História Steampunk HistoryBook - Capítulo 1


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Categorias Originais
Visualizações 8
Palavras 1.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Steampunk, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Incesto, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não é minha primeira fic porém é minha primeira do gênero, espero que gostem. Rota original desenvolvida com um amigo.
A narrativa seguirá em rotatividade, um capitulo do ponto de vista de Luke e o outro da Pye

Capítulo 1 - A


Fanfic / Fanfiction Steampunk HistoryBook - Capítulo 1 - A

Luke_

 

Da mente de uma pessoa sem perspectiva de vida podem sair muitas ideias interessantes, e também muitos sonhos que essa mesma pessoa tem a consciência que nunca vão se realizar, então são descartados quase que de imediato depois do lapso de criacionismo, não que isso tenha qualquer relevância.

Suspirei e olhei para as raras estrelas visíveis da abóbada celestial, que pairavam desafiadoramente acima de minha cabeça em contraste a fumaça densa das chaminés das grandes fábricas da nossa cidade. Cerrei o punho sem motivo aparente, mas notei que em breve eu precisaria de uma manutenção. Se eu não tivesse essa maldita mão de lata imprestável eu poderia dar uma vida muito mais confortável a ela. O que eu tô pensando é perca de tempo como sempre, criando coisas? quem sou eu? um deus?

Se eu fosse um deus, nada seria como é. Eu seria um pouco mais cruel com todos… a sorte não teria lugar no meu mundo e… Suspirei pesadamente, aqui estou eu novamente delirando. Pra começo de conversa quem transformou a vida dela num inferno sou eu, não sou nenhum tipo de deus. Me pareço mais com algum tipo de demônio patético e hipócrita, ah sim, exatamente como um humano. Acabei de sair do serviço, como todas as noites vou andando até em casa. As ruas mal iluminadas do distrito comercial deixavam a paisagem noturna um pouco perigosa, ou era assim que muitas pessoas viam o cenário, sujo desse distrito, pessoas podres com vidas podres. É assim desde que consigo me lembrar, bom, não é tão desolador assim viver por aqui quando você se parece com o vilão.

Me demorei alguns instantes descendo cuidadosamente as estreitas escadas de ferro negro que davam acesso às ruas inferiores, como de costume encharcadas de graxa velha e fedida que pinga de um tonel no 3° andar do prédio fabril da esquina. No fim dela, meu aconchegante e pútrido apartamento entediante, com um aluguel exorbitantemente alto e sem qualidade e segurança nenhuma, tirei meu colete e pendurei-o em meu ombro como de costume, assobiando alto e chutei uma lata aleatória, ouvi o barulho de alguns ratos passando por ali, com sorte acertei um deles com a lata, sorri brevemente com a possibilidade.

Não muito distante de onde eu escutei o barulho, dois homens altos apareceram subitamente em minha frente, um com uma boina verde e barba por fazer, o outro segurava um pé de cabra e parecia zombeteiro. Ignorando o fato deles possivelmente querem me dar uma surra após me assaltarem, passei tranquilamente pela rua.

- O que temos aqui meu amigo? É um arrogante que vai nos ignorar? - perguntou retoricamente o cara de boina para o segundo.

- Sim sim meu amigo. Vamos mostrar um pouco de respeito sim cavalheiro? - dirigiu-se a mim então.

    Parei a frente dos dois patetas e lhes direcionei um simples olhar, como quem diz “boa noite” com um pequeno gesto de cabeça, um feixe de luz estava posicionado iluminando meu rosto, vindo de cima, mas tudo que os trombadinhas podiam ver era um pouco de cabelo sob minha face, que cobria meus olhos, mas acho que notaram o sorriso de escárnio que se fez em minha boca um segundo depois e com a mesma velocidade sumiu.

- Boa noite senhores - disse eu ajeitando com os polegares os suspensórios - então, o que fazem no distrito fabril a noite? admirando a fumaça que cobre a lua? - eles se entreolharam, então o bárbaro grotesco que carregava o pé de cabra avançou para cima de mim.

- Não entendi nada que você disse, tava xingando a gente seu palhaço? - falou o outro.

Desviei o golpe do grandão com facilidade indo para o lado, ataque aberto e de frente, nossa “que intimidador” sussurrei comigo mesmo. O segundo golpe veio do outro homem, um soco simples que era pra acertar meu estômago e eu desviei com meu punho metálico, ao bater no metal, senti a pressão se desregulando e suspirei. Um pouco de óleo velho vazou e fitei com desprezo o miserável responsável por isso.

- Isso vai ser caro meu amigo, você vai me reembolsar? - perguntei calmamente.

- Vou reembolsar minha mão na sua fuça seu nojento - rosnou o outro avançando mais uma vez. Simplesmente abaixei a tempo de ouvir um barulho de ossos se quebrando bem acima de mim.

Nesse momento ouvi o grito de horror dos dois homens, cambaleei para longe e me curvei com elegância.

- foi uma honra cavalheiros mas preciso partir - disse e me pus a correr.

Corri durante alguns instantes, o vapor quente acumulado das fábricas estava sendo despejado na rua e acabei tomando um feixe dele, o que com certeza faria minha pele ficar no mínimo vermelha pelo calor. Esperei alguns instantes nas sombras antes de entrar em minha casa. Era um prédio caindo aos pedaços, segunda porta do terceiro andar, bem embaixo de um bar movimentado.

Passei por alguns senhores gordos e bêbados que em poucos instantes iam ser depenados pelas irmãs Muller, Alicia e Katerine, as damas daquele bar. Passei por elas cumprimentando, as com um aceno de cabeça e então destranquei a porta da frente.

Minha irmã meio sonolenta me recebeu, ela usava uma das minhas camisetas, como sempre pegando minhas roupas quando as dela estavam espalhadas por seu quarto.

- Atrasado - ela disse me olhando nos olhos, meu rosto ficou mais quente.

- Cheguei na hora de sempre - resmunguei, ela sorriu e chegou mais perto, me abraçando, fiquei surpreso e bati as costas na porta de leve, ela levou a mão no trinco e o fechou. Ela não estava usando roupas de baixo, aparentemente nos dois sentidos.

- Sempre se esforçando - ela disse se aconchegando em meu peito, aquilo de uma estranha maneira me provocou. É estranho, nós somos irmãos, eu não devia me sentir assim com ela.

Segurei em uma de suas mãos, pousando meu queixo em sua cabeça devido a diferença de tamanho, então com o outro braço aproximei mais a cintura dela e a minha, ela teve uma pequena hesitação, mas então relaxou de novo, meu coração disparou por meio segundo então voltou ao normal, suspirei frustrado.

- Tem macarrão na geladeira - ela disse se afastando do abraço

- Tá - eu disse indiferente enquanto olhava a silhueta de Pye andando até seu quarto, francamente.

Poucos instantes depois, a segui. 


Notas Finais


Sugestões e criticas construtivas são bem vindas o/ Sinta-se a vontade para comentar


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