História Stay with me... - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, Got7
Tags Bobsoo, Chaelisa, Gjen, Gtop, Jenlisa, Jennie X Lisa, Markson
Exibições 44
Palavras 3.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oooooi XD
Primeiramente, muito obrigada pelos novos favoritos e comentários <3
Eu tenho umas coisinhas pra falar sobre a fanfic.
1 - Vai demorar um cadinho pra JenLisa começar, como vocês notaram, elas não se conhecem ainda. Até lá a trama vai ficar mais voltada para a Jisoo e a vida pessoal da Lisa e a da Jennie. Mas não vai demorar taaaanto assim, menos de cinco capítulos até elas se conhecerem de verdade, juro.
2 - Eu gosto muito de roupas, por isso fico pesquisando e pensando nas roupas delas. Então vou deixar um link sempre que eu tiver uma roupa específica em mente. Não que isso importe muito, é só capricho mesmo AHSUSHAU :3
Acho que só isso.
Roupa da Jisoo nas notas finais já que não pode link aqui.

Bem, era isso... boa leitura ^^

Capítulo 4 - You don't understand...


Fanfic / Fanfiction Stay with me... - Capítulo 4 - You don't understand...

neodo nawa gachi himdeuldamyeon (Se você se sente como eu me sinto)

uri jogeum swipge gal suneun eopseulkka (Não podemos facilitar as coisas?)

If You - BIGBANG

A mulher observou seu rosto no espelho enquanto penteava os fios negros que pendiam de sua cabeça. Hoje precisava ir a um almoço beneficente no lugar de Jennie, que teria um encontro com JiYong, por isso seus pais a pediram para tomar o lugar da irmã. Estava animada com o evento, teria crianças e amava crianças.

O inverno estava rigoroso como sempre, mas o lugar no qual aconteceria o evento seria fechado e aconchegante. Por isso optou usar uma blusa de mangas que iam até metade de seu antebraço cor de rosa com detalhes de pedras transparentes, uma saia longa de tecido leve, com o mesmo tom de rosa, ia até metade de sua canela, era um conjunto adorável que Jennie havia lhe dado de presente. Suspirou e olhou para o closet aberto e caminhou até o local, seguindo para o armário de sapatos. Ouviu alguém entrar no quarto, porém não se importou em ir até lá, provavelmente era Jennie.

Pegou uma bota preta que não chegava nem à metade de sua canela e sorriu fraco, era uma de suas favoritas... Jiwon havia lhe dado. Talvez não devesse mais usá-la, mas era bonita e confortável. Suspirou e fechou a porta do armário, mas ao fazê-lo, a pessoa que estava atrás da porta a assustou, fazendo com que derrubasse as botas.

— O que você pensa que está fazendo? – Perguntou assustada ao ver que era Jiwon.

— Ji-ah... – Jiwon suspirou e segurou o rosto da mulher, que deu um passo para trás, mas o maior foi para frente também. Ela sabia que acabaria encostada contra a parede se continuasse indo para trás. – Eu não vou mais correr atrás de você – o coração de Jisoo parou por alguns segundos e então começou a bater rápido. – Eu sei que não pode deixar a sua família e suas ambições para trás... mas eu precisei vir aqui e te perguntar uma última vez se é o que quer.

— Ji... Jiwon... você sabe que já tomei a minha decisão – Jisoo abaixou a cabeça, não queria ver aqueles olhos pequenos que tanto amava ficarem tristes. Mordeu o lábio inferior, queria abraça-lo e beijá-lo. – Eu não posso.

— Mas quer?

— Você acha que eu simplesmente deixei de te amar? – Agora a mulher olhou diretamente nos olhos do maior. – Jiwon, eu te amo tanto e isso me machuca o tempo todo, mas não podemos.

— Entendo – Jiwon suspirou e soltou seu rosto. Jisoo o observou engolir em seco e morder o lábio inferior, como se controlasse para não chorar. Mas ainda assim seus olhos lacrimejaram e ele riu baixo, olhando para o lado. – Eu... – ele tentou falar, mas sua voz saiu embargada.

— Pare com isso – a mulher soluçou, as lágrimas já rolando por seu rosto. – Não torne as coisas mais difíceis para nós dois.

— Você sabe que, por mim, estaríamos longe de toda essa gente, vivendo a nossa vida – ele retrucou, observando o rosto chocado de Jisoo.

— Você não me entende, não é?

— Quem não entende alguém aqui é você, Jisoo – ele ficou irritado e a mulher respirou fundo, não queria brigar. – Eu cresci na sua casa, como filho da empregada. E graças a bondade do seu pai, eu pude estudar num bom colégio e ainda pude trabalhar aqui também, recebendo um bom salário e eu nunca vou esquecer isso. Eu sou grato à sua família. Mas eu tive que fazer tudo isso sozinho, trabalhei o máximo que pude e sempre estive estudando, mesmo quando nem conseguia ler direito o que estava no papel – ele parou para respirar fundo, as lágrimas rolando por seu rosto. – E eu me apaixonei por você de uma forma absurda. Mesmo antes de me aproximar de você. Minha mãe dizia “não se aproxime delas, meu filho, vocês são de mundos diferentes”. E então minha mãe faleceu e eu só tinha eu mesmo.

— J...

— E você quer dizer que eu não te entendo? – Ele perguntou indignado, cortando a mulher. – Não entendo o quê? Que você cresceu sendo mimada por dinheiro e amigos ricos, que podem te dar o que quer na hora que quer? E eu não posso te dar isso, não importa o quanto eu estude e me dedique, eu nunca vou ter o nome que deseja, não é? – Jisoo sentiu sua garganta fechar e mais lágrimas rolarem por seu rosto. Aquilo doía, não conseguia ouvir esse tipo de coisa do homem que amava. – Eu vou sair da sua casa. Eu nunca pertenci a este lugar de qualquer forma. Não se preocupe, na faculdade eu vou evitar estar no mesmo local que você. Perdão por não entender seus sentimentos fútei-

Mas sua fala foi cortada pelo impacto da mão da mulher em seu rosto, causando um estalo alto, seguido de um silêncio absurdo, doloroso. Apenas podiam ouvir suas próprias respirações e os soluços baixos de Jisoo.

— Eu não acredito que, depois de todo esse tempo, você me vê dessa forma – a mulher falou, sua voz saindo cortada. – Eu achei que você me conhecia melhor do que ninguém, mas, claro, eu me enganei. Por favor, saia do meu quarto e nunca mais entre aqui sem a minha permissão.

— Jisoo...

— Saia! – Ela gritou, as lágrimas já escorrendo por seu pescoço e os soluços saindo altos. Jiwon estava arrependido, ela sabia, mas isso não tornava mais fácil ouvir o que ele disse. Talvez fosse até melhor que brigassem e ele desistisse e correr atrás dela, assim estariam longe de uma vez por todas.

Ele saiu sem pressa do quarto, deixando Jisoo sozinha no closet, chorando copiosamente com as mãos no rosto. Estava cansada, tão cansada que nem ao menos conseguia pensar no que havia acabado de acontecer. Queria só sentar ali mesmo e chorar, se trancar naquele closet e esquecer que o resto do mundo existia. Era tudo o que queria.

Porém precisava engolir seu choro e seguir em frente. Respirou fundo algumas vezes, mas a voz de Jiwon continuava ecoando em sua mente. Olhou para as botas e as guardou novamente, para pegar um salto bege em seguida e saiu do closet, encontrando Jennie sentada em sua cama com uma expressão estranha, ela parecia triste e brava ao mesmo tempo.

— Não diga nada, eu não tenho cabeça para isso agora – Jisoo falou baixo, deixando o salto em frente ao espelho de corpo inteiro ao lado de sua penteadeira e sentou-se na cadeira do móvel. Viu como seu rosto e olhos haviam inchado e respirou fundo, se controlando para não soltar mais lágrimas.

— Eu só quero que saiba que eu estou aqui, unnie – Jennie falou baixo, se aproximando da irmã mais velha. Abraçou-a com carinho por trás e beijou o topo de sua cabeça, curvando-se já que a irmã estava sentada. – Sempre que precisar, me procure, ok? Não passe por isso sozinha.

— Você o viu quando ele saiu? – Jisoo olhou para o rosto de Jennie pelo espelho, mas a mais nova apenas suspirou.

— Esqueça-o, Jisoo – a mais nova falou, encarando a mais velha de forma séria e Jisoo sorriu, mas logo a tristeza a dominou, ela passou a rir sem esperanças e logo o choro voltou. Jennie alisou seu cabelo e suspirou. – Eu vou terminar de te arrumar, ok? Desculpe por jogar essa responsabilidade nas suas costas... – a mais nova realmente se sentia mal em jogar tudo aquilo nas costas da irmã. Ela não merecia tanta infelicidade. Mordeu o lábio inferior e pegou os sapatos de Jisoo, colocando-os nos pés delicados da irmã em seguida.

Alisou o joelho da mais velha, que continuava a chorar baixinho enquanto a mais nova a arrumava. Jennie pegou a escova e voltou a ficar atrás da irmã e então passou a pentear o cabelo preto e longo, fez tudo o que precisava e sorriu para o resultado. Jisoo já não chorava alto, apenas algumas lágrimas escorriam por suas bochechas.

— Unnie – Jennie virou a cadeira da irmã e ficou de joelhos, a mais velha a encarou com a expressão triste e então Jennie limpou as lágrimas em seu rosto. – Vá lavar o rosto, ok?

— Ok – Jisoo suspirou e se ergueu para ir ao banheiro.

Jennie esperou e, quando a irmã voltou, passou a fazer sua maquiagem, nada exagerado já que era apenas um almoço beneficente. Fez o seu melhor e disfarçou o rosto choroso da irmã, mas se alguém reparasse, poderiam ver seus olhos vermelhos e inchados ainda. A mais velha apenas suspirou e se levantou.

Olhou-se no espelho de corpo inteiro e sorriu fraco, estava adorável.

— Você está linda, unnie – Jennie elogiou. – Bem, eu vou me arrumar também. Espero que o almoço seja agradável, por favor, se divirta.

— Obrigada, JenJen – a mais velha abraçou a irmã e suspirou. – Espero que seu encontro o JiYong seja bom.

— Obrigada... qualquer coisa, me mande uma mensagem, ok? – Jennie sorriu e beijou o rosto da irmã antes de sair do quarto da mais velha.

Jisoo suspirou e colocou um sorriso leve no rosto antes de pegar sua bolsa e sair do quarto. Infelizmente, quem a levaria até o local do almoço seria Jiwon, que já a esperava em frente à mansão com o seu carro. Na casa, cada um possuía seu próprio carro e haviam os carros da família. O de Jisoo era um amarelo clarinho e um pouco fosco. Amarelo era sua cor favorita.

— Eu posso dirigir sozinha o meu carro – Jisoo falou, sem olhar para Jiwon, que já estava com a porta do carro aberta para ela entrar.

— Eu apenas seguindo ordens. Qualquer reclamação, fale com o seu pai, Kim-sshi – Jiwon tentava soar profissional e natural, mas em algumas palavras, seus dentes rangeram. A mulher tentou não se deixar afetar pela fala formal do mais velho.

Ela pensou em virar e procurar seu pai, mas sabia que ele iria reclamar, às vezes, ele era muito super protetor. Então simplesmente entrou na parte de trás do carro e esperou Jiwon fechar a porta e ir para o banco do motorista.

Não trocaram sequer uma palavra durante o caminho, não ouviram música e não se olharam. Talvez fosse melhor daquela forma. A mulher respirou aliviada ao sair do carro e então, sem olhar para Jiwon, que a seguia de longe, adentrou o grande salão após se identificar com o recepcionista.

Sorriu com as decorações fofas para as crianças, viu algumas correndo animadas e alguns adolescente conversando ao longe. Suspirou e seguiu o caminho observando tudo. Havia um grande salão com vários brinquedos diferentes e outra sala com vários tipos de jogos. Ela mordeu o lábio inferior, queria entrar para brincar com as crianças, mas antes precisava interagir com os adultos.

Enquanto caminhava para o outro salão onde aconteceria o almoço, uma criança caiu não muito longe de si e acabou batendo a boca, preocupada, Jisoo seguiu até o garotinho e o levantou.

— Ah, você se machucou? – Jisoo perguntou observando a boca do garotinho, que soluçou baixo.

— Joon-ah, me deixe ver – a mulher ouviu uma voz suave masculina soar ao seu lado e ergueu os olhos. Era um médico, ele usava óculos redondos e por baixo do jaleco uma calça social junto a um suéter bege. Era um homem bonito, de lábios carnudos e olhos calmos. Ele se ajoelhou ao lado de Jisoo e segurou o rosto do menino. Jisoo observou enquanto o homem via se o garoto estava ferido e acabou rindo quando o garotinho começou a olhar para o lados procurando seus amigos, já sem nenhuma lágrima.

— Foi só o susto – Jisoo sorriu fraco para o médico. – Que o fez chorar, digo – o homem sorriu também e concordou com a cabeça. – Vá brincar com os seus amigos, ok? E tome cuidado.

— Obrigado, noona – o garotinho disse e saiu correndo. O médico se levantou e estendeu a mão para Jisoo, que aceitou a ajuda e sorriu em agradecimento.

— Obrigada, doutor – Jisoo se curvou para agradecer.

— Por nada, senhorita – o homem sorriu largo. Jisoo gostou de como ele parecia uma pessoa animada e calma. – A reunião ainda não começou, a senhorita seria Kim Jisoo, certo? Da companhia TCKim, certo?

— Sim, sim, é um prazer, doutor...

— Kim SeokJin. É um prazer – o doutor ergueu a mão para apertar a da mulher, que aceitou o cumprimento. – Agradeço por comparecer.

— Nós nos preocupamos com o bem-estar das crianças – Jisoo falou, voltando o olhar para as crianças que brincavam. Eram todas crianças de alguns orfanatos de Seul, criados pelo pai de SeokJin, dono também de um dos maiores e melhores hospitais da Coréia do Sul.

Aquele almoço era, principalmente, para a companhia hospitalar arrecadar mais dinheiro para os orfanatos e, quem sabe, alguns acordos com empresas de tecnologia que compareceriam. Por isso a presença de Jisoo era uma das mais importantes.  

SeokJin a acompanhou até o salão, mantendo uma conversa agradável sobre as crianças e os orfanatos. Apesar de ser filho do dono do hospital, SeokJin estava ali como médico e chefe dos médicos de plantão. Muitas daquelas crianças estavam doentes e precisavam de atenção e cuidados. Jisoo apreciava aquilo, realmente gostava de crianças e qualquer pessoa que se dispunha a cuidar das que mais precisavam, era uma pessoa de valor.

A mulher já havia conversado com seu pai e sabia que iriam fazer um acordo com o hospital. Jiwon estava com a tal papelada. Infelizmente, não poderiam dar o acordo que o hospital esperava, mas era um que ajudaria, ela tinha certeza.

O almoço em si foi divertido. Ela ajudou a servir a comida para as crianças, que sentaram ao longo do salão principal, que estava cheio de estofados confortáveis. Ela sentou próxima ao doutor Seokjin, com quem trocava algumas palavras às vezes, mas a maior parte do tempo se divertia com as crianças, assim como ele.

Ao longe, Jisoo podia ver Jiwon a observando, mas ela se deixou esquecê-lo. Não queria pensar nele, não precisava pensar nele. E as crianças realmente a distraiam.

Após o almoço, Jisoo foi conversar com o pai de SeokJin. Senhor Kim era um homem simpático e calmo, ainda mais do que seu filho. Falar com ele era como passar por uma terapia. A conversa começou sem menção a qualquer acordo entre empresas, mas sobre os orfanatos e as crianças, Jisoo queria saber cada vez mais.

Discutiram todos os campos do novo acordo entre suas empresas. O homem aceitou facilmente o acordo e disse estar satisfeito e esperava que pudessem trabalhar juntos mais vezes no futuro. Jisoo ficou feliz e apertou a mão do homem e então saíram juntos da sala na qual assinaram a papelada. A mulher tentou ao máximo não pensar na presença de Jiwon ao seu lado, principalmente quando teve de entregar a papelada a ele.

Voltou ao salão e então decidiu ir até a sala de jogos. Já havia conversado demais com os adultos e fez sua única e real obrigação, então podia se divertir. Então ficaria se divertindo com as crianças e jogando também.

Na sala de jogos, fez amizade com alguns adolescentes e juntos jogaram vários jogos de videogame. Ela perdeu a maioria, mas se divertiu muito. Depois de algum tempo brincando com os adolescentes e crianças, ela decidiu voltar ao salão principal para comer algo. Já estava tarde e logo o evento acabaria.        

Conversou com várias pessoas diferentes, mas ao final do evento, estava sentada com um copo de suco no jardim dos fundos do local. Observava as flores lindas que haviam ali e se sentia bem, sempre gostou da natureza. Suspirou calma, assim que terminasse aquele suco, iria embora, pois estava cansada também. Mas alguém chamou seu nome, a assustando.

Ao olhar para trás, viu Kim SeokJin correr até si com um sorriso largo. Ele parou à sua frente com as mãos no joelho para tomar fôlego e Jisoo apenas o encarou surpresa. O médico tentava respirar, mas também estava rindo baixo.

— Me desculpe se a assustei, Kim-sshi – o maior falou rápido e então endireitou sua postura, respirando fundo após o ato. Sem graça, ele colocou as mãos na cintura e olhou para a mulher, que ainda o encarava confusa. – Ahn... eu estava te procurando.

— Ah, imaginei – ela riu baixo, tentando descontrair, o que fez SeokJin rir também. – Como posso ser útil?

— Eu quero agradecê-la – SeokJin sorriu largo. – Meu pai me contou sobre o acordo e nos ajudará muito, eu realmente agradeço por isso. Estamos passando por algumas dificuldades administrativas e, bem, problemas dentro do hospital – ele suspirou. – Eu estava com medo de termos de fechar alguma ala e os doentes ficarem sem o atendimento necessário. Então eu realmente agradeço – SeokJin se curvou e Jisoo ficou sem graça.

— Eu fico feliz em saber que fomos úteis, doutor – ela sorriu, estava realmente feliz em saber daquilo. SeokJin sorria largo e aquilo a contagiava. Gostava de pessoas animadas. – Bem, eu vou voltar para casa, mas espero encontra-lo novamente.

— Espero o mesmo, foi um enorme prazer e obrigada por me ajudar com as crianças, elas gostaram de você – Jisoo se sentiu feliz. Realmente queria encontrar aquelas crianças e SeokJin novamente algum dia. Estendeu a mão para o homem, que logo a tomou e a apertou com delicadeza. Ela o cumprimentou com a cabeça e um leve aceno de mão antes de se virar para a porta e se deparar com Jiwon observando-a.

Quase parou de andar, mas manteve sua postura e continuou a caminhar em direção ao mais velho. Passou por Jiwon e notou ele passar a segui-la. Seguiram até o carro e, dessa vez, Jisoo sentou no banco do passageiro, ela não gostava da sensação de ficar na parte de trás. Então apenas ficou com o rosto virado para a janela.

— Me perdoe pelas coisas que falei, Ji-ah... – Jisoo ouviu a voz fraca do maior, mas não retirou os olhos da janela do carro, nem ao menos estava observando as ruas passarem, mas não iria olhar para o homem ao seu lado. – Eu sei que não é esse tipo de pessoa, eu só...

— Não precisamos falar sobre isso, Jiwon – Jisoo respirou fundo e olhou para o homem. – Você já disse e não tem volta. Eu sei que se arrependeu no segundo que falou, mas sei que, no fundo, deve pensar aquilo mesmo sobre mim. E você já disse que vai embora, não precisa tornar ainda mais difícil do que já está. Vamos só parar com isso.

— Eu não consigo... – Jiwon parou o carro em uma vaga que viu em frente a uma loja de doces e se virou para a mulher, que apenas o encarou um pouco assustada. – Jisoo, eu sei que não posso te dar todo o conforto que você tem, mas eu posso me dedicar e ter um bom futuro.

— Jiwon, você não entende – Jisoo passou as mãos pelo rosto. – Não é sobre me bancar, não é sobre você ser capaz de pagar uma mansão e roupas caras. Se essa é a sua ambição, eu espero que consiga, mas eu não estava com você esperando por isso. E não terminei com você por achar que não é capaz, eu sei que é.

— Então qual é o motivo? – Ele perguntou, as sobrancelhas franzidas, como se estivesse se controlando para não perder o controle e chorar novamente.

— Eu precisaria me afastar da minha família, das coisas que escolhi para a minha vida – ela suspirou. – Eu não conseguiria ficar sem ver a Jennie e meus pais, eu os amo demais... e o que eu faria, sinceramente? Sempre vivi nessa bolha...

— Não precisa sair de lá agora – ele falava cheio de esperança. Pegou as mãos da menor e respirou fundo, olhando em seus olhos. – Você termina a faculdade, se especializa em alguma outra área que queira. Eu em breve vou começar meu estágio em um bom hospital, aquele com o qual seu pai fez um acordo hoje. Você pode fazer qualquer coisa que quiser e sabe disso. Seu salário da empresa o seu pai não pode tirar, mesmo te deserdando. Mas isso é com você... pode começar a trabalhar em algum lugar e, quando tivermos dinheiro suficiente, nos mudamos para a nossa casa e seguimos a nossa vida.

— Jiw-

Ela ia retrucar, mas foi impedida pelos lábios do homem. Seu coração saltitou, há quanto tempo não sentia aqueles lábios contra os seus? Jisoo quis chorar quando sentiu as mãos do homem a puxarem pela cintura, aprofundando o beijo. Sabia que acabaria correspondendo.

Suas mãos subiram para o rosto de Jiwon, puxando-o mais contra si, querendo mais de seus beijos. Ela sabia que não devia.

— Jisoo, por favor... – ele sussurrou, com o rosto ainda próximo ao seu. – Nós podemos fazer isso – ela suspirou e deixou sua testa cair contra o ombro do maior. Seu pensamento agia rápido, pensando em todas as opções. Ela sabia que a ideia dele poderia dar certo, mas não sabia se era capaz de escolher Jiwon no lugar de sua família e a empresa.

— Não... não podemos – Jiwon se afastou rápido dela. Jisoo não aguentava mais aquela expressão triste no rosto dele.

— Você sabe o caminho de volta – ele falou antes de simplesmente abrir a porta do carro e sair. Jisoo observou as costas dele se afastarem pela rua e então bateu a cabeça contra o apoio do banco. Ela olhou para a loja de doces e suspirou, era clichê, mas ela precisava muito daquilo.

Entrou na loja e comprou muitos doces, sem se importar com nada além de sua satisfação e voltou para o carro, sentando no banco do motorista. Olhou para as sacolas de doces e retirou um bolinho de chocolate com morangos. Assim que o sabor do doce preencheu sua boca, as lágrimas vieram. Puxou o cappuccino que havia comprado também e bebeu para empurrar o bolo.

E ficou ali por pouco mais de uma hora, chorando e comendo seus doces. Ao chegar até sua casa, acabou passando mal e, cansada, decidiu fazer sua higiene e simplesmente dormir. 


Notas Finais


É... foi isso por hoje, espero que tenham gostado!
Roupa da Jisoo: http://aominedaikoccfbcs.tumblr.com/tagged/stay-with-me
Aliás! Se alguém gostar de Yoonmin, postei uma one shot deles ontem :)
https://spiritfanfics.com/historia/youre-special-7166481

Beijos e até mais! :D


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