História Stay With Me - Livro II - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Chicklit, Comedia, Dança, Ficção Adolescente, Love Story, Romance, Teen Fiction
Exibições 15
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


olá lindjos

Capítulo 22 - Chapter 21




             —Achei que ele tinha melhorado nesse negócio de briga.- ouvi a voz de Marc ao longe.

—Graças a Deus que foi só um corte no supercílio e um desmaio. Ele teve sorte.- Susie parecia mais perto de mim do que ele.

—Espero que fique bom logo para que eu possa dar uns tapas merecidos na cara dele por ter feito Jennifer dar um susto em todo mundo passando mal.- A voz de Andrew alternava entre a raiva e a pena de mim. Agora eu estava com uma dupla dor: a dos machucados e por ter feito uma mulher grávida passar mal.

Eu não queria levantar dali tão cedo.

—Eu ajudo.-ouvi uma voz fraca muito mais ao longe do que todas as outras. Pela respiração de todos o dono, ou melhor, dona da voz tinha aparecido naquele exato momento.

Foi aquela voz que me fez agir como um cara decente e abrir meu olhos de uma vez por todas.

Jessica

—Eu ajudo. - foi o que eu me esforcei a dizer depois de mais ou menos cinco minutos parada ali na porta sem ninguém me notar. Tive que fazer um esforço já que gastei toda a minha voz gritando para que socorressem a Jen e o garoto deitado na maca à minha frente.

Naquela cena, era assim que ele parecia para mim. Um garoto.

Susie pigarreou:

—Hm...Marc não acha que é melhor irmos tomar um suco de laranja no refeitório? Principalmente, você que bebeu tanto...

—Estou bem aqui.-Marc deu de ombros simplesmente, mas Susie fez uma cara feia para ele. —Porém, nossa, faz tanto tempo que eu não tomo um suco de laranja. Vamos.

Eu ri do modo mais que artificial como ele disse aquelas palavras e eles me cumprimentaram ao passar pela porta.

Susie ficou um pouco atrás de Marc, pois ficou no mesmo lugar após os beijos na bochecha e segurou meu braço.

—Eu sei que é difícil pedir isso para você, mas... Pega leve com ele. Ele é um idiota e todo mundo já percebeu isso, porém ele está tentando, eu juro que está. Tyler nunca  teve que correr atrás de alguém e isso é péssimo.Você é a única pessoa que eu tenho certeza que pode dar um jeito nele. Ele te ama, de verdade.

Ela me deu um abraço:

—Ele não queria que você passasse por isso.

—A pressa acabou, Susanne?-Marc gritou no corredor no momento em que uma enfermeira passava e fez um "shhh" bem enfático.

Susie revirou os olhos e foi em direção a ele.

Andrew parou ao meu lado e eu me virei para ele.

—Jen disse que só é para você aparece lá quando tiver se acalmado. O bebê está bem, só ficou meio agitado com a confusão e o barulho, ela também ficou estressada por isso o sangramento, mas não foi nada absurdo.- eu pus as mãos em seus ombros quando ele arregalou os olhos.

—Você acha que é uma boa ideia eu ir ver ela agora? Será que ela não vai ficar mais nervosa e estressada?- era engraçado ver o Andrew assim.

Ele era o primeiro namorado que se importava realmente com Jennifer, além de ser uma ótima pessoa. Não poderia imaginar a essa altura ele com alguém que não fosse ela.

—Respira fundo e vai lá. Tenho certeza que ela vai ficar nervosa se você não aparecer lá e vai descontar no coitado do médico que está quase expulsando-a do quarto pela quantidade de perguntas malucas que ela está fazendo.- Andrew riu um pouco, deu um beijo na mão minha bochecha e saiu do quarto.

Foquei no indivíduo deitado na minha frente e andei lentamente em sua direção. Ele tinha um curativo perto da testa e seu nariz tinha um tom meio arroxeado.

Suas pálpebras se mexeram e eu soltei um riso baixo.

—Pode parar de fingir. Eu sei que você está consciente.- o canto do seu lábio se moveu num sorriso estranho e quase imperceptível. Notei que aquele lugar também estava ferido.

Christian deve ter acertado o rosto de Tyler mais algumas vezes quando o segundo desmaiou e eu desisti de ficar vendo aquela palhaçada e resolvi ajudar Jennifer que sentia fortes dores.

—Eu queria estar fingindo, mas o seu namorado fez um bom trabalho aqui.- a voz dele saiu meio arrastada e ele apontou para o curativo no supercílio.

Seria cômico se não fosse trágico quando ele tentou abrir os olhos mais do que um milímetro, sem sucesso.

Quando eu toquei o machucado em seu lábio, ele os fechou totalmente e soltou a respiração como se estivesse aliviado.

—Por falar em namorado cadê o seu? Ou melhor, seu dono...- respirei fundo e tirei a minha mão dali . Estava realmente difícil fazer o que Susie me pediu.

Tentei levar na brincadeira:

—Se eu fosse você não entraria nesse assunto agora. Eu estou perto de seringas com líquidos que em certas doses podem ser letais.- ele abriu um sorriso fraco entendendo que eu não estava disposta a ouvir os comentários sarcásticos dele.

—Por que você está aqui?- perguntou num tom sério.  

—Porque, Tyler Richards, a briguinha idiota de vocês dois fez Jennifer e o bebê dar um susto enorme em todo mundo e ela acabou vindo parar no mesmo hospital que você.- eu dei de ombros parecendo indiferente.

Ele se levantou para sentar com a coluna mais reta, por um lado confirmando o meu pedido para que ele não tivesse apanhado muito e por outro confirmando como ele era fresco.

—Qual é a dificuldade em admitir que ficou preocupada comigo?- ele me encarou.

—Nenhuma dificuldade, até porque, eu não disse que não fiquei.- minha voz saiu quase inaudível.

—Também não disse que ficou.

—Eu não conheço ninguém que gosta de ter o ego tão amaciado quanto você.- ele deu de ombros.—Mas sério, Tyler, eu acho que já te disse uma vez, mas vou dizer de novo: Eu acho que não nascemos para ficar juntos.

—Jessica, não, escuta...-sua voz se alterou um pouco mas eu o interrompi.

—Não, Tyler, me escuta você. Eu já te escutei várias vezes e agora é sua vez. A realidade é que eu amei um cara idêntico a você, tanto no físico como em personalidade, porém ele não era nem um centímetro complicado como você.

Eu abaixei o olhar por um segundo, mas tinha que terminar tudo o que eu vim para falar.

—Eu me apaixonei pelo Jason. O cara que eu mal conhecia e que, poxa, começou a fazer parte do meu coração sem eu notar. Esse cara não era noivo da minha irmã nem era um dos caras mais ricos do mundo. Ele era um cara normal, tão normal quanto eu. Nosso relacionamento era fácil, eu sabia o que sentia por ele e sabia o que ele sentia e o que seria capaz de fazer por mim.

Ele segurou minha mão e eu o encarei.

—Tyler foi uma tempestade que passou entre nós que levou o Jason para longe de mim e tentou ficar em seu lugar. Que revirou minha vida de cabeça para baixo e que continua bagunçando minha mente sempre que pode.- podia sentir as lágrimas ameaçando cair.—Eu tentei, Tyler, eu juro que sim. Porém a cada dia parece que você está mais longe de ser o Jason que eu queria que você fosse. Eu sei que eu não posso te obrigar a ser quem você não é, mas você também não pode me obrigar a sentir algo por alguém quem eu achei ser outra pessoa.

Eu olhava no fundo de seus olhos e esperava que ele enxergasse a sinceridade com que eu falava.

 Ficamos em silêncio se encarando enquanto as lágrimas inundavam meu rosto. Tyler então colou as pernas para fora da maca e sentou mais perto de mim.

 

 Tyler 

 

Ela falava sério.

Eu poderia sentir em sua voz,  em seu olhar, em sua linguagem corporal.

E eu estava com tanta raiva de mim mesmo.

Pessoas reclamam que não acham alguém que valha a pena largar tudo para curtir ao lado daquela pessoa, e aqui estava eu, com a mulher da minha vida em minha frente, cansada de esperar alguma atitude vinda de mim. Tão cansada de mim que não tinha certeza dos meus sentimentos por ela.

Eu a abracei e ela não recusou. Senti as gotas quentes molharem minha camiseta e a apertei mais um pouco.

Não poderia pedir para que ela ficasse, que ela largasse tudo por mim, quando eu nem mesmo tentei fazer isso por ela.

Tinha que deixá-la ir, mais uma vez, desta vez para sempre.

—Isso é uma despedida, não é?- perguntei com o fio de esperança  e cara de pau que ainda me restava.

Ela assentiu com a cabeça.

—Então quando você passar por mim na rua ou no elevador vai virar a cara?- ela riu e se afastou para me olhar com aqueles olhos cinzentos que eu tinha certeza que nunca iam sair da minha mente.

—Não, seu idiota. Só não teremos mais isso.- ela gesticulou entre nós dois.—Mas acho que poderemos ser amigos ou conhecidos.

—Não, não poderíamos.- ela levantou uma sobrancelha. —Não conseguiria te ver com alguém que conseguiu fazer o que eu não tive a capacidade. A menos que você queira ensaiar a minha futura noiva e eu.

O desviei o olhar e respirei fundo, ela riu fraco.

 —Tem razão, não conseguiria te ver dançando com outra garota.- ela encostou a cabeça no meu peito novamente enquanto eu acariciava os seus cabelos.

 —Então você o escolheu mesmo?

—Eu não o escolhi, eu escolhi a mim mesma.

—Aham, não precisa dessa história, eu sei que vocês sempre escolhem o loiro com pinta de galã de Hollywood.- Jessica gargalhou como eu não via há muito tempo.

 —Idiota.- ela bateu em meu braço. —Mas você tem que admitir que ele é melhor em brigas do que você.

Eu fechei a cara.

Seu celular indicou a chegada de uma mensagem e então eu percebi que era isso.

Acabava ali.

 —Acho melhor eu ir. -Jessie cruzou os braços na frente do corpo e eu apenas assenti com a cabeça enquanto nos olhávamos.

Pus uma mão na sua cintura e ela não reclamou. 

 —Jess... 

Pus a outra em sua nuca e a puxei para mim. 

 —Tyler... 

Quando nossos lábios se encontraram não foi como das outras vezes. Na verdade, parecia mais com o nosso primeiro beijo no sofá do seu apartamento.

Parecia ter acontecido há milênios.

Era como se não soubéssemos exatamente até onde poderíamos ir com aquilo.

Apesar da ardência no meu lábio eu a puxei para ainda mais perto de mim. Não tinha certeza se teria essa experiência de novo.

Nos afastamos por míseros segundos para pegar fôlego, mas foi Jessica que juntou nossos lábios novamente enquanto acariciava meus cabelos.

Para mim, o mundo poderia ter acabado naquele instante que eu não reclamaria.

De fato, ao ouvir a voz vinda da porta, o mundo de Jessica estava próximo de um caos.

—Jessica?- o reconhecimento me fez sentir raiva.

Raiva essa que só aumentou ainda mais quando notei que, além de atrapalhar meu último momento com a mulher da minha vida, eu tinha feito muito menos estrago naquele rosto do que o que o dono daquela voz fez comigo.

***********


Notas Finais


AGRADECIMENTO ESPECIAL PARA: LorhenRods que favoritou a fic, espero que esteja gostando <3


christian's voice : " Bonito! Que bonito, hein! Que cena mais linda. Será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí?"

AHUHSUHUSAHU brinks

olá, gente

como vcs estão? o que acharam do capítulo?

O que será de Jyler agora? E vcs são #TeamTyler ou #TeamChristian?

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Não se esqueçam de votar/favoritar e indicar para os amiguinhos!

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amo vcs

xx


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