História Stay With me - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Homossexualidade, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Kookv, Rap Monster, Romance, Suga, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 91
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá bolinhos fantasmagóricos ♥
Tudo bom? Tomará que sim
Boa leitura ♥
PS 1: não lembro quando postei a última vez, mas demorou um pouco né, enfim esse ta novinho ♥
PS 2: ta meio bad esse capítulo
PS 3: vcs não sabem o por que ainda, mas calma no próximo episódio o Taehy vai explica direitinho
PS 4: não desistam de mim
PS 5: Jungkook menino, quando for prensar o nosso Taetae que seja para beijá-lo!

Capítulo 6 - VI - Dia ruim


Três dias após a visita de Jungkook...

 

POV Taehyng

 

A água quente batia nas minha costas, deslizando sobre todo meu torso, caindo em gotas no chão. Levantei minha cabeça, sentindo-a deslizar em meu rosto. Olhei para minhas mãos enrugadas, pensando que eu realmente passei muito tempo aqui. Já passou algum tempo que Jungkook veio aqui, depois disso não o vi muito, não por ter me arrependido do beijo, claro que não, mas sim por só hoje ser Segunda-feira. No começo da semana eu sempre acordo sem disposição, com um humor muito ruim, não ruim tipo bravo, e sim triste e desanimado. Hoje eu verei Jungkook na sala de aula, e já estou morrendo de vergonha, vai que ele não gostou do beijo? Ou pior, não gostou de mim? Pensem comigo, um ômega inexperiente em tudo que envolve atos ou contatos amorosos querendo ficar com um alfa desejado e ainda por cima, experiente em que faz? Eu não consigo imaginar ele com alguém como eu. Jungkook é do tipo aventureiro e audacioso, e por outro lado, eu sou medroso, excluído e julgado por quase sempre estar com a mesma cara de sempre, a de quem tem algum problema da cabeça. Eu não critico eles por isso, por que, eu estou bem ciente, que depois que minha mãe morreu, eu nunca tinha disposição para nada e nem ninguém, e foi nessa mesma época que eu entrei para faculdade. Assim, sem cabeça para conversar com niguém e nem coragem de me defender de todas as implicâncias dos veteranos á mim. Naquela época eu me importava, e muito, mas não conseguia mudar, pois esse era o meu modo de lidar com a perda, com o luto. Por isso sempre que eu chegava em casa sobrecarregado de julgamentos e críticas, eu me trancava dentro de meu quarto e chorava, chorava até me recompor, e decidir que o melhor jeito de parar com tudo isso, era a dor. Querendo ou não, com a dor, eu me sentia mais forte, mas ao mesmo tempo triste, por pensar que se minha mãe me visse daquele jeito, ficaria decepcionada, e mesmo assim, me abraçaria e diria que ia ficar tudo bem. Com esse pensamento, eu sempre cogitava a ideia de parar com isso, mas eu sempre espantava isso da minha cabeça e acabava por achar que me mutilar, seria a melhor opção. Hoje eu não me corto mais com tanta frequência, mas sempre que eu tenho algum deslise, acabo por optar isso. Eu tenho noção que isso faz mal, mas é isso que no fim, sempre me distrai.

Suspirei pesadamente, e resolvi sair do banho, que já tinha acabo á um tempo. Desliguei a torneira e peguei uma toalha, me secando e depois enrolando-a na cintura. Fui até a pia em frente ao espelho e passei uma toalha qualquer que estava em cima do balcão no espelho, que estava embaçado, vendo-me refletir no mesmo. Eu estava como sempre, com uma aparência bonita e atraente, com meu abdômen definido á mostra. Aparentemente tudo normal, mas eu estava com uma aura horrível, uma expressão dolorosa. Normalmente eu forço sorrisos, risadas e até mesmo fingo ser uma pessoa feliz. Mas as vezes é difícil, e eu acabo por desabar. Quando isso acontece eu sempre dou um jeito de sair de onde quer que eu esteja e vou para meu lugar favorito em todo o mundo, Hallasan National Park. Minha mãe me levava lá, era o nosso lugar, sendo assim, aquele lugar foi onde enterraram ela, fazendo com que toda vez que vá lá, passe horas falando em frente á sua lápide, na esperança que ela possa me ouvir e me consolar. Eu nunca fui de acreditar em espíritos e nem nada, mas eu espero que algum dia ela se orgulhe de mim, e eu sei que esse dia não está perto. Eu quero me reabilitar, voltar a ser quem eu era. Mas enquanto isso, vou tocando a vida em frente. Escovei os dentes, penteei meu cabelo e saí do banheiro. Peguei no guarda-roupas uma cueca qualquer, um moletom preto que ia até a metade da coxa, uma calça jeans rasgada no joelho também preta e meu all star branco de sempre. 

Joguei a toalha molhada no cesto de roupas, e coloquei a boxer, em seguida a calça jeans. Com a blusa e o tênis na mão, fui me sentar na cama. Quando fui colocar o tênis, percebi que não havia pego a meia. Suspirei e fui pegar a meia. Voltei a cama já com as meias nos pés, e coloquei a blusa, logo sentando e colocando devagar o all star. Fui em direção á porta do meu quarto botando a mão na maçaneta, pensando se deveria ou não ir á escola. Cheguei a conclusão que era melhor ir com preguiça, do que levar uma falta desnecessária, sendo que teria uma prova de química hoje, na qual eu tinha estudado a semana inteira. Abri a porta e saí do meu quarto, pegando meu celular, no qual tinha colocado no bolso de trás da calça, vendo que faltava vinte minutos para bater o sinal da escola. Coloquei o celular no lugar anterior e desci as escadas calmamente. Sem ânimo de pegar algo para comer, vendo Jin e Jimin correr pela casa, rindo e gritando procurando por suas coisas, saí porta á fora. Entrei na porta que dá paras escadas do prédio, e desci a mesma. Resolvi andar até a faculdade em vez de pegar ônibus. O frio estava gelado e o céu nublado, sorri pequeno por esse ser meu clima favorito e de minha mãe.

Cheguei a escola quando o sinal tocou, dando de entrar á tempo. Diretamente entrei em minha sala e sentei-me na última carteira, puxando o capuz do moletom, tapando meu cabelo por inteiro e um tanto da minha testa. Estava esperando o professor chegar, observando as pessoas ao meu redor falar entusiasmadas, percebendo o quão diferente eu sou de todos. A primeira aula seria matemática e o professor era meio rabugento

- Todo mundo em silêncio e nos seus lugares, agora! - ele apareceu na sala de repente gritando, assustando a todos, fazendo-lhes irem de supetão aos seus respectivos lugares. Eu só abaixei a cabeça e fiquei assim, olhando pela janela o céu, que por esta vez estava lindo. A aula se passou rápido, quando o sinal bateu todos os outros alunos foram indo para outras salas em que teriam aula.

- Senhor Kim, você tem um tempinho para conversar? - perguntou o professor Sun hee, que deve ter por seus 26 anos, quando eu ia sair da sala.

Virei-me para trás olhando em seus olhos, procurando algum tipo de emoção, mas não encontrei nada, então simplesmente concordei com a cabeça e fui ao seu encontro. Parei em pé em sua frente esperando o mesmo se pronunciar.

- Você está bem? Quer dizer, bem de verdade? - perguntou olhando-me em meus olhos tão profundamente que podia jurar que ele descobriu todos os meus segredos mais profundos, ou melhor dizendo, meus sentimentos escondidos.

- Pode me dizer, confie em mim - disse percebendo que eu tinha hesitado

- E por que deveria? - perguntei com a sobrancelha levantada, vendo-o rir nasalmente

- Deverá descobrir sozinho, se sou confiável ou não - falou com um sorriso de lado pequeno

- Mesmo assim, se eu falasse, você não aguentaria o tranco - falei simples

- Fui formado em psicologia, e já ouvi muito, então se eu dizer que eu aguento tudo pode acreditar - falou tranquilo. Virei-me, ficando de costas para ele e fui em direção a porta, mas antes olhei ele por cima do ombro, encontrando seu rosto calmo

- Você é meu professor, apenas, então se quiser que eu confie em você terá que conquistar minha confiança, por que pode acreditar, tem muita coisa que ninguém sabe sobre mim - falei por fim saindo da sala e indo para a de química, teria meu teste agora. Entrei na sala, sem nem bater antes, vendo minha professora Kim Danbi, minha tia, já entregando as provas e ao ouvir a porta se bater virou-se e olhou para mim com sua expressão profissional

- Senhor Kim, tenha bons modos e saia da sala, você está atrasado - falou enquanto continuava a entregar os testes. Apenas ignorei e segui até minha carteira, que também era no fundo - Senhor Kim, saia da minha sala, por favor - falou agora com um tom mais firme - Ignorei-a novamente e continuei meu caminho, que parecia extenso, até minha carteira - Senhor Kim, você não bateu na porta, está atrasado, sendo assim quero você fora da minha sala - falou com rigidez, deixando transparecer sua impaciente

- Desculpe a demora e meus modos, mas não vou sair dessa sala - falei decidido, jogando a minha mochila no chão, sentando na minha carteira. Finalmente, ela terminou de entregar as provas, sendo eu o último que ela entregaria e quando me entregou estava com o rosto sério demais, mas quando olhei nos fundos de seus olhos vi tristeza, por saber o por que estou sofrendo e por mais coisas que compartilha comigo, que poucas pessoas sabem. Ela mais do que ninguém sabe o real sentindo da minha dor. Virou-se e foi sentar-se em sua mesa, observando com atenção todos os alunos. A prova estava muito fácil para mim, já que estudei muito para esse teste. Eu sempre me esforçava para tirar as melhores notas, com a ajuda de Jimin e Jin. Terminei a prova e deixei-a de lado esperando o sinal bater para, assim poder entregar a prova. Logo o sinal bateu, fazendo alguns reclamarem que estava difícil e outros dizendo que chutaram quase tudo. Levantei após os outros alunos terem saído e entreguei minha prova. Olhei para minha tia em minha frente, e logo ela se levantou e veio até mim, abraçando-me com força. Porém, nesses dias, especificadamente hoje, eu não consigo praticamente nem falar, muito menos tocar em alguém, por isso não retribuí seu abraço, mas ela me entende.

- Ó meu pequeno Taehy, eu sinto muito - falou baixinho em meu pescoço, já que a mais velha era muito menor do que eu. Apenas olhei para a janela, novamente olhando o que mais me chama atenção, o céu - Por favor, tente falar comigo, uh? - perguntou parando em minha frente, após nos separarmos. Não falei nada, simplesmente fui em direção a porta

- Taehy, aguente firme, pois eu sei que você é forte - falou secando uma lágrima que corria em seu rosto. Abri a porta e andei pelos corredores, já que a próxima sala é no andar de cima. No caminho acabo encontrando Jungkook. 

Ele estava lindo como sempre, conversando e rindo com seus amigos. Moletom branco e com uma calça jeans clara, era como ele estava. Olhei para ele, ele olhou para mim, e foi como se o mundo parasse e todo mundo sumisse, ficando só nós dois. Ele o sorriso que tinha direcionado á mim, cessou-o devagar, percebendo que eu não estava bem, eu sei que ele sabe. E novamente passa na minha cabeça que temos algum tipo de ligação. Quando ele vinha em minha direção, neguei com a cabeça e ele permaneceu em seu lugar, ainda me olhando. O tempo acelerou, o mundo voltou a girar, quando ele passou em meu lado, ainda olhando-me confuso e... preocupado. Eu acho. Minha cabeça ficou em completo branco, não sabia o que fazer.

 Até que finalmente lembrei de minha próxima aula que seria de física. Subi as escadas e adentrei a sala. O professor era o melhor amigo de minha mãe e meu padrinho. Eu confio a minha vida nele. Fechei a porta, chamando a atenção dos alunos em mim e também meu padrinho. Ele me olhou com um semblante triste, o que eu conhecia muito e sabia que ele estava se aguentando para não chorar. Jung Kwan era um alfa, musculoso, atraente, inteligente e mesmo passando uma aura de poder e autoridade, ele é sensível e amoroso com quem confia. Olhei para ele e me permiti dar um sorriso triste pequeno, no qual foi retribuído. Mas logo ele voltou sua atenção ao que estava escrevendo no quadro, com sua expressão séria. Inspirei o ar devagar e me sentei, como sempre na última cadeira. A aula se passou rápido com Wanwan explicando sobre eletromagnetismo. O sinal tocou novamente, me levantei e fui em direção á meu padrinho, que como todos já tinham saído da sala, aproveitei para falar com ele.

- Wanwan? - falei baixinho, e como ele é alfa e ainda por cima lúpus, conseguiu escutar

- Como você 'tá?- perguntou parando na minha frente. Olhei para ele, meus olhos marejaram, meu queixo tremeu e minha pernas fraquejaram, fazendo com que logo ele me pegasse e me puxa-se para si. Coloquei minha cabeça em seu peito, e pela primeira vez hoje, me entreguei ao choro, sabendo que em seus braços eu tenho conforto e segurança. Ele ao perceber que eu chorava, segurou-me com força no abraço, fazendo com uma mão carinho em minhas costas e com a outra um cafuné em meus cabelos cor de madeira. 

- Eu sei que você 'tá sofrendo, eu também estou, mas precisamos aguentar isso juntos, como sempre, pequeno, entende? - falou carinhosamente 

- Sim, Daebu - falei fungando. Ele se afastou um pouco de mim, para olhar nos meus olhos, secando as últimas lágrimas teimosas que caíam dos meus olhos.

- Seja forte, Taehy - falou me dando um beijo na testa - Não vai mais ter aula agora, pois o diretor teve um probleminha com a saúde e deu folga para nós o resto do dia, mas infelizmente não poderei ficar com você em Halla-san por que tenho que dar aula na outra escola, porém mande um beijo á Ha-Neul por mim e explique o por que de eu não poder ir? - pediu para mim enquanto arrumava seus materiais em sua pasta. Acenei com a cabeça 

- Creio eu, que minha anae irá com você, mas mesmo assim se cuide - falou já com sua pasta pronta e me abraçou - E lembre-se, eu te amo - disse por fim dando um beijo em minha testa e saiu da sala rapidamente, para provavelmente conseguir dar um beijo em Danbi, antes de ir para o trabalho na outra escola. Pois é, minha tia é minha madrinha junto com Kwan. Aqui na faculdade, a maioria dos professores e trabalhadores são meus parentes. Suspirei calmamente e saí da sala. 'Tava seguindo meu caminho pela escada, para ir para casa, quando fui prensado na parede. Dei um sobressalto ao ver quem era

- O que está acontecendo? - perguntou nervoso Jungkook

 

CONTINUA


Notas Finais


* Kwan: significa forte em coreano
* Danbi: significa doce chuva em coreano
* Daebu: significa padrinho em coreano
* Ha-Neul: significa céu em coreano ( sentiram a ligação? )
* Halla-san: é um parque que fica na Coréia do Sul ( muito lindo de vdd )
* Anae: significa esposa em coreano
E eh isso ♥
Espero que tenham gostado
Boa madrugada/noite/tarde/dia ♥


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