História Steigen - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Yaoi, Yoonseok
Exibições 20
Palavras 2.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente! Eu estou repostando algumas fanfics que eu postei e por algum motivo eu as excluir. Bem, essa fanfic eu já postei ela duas vezes, com nomes diferentes — eu a apaguei nessas duas vezes por desanimo meu. Porém, agora eu estou decidida a terminá-la e não desistir mais uma vez — essa é a última tentativa.
Espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction Steigen - Capítulo 1 - Prologue

Estou preso dentro de um túnel escuro, completamente nebuloso. Avanço por ele com rapidez, sem sentir medo algum.
 
Sinto que, ao atravessar essa escuridão, Hoseok estará lá, esperando por mim do outro lado; consigo enxergá-lo de pé, com seu largo sorriso, banhado pelo sol. Então, ele estica os braços para mim, seus dedos quase alcançam os meus, ele está me chamando…

 


Acorde...

 

— Ei Acorde.  Acorde, por favor, abra os olhos.


Uma voz me arranca do túnel, e por um momento fico decepcionado quando abro os olhos e não vejo Hoseok, mas outro rosto, um distinto e nada familiar. Estou confuso; o mundo está todo em pedaços. Cabelo castanho, lábios carnudos, um par de óculos: peças de um quebra-cabeça que não consigo montar.
 
— Isso mesmo, mantenha-se acordado.
 
Eu me esforço para permanecer com os olhos abertos — Minhas pálpebras estão pesadas, trêmulas, é quase impossível. Não tenho forças para levantar, me sinto fraco, vulnerável. Estou deitado no chão, não sei onde estou, e uma mão sustenta meu pescoço.
 
— Fique acordado. Você está bem. Está tudo bem.
 
Cabelo castanho escuro, armação de óculos dourada, estou no que parece ser um beco: Um menino. Não, um homem; um homem de lábios carnudos, usando um par de óculos de grau dourados, com um semblante preocupado e voz melodiosa, sustenta meu pescoço. 


Obrigado, penso. Eu tento agradecê-lo, mas nenhum som sai de minha boca. Parece que há algo pressionando minhas cordas vocais, impedindo-me de falar.
 
— Você está bem. Não se preocupe.
 
Minha cabeça está latejando. Não me lembro de chegar onde estou. Só lembro de ter ido até a loja de conveniências em frente ao edifício onde moro e mais nada.

Sou erguido, ele me coloca de pé e me  desequilíbrio, por pouco não caio. Cuidadosamente, o homem me sustenta, me ajudando a permanecer em pé.

— Onde mora? Eu irei te levar. — o homem pergunta, parecendo aflito.

Onde estou? O que aconteceu?
 
Por um instante, não consigo reconhecer o local onde estou e me desespero. Mas, então formas e contornos se ajustam. Olho em volta e reconheço onde estou. Duas quadras depois de onde moro.
 
— Há duas quadras antes daqui. — digo com dificuldade, minhas palavras arranham minha garganta. Minha voz sai mais rouca do que de costume.
 
Então começamos a caminhar, devagar, para que eu não caia,
 
A dor em minha cabeça me impede de ter pensamentos racionais. Mas me esforço para dizer o caminho do edifício.
 
Seguimos até onde moro em silêncio, e em poucos minutos, chegamos em frente ao edifício. Já conseguindo ficar em pé sozinho, sem ajuda. O homem insiste em me levar até meu apartamento mas afirmo que estou bem, que não preciso mais de sua ajuda.
 
— Muito obrigado... — Eu iria dizer seu nome, mas lembrei que não sei.
 
— Seokjin, Kim Seokjin. — diz ele, sorrindo.
 
— Muito obrigado, Kim Seokjin. — me esforço para sorrir um pouco, mas é apenas uma tentativa falha. Nada em mim parece responder aos meu comandos no momento.

— Não foi nada demais. — ele dá de ombros, envergonhado. — Você parecia estar quase morto quando eu te encontrei. Não poderia deixá-lo lá daquele jeito. — ele dá  uma pausa e continua. — Você tem certeza de que consegue...
 
— Sim, sim. Estou bem, consigo ir sozinho até meu apartamento. Pode ir sem preocupações. — Digo. Interrompendo-o.
 
Ele sorri fraco e diz :
 
—Certo. Se você diz estar bem, eu vou embora.  — ele diz, parecendo menos preocupado do que minutos atrás. A expressão em seu rosto agora é mais suave. — Mas tome cuidado, fique bem.— ele diz e acena, começando andar na direção oposta de onde viemos.
 
Eu fico parado, um pouco extasiado,  vendo-o desaparecer no horizonte. Agradecendo-o mais uma vez mentalmente por ter me socorrido, se não fosse por ele talvez eu tivesse, realmente, morrido.
 
Uma pontada forte em minha cabeça me faz sair de meus devaneios. Então, entro no edifício, comprimento o porteiro e ando na direção do elevador. 


Sigo para o andar do meu apartamento de elevador, não tenho forças alguma para subir até o décimo quinto andar de escadas.
 
Chego rápido ao meu andar e ando em direção ao meu apartamento, que fica no final do corredor. Dígito a senha, a porta se abre e eu entro, fechando-a em seguida.
 
Vou para cozinha, pego uma caixa de plástico transparente em cima da geladeira, cheia de remédios e abro-a. Pego três frascos diferentes de remédios e os tomo sem água. Vou para sala e me deito no sofá.
 
O apartamento está escuro, devido as cortinas fechadas e serem escuras. O silêncio no cômodo me acalma.
 
Fico deitado de barriga para cima, olhando para o teto, tentando lembrar como cheguei naquele beco e por qual razão, e como fiquei no estado em que estava.


Eu só consigo lembrar de ter ido na loja de conveniências, ter comprado macarrão instantâneo e sair da loja. Mas, o restante, o que aconteceu em seguida, são apenas borrões, imagens e formas desconexas. 


Muitas vezes essa situação acontece. Principalmente quando estou sobrecarregado, estressado, com raiva ou me esforço a lembrar do passado. Começa com um forte latejar e uma dor aguda se instala em minha cabeça  — parecendo milhares de agulhas sendo cravados em meu cérebro —, e aos poucos eu vou perdendo a sanidade, o controle de meus atos.


Quando me recupero, não consigo lembrar de nada — do que eu disse, para onde fui, com quem estava —, tudo não passa de borrões. Na maioria das vezes, estou em lugares que não faço a mínima ideia de como cheguei, com pessoas que nunca havia visto antes.
 
Eu já fui em diversos médicos, e todos dizem a mesma coisa: é emocional, devido ao algum trauma, algum acontecimento no passado. Que se resulta em: Amnésia Dissociativa. Crises de pânico, ansiedade, e vários outros problemas que nem vale a pena mencionar.


Já fiz diversos tratamentos, mas depois de um tempo, os resultados falham, começam a ser inúteis. Então, vivo a base de remédios e faço visitas mensais a um psicólogo e um psiquiatra.

Nas últimas semanas, os remédios estão se tornando um pouco fracos, venho tendo que tomar mais de um comprimido,  de uma vez só. Talvez, por isso, que ocorreu aquilo comigo hoje, talvez os remédios não estão sendo mais úteis. E temo precisar mudar para remédios mais fortes.
 
Desde de quando me mudei da minha cidade natal — Daegu, onde nasci —, abandonado tudo que eu tinha lá, foi quando comecei a tomar remédios para as diversas doenças que apareceram, e também a partir daí, que eu jamais fui o mesmo. Nada da minha vida fez mais sentido, nem mesmo respirar.

O motivo por eu ter mudado de cidade não foi por algo agradável ou devido ao trabalho de meus pais. Na verdade, foi o pior motivo existente em todo os vinte e três anos em que vivo.

Eu ainda não consigo compreender muito bem como tudo aconteceu. Num dia estava perfeitamente alegre, sorrindo, fazendo juras de amor, prometendo mundos, amando e sendo amado e agora estou encalhado nesta vida fria e desagradável, com feridas em meu coração, infeliz, parecendo não ser capaz de ser feliz novamente.
 
Hoseok. Jung Hoseok. Ao lembrar dele, ainda machuca. Lembrar dos momentos em que passamos juntos, faz meu coração doer. Eu amei, ainda o amo, e sempre vou amá-lo. Foi por sua causa que me tornei o que sou hoje. Mas não é totalmente por culpa dele, e sim minha culpa; o culpado sou eu por ser tão fraco, por amá-lo demais.
 
Ele sumiu, desapareceu, sem sinal algum, sem uma simples despedida. Eu havia marcado de encontrá-lo em uma sorveteria após o almoço, como sempre fazíamos nas tardes de domingo; mas as horas passaram, o céu escureceu e Hoseok não pareceu. Preocupado, fui até onde ele morava, para saber se algo tinha acontecido, se ele estava lá. Mas, ao chegar em sua casa, e ouvir sua mãe dizer: " Pensei que ele estivesse com você.", fez meu mundo desmoronar-se por completo. 

Passaram dias, semanas, e nada de  notícias de Hoseok. Nada mais soube dele após ele me ligar na manhã daquele dia.

Muitos dias mais tarde, depois que os policiais haviam revistado cada canto da casa onde ele morava e ido a todas as cidades vizinhas com fotos de Hoseok, um dos oficiais achou uma pilha de roupas e os sapatos que Hoseok usava na margem de um lago perto de onde morávamos. Foi como se ele tivesse Simplesmente desaparecido da face da Terra e largado as roupas para trás.

Os pais de Hoseok ficaram desolados, como todo o resto da família e vizinhança; Hoseok era querido por todos, seu largo sorriso conquistava a todo mundo.

Foi difícil aceitar — ainda é — que  nunca mais veria seu sorriso, escutaria sua risada, sua voz, nem mesmo sentir seus lábios. Foi difícil aceitar que não iria mais ver Hoseok a partir daquele dia.
 
Eu passava boa parte do tempo chorando sozinho trancado em meu quarto, sentindo a falta de Hoseok, sentido as feridas se abrindo por dentro de mim. Eu me isolei do mundo, não conseguia me alimentar, apenas levantava para ir ao banheiro e voltava para cama; passei dias chorando, com o coração pesado. 

Sentia vontade gritar e berrar, sair pelo mundo a procura dele, mas ao invés disso, apenas me desmanchava em lágrimas. Passei dias com a esperança de Hoseok voltar, dele abrir a porta do meu quarto dizendo que era apenas uma brincadeira de mal gosto, que havia voltado para mim. Mas a esperança ia se esvaindo com o passar do tempo e eu me tornei oco por dentro.
 
Na época, fiquei internado diversas vezes no hospital. Era um morto-vivo. As recordações que eu tinha de nós dois só me fazia ficar ainda mais pior, me degradava dia após dia — minha mente estava estagnada, só Hoseok a preenchia.


Dormir era a única coisa que sentia vontade, pois poderia sonhar que estava com ele, ao seu lado, imaginar que nada do que estava vivendo era real. Eu me isolei completamente de tudo e de todos. No dia em que Hoseok desapareceu, parece que ele me levou junto.

Um dia, muito subitamente, tive um delírio, imaginei que ele estivesse no lago onde foi encontrado suas roupas, e então de imediato fui até o local, acreditando encontrá-lo sentado na margem do lago, esperando por mim sorrindo, com os braços abertos, pronto para me abraçar.

É claro que ele não estava lá.

Não havia nada de especial naquele lugar, nada de diferente, mas eu fiquei ali por algumas horas, gritando como louco para que Hoseok aparecesse, rogando praga aos céus.
 
Alguns meses mais tarde, meus pais cansaram de ver meu estado deplorável e deduziram que se eu continuasse em Daegu, eu iria acabar à sete palmos do chão. Então, eles decidiram que era melhor nos mudarmos para Seul. Eu vim sem reclamar, pois não me importava com o que acontecesse ou o que fizesse comigo. 
 
Nós mudamos para Seul, eu terminei os estudos, entrei em uma faculdade de administração — depois de tanto meu pai insistir —, me formei e hoje trabalho na empresa do meu pai.
 
Mesmo com tempo, nada mudou, apenas amenizou um pouco; eu continuo chamando por ele, chorando pela sua ausência, sentindo sua falta.

Todos os dias eu me esforço para continuar de pé, mas eu não tenho motivação, ânimo para nada. Mesmo fingindo que não, bem no fundo, ainda tenho esperanças que ele volte, que ele me tire do buraco sem fundo que me encontro. É seu nome que eu chamo quando estou com medo, mesmo sabendo que ele não ouvirá, nem mesmo me responder.
 
Em minha mente, tento voltar no tempo, tento segurar sua mão e puxá-lo para perto de mim. Relembro sem parar nossos últimos momento juntos.


Eu deveria ter olhado para ele mais vezes, eu deveria ter abraçado-o calorosamente mais vezes enquanto tínhamos tempo, deveríamos ter feito tudo que gostaríamos — eu tenho tantos arrependimentos que me assombram, que eu gostaria de voltar no tempo.
 
Diariamente, eu me tranco nesse apartamento —, dia e noite, aqui eu me sinto seguro, sem precisar fingir que estou bem, feliz.  Se ele estivesse aqui, comigo, tudo seria diferente, eu estaria feliz, vivendo.
 
Me sento no sofá, trago as pernas até o peito, apoiando o queixo no joelho. As imagens de nós dois preenche minha mente, passam diante de meus olhos — tão claras, tão reais. Não tem um modo que possa retirá-las da minha cabeça; elas vivem em um constante replay.  


Meus pulmões doem, meu peito dói e as lágrimas fazem meus olhos arderem. Um grito se forma em minha garganta, mas apenas soluços saem de minha boca. A dor também se expande pelo meu coração, e meu choro aumenta, ficando mais intenso e os soluços preenchem a silenciosa sala de estar. 


Chorar é única coisa que posso fazer. A ausência, a saudade, me machuca — criam feridas que nunca cicatrizam —, me dilacera por dentro, queima como cinzas quentes. Não há nada a fazer exceto me deixar levar. A dor  me cerca, envolve-me por completo.
 
Meu sofrimento é como afundar, ser enterrado. Cada respiração, cada dia que passa, é um engasgar sem fim. Não há nada em que me segurar, nenhuma margem, nada em que eu possa me agarrar para emergir. Não há nada a fazer a não ser se entregar.
 
Se entregar. Sentir o peso ao redor, sentir os pulmões sendo comprimidos, a pressão baixa e lenta. Se permitir afundar ainda mais. Não há nada além do fundo. Não há nada além da escuridão.
 
Esse sou eu. Min yoongi. Um cara de 23 anos anos. Comum, sem graça, sem motivações. Um alguém que cambaleia, que se afunda a cada minuto, se perdendo da Luz e no vasto campo da vida.
 
Eu sei que é possível construir um futuro a partir de qualquer coisa. É possível construir uma cidade arejada a partir de ruínas. Mas para isso precisa-se de motivação, um desejo que te leva para longe. É justamente isso que eu não tenho. Justamente isso que eu preciso.
 
O único que podia me ajudar não está aqui.
 
Hoseok nunca mais voltou para mim. Ele desapareceu. E me deixou em pedaços.

 


Notas Finais


Então pessoal, gostaram? Espero que sim.
Não esquecen de comentar, favoritar, Ok? Isso me deixará muito feliz e ainda mais motivada.
Pretendo não demorar com o próximo capítulo, pretendo ser o mais breve possível. Eu irei postar dois capítulos por semana — é isso que tenho em mente, caso eu mude de ideia, eu aviso.
Obrigada por lerem, Espero que tenham gostado e até mais.
Chu~


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