História Stay - Niall Horan - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Adele, Anitta, Ariana Grande, Austin Mahone, Bruna Marquezine, Camila Cabello, Dakota Johnson, Kendall Jenner, One Direction, Selena Gomez, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 7
Palavras 1.664
Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - - 3


Rose estava acabando de se arrumar quando ouviu seu celular tocar em cima da cama. Seus músculos todos se enrijeceram e seu coração começou a bater de forma descontrolada. Fazia apenas dois dias que havia decidido terminar de vez seu relacionamento conturbado com Justin, e apesar disso, seu coração ainda palpitava toda vez que seu celular tocava, imaginando que talvez fosse ele quem estivesse a ligar.

Mas será que ele seria capaz de pedir mais uma chance depois de tudo o que ele a fez passar? Será que ele havia se arrependido e queria poder recomeçar do zero? Não, isso não era típico de Justin Bieber. Rose sabia que ele não faria isso. Ele tentou de todas as formas se desapegar de uma vez dela para que pudesse seguir com suas sacanagens. Mas será que Rose estaria realmente disposta a esquecer tudo o que haviam passado juntos e simplesmente seguir em frente como se nada daquilo tivesse acontecido? Será que ela seria capaz de esquecer os beijos, abraços, as carícias, as palavras doces e que pareciam ser tão sinceras? Será que um dia essa dor em seu peito iria passar? São tantas perguntas que Rose não sabia se um dia teriam respostas, afinal, foram dois anos divertidos e inesquecíveis dedicados um ao outro, que por conta da fraqueza de Justin, foram desperdiçados e jogados fora de uma forma cruel e devastadora.

Meio relutante, Rose forçou suas pernas a caminharem até sua cama. Assim que chegou perto, seu celular parou de tocar. Era uma chamada de sua melhor amiga. Rose bateu com a mão na testa. A morena havia esquecido de seu compromisso. Eram tantos seus problemas que nem sequer lembrou-se que Nora a estava aguardando em casa. As duas haviam marcado de irem para o colégio juntas, mas com tanta coisa na cabeça, Rose havia esquecido completamente.

— Caraca. Nora vai me matar. – disse Rose a si mesma assim que apressou-se para pegar sua mochila e correu para poder chegar a tempo a casa de sua amiga que morava do outro lado da esquina. Com um olhar em seu pulso, para verificar a hora em seu relógio invisível, Rose deduziu que ainda estava cedo para as aulas começarem, então tinha tempo de chegar a casa de Nora antes mesmo do ônibus passar. Porém, Rose não contava com um imprevisto. Na correria e no nervosismo, a garota mal tinha percebido que não havia pegado o celular. Mais uma trágica falta de atenção. Rose estava a apenas alguns metros da casa de Nora quando voltou para trás. Ela poderia sair de casa sem sua mochila, com o cabelo todo desgrenhado, com a maquiagem borrada, ou até mesmo sem maquiagem, mas sem seu celular, jamais. Era como se aquele pequeno objeto inanimado tecnológico fosse uma parte de si, onde ficar sem ele era a mesma coisa que ficar sem ar para respirar, era necessário tê-lo a todo instante.

— Rose querida! Por que essa correria toda meu bem? – perguntou Margô, mãe de Rose com seu avental todo sujo de massa de panquecas.

— Longa história mãe! – exclamou a garota toda ofegante com a voz falhando por conta da falta de ar. Correu para seu quarto numa velocidade absurda. Seu celular ainda estava jogado em cima da cama, do mesmo jeito que ela havia deixado apos verificar as ligações. — Ai esta você Sr. Dark. – com seu precioso iPhone em mãos, Rose seguiu novamente na sua correria ao encontro de sua melhor amiga que obviamente estaria cuspindo fogo pelas ventas nesse momento. — Ai mãe, da próxima vez me lembre de tatuar Péssima amiga na testa viu. Ah, delicia. Vou comer no caminho. – assim que pegou uma das panquecas que sua mãe acabara de preparar, Rose correu desajeitadamente rumo a casa de Nora.

...✍


— Vai me ignorar então? É isso? Ok! – disse Rose vendo Nora fechar a porta de seu armário de forma brutal.

Rose havia chegado a tempo na casa de Nora, onde a mesma estava com os braços cruzados e visivelmente irritada. Trocaram apenas algumas palavras e entraram no ônibus que em segundos havia chegado também. O caminho se seguiu com Nora ignorando Rose o tempo todo, sem chances para uma desculpa, que para Nora seriam esfarrapadas e desnecessárias.

— Por que não me mandou um torpedo ou alguma merda do tipo pra avisar que não estava afim de pegar o ônibus comigo? Era só avisar Rosalinda! Por que você acha que essas porcarias existem? – disse Nora quase esfregando seu celular na cara de Rose. Rose ficou espantada com a atitude da amiga. Nora nunca foi de se exaltar por algo tolo ou sem importância. Mas naquele momento Rose teve a certeza de que não era a única passando por problemas.

— Entendo que esteja chateada Nora. Mas não é dessa forma grosseira que iremos resolver as coisas. Já te pedi desculpas por ter esquecido que íamos pegar o ônibus juntas. Poxa. Você sabe que minha cabeça anda a mil esses últimos dias. Será que não percebe que estou passando por momentos difíceis? – disse Rose controlando a voz que soava alta suficiente para que todos a sua volta ouvissem. — A separação dos meus pais está acabando comigo, e agora, tenho que lidar com o término com o Justin. Sei que você me avisou sobre isso. Que era besteira eu ter continuado com ele depois da primeira traição. Mais eu o amava, e ainda o amo. É por conta da minha ignorância sobre os fatos, agora estou aqui, destruída em todos os sentidos da palavra. – os lábios de Rose tremeram. As lágrimas já estavam prontas para serem derramadas.

— Sinto muito por sua vida ser tão complicada assim Rose. Mas você pediu por isso. Você se importa tanto com seus problemas que mal percebe a dor dos outros. – Rose ficou boquiaberta com o que acabara de ouvir.

— Nora. Eu.. Me.. Eu não... – Rose não conseguia achar as palavras certas para argumentar o que sua amiga acabara de dizer.

— Poupe suas palavras Rosalinda Winters. – com um olhar gélido e sem expressão alguma no rosto, Nora sumiu entre a multidão.

Rose estava com a boca seca e com os olhos úmidos. As lágrimas contidas, agora caiam intensamente sobre sua face. A dor que se instalava em seu peito ao ver Nora naquele estado era maior que qualquer outra coisa. Suas lamentações não eram nem a metade do que os olhos de Nora escondiam. Aqueles olhos azuis, apesar de frios e opacos, demonstravam muita tristeza, o qual Rose foi perceber apenas quando era tarde demais.

Rose limpou as lagrimas de seu rosto e correu atrás da amiga, a mesma já estava na sala de aula, sentada no mesmo lugar de sempre, com a cabeça baixa apoiada nos braços. Rose caminhou até a amiga e sentou-se na carteira a sua frente. Acariciou os cabelos negros da amiga de forma carinhosa, a mesma levantou a cabeça vagarosamente. Nora estava com os olhos inchados por conta das lágrimas derramadas. Suas orbes azuis estavam rodeadas de um vermelho intenso que tomava conta do branco de seus olhos.

— Me desculpe Rose. Não queria ter falado daquela forma com você. – disse Nora fungando. Alguns alunos já entravam na sala, fazendo a mesma ser invadida por conversas e risadas aleatórias.

— Esta tudo bem. Quer conversar sobre isso? – Rose secou algumas lágrimas do rosto da amiga com a manga de seu moletom.

— Não agora. – Nora sorriu, mas seu sorriso não foi convincente como todos os dias, o que levou Rose a concluir que algo sério estava acontecendo com sua melhor amiga. Rose concordou em não tocar no assunto em respeito ao estado frágil de Nora.

O sino para a primeira aula havia batido. Todos os alunos já estavam em seu devido lugar, exceto Louis. O que era extremamente estranho, pois Louis era sempre o primeiro a chegar, e hoje havia se atrasado. Rose pensou que talvez o moreno não viesse por conta de algum problema pessoal ou até mesmo uma virose, pois todos sabiam o quanto Louis era sensível, e essas mudanças de clima sempre deixavam o moreno alguns dias de repouso em casa.

— Bom dia turma. Abram o livro na página 67. Gregory, pode ler o enunciado por favor? – disse a professora Johnson após adentrar a sala.


...✍


A primeira aula já estava no fim quando Rose sentiu um cutucão em sua costela. Nora estava usando a traseira do lápis para chamar a atenção da amiga. Rose sorriu em ver a expressão aliviada e o sorriso travesso nos lábios de Nora.

— Olhe. – Nora apontou o dedo discretamente em direção a porta. Foi nesse momento que algo estranho mexeu dentro de Rose. — Quem é aquele garoto esquisito com o Louis? – perguntou Nora. Rose apenas deu de ombros. Pois também não o conhecia. Na verdade, ela tinha certeza que o garoto não era conhecido de ninguém por conta dos cochichos e dos olhares curiosos.

— Seja bem vindo Sr. Horan. E Louis, não se preocupe. Tenho certeza que o diretor Payne irá entender o atraso de vocês. Com licença. Agora tenho que ir, tenham uma boa aula meninos. – disse a professora Johnson aos dois rapazes que estavam parados em frente a porta.

Assim que os garotos entraram definitivamente na sala de aula, Rose se pegou com os olhos cravados no loiro que caminhava em sua direção. Algo naquele garoto fazia o coração de Rose quase saltar para fora do peito. Um sentimento sinistro a dominou. Mas Rose sabia que não era o momento de se embriagar com aquele charme desconhecido. Seu coração não deveria bater daquela forma desgovernada depois de tudo que havia passado por conta dele. Ela não deixaria seu coração falar por si, não dessa vez.

Assim que o loiro encontrou seu olhar, Rose sentiu sua mão coçar e em um ato inesperado e sem noção, ela mostrou o dedo do meio para o garoto, fazendo o loiro arregalar os olhos sob seus óculos emprestados. Rose virou o rosto logo em seguida envergonhada pelo o que acabara de fazer e focou sua mente na prova da aula seguinte.



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