História Stay With Me - Livro II - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Chicklit, Comedia, Dança, Ficção Adolescente, Love Story, Romance, Teen Fiction
Exibições 9
Palavras 1.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hi
Espero que gostem

Capítulo 25 - Chapter 24


Jessica

Eu não voltei para casa assim que saí da lanchonete.

Fiquei andando pelas ruas sem focar meu pensamento em alguma coisa concreta.

Era apenas uma caminhada. Uma atividade que meu corpo não via dificuldade em fazer naquele momento, diferentemente de pensar.

Pensar, nem que fosse na coisa mais simples, fazia minha cabeça doer.

Eu chorei. Chorar também não parecia tão difícil para o meu corpo então eu o fiz.

Já estava escuro e eu não fazia ideia de onde eu estava quando meu telefone começou a tocar.

Na verdade ele já tinha começado a receber ligações uma hora atrás, alternando entre 10 minutos ou mais.

Agora era incessante, acabava uma chamada e já começava outra.

Olhei o visor e tinha vinte de Jennifer,  quinze de Daniel, sete de Andrew,  duas de Christian e quatro de Brian.

Nem fiz questão de ver as mensagens, retornei logo para Brian.

Ele atendeu no segundo toque.

"Alô? Jessie?"  só de ouvir a voz dele meus olhos estavam marejados. Eu não lembrava de como estava sentindo a falta dele.

—Brian, que saudade de falar com você.-meu humor já dava sinais de melhora.

"Até parece. Nem lembra mais de mim." ele riu "Como você tá? Na hora que eu estava ligando para você, Jen me ligou desesperada dizendo que vice não tinha chegado em casa ainda e que não atendia as ligações."

Respirei fundo.

—Daqui a pouco eu estou voltando. Eu só precisava respirar e andar um pouco sozinha.

"Fiquei sabendo que Tyler se mudou para Nova York também. Ele te procurou?" eu dei um risinho sarcástico.

—Nem precisava me procurar. Qualquer lugar que eu vá nós nos encontramos. Até  no meu prédio ele veio parar.

"Sério? Mas foi coincidência? Inacreditável."

—Ele disse que sim, mas não tenho certeza se devo acreditar ou não. Ah, se você soubesse como eu baguncei minha vida novamente, você me bateria.

"Vocês... hm... tiveram algo de novo?"

Então eu contei toda a ladainha. Desde o dia que dançamos juntos e que eu achei que poderia dar uma nova chance a ele, até minha conversa com o Christian mais cedo.

"Eu sinto muito, Jessie. Eu queria estar aí pra te ajudar nesse momento." eu sabia que cada palavra que ele dizia era verdade.

—Não sinta, uma hora eu teria que aprender a como passar por isso sozinha, não é?- dei de ombros

"Não. Não precisa ser assim. Não precisa passar por isso sozinha. Quando precisar falar com alguém pode me ligar a qualquer hora, você sabe que eu vou estar aqui para você sempre." eu sorri mesmo que ele não conseguisse me ver. "Hm, Jessie, eu preciso procurar o número de alguém agora, mas mais tarde eu te ligo, okay?"

Eu concordei, desliguei o telefone e  voltei a caminhar sozinha.

Olhei ao meu redor novamente, não fazia a menor ideia de onde estava ainda.

Parei um táxi, passei meu endereço e avisei que ele não precisaria se preocupar em fazer o caminho mais rápido, quanto mais longo melhor.


Tyler

Minhas "férias emergenciais" não duraram apenas um dia, mas sim uma semana.

Marc e Susie seguiam suas vidas saindo de casa e voltando no fim da noite ou até mesmo de madrugada.

Eles me chamavam para sair mas eu recusava todos os convites.

Tinha voltado ao mesmo estágio de quando Jessica me deixou na Inglaterra e veio para cá.

Meus amigos continuavam com a "farsa" de que eu estava indo trabalhar normalmente pelo menos para o meu pai.

Rosa e minha mãe sempre conseguiam ler as entrelinhas, mas eu não aprofundava o assunto e elas não insistiam.

Andrew às vezes parava no meu andar e conversávamos um pouco sobre como estava o bebê dele ou como ele estava se sentindo com essa nova etapa da vida dele.

Nunca sobre mim.

Nunca sobre Jessica.

E eu agradecia por isso.

Estava passando a maior parte do tempo no meu quarto, enfurnado fazendo esboços e mais esboços de projetos.

Adiantei a organização de tudo que eu precisava para o meu ingresso na NYIT e me matriculei numa academia apenas para não ficar, além de solteiro, também fora de forma.

Essa era minha rotina: eu acordava, fazia uma caminhada, voltava para casa (especificamente para o meu quarto), continuava/iniciava projetos, ia à academia, e se o dia fosse bom dava uma lida nos relatórios da empresa.

Marc ocupava bem o meu lugar e era andava com um melhor rendimento que eu nos últimos meses, e eu agradecia por isso.

Num desses dias de rotinas infinitas e iguais, Susie e Marc saíram para jantar como de costume na sexta-feira à noite, minha campainha tocou.

Meu coração deu um looping, mas depois chegou à conclusão que eu não deveria alimentar essa ilusão que Jess apareceria na minha porta dizendo que ficaria comigo para sempre.

Eu não merecia isso.

Na porta era Kayla, arrumada demais para apenas uma visita.

Seus cabelos cor de fogo estavam em maior parte soltos e uma pequeno coque no topo da cabeça.

Eu achava um penteado que ficava legal nas garotas, de fato, nela ficava extraordinariamente elegante, porém eu nunca tinha conseguido chegar uma possibilidade plausível para inventarem aquilo.

Kayla tentou esconder uma cara feia quando me viu abrir a porta.

Meus cabelos estavam mais longos novamente, e eu apenas alinhava minha barba, exatamente como quando a Jessica me deixou da primeira vez.

Era como um deja vu.

—Juro para você que eu achei que era boatos.- foi a primeira coisa que ela disse enquanto eu dava espaço para ela entrar no apartamento.

Seu vestido rosa claro era de um tecido esvoaçante que balançava seguindo o ritmo de seus passos mas era bem simples .

—Que boatos?-perguntei me dirigindo até a cozinha, rezando para que um milagre tenha acontecido e alguém, que não fosse eu, tivesse feito compras.

—Boatos que você estava péssimo e definhando num quarto.- ela deu de ombros se sentando no sofá.

—Obrigado pela parte que me toca, mas acho que estou nesse caminho mesmo.- eu esbocei uma reverência e ela riu.

Não foi um riso falso, mas também não foi um riso tão genuíno assim.

Olhei para seu rosto pela primeira vez naquele dia, analisando de uma forma que não parecesse muito invasiva.

Me surpreendi ao encontrar, praticamente o meu estado de espírito, um pouco menos intenso, refletido nela embaixo da maquiagem.

Garotas tinham essa vantagem: conseguiam disfarçar um pouco e segurar a onda de um jeito que qualquer um despercebido acreditasse no que elas querem que você enxerguem.

Parabéns, garotas. Nós homens somos uns frouxos.

—Bem, acho que você não é o único.-ela disse confirmando minhas suspeitas.

—Tá tudo bem? Brigou com o namorado?- eu perguntei quase fazendo um culto por ver a geladeira cheia.

—Namorado? Não, esse é um termo muito forte. Poderia dizer problemas pessoais ou uns assuntos do passado, mal resolvidos. - Kayla disse dando de ombros.

—Por que deixar tão aberto assim o assunto?

—Porque hoje eu não estou aqui para falar dos meus problemas e nem para ouvir os seus. Vamos, esqueça isso um pouco. Você vai acabar entrando em depressão desse jeito.

Eu fiquei surpreso. Era a primeira vez que eu via Kayla agir tão casualmente.

Resolvi tentar não ser um idiota e perguntei:

—O que você tem em mente?

*****


Notas Finais


Hey, loves
Como vocês estão?

Atualizei mais cedo por dois motivos:

-porque semana que vem entrarei em semana de provas e talvez atrase a próxima atualização

-também porque a inspiração bateu. Huahah

Enfim o que acharam do capítulo?

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Leiam também: When Love Comes Around |h.s. (Fanfic/ Em Andamento)

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Até mais
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