormindo no chão do seu antigo quarto e eu estou com medo de ter tornado a sua vida mais infeliz do que ela já era."

Quando o dia amanheceu, tomei cuidado pra não tropeçar em Cameron que dormia estirado no chão. Nessa hora o mesmo pensamento que insistia em rondar a minha cabeça voltou. Será que eu realmente mereço isso?

Toda a família Dallas nos acompanhou até o aeroporto. Quando estávamos prestes a embarcar, Si me abraça e diz:

— Eu espero que você consiga perdoa-lo, tenho certeza que ele ama muito você, só precisa de um tempo para pensar na melhor forma de fazer as pazes. — continua e se desfaz do abraço me encarando. — Então, só não desista, ele já perdeu muitas coisas e perder você seria a pior delas.

Por fim, entro no avião com o coração apertado sentindo cada pedaço de mim se despedaçar a cada milha percorrida de volta para casa. Quero saber o que vem agora, pois eu não sei se aguentaria mais uma volta nessa roda-gigante. 

Point Of View - Nash Grier 

Eu não estou acreditando.

Pisco algumas vezes para ter certeza de que estou lendo tudo certo e olho atordoado para Kat que está sentada ao meu lado no sofá de casa.

"Prezado Hamilton Nash Grier,

Temos o prazer de informar que você foi aprovado na seleção realizada no início do mês de julho para a equipe profissional de beisebol, LA Dodgers, com sede em Los Angeles, California.

Nós esperamos vê-lo no Dodger Stadium no dia 15 de agosto para dar prosseguimento a contratação com o nosso gerente geral Ned Colletti no referido dia. 

Ademais, segue em anexo todas as informações e eventuais dúvidas para os próximos passos para você se tornar um membro da Divisão Oeste da Liga Nacional da MLB.

Atenciosamente,
Equipe Los Angeles Dodgers."

Foi exatamente aqui que eu percebi  o tamanho e o impacto das minhas ações. Estou pronto? Pronto para seguir em frente com um dos meus talentos e ao mesmo tempo, abandonar outros. 

Estou preparado? Tenho certeza de que quando contar isso para os meus pais, minhas malas já estarão dentro do avião. Mas até que ponto estou disposto a largar tudo o que conheço para embarcar em algo que parece um sonho, mas não sei se é realmente o meu.

Critiquei tanto a garota que me abandonou, por perceber que o pior de tudo é saber que ela sempre deixou as coisas bem claras, sua vida está toda planejada de acordo com as suas vontades. Ela tem um mundo aos seus pés, mil chances para recomeçar e nem um motivo para voltar atrás.

E enquanto a mim? Não consigo tomar nenhuma decisão concreta, pois sei que a ao contrário de Thea, para mim as coisas não são tão fáceis, uma vez que não tenho uma conta bancária capaz de reconstruir minha vida em qualquer lugar do mundo.

Só posso culpar a mim mesmo por me deixar levar por essa curta ilusão, Thea nunca ficaria aqui para sempre e apesar de querer ver o seu rosto de novo, de nada bastaria, somos completamente diferentes e estranhos agora. 

Clico nos documentos anexados no e-mail e leio todos os termos. Impressiono-me com as oportunidades e fico mais empolgado e ansioso do que antes. Posso estar um pouco confuso com tudo agora, mas sei que LA pode me oferecer mais do isso, posso não só seguir esse sonho, como também alcançar outros.

Thea decidiu voltar para a sua antiga vida sem mim e eu apenas fiz parte de um período paralelo pelo qual teve que passar. Então, agora estou também indo para outro lugar, e acho que posso viver a minha vida sem estar a sombra dela, esperando por algo que nunca vem.

— Eu sabia que iria conseguir. — Kat diz me tirando desses pensamentos. — Embora esteja um pouco chateada, por não ter me contado que fez esse tal teste. — continua. — É uma grande conquista saber que você foi admitido, mas você quer isso mesmo? Digo... você vai ter que largar tudo por aqui.

Aprendi ao longo dessas semanas, que certas coisas simplesmente não passam despercebidas por ela.

— Admito que estou indeciso... — solto o ar que nem sabia que estava prendendo. — Mas é quase certeza que vou aceitar, pelas circunstâncias e prioridades. Mesmo que esse não seja o meu plano inicial, talvez coisas maiores estejam por vir adiante.

Ela concorda com a cabeça e a campainha toca. Franzo o cenho, por não ter chamado ninguém e me levanto para atender a porta.

Distraído, dou de cara com a última pessoa que esperava ver.

Nash! — a voz que tanto queria ouvir, agora soa como uma antiga música tão repetida ao ponto de me causar repulsa quando toca.

Estreito os olhos e sinto uma raiva correr pelas minhas veias. Em um impulso, tento fechar a porta, mas sou impedido.

— Preciso que me ouça. — fala de novo.

— O que você quer? — pergunto seco. 

— Quem está aí? — Kat pergunta se levantando e vindo até nós dois.

— Oi... — Thea diz com a maior cara de pau que alguém pode ter.

— O que você está fazendo aqui? — pergunto ríspido. 

Thea tenta se aproximar, mas eu me afasto. Não sei se posso deixar ela entrar na minha vida novamente, ela está acostumada a ter tudo que quer, mas não pode me manipular também.

— Nash, egoísmo e orgulho na maioria das vezes defenderam os meus interesses. — ela começa. — Falo coisas ofensivas, faço coisas idiotas. Eu não sou perfeita, eu erro, erro feio. — continua tentando me convencer. — Sei que desculpas mudam pouca coisa, mas demonstram muita, todos os meus sentimentos e intenções. Então, se vim aqui para te dizer os meus motivos e te pedir perdão, é porque você é importante demais pra mim.

Estou tentando digerir a informação. Passei tanto tempo me convencendo que nunca mais a teria em minha vida. Ela não pode simplesmente brincar assim comigo.

— Thea, escuta. — passo as mãos pelos cabelos. — Sei que disse que estaria esperando por você, mas simplesmente não posso deixar você me tirar da sua vida e depois voltar como se nada tivesse acontecido. 

Ela olha para todos os lados tentando procurar uma desculpa, que se não a conhecesse bem, até acreditaria

— Você pode me culpar o quanto quiser, tem todo o direito. — alega com sua mascara de boa menina. — Mas aqui estou eu, pensei que pudesse correr mil milhas de distância ao ponto de te esquecer, mas nada mais faz sentido para mim. Meu lar é aqui, onde o seu coração está.

Parece que minha mente leva pontadas a cada palavra dita pela garota que costumava apenas exalar segurança e frieza. Quero abraçá-la e dizer que sou um tolo por ela, mas estaria sacrificando tudo o que quero e só fazendo mais uma de suas vontades.

Se você me ama, porque me deixou?

— Será que vocês podem por favor olhar para outra direção e enxergar que os dois cometeram erros? — Kat praticamente implora. — Não tenho nada a ver com isso, mas não façam essa história se repetir. 

Kat pega sua bolsa em cima da mesinha da sala e passa pela porta antes de me lançar um olhar como se quisesse que eu não estragasse tudo novamente.

— Cansei de ser fria. — Thea abaixa a cabeça e depois me encara com os seus olhos verdes penetrantes. — Cansei de por a culpa nos outros pela minha infelicidade e te usar como se fosse um antidepressivo. Porque você é minha cura, sei que o meu caminho até a felicidade é longo e duro, contudo, eu preciso primeiramente recomeçar algo que não teve um ponto final.

Droga!

Estou a ponto de ficar louco, meu coração bate tão forte que provavelmente deve estar afetando todo o meu corpo. Não estou acostumado com essa Thea, que está dizendo tudo o que eu queria ouvir. A verdade é que eu não sei lidar com a realidade. 

Meu pés se movem em sua direção e não tenho ideia do que estou fazendo, tudo acontece rápido demais e só me dou conta quando nossos rostos estão a poucos centímetros de distância. Ela parece uma miragem, algo que eu quis por tanto tempo que se tornou um efeito óptico. Sinto meu corpo se arrepiar quando Thea encara a minha boca e seguro a sua cintura involuntariamente. Com as mãos livres, ela me puxa contra ela e junta nossos lábios. 

Não é mais como antes, onde eu sabia que ela me via apenas como amigo. Seu beijo transmite algo a mais. Sua boca se move lentamente e eu acompanho o seu ritmo, sentindo sua a lingua contornar a minha. Suas mãos passeiam pelo meu cabelo e eu junto ainda mais nossos corpos. Meus dedos agarram o tecido do seu cardigã e em um fio de sanidade, separo-me dela com esforço.

Ela me encara confusa e meu cérebro volta a ter controle sobre o meu coração. 

— Sinto muito, Thea, mas é tarde demais pra isso. — digo e olho bem para o verde dos seus olhos antes de fechar a porta, sentindo uma mistura de negação e dever.

 

"Tudo que eu quero é nada mais

Que ouvir você batendo na minha porta

Porque se pudesse ver seu rosto mais uma vez

Poderia morrer um homem feliz, tenho certeza"

– All I Want – Kodaline.


Notas Finais


A THEA VOLTOU! Mas nem tudo é tudo está conforme os seus planos... E aí, o que acharam? Comentem! Sei que é chato ficar pedindo, mas isso nos ajuda muito, não só para a divulgação da fanfic e motivação de quem escreve, mas também para analisarmos o rumo que a história está tomando.

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