História Stay With Me - Book 1 - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Eloy, Gay, Romance, Stay With Me, Trevor, Trevoy
Visualizações 7
Palavras 835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


O tic-tac do relógio negro na parede cinza do quarto trazia certo desespero e ansiedade. As horas pareciam correr quando sabíamos que o fim estava próximo de chegar. O inverno acabava naquela noite e, logo viria à primavera, com suas flores e sua aura doce. A estação dos apaixonados, como diria minha mãe.

O cheiro forte de Bleu de Chanel havia tomado o quarto de decoração escura, com suas notas de limão e sândalo australiano. 'Viciante' seria a palavra certa para descrever a fragrância que, me trazia certa familiaridade e conforto. O corpo nu de Trevor estava parado na varanda. Seus ombros tencionados e seu abdômen inclinado sobre a sacada, enquanto o mesmo sugava um filtro de Parliament, soltando a fumaça pela madrugada escura de Seattle.

Levantei da espaçosa cama, vestindo apenas sua camisa e caminhei até o lado de fora, abraçando seu corpo e enterrando o rosto em suas costas.

"Eu te amo porque te amo./Não precisas ser amante,/E nem sempre sabes sê-lo./Eu te amo porque te amo./Amor é estado de graça/E com amor não se paga."

Meu coração se acelerou, escutando sua voz rouca. A brisa gelada passou pelo meu corpo, fazendo-me agarrá-lo ainda mais contra mim.

"Amor é dado de graça/É semeado no vento,/Na cachoeira, no eclipse./Amor foge a dicionários/E a regulamentos vários."

Trevor apenas recitou, sem se virar. Escorreguei meu indicador pela linha de sua coluna, sentindo sua pele se arrepiar.

"Eu te amo porque não amo/Bastante ou demais a mim./Porque amor não se troca,/Não se conjuga nem se ama./Porque amor é amor a nada,/Feliz e forte em si mesmo.

Ele deu uma breve pausa, sorrindo de um jeito melancólico, suspirando.

"Amor é primo da morte,/E da morte vencedor,/Por mais que o matem (e matam) /A cada instante de amor."

– Lindo... – disse baixinho. – De quem é? – ele soltou à fumaça e virou a cabeça, me olhando de soslaio.

– Carlos Drummond de Andrade. Um poeta brasileiro que minha avó gostava. Cresci ouvindo os poemas dele quando ia para casa dela, em Illinois. – Trevor se virou e apoiou os cotovelos no parapeito. – Esse poema, em particular, me chamou a atenção. Reli-o durante algumas madrugadas de insônia e... É como se ele dissesse tudo o que sinto sobre o amor, sobre você, em apenas quatro estrofes...

– Nosso amor não é tóxico, é puro. É belo e sincero. Não precisamos provar nada para ninguém, apenas amar um ao outro como se não houvesse barreiras. – olhei diretamente em seus olhos que, antes me traziam conforto, mas, agora, havia apenas preocupação e dor. – Apenas lembre-se de como é este sentimento.

– Não vou me esquecer, nunca. – ele tragou o cigarro uma última vez e o apagou no cinzeiro. Soltou a fumaça lentamente pelos seus lábios finos e me abraçou. Eu percebi, naquele momento, que não podia perdê-lo. Nada mais valia à pena do que Trevor e todos aqueles sentimentos que ele despertou em mim. – Deveria estar dormindo. Você tem aula às oito.

Não. Não estava preparado para voltar para a escola. – Não pretendo ir. Não hoje...

Assente, talvez para ele fosse do mesmo jeito. Trevor entendia minha dor por estar vivenciando-a comigo e, aquilo estava destruindo, tanto a mim quanto a ele. Fechei os olhos calmamente, sentindo-o depositar um beijo em minha testa. Havia reparado que Trevor estava distante e frio por esses dias, todavia, naquela madrugada silenciosa, ele parecia estar ainda pior.

– Podemos superar isso. – assegure-o. – Passar por isso, juntos, só... Deixe-me tentar. Por favor, me dê uma chance--...

– Não, – ele me interrompeu bruscamente, segurando meu queixo – já conversamos sobre isso, Eloy.

Não tentava lutar, ele não se movia nem um pouco para tentar mudar o fato, apenas esperando que ele fosse consumado. Suspirei, tentando ignorar a dor já conhecida. Trevor me puxou para cima, pegando-me no colo.

– Eu não posso ficar... – disse quase como em um sussurro e caminhou até dentro do quarto, deitando-me suavemente nos lençóis negros. – Mas, também não posso ir. Não completamente. – Trevor levou minha mão até seu peito. Pude sentir seu coração acelerado.

– Durma. Não irei sair do seu lado. – disse taciturno, se deitando de lado, com a cabeça apoiada na palma da mão.

– Como saberei que não está mentindo? – me virei de frente para ele, encolhendo-me em seu peito.

– Eu nunca mentiria pra você. – Trevor começou dedilhar meu quadril, trazendo-me arrepios pelo corpo. Beijei seu peito desnudo e encostei a testa ali, sentindo minhas pálpebras pesarem.

– Eu amo você... – sussurrei como um segredo só nosso. Seus doces lábios capturaram os meus pela última vez, em um selar fraco.

– Se eu não te amasse, não estaria fazendo isso. – murmurou. Queria ter dito algo, mas, adormeci instantaneamente.

De manhã, acordei sozinho, em um quarto onde o sol foi proibido de banhar em luz, com grossas cortinas tomando as grandes janelas da varanda; em um quarto onde o cheiro de limão e sândalo australiano eram as únicas coisas que ainda pertenciam a ele; em um quarto onde as paredes cinza confidenciaram minhas lágrimas de dor e perda. Ele não podia ficar. Ele havia partido.


Notas Finais


Curtam a página que está no link abaixo. Postarei tudo sobre o livro lá.
Assistam o trailer também.

Página: https://www.facebook.com/ncalmeidaofficial/

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SypaFOSYbmM&feature=youtu.be


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