História Stay With Me - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Bts, Yoonseok
Visualizações 32
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pessoas, espero que me perdoem por eu ter demorado muito para atualizar. mas ocorreu várias coisas na minha vida e me vi em um momento de me afastar um pouco para poder refletir.
Bom, é isso. Boa leitura.

Capítulo 12 - Doze


Mais um dia começa e eu como sempre acordei com o meu humor rotineiro. Levantei e segui para a cozinha onde havia um bilhete de Kyungsoo. Eu só queria saber o que esse povo tem em deixar bilhetes, coisa chata.  No pequeno papel rabiscado por sua caligrafia ele avisava que já tinha ido embora.

O feriadão acabou e eu ainda tenho que arrumar as coisas para voltar para aquele lugar. Arrumei minha mochila e revisei alguns trabalhos. Segui para o apartamento de Hoseok.

Sua casa estava perfeitamente arrumada e a recepção foi calorosa, como sempre. Andei em direção ao seu quarto e levei um susto por o encontrar organizado e limpo. 

— O que aconteceu aqui?

— Minha mãe... ela estragou tudo. — não podia ver sua face por causa da posição em que ele se encontrava, mas tenho certeza de que um bico se formou em seus lábios. — Por que ainda está aqui? Vai lá com o seu amigo.

— Eu não acredito que você está com ciúmes do Kyungsoo. Sério isso?

— Sério isso.

— Para! — caminhei em sua direção, deitando ao seu lado. — Olha pra mim... tô carente.

Ele virou seu rosto fitando meus olhos. Por um momento permitir me perder no infinito de seus olhos. Queria que aquele momento durasse para sempre.

— Hoseok... — ele permaneceu em silêncio como se pedisse para que eu continuasse a falar. — Eu acho que estou te amando. 

Ele me cravou seus olhos nos meus, mas seu olhar logo desceu até meus lábios. Aquilo me agoniou e não tardei em cessar a distância, foi um ato necessário, sem hesitação... dei-me conta que é assim que eu quero viver ao seu lado.

— Quando você vai poder voltar pro colégio?

— Espero que logo. — um suspiro pesado saiu por entre seus lábios. — O médico disse que eu não vou poder voltar a dançar.

Por um momento me senti culpado por tudo aquilo que aconteceu com ele, até porque fui eu que o obriguei a ir tomar banho. Mas para começo de conversa ele não devia ter bebido tanto e eu não sou obrigado a aguentar um bêbedo que fede mais que um mendigo.

— E o que pretende fazer?

— Sinceramente não sei, acho que vou entrar pra equipe de literatura ou a de teatro. E você? Ainda não escolheu um curso.

— Na verdade, já escolhi. Vou fazer parte do grupo de música.

— Bem a sua cara.

— Ei, eu estava pensando...

— Vai dar merda. Sempre dá quando você usa essa babata que você chama de cérebro. 

— Não interrompe faz o favor! Eu só ia te convidar para viajar comigo quando você melhorar, mas eu já percebi que você não está muito afim.

— Eu nunca disse que não estava. — o encarei sem expressão. — Não faz essa cara... você parece que não tem senso de humor, sem contar que eu prefiro você sorrindo.

Qualquer um que entrasse ali com certeza sairia com diabetes, mas cara... não é errado eu dizer que estava adorando daquilo.

— E para onde exatamente você quer me levar?

— Surpresa.

Selei seus lábios rapidamente e de súbito saltei da cama.

— O quê? Yoongi volta aqui, não pode me deixar assim!

— Na verdade, eu posso sim.

Após essas palavras saí de seu quarto e me despedi de seus pais, peguei minhas coisas no meu apartamento e segui para o ponto de ônibus, que não tardou a aparecer.

O clima estava ameno e propenso a fazer um pouco de calor.

Tudo aconteceu muito rápido; a mudança para a capital, o divórcio dos meus pais, o colégio interno, a chegada de um novo irmão, e a minha relação com Hoseok. Se me perguntassem à um tempo atrás sobre o que é o amor, eu sem hesitação alguma responderia que o amor é apenas um conjunto de substâncias químicas - neurotransmissores - que são liberadas no cérebro, e que o coração não passa de um órgão que serve apenas para bombear o sangue. Mas depois de conhecer Hoseok esse conceito não fez mais sentido. Por mais clichê que possa parecer.

— Não é apenas isso… Não pode ser apenas isso. — murmurei me levantando para sair do ônibus.

Tudo estava dentro dos conformes, os alunos em seus respectivos círculos de amizade contando sobre o que fizeram no feriado. Só espero que não tenhamos que escrever uma redação sobre isso.

De volta a realidade, olhei novamente para tudo aquilo com indiferença e segui em direção ao meu quarto. Estava prestes a girar a chave quando meu corpo foi tomado por uma sensação estranha, era como se eu soubesse que faltava algo. E realmente faltava. Encarei aquelas velhas paredes deixando um breve suspiro rasgar a minha garganta.

— Vai ser uma longa semana…

 

Quebra de tempo.

 

 

A aula de matemática estava sendo para mim tudo aquilo que sempre foi: desinteressante.

Ao invés de prestar atenção no que a professora dizia (ou pelo menos fingir que o fazia), eu estava mais interessado em pensar em absolutamente em nada.

Localizava-me na última carteira ao lado da janela, lugar perfeito para quem quer passar despercebido por qualquer um.

Uma rajada de vento bateu contra o vidro trazendo consigo uma folha totalmente tomada pela coloração laranja. Era outono. Durante dois meses, todos os meus finais de semana se resumiam em ignorar as reclamações de minha mãe, que já havia retornado da viagem, e ajudar Hoseok a recuperar toda a matéria perdida.

“Hoseok”, esse era o nome do dono do meu olhar.

O som estridente do sinal ecoou pelo prédio, anunciando que as aulas naquele período tinham acabado. Corri até o meu dormitório pensado que teria o resto da tarde para fazer absolutamente nada, mas ao me deparar com a porta destrancada meu peito se apertou. Tudo o que conseguia pensar era que alguém havia roubado as minhas coisas. Tomei coragem e entrei no quanto o encontrando em seu perfeito estado, exceto pelo meu caderno de música que não estava no lugar em que eu havia o deixado.

— Ah não! — corri em direção a escrivaninha procurando desesperadamente.

Uma risada em baixo tom soou atrás de mim, fazendo com que girasse meus calcanhares possibilitando eu fitar o indivíduo. Engoli em seco. Aqueles orbes escuros encaravam-me de maneira que me era impossível desviar o olhar. Fios de cabelo completamente negros caiam sobre sua testa de maneira desajeitada o tornando ainda mais atraente. Ele retirou sua mão – que até então se encontrava atrás de seu corpo – revelando um pequeno caderno de capa preta em seus dedos.

— Procurando isto? — sua voz grossa entrou em meus ouvidos como uma faca.

Puxei o ar para meus pulmões e caminhei em passos calmos até ele. Deixei que se estabelecesse um espaço mínimo entre nossas bocas, seus olhos que estavam me encarando agora se encontravam fixos em meus lábios. Estendi meu braço logo tomando meu caderno de suas mãos e, por fim, tratei de me afastar.

— Nossa, é assim que me trata? Aposto que nem sentiu saudades.

Encarei-o após deixar o meu tão amado pertence em seu devido lugar. 

— Como pode dizer isso? É claro que senti saudades, mas mesmo assim isso não inibe o fato de você não ter me avisado que estava voltando. E outra: você estava com o meu precioso, sabe que eu odeio quando você pega ele. — um bico se formou involuntariamente na minha boca.

Ele riu novamente encurtando a distância entre nós tomando meus lábios para si. Aquele simples gesto fez com que meu coração disparasse, talvez se ele prestasse atenção poderia ouvi-lo. Minhas palmas se abriram em seu peito o afastando suavemente.

— Hoseok... — ele murmurou em resposta. — Acho que estou te amando...

— Você já me disse isso.

— Eu sei, mas isso não vai me parar de dizer... — um pequeno sorriso estampou sua face. Essa foi a primeira vez que o vi tímido.

— Yoongi, eu também estou te amando.


Notas Finais




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