História Stella Merchant - A Garota de Sorrisos Ensaiados - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anos 20, Drama, Drama De Epoca, Época, Orfanato, Violencia
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Palavras 2.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 14: Enthusiasm Nightclub.


11 de Janeiro de 1913, 01:47h.

UMA FALSA IDA À DELEGACIA PARA dar queixa sobre a invasão do orfanato foi a desculpa que Eleanor usou para sair de lá juntamente com Jarrett. Ao invés de fazer o que havia dito às cuidadoras, a mulher seguiu para um motel barato de beira de estrada junto com seu amante. Não que Jerrett não tivesse condições de pagar um 5 estrelas, mas seria mais prudente e discreto ir em um que ninguém imaginasse que ele iria pisar os pés.

Enquanto Jarrett pegava a chave do quarto, Eleanor bebia uma garrafa de champanhe sozinha. Quando o homem se virou, abriu um sorriso pervertido ao vê-la derrubar um pouco do espumante em seu decote. Em seguida caminhou para perto e ambos seguiram lado à lado para o quarto alugado.

Assim que entraram no cômodo e a porta foi fechada, a garrafa de champanhe perdeu totalmente a graça para Eleanor e foi deixada de lado. Ela avançou para Jarrett e o beijou. O toque foi criando intensidade, mãos trocavam carícias cheias de audácia e logo ambos estavam ofegantes.

Um pouco atrapalhada pelos goles da bebida que ingeriu, Eleanor empurrou Jarrett para a beira da cama e quase caiu em cima dele. Ela gargalhou e logo se recompôs, agachando-se diante dele e puxando a calça. O homem entendeu o que ela pretendia e então facilitou, abrindo os botões e puxando sua própria calça.

No momento seguinte, Eleanor acariciava a masculinidade de Jarrett e depositava beijos e leves chupões. Seguiu fazendo os mesmos toques até chegar à ponta e sugar boa parte dentro da boca, onde começou a fazer movimentos de vai e vem; vez ou outra ela passava a língua e massageava os testículos.

Em êxtase, Jarrett segurou a cabeça de Eleanor e começou a incentivar os movimentos. Em poucos segundos ele havia havia chegado ao ápice do prazer e então a mulher se afastou limpando sua boca e erguendo o corpo para unir seus lábios aos do companheiros. Mas ele se afastou.

— Não pense que vou te beijar depois do que eu fiz, por mais que você tenha tocado algo meu! — ele riu um pouco e puxou Eleanor com força, derrubando-a sob o colchão barato e fazendo a cama ranger.

Jarrett subiu em cima de Eleanor sem depositar totalmente seu peso e começou a depositar beijos e mordidinhas começando pelo pescoço e seguindo mais abaixo. Ele tocou no decote do vestido e puxou o tecido devagar para os lados, enquanto os beijos e mordidinhas continuavam.

Os seios ficaram à mostra e o homem os encarou antes de sugar um com a boca e fazer a amante soltar um gemido de prazer; também massageou as pernas com a mão livre e deslizou até a feminilidade de Eleanor, começando a massagear intensamento por ali. Ele usou a língua e deu algumas mordidinhas ao redor do seio, e logo depois repetiu o gesto no outro. Sem saber como reagir a tanto prazer, a mulher ficou à arranhar a nuca do homem enquanto gemia por seguidas vezes.

Em poucos minutos as roupas começaram a ser tiradas. Com certa rigidez de ansiedade, Jarrett puxou a roupa íntima de Eleanor antes mesmo de livrá-la do vestido. A própria tratou de erguer e se livrar da roupa, ficando completamente nua. O homem livrou-se do que ainda restava em seu corpo e virou a mulher de costas. Várias mordidinhas foram depositadas na pele, além de que ele começou a fazer carinho com as pontas dos dedos na bunda da amante.

Já imaginando o que viria à seguir, Eleanor tocou o colchão com os cotovelos e empinou um pouco a parte de trás de seu corpo. Ryan se posicionou e segundos mais tarde penetrou na mulher. Primeiro a dor, depois o prazer e então a mulher gemia alto cada vez que o movimento de vai e vem se repetia. O homem começou a apertar a pele da amante a gemer junto com ele conforme seus movimentos se intensificavam.

Ao chegar ao êxtase do prazer, Jarrett se afastou e Eleanor desabou sob o colchão desconfortável. Ele a virou devagar para si e a encarou tão ofegante quanto ela. Ambos trocaram um sorriso torto e ela o puxou para que os corpos ficassem juntos outra vez.

— Você é incrível, Ryan Jarrett! — Eleanor sussurrou, encarando os olhos de seu amante e sorrindo outra vez para ele.

— Sou muito mais do que isso, querida! — gabou-se Jarrett e ficou a encarar fixamente os olhos de Eleanor.

Diferente do que havia dito minutos atrás, Jarrett a beijou delicadamente. As línguas de acariciando, um lábio umedecendo o outro. As mãos de Eleanor passaram a fazer levez carícias pela nuca e costas do homem. Outra vez ele entrou dentro dela, mas dessa vez passou a ser menos bruto.

Ambos fizeram sexo até quase o amanhecer, onde o cansaço enfim os derrotou e o sono os visitou.

❃ ❃ ❃

11 de Janeiro de 1913 , algumas horas mais tarde.

Os olhos foram abertos rapidamente e o corpo se ergueu abruptamente. Mas o arrependimento de tal gesto veio quando uma dor de cabeça seguida de enjoo a derrubou de volta para o chão duro. Stella tocou em sua cabeça e lágrimas incontroláveis escaparam pelo canto dos olhos. Foi capaz de se lembrar da noite anterior e isso a encorajou a enfrentar a dor. Suspirando fundo e segurando sua cabeça, outra vez ela se sentou e abriu os olhos.

O ambiente era uma espécie de cela, mas não possuía nada além de uma minúscula janela que mal caberia um braço, então fora de cogitação uma tentativa de fuga. Seus olhos foram piscando até se acostumar com a luz do amanhecer, enquanto os girava ao redor do lugar para captar mais detalhes. Então notou pares de olhos a encarando. Seu forte cheiro típico a fez reconhece-lo rapidamente.

— Dave? — ela perguntou, mesmo sendo uma resposta tão óbvia.

— Não, o Ryan Jarrett! — o garoto ironizou e revirou os olhos; a menina encolheu os ombros, ofendida.

O silêncio se instalou naquela pequena cela e só foi cortado quando uma voz conhecida vinda de algum lugar lá fora começou a gritar e a resmungar alto. A voz começou a se aproximar daquela cela, até que a dona foi vista. Lucy estava amarrada e sob os ombros de um homem armado. Mesmo quase imobilizada, ela ainda conseguia dar um jeito de agredi-lo e fazia questão em gritar no ouvido dele.

A cela foi aberta e a menina jogada de qualquer jeito no chão. O impacto a fez gemer de dor e a perder o fôlego por alguns segundos. Stella engatinhou para o lado da menina e fuzilou o homem com o olhar enquanto ele trancava a cela outra vez e se afastava. Dave nem se mexeu.

— Se afaste de mim, eu não faço questão de sua ajuda! — Lucy choramingou e começou a se arrastar para longe de Stella.

— E eu pouco me importo se você quer minha ajuda ou não, você não pode controlar meus atos! — Stella protestou e puxou a corda presa às canelas de Lucy, logo começando a desatar os nós ali; a menina não mais protestou.

Terminando de livrar as canelas, Stella agora voltou-se para os pulsos. Lucy não a encarava, tampouco agradeceu quando foi liberta; simplesmente jogou as cordas no chão e se afastou para um canto qualquer na cela, bem afastado dos dois outros ocupantes, e ficou massageando seus pulsos marcados pelo aperto da corda.

Um pouco chateada com a ingratidão, mas compreendendo as mágoas de Lucy, Stella também se encostou em um canto e abraçou seus joelhos. Ela encarou Dave, que ria discretamente dela. A menina mostrou-lhe língua e então encostou a testa nos joelhos.

— Eu vou fazer um tremendo de um auê com aquele Jarrett. Onde já se viu maltratar as crianças desse jeito? Afinal, são só crianças. Ele perdeu o juízo? Custava ser um pouco gentil ao mesmo tempo que firme? Ah, ele vai me ouvir, vai sim! — uma mulher esbravejava enquanto se aproximava da cela; os três ocupantes ficaram em alerta.

— Querida, você sabe que ele não é nada gentil. Irá perder seu tempo com uma sermão e ainda vai sobrar para mim! — um homem falou, também se aproximando.

— Veremos! Ele nunca me viu de TPM, então se ele quiser pagar de demônio, eu viro o próprio diabo! — berrou, irada.

A cela foi aberta outra vez e uma mulher alta adentrou sem receios. Mesmo com a expressão raivosa, ela era extremamente linda. Os lábios carnudos estavam cobertos por batom rosa-claro e se destacam em todo o visual, onde a mulher trajava um vestido braco, liso, de mandas longas e com um leve decote na frente. Os olhos verdes eram adoráveis, ao mesmo tempo que possuíam certa audácia. O cabelo castanho claro estava semi preso e caíam em caracóis pelas costas. A pele era clara, mas estava um pouco avermelhada devido a sua ira, e mesmo com uma expressão rígida ela não parecia ter mais do que trinta anos.

— Olá, crianças. Vocês estão bem? —ela perguntou, enquanto suspirava levemente.

— Ah, claro. Depois de todo o terror que vivemos ontem à noite, estamos super bem sim! — Lucy ironizou enquanto revirava os olhos.

— Nossa, temos uma irônica aqui, que gracinha! — a mulher abriu um sorriso forçado — Acho bom você pensar duas, três, até milhões de vezes antes de me desrespeitar, porque acredite você, vocês, ou não mas eu sou a única que posso rebater as ordens de Ryan Jarrett. Eu posso protegê-los, então não queiram virar meus inimigos! — falou, enquanto reprimia o sorriso.

— Hum... Na verdade você não pode não! — o homem que a acompanhava falou, assim que entrou na cela.

Ele era poucos centímetros mais alto que a mulher e era forte sem excessos. O cabelo castanho escuro tinha cumprimento um pouco abaixo das orelhas e os olhos eram pretos, coisa que chamava atenção em sua pele quase tão clara quanto da mulher. Ele usava uma barba que delineava ao redor da boca até o queixo, que surpreendentemente não o deixava com a aparência velha, apesar de já estar alcançando a casa dos quarenta. Sua beleza era inferior à da mulher, mas isso não parecia incomodá-la.

— Shhhh, Zac! — ela murmurou para ele.

— Onde estamos, senhora? — Stella perguntou, enquanto se levantava tomando a parede como apoio.

— Senhora está no céu, pode me chamar de Dora. E vocês estão no porão secreto do Enthusiasm Nightclub, uma casa adulta de entretenimento. Aqui tem uma cela para se caso algum engraçadinho tente sair sem pagar, vir ficar aqui alguns dias para pensar um pouco! — a mulher se apresentou — Agora vamos, que vocês precisam de banho e comida, fora um descanso em uma cama descente! — apontou para a saída.

Dave foi o primeiro a se levantar e caminhar para a saída. O homem de nome "Zac" o seguiu com passos despreocupados. Lucy veio logo atrás e ficou olhando em todas as direções.

— Ah, esqueci de falar, não adianta vocês sair com tanta pressa e tentar fugir, porque tem dezenas de jagunços em cada canto ao redor da casa. Fora aqueles que estão na entrada do porão! — Dora avisou assim que notou que Dave e Lucy estavam andando rápido demais; ao ouvir as palavras, eles diminuíram o ritmo dos passos, frustrados.

Stella saiu devagar da cela e ficou olhando receosa em todas as direções. Ela estremeceu quando Dora tocou suas costas para incentivá-la a andar mais rápido, mas logo se tranquilizou ao ver o sorriso gentil nos lábios da adulta.

❃ ❃ ❃

Enquanto Stella e Lucy seguiram com Dora, Dave acompanhou Zac. Eles saíram daquela casa pelos fundos e foram para uma outra, menor, que ficava à alguns minutos de distância, do outro lado da estradinha de terra que havia ali. No jardim, jagunços caminhavam de um lado para outro, alguns conversando e rindo, outros simplesmente fazendo ronda.

Enquanto andava ao lado de Dora, Stella encarou ao redor. O lugar não havia vizinhança, exceto as duas propriedades do Enthusiasm. Atrás do prédio de entretenimento havia altas árvores que iam seguindo além do alcance de visão da menina. Era uma floresta. Essa poderia ser sua saída dali, sua saída para se livrar do futuro que a aguardava dali algum tempo. Novamente ela olhou para os jagunços, que conversavam sobre algo que parecia interessante demais para reparar no que estava acontecendo ao redor, olhou para Dora, que agora tentava puxar assunto com Lucy que parecia não dar o braço a torcer. Zac e Dave haviam ido em outra direção, da casa menor e mais simples, onde alguns jagunços saíam de lá.

Contando até três, Stella juntou ar nos pulmões e correu em direção à mata. Correu o mais rápido que suas pequenas pernas foram capazes, e não ousou olhar para trás para saber se já estavam sendo seguida, pois poderia tropeçar e ser pega.

Até que chegou à uma parte que não haviam tantos obstáculos e aproveitou para virar o rosto para encarar o caminho que já havia percorrido. Foi então que percebeu que o chão sumiu embaixo de seus pés e em seguida seu corpo todo sofreu um impacto gelado. Água invadiu suas narinas e a fez se agitar para voltar à superfície. Assim que o fez, olhou ao redor e reparou que ali havia uma cachoeira, cujo ela não percebeu por estar tão focada em fugir.

Completamente irada pelo tamanho de sua burrice e tremendo devido a água quase congelante, Stella tocou em uma pedra à beira da cachoeira e tomou impulso para sair dali. Mas estava tremendo tanto que acabou perdendo o equilíbrio e caiu de volta. Ela tossiu após engolir mais um punhado de água e e analisou uma arranhão que ganhou ao escorregar.

— Dr-r-roga! — ela resmungou enquanto tremia.

Stella mal terminou de falar e sentiu alguém tocar um pedaço de seu suéter; antes que ela pudesse se virar para encarar, um impulso a puxou para cima e a jogou no chão. A menina gemeu de dor por ter sido puxada pelo tecido de sua roupa e tremeu mais ainda; o frio era pior quando fora da água.

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"É uma pena nós nos separarmos

Ninguém disse que era fácil

Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim

Eu estou indo de volta para o começo..."

{The Scientist - Coldplay}

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