História Stella Merchant - A Garota de Sorrisos Ensaiados - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anos 20, Drama, Drama De Epoca, Época, Orfanato, Violencia
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Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Capítulo 16: Lágrimas e Chuva.


11 de Janeiro de 1913.   

— O QUE VOCÊ QUER? — Stella conseguiu perguntar, lágrimas escorriam seu rosto e soluços escapavam vez ou outra.

— Conversar com você à sós, é um assunto muito sério! — o homem falou, enquanto colocava a garrafa vazia sob a pia.

— Como podemos leva-lo a sério se está tão bêbado que mal consegue ficar parado sem cambalear? — Ronnie perguntou.

— Já disse para vocês ficarem de fora nisso, meu assunto é com ela! — ele gritou e um pouco de saliva voou para fora de sua boca; Ronnie torceu o nariz, enojada com o bafo.

— Gente, podem ir, eu vou ficar bem! — Stella tentou tranquilizar os amigos, mesmo se ela própria estava em pânico.

— Não podemos deixa-la sozinha. Ele está bêbado! — Ronnie protestou; Mike balançou a cabeça concordando com a amiga.

— Podem sim. E outra, vocês estarão no cômodo ao lado, fora que tenho certeza de que Nícholas não vai me machucar! — mentiu, tudo para tirar os amigos dali.

— Qualquer ruído e nós estaremos de volta! — garantiu Ronnie, antes de tocar o ombro de Mike e os dois voltarem para a sala.

Sozinha com Nícholas na cozinha, Stella se encolheu quando um relâmpago cortou o silêncio que se instalou ali. Quando o som passou, a menina ouviu o homem caminhar e então se afastou com rapidez.

— Você não disse que eu não iria machuca-la? Então para que todo esse alarme? — ele perguntou, rindo.

— Só não quero que você toque em mim, pois está fedendo! — Stella apertou o nariz e caminhou até a cadeira mais distante o possível do homem.

Nícholas reprimiu o riso e em seguida começou a chorar alto enquanto desabava sob uma cadeira qualquer. Stella arqueou as sobrancelhas, espantada com a situação. Então ele parou de chorar e coçou os olhos.

— Eu não sei o que fazer da minha vida, estou sentindo como se eu tivesse enlouquecido. Eu já pensei em tirar minha vida, mas logo vi que não posso fazer isso comigo... eu não quero fazer isso comigo. Prefiro achar outros meios de me livrar do meu problema! — Nícholas começou a falar, enquanto Stella prestava atenção.

— E qual é o seu problema? — ela perguntou.

O homem hesitou em falar. Ele encarou a menina sentada na ponta da mesa, com seu típico par de olhos frios. Um raio iluminou o ambiente e os olhos claros ficaram em destaque por alguns segundos.

— Eu estou louco... — Nícholas falou se levantando, ele caminhou para perto de Stella e se agachou perto dela — Louco por você, Stella! — e voltou a chorar.

Ao digerir as palavras, os olhos de Stella se arregalaram e ela engoliu em seco. Então nunca foi ódio grátis o que ele sentia por ela, tudo não passava de um desejo insano.

Disposta a sair dali, Stella se levantou rapidamente. Mas da mesma forma que se levantou, Nícholas a empurrou de volta e ficou com a mão pousada no joelho da menina.

— Me deixe sair daqui, ficar perto de mim não te faz bem! — Stella pediu, chorosa.

— Não! Eu quero ter você perto de mim! — o homem negou e então subiu sua mão do joelho para a coxa.

— Me solte! — Stella o chutou de meu jeito pela posição em que ele estava e se levantou quando o corpo bêbado caiu no chão.

Foram poucos segundos e três pessoas estavam na porta da cozinha. Dave à frente segurando seu punhal, Ronnie com as mãos pousadas nas bochechas e a expressão de pânico no rosto e Mike escondido atrás dela.

— Stella, vem para cá! — Dave a chamou.

Stella se moveu para ir para juntos de seus amigos, quando Nícholas agarrou seu tornozelo e com um movimento rápido a puxou para o chão. Com a rigidez em que caiu, a menina viu a cozinha girar devido a pancada em sua cabeça e costas. O homem sorriu de lado e fez menção em toca-la.

— Larga ela! — Dave gritou e correu em direção à Nícholas, disposto a atacar.

Com uma estranha rapidez, o homem se levantou do chão e saiu do caminho de Dave, fazendo o menino passar reto por ele. Mas se virou e novamente tentou atacar, dessa vez usando seu punhal. O adulto simplesmente esquivava o corpo e ria com deboche; até que se cansou de se defender e resolveu atacar.

Um único movimento rápido e então a mão de Nícholas estava firme no pulso de Dave, o apertando. O punhal caiu no chão e Ronnie fez menção em correr para pega-lo, porém o homem soltou e chutou o tórax do garoto, lançando em direção a menina e derrubando os dois juntos.

Havia sobrado de pé apenas Mike, que encarava o enorme homem completamente ofegante de medo.

— Buh! — Nicholas debochou e riu; Mike pulou para trás, assustado.

— Mike, corre! Vá pedir ajuda! — Ronnie gemeu assim que conseguiu empurrar Dave de cima dela.

— Não vai a lugar nenhum, pirralho! — Nícholas se moveu para pegar Mike, porém foi impedido quando alguém o agarrou pelo tornozelo; mesmo sem fôlego, Dave o segurava.

Mike estremeceu e então correu para longe da cozinha, para correr ao Enthusiasm e buscar ajuda. Desistindo de pegar Mike, Nícholas chutou Dave para longe de si e acertou um tapa em Ronnie, que caiu de lado desacordada.

— Covarde! — Stella gritou, enquanto arrastava o corpo dolorido para tentar se levantar.

— Tão cedo me chamando de covarde? Isso é porque você não sabe o que te aguarda... — ele soltou uma gargalhada doentia e começou a abrir sua calça.

❃ ❃ ❃

O caminho até o casarão do Enthusiasm foi difícil de ser feito pelo miúdo corpo de Mike. A chuva o acertava como chicote e o vento estava tão forte que ele já havia caído mais de três vezes. Mas ele não desistiu, precisava ajudar seus amigos, precisava ajudar Ronnie.

Assustado, molhado e dolorido por suas quedas pelo caminho, Mike se aproximou do casarão e empurrou a porta com força ao entrar. Um cliente que estava ali perto arfou de susto.

— O que esse moleque faz aqui? — murmurou.

Mike o ignorou e prosseguiu em seu objetivo. Vasculhou o salão à procura de seu pai, mas não o encontrou. Depois, passou a procurar algum jagunço de sua confiança e nisso também falhou. Com o desespero tomando de conta, o menino correu para a primeira pessoa confiável que encontrou. Deborah estava caminhando com duas taças de bebida e parecia sorrir em direção à alguém. Mike correu para ela.

— Mike, o que faz aqui? Se sua mãe te vê aqui ela te arranca as orelhas! — a mulher falou, surpresa; o menino gesticulou em direção à saída — O que foi? Outra pegadinha de doença da Ronnie? Ah, me poupe, que vou voltar ao meu cliente! — ela revirou os olhos e saiu andando.

Assustado com a demora no socorro, Mike olhou em todas as direções à procura de outra pessoa que o ajudasse.

❃ ❃ ❃

Um tapa foi suficiente para deixar Stella completamente tonta outra vez e facilitar as coisas. Nícholas se aproximou dela e tocou o rosto atingido; em seguida ele se abaixou e a beijou.

Mesmo quase inconsciente, Stella sentiu ânsia de vômito. Não só pelo gosto horrível de bebida, mas pela atitude daquele homem. Mas ela não tinha forças para empurra-lo e se odiou por isso, principalmente quando Nícholas tocou na barriga dela e começou abrir os botões da camisa.

Em poucos segundos os seios da menina estavam à mostra e as mãos calejadas de Nícholas os acariciava. Lágrimas silenciosas escaparam dos olhos assustados da menina. O homem se afastou dos lábios dela e seguiu para os seios, sugando um enquanto apertava o outro.

Nícholas subiu em cima de Stella e então repetiu os toques nos seios, intercalando entre um e o outro. Ela tentou o empurrar, mas tudo o que conseguiu foi ganhar uma mordida no seio. Ela gritou e chorou.

Sem querer perder tempo, Nícholas se afastou dos seios e puxou para baixo a saia de Stella juntamente com a calcinha; tirou ambas e as jogou para o lado. Ele abriu as pernas da menina, que mesmo ferida física e psicologicamente ainda tentou dificultar as coisas. Mas ele era mais forte e as abriu outra vez, logo ficando entre elas.

— Por favor... não... — Stella suplicou baixinho.

Mas foi ignorada. Nícholas abaixou o corpo à medida que ia penetrando na feminilidade de Stella; que gemeu de dor e voltou a chorar. O homem pareceu sentir prazer nisso e então abriu um sorriso perverso antes de iniciar fortes movimentos de vai e vem dentro da menina.

❃ ❃ ❃

Onde é que todos foram parar justamente naquele dia? Essa era a pergunta que estava na mente de Mike enquanto ela andava tremendo de frio e medo pelo salão.

— Você ainda não foi embora? — Deborah apareceu de repente.

Mike se virou para ela e novamente apontou para a porta, dessa vez esperneando. Ela achou graça, antes de puxa-lo pela roupa em direção à saída.

— Vá para casa antes que fique resfriado e tenha de tomar aquele xarope ruim que você teve de tomar da última vez! — a mulher falou assim que chegaram à saída, e então puxou a porta para fecha-la assim que empurrou Mike para a chuva; mas ele colocou o pé e segurou a porta pela fresta que sobrou.

— Deborah, pelo amor de Deus, Nícholas surtou e está atacando todo mundo de lá! — o menino falou, para a surpresa da adulta, e apontou para a outra casa.

— O quê? — ela arfou de susto — Mike, vá buscar seu pai lá do outro lado do salão e peça para ele chamar reforços, que eu vou indo na frente! — apontou na direção que o menino deveria ir enquanto tirava seu salto e corria para a chuva.

— Está bem! — o menino concordou e voltou a correr pelo salão.

❃ ❃ ❃

Stella estava quase desacordada e Nícholas continuava os movimentos. Vez ou outra ele batia na coxa dela e dizia palavras sem nexo, além de que puxava o cabelo dela com força toda vez que chegava ao ápice do prazer. Enquanto parava para recuperar o fôlego, ele a beijava outra vez e espalhava mordidinhas pelas bochechas e lábios. Novamente ele iniciou os movimentos, quando ouviu a porta principal bater e se afastou da menina para ficar atento.

Um riso debochado escapou dos lábios de Nícholas ao ver Deborah parada na porta, o vestido branco quase transparente e sujo com lama e a maquiagem que escorreu de seu rosto.

— Isso foi o melhor que o pivete conseguiu? — ele riu e se levantou do chão enquanto fechava sua calça; a mulher encarou Ronnie, Dave e arfou ao reparar em Stella.

— O que você... fez... Seu monstro! — grunhiu — Eu realmente espero que você não tenha tocado também em minha filha, ou... — ela reparou um punhal no chão.

— Ou o quê? Vai atirar esses sapatos em mim? — novamente Nícholas debochou; em um movimento ágil, Deborah pegou o punhal do chão e apontou em direção ao homem.

— Sente-se nessa cadeira enquanto o seu castigo não chega. Anda! — ela berrou e adentrou a cozinha, ainda apontando o punhal.

Nícholas ergueu as mãos ainda rindo e se sentou na cadeira indicada.

— Sempre achei excitante aquelas brincadeirinhas eróticas onde a mulher manda o companheiro fazer as coisas que ela manda. Quer brincar disso, não quer sua puta? Aproveite que meu pau está fresquinho e purificado com sangue de virgem. Vem aqui, vem! — e bateu em suas pernas, gargalhando.

— Maldito desgraçado! — Deborah berrou e pretendia atacar Nícholas.

— Mamãe...? — Ronnie gemeu fraco.

Ao ter a atenção de Deborah atraída para a filha, Nícholas puxou o revólver que estava preso ao lado de sua cintura e acertou um tiro certeiro na garganta da mulher. Ronnie berrou e Dave acordou. Stella fechou os olhos com força quando ouviu o corpo de Deborah cair no chão enquanto ela agonizava. O choro desesperado de Ronnie invadiu seus ouvidos e a fez se sentir pior psicologicamente do que já estava.

— Agora tenho de partir, meu amor. Mas pode ficar tranquila que um dia eu volto. Me espere, ok? — Nícholas falou enquanto agachava perto de Stella; ele passou as costas das mãos no braço da menina e então ergueu o corpo para correr pela segunda porta da cozinha.

Um minuto se passou e então o som da porta principal sendo aberta foi ouvido e passos correram em direção a cozinha. Dave se arrastou até Stella e a cobriu com a camisa que ele tirou de si justamente para isso. Alguns jagunços entraram segurando armas e vasculhando o ambiente. Zac apareceu logo atrás, com Mike em estado de choque ao seu lado.

— Oh meu Deus, Deborah... — o homem lamentou ao ver a poça de sangue ao redor da mulher e a mesma agonizando; pior foi Ronnie berrando desesperadamente pela mãe, que não era mais capaz de responder.

Mike afundou o rosto na cintura de seu pai e começou a chorar. Sentiu-se culpado por procurar Deborah ao invés de simplesmente pedir que ela chamasse alguns jagunços antes de explicar o ocorrido. Agora ela estava morrendo, sua melhor amiga Ronnie estava ficando órfã de mãe e a culpa o acusava.

— Chamem os outros, peguem os cachorros e vão procurar o maldito. Quero a cabeça dele ainda hoje! — Zac grunhiu ordens aos jagunços e se agachou para abraçar o corpo trêmulo do filho.

— O que é que está acont... Misericórdia! — Dora apareceu de repente e ficou horrorizada com a cena que viu.

— Nícholas surtou e deu merda! — Zac explicou.

— Nícholas... Oh, meu Deus, o que aconteceu com Stella? — perguntou assim que reparou que menina estava quase nua.

— Eu também não sei, mas provavelmente foi o óbvio! — lamentou Zac.

— Não, não pode ser... Isso não pode ter acontecido... Não... Talvez foi um engano... Talvez Deborah chegou a tempo! — Dora começou a chorar.

— Infelizmente foi o óbvio... Aquele maldito não livrou ninguém de sua covardia! — Dave confirmou, completamente trêmulo de ódio.

— Não! — Dora berrou e saiu correndo da cozinha; na metade do caminho foi parar e seu salto molhado escorregou, fazendo-a cair e bater um pedaço da cabeça na parede.

Lucy vinha descendo, meio sonolenta, e encarou a imagem sem entender nada. Simplesmente desceu os degraus que faltava e se aproximou da adulta para saber se ela estava bem.

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"Pois tudo o que você pensou que eu pudesse ser

Caiu por terra bem na sua frente..."

{Numb  - Linkin Park}

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