História Steampunk: Lua de sangue - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventuta, Maldição, Steampunk
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Palavras 1.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mecha, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Steampunk, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É a primeira vez que escrevo uma história neste estilo, mas sempre fui fascinado por ele então espero que gostem!

Capítulo 1 - Temos trabalho a fazer


A fumaça branca do trem entrava em contraste com as montanhas, e se infiltrava na nuvem de fuligem deixado pela cidade, a chuva escorria pela janela, mas mesmo assim ainda era capaz de ver um túnel se aproximando. A minha volta, damas e cavaleiros conversavam e riam, apesar de alguns se estranharem com o meu visual de cowboy, ao estilo Clint Eastwood, e mais a frente uma musica clássica tocava na primeira classe.  

-Senhor, devo pedir pra apagar o charuto. - Disse o maquinista que passava.  

-Deixe-me com meu charuto. - Eu me levantei e lhe dei uma baforada na cara. - E volta a fazer o seu trabalho, antes que o trem saia dos trilhos. 

-O senhor deve entender que alguns passageiros estão incomodados. 

-Se estão incomodados pois então que se atirem ao desfiladeiro e deixem-me em paz! 

Nem sempre fui arrogante desse modo, porem desde a ultima lua de sangue, quando esses almofadinhas miseráveis me fizeram deixar a minha filha no meio do caos para ajuda-los, mas quando eu precisei da ajuda deles para salvar a minha filha, eles correram para se esconder. 

-Mas senhor... 

-Não importo com eles! - A conversa no trem parou, e somente a musica clássica pode ser ouvida. - A única coisa que me importa é saber a origem da maldição da lua de sangue.  

Sim, você não leu errado, estou me referindo a uma maldição de verdade, um fenômeno paranormal que ocorrem em toda a lua sangrenta. Um período de duas luas que ocorre a cada cinco anos, transformando algumas pessoas em bestas alucinadas que tem como único propósito se alimentar da carne de pessoas inocentes. E na ultima lua sangrenta, por uma estupidez minha ao ajudar alguns desses almofadinhas, minha filha acabou sendo cercada por três bestas, e a ultima coisa de que me lembro são os gritos de desespero, e mais nada, ela havia sumido, junto com as bestas. 

Todos olharam para mim, pude até ver uma mulher que cuspiu um pouco do chá que tomava molhando todo o decote no meio do espartilho. Até que o soar do apito do trem ecoou nos nossos ouvidos anunciando a chegada do túnel.  

-É melhor verificar se todos estão acomodados, a escuridão do túnel pode fazer alguém tropeçar e sofrer um acidente. - Eu me sentei e voltei a observar as gotas de chuva escorrendo no vidro do trem.  

Não demorou muito para que a escuridão do túnel tomasse conta do trem, se não fosse por um filete de uma substancia fluorescente verde no teto, eu não enxergaria um palmo a minha frente. A parede do túnel era bem próxima o suficiente para que se eu posse a mão para fora, com certeza ela seria arrancada. E nela algumas pedras preciosas era possível ver alguns símbolos esculpidos nela, e alguns dizem que aqueles símbolos estariam ligados a origem dessa maldição.  

 
 

O barulho da cidade tomava meus ouvidos, uma mistura de maquinários e veículos se misturavam com conversas e brigas nas tavernas próximas. Eu penei para sair do trem, esperando até que todos saíssem para ter certeza de que não me seguiam, pois desde que comecei a procurar a origem da maldição, encontrei com várias pessoas que tentaram me matar.  

Ao sair do tem me deparei com um uma pessoa, um homem branco escondido por trás de um viso de lentes grossas com uma luneta em um dos olhos, um peitoril de ferro sustentava uma mochila onde engrenagens trabalhavam e uma chaminé um pouco maior que sua cabeça exalava fumaça, além de uma manopla também de ferro o faziam parecer um verdadeiro inventor. Porem eu sabia quem era aquele inventor.   

-Edward! - Ele acenava para mim. - Edward Bourn!  

-Jacob Mercy... - Eu retirei meu charuto e o olhei de forma séria.  

Ele percebeu minha expressão e ficou acuado, foi só então que de forma mais branda, eu o comprimente para o seu alívio.  

-O que te trás a capital do reino de ferro, meu bom amigo? - Ele perguntou rindo. 

-Soube que você tem um grupo de pesquisa em relação a maldição. 

-Sim, temos uma equipe de pesquisadores e inventores focados na... 

-Presumo que saiba o que ocorreu com a minha filha na ultima lua de sangue. - Eu o interrompi.  

-De fato é uma lastima... - Ele se mostrou triste pela situação. - E a Helena? 

-Não suportou a ideia de ter perdido a filha. - Nesse momento, eu vacilei com o charuto na mão e o deixei cair. - Ela... Ela... 

-Tudo bem meu amigo, não precisa falar se quiser! - Ele pôs a mão no meu ombro em solidariedade. - Venha, podemos tomar uma bebida no prédio da equipe.  

-Você tem um prédio? 

 
 

Fomos andando pela cidade até o prédio, eu puder ver os contrastes que ela formava quanto mais próximo do centro ficávamos, de uma simples cidade ao estilo século XIX até um centro com prédios altos com milhares de chaminés saindo de seus tetos onde o ar parecia ser mais pesado, era como se aquele lugar fosse feito para que os outros sentissem medo ao olhar para ele, além de pontes que cortavam um córrego. Mas onde estávamos era calmo, uma parte arrumada da periferia, onde uma rua dupla se estendia por toda uma avenida, e um canteiro central decorado com arvores e algumas flores faziam com que o viver ali fosse de certa forma, agradável.  

-Eles estão quietos... - disse Jacob olhando para o centro. - Desde que fizeram a ferrovia direta, eles esqueceram do resto da cidade. 

-Ótimo, menos gente pra me atormentar! 

-Não é ótimo quando se depende deles para conseguir sobreviver as duas noites de lua sangrenta.  

-De fato é um problema....  

 
 

Entramos em um prédio que fachada simples, porem por dentro o prédio era muito bem elaborado, pois o hall haviam duas passagens que iam em direção ao subsolo, e uma escadaria mais bem elaborada no centro, atrás de um balcão, que daria acesso aos dormitórios, oficinas e laboratórios. Todos olharam com espanto para a entrada principal quando um homem vestido de cowboy, barba mal feita e um charuto acompanhava o Jacob.  

-Algum problema senhores? - perguntou um homem atrás do balcão. 

-Este é  Edward Bourn, um amigo que veio ajudar com a minha equipe de pesquisa. - Respondeu Jacob ao homem.  

-Senhores devo-lhes informar que este prédio é restrito aos participantes da ordem! 

-Deixe-os em paz Robert... - A voz parecia ter vindo de um homem descendo as escadas, um homem bem arrumado, trajado de roupas sociais preta e um sobretudo com a mesma cor, seu cabelo ensebado e postura soberba me fizeram crer que aquele era o chefe por trás de todas as operações. - Afinal, qualquer ajuda é bem vinda em nossas pesquisas... mesmo que esta venha de um interiorano que mau sabe fazer a barba!  

Ele rui, e logo estendeu a mão para me cumprimentar, contudo eu apenas olhei para seu rosto.  

-Quem é você?  

-Victor! - Ele respondeu esperando talvez algum aplauso. - Victor llaw haearn. Chefe de operações e líder desta  ordem, e o senhor deve ser o Edwart de quem Jacob sempre falava... O famoso caçador de bestas.  

-Apenas ajudo a quem melhor me pagar! 

-Suponho que a sua visita aqui venha nos custar alguma coisa, estou certo? 

-Na verdade... - Jacob se propôs a falar. - Ele esta me fazendo um favor que me deve, e apenas necessitará de um lugar para ficar e comida.  

-Mais vejam só quem diria! - Ele ria entre as palavras. - Um caçador de bestas devendo favores ao tolo engenheiro! 

Pude ouvir algumas risadas ecoando pelo hall do salão.  

-Veremos se é de real valor Edwart! - Ele andou até a porta virou-se para nós e continuou a falar em voz alta. - Desfrute do que quiser de nosso prédio, a partir de agora é nosso convidado. Coma, beba, durma e divirta-se com o melhor que temos a oferecer! 

-Que cara babaca! - Eu falei baixo para que somente Jacob ouvisse, que me retribuiu com uma risada leve.  

-Temos cinco dias. - Disse Jacob indo em direção a escadaria principal. - Temos trabalho a fazer!


Notas Finais


Este é apenas o início da história para colocar vocês no ambiente em que se passa a história, no próximo capítulo a história começa de verdade.


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