História Stepfather - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Furihata Koki
Tags Akafuri, Boylovers, Knb, Lemon, Padrasto, Stepfather, Yaoi
Visualizações 56
Palavras 1.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas, tudo bom com vocês? Espero que sim xD
Eu sei que deveria estar atualizando as fanfics que tenho em andamento, mas daqui para o final de semana está tudo em dia :3

Alguns avisos sobre a fanfic;

x Akashi tem 23 anos e o Furi tem quase 17

x É yaoi, óbvio.

x Sim, é relação entre padrasto e enteado :v

x Sim, vai ser sado :v

x Vai ser bem hot, então, se segura na poltrona.

x Prazo de entrega de capítulos ainda sendo averiguado.

x Capas feitas por mim com imagens pegas do pinterest, amém pinterest

x Fanfic sem beta.

x Narrada em primeira pessoa pelo Furihata.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Barganha


Fanfic / Fanfiction Stepfather - Capítulo 1 - Barganha

 

 

 

 

 

 

 

Meu peito subia e descia. Eu estava na pior situação que um adolescente poderia estar.

Fora que, estava com muita, muita vergonha mesmo.

Vejam só: Estava cedo, tinha acabado de acordar e, miseravelmente, acreditei estar sozinho em casa. Como um garoto cheio de hormônios que sou, meu amigo estava bem ereto. Restou-me fazer o tão precioso ritual matinal, é sagrado para todo homem.

Nada de ruim até aí, caso que não tivesse sido flagrado em meio ao ato — o que, diga-se de passagem, já não é muito legal. Mas, como já dizia o velho ditado, a tendência é piorar — sobre a minha cama, pelo meu padrasto.

E, para a cereja do bolo, havia um Notebook aberto numa pornografia gay, com um volume nada discreto, por sinal.

Eu disse que ia piorar. O universo, além de ser um filho da puta é claro, não brinca em serviço.

Soltei tudo que jazia em minhas mãos, mesmo suado e quase no fim do meu serviço. Baixei a tela do aparelho e escondi meu corpo nu entre as cobertas.

— A-Akashi-san... — inutilmente procurei as palavras que fugiam. Encarar aquele homem na porta com aquelas esferas flamejantes cravadas em seus arcos oculares, imponente, com uma expressão indecifrável não é a melhor coisa do mundo. Eu sentia minhas bochechas esfoguearem e junto da minha alma, esvaiu a capacidade de raciocinar algo para contornar a situação.

Ele deu um sorriso, daqueles perversos. Este, que findou na mesma rapidez em que se abriu, me fez engolir a seco. Senti um nó alojar-se em minha garganta junto a um arrepio frio e medroso subir pela minha espinha e engoli tudo a seco.

Meu corpo travou, eu não conseguia sequer piscar direito.

— Não se preocupe — cruzou os braços e escorou-se no vão da porta. — Mas me diga, desde quando? — levantou a sobrancelhas e olhou para meu Notebook, agora fechado.

Eu fiz o mesmo, mirei a máquina e limpei a garganta.

Que constrangedor.

Eu nunca havia conversado com Akashi e olha que fazia tempo desde que ele e minha mãe começaram a namorar.

— I-Isso? — cocei o pescoço com o indicador e tentei caçar justificativas para o flagrante. — Ahng, cara isso é estranho! — lamuriei — Você não pode simplesmente sair e fingir que nada disso aconteceu?

Ele me encarou, como se a resposta fosse mais que óbvia. Pestanejei, aquele cara deveria ser algum tipo de lunático que gostava de apreciar vergonha alheia, não tinha outra explicação plausível.

— Não. — finalmente respondeu. Considerei como um começo, embora não fosse exatamente o que eu esperava. — Desde quando? — insistiu.

Enchi meus pulmões de ar e baixei os olhos. A única coisa que me deixava com pé atrás, no que dizia a respeito assumir minha sexualidade, era a probabilidade de ele contar a para minha mãe.

Cacete, já estava imaginando a merda que ia dar.

Procurei alguma coisa que pudesse desviar o foco do assunto inicial.

— Pra começar, porque não me fala o motivo de ter entrado no meu quarto sem bater? — repliquei e fingi raiva.

— Não sei. — deu de ombros calmamente — Talvez pelo som nada normal de homem gritando, ou seria melhor eu dizer gemendo? — novamente olhou para o Notebook.

Merda, ele não é advogado, mas é bom em argumentos.

— Você não vai contar para minha mãe, vai?

Naquele momento tudo que era de excitação havia morrido, junto ao que poderia ser chamado de alma. Porque olha, aquele homem tinha me matado.

De vergonha, mas tinha.

— Sabe muito bem como ela reagiria a... — limpou a garganta — Isso.

— Sei, no mínimo ela me levaria até o Brooklyn e me jogaria da ponte.

— Claro que não. — ele rodou os olhos, parecia ter firmeza em suas palavras e eu relaxei. — Acha mesmo que ela iria tão longe, sendo que pode te jogar de uma ponte daqui mesmo?

Porra. Seijuro sabia muito bem como destruir expectativas.

— Eu não contaria — fitou os sapatos sociais e colocou a palma oposta ao batente na cintura coberta pelo colete. Meu peito deu um alívio gostoso, os sinônimos explicartivos não enquadravam no prazer que senti ao ouvir aquelas palavras melodiosas — Só que — porque diabos sempre têm a o "porém"? Antes mesmo de ele completar eu já havia me jogado contra a cama e começado a choramingar dramaticamente. Agora eu sei como Barry Allen se sente quando descobrem sua identidade. — Seria mentira, além de ser errado esconder isso dela.

Afastou-se. Eu pensei em correr atrás, sentei na cama ainda com o lençol sobre as pernas prestes a correr. Só que, quando meus dedos tocaram o chão frio, dei-me conta de que ainda estava sem as roupas. Entretanto, eu precisava reagir de imediato, ou estaria com um sério problema em mãos;

— Akashi-san! — bradei a plenos pulmões. Finquei meus olhos num genuíno intuito de conseguir ser o mais retumbante possível. Meus dedos apertavam a coberta grossa e os entrenós já ficavam esbranquiçados. — Eu faço o que você quiser!

 

... Malditas palavras.

 

Ele deu um giro. Assim que pude vislumbrar seu rosto novamente, notei o sorriso maldoso que brotou em seus lábios.

Deus do céu.

Ele aproximou-se vagarosamente. Tudo pelos arredores pareceu parar, exceto o barulho de seus sapatos no assoalho. Ele andava com suavidade e reverência. Akashi ao aproximar-se, se curvou. Alcei meus olhos aos seus e pude sentir a perversidade de sua alma. Seus dedos, perigosamente, deslizaram por minha bochecha e alcançaram minha nuca, onde apertou-a e me puxou.

Eu fui contra a sua força e amarrei as feições, aquilo estava estranho.

— Faremos o seguinte. Você faz o que eu quiser, absolutamente tudo o que eu quiser e eu manterei seu segredo intacto. Talvez, quem sabe, — inclinou rapidamente a cabeça para o lado sugestivo — eu te ajude em outras coisas. Matérias na escola, problemas com pessoas e afins.

— Você está... Barganhando comigo? — afastei sua mão e endireitei-me. Não era possível que ele me fizesse um acordo tão bom sem aquela clausula que fode tudo.

Akashi voltou a postura normal.

— Bem, até que estou — colocou as palmas em seus bolsos.

— O que você quer? — Seijuro baixou a cabeça, fechou os olhos, soltou ar pelo nariz e deu aquele famoso risinho sem dentes maquiavélico de filme, daqueles que fazem cair suor da testa, sabe?

— É simples. Tudo o que você precisa fazer é dar para mim.

Engasguei perplexo.

— Como?! — quem sabe eu tivesse escutado errado.

— Dar, sexo, transar, foder, quer mais? — fitou-me muito sério. Entreabri a boca, queria responder, mas não existiam palavras.

— Você é demente? Sério, se for eu posso ligar pra um médico, minha mãe conhece bons psicólogos — olhei ao redor em busca de meu celular, até que o avistei. Eu não conseguia levá-lo a sério, talvez fosse uma boa ideia chamar uma ambulância, vai que meu padrasto estiva apenas com um mal estar passageiro.

Ele segurou-me pelo antebraço e me fez sentar novamente na cama.

— É isso ou eu conto que você é gay.

— Cara, você não tem provas — rebati convencido.

— Certo, irei sair agora por aquela porta e assim que eu sair, enviarei um vídeo. Depois que esse vídeo chegar, você terá exatos três segundos para correr daqui até a porta e me barrar lá no meu carro, que por sinal é uma Ferrari, onde, estarei prestes a ir, em toda velocidade, de encontro a sua mãe e contar que o único filho, que ela jura de pé junto ser homem, é gay. — que maldito agressivo!

— Olha, eu posso muito bem contar a ela que você quer me enrabar pelas costas dela! — novamente, repliquei.

— Pode sim. Fique a vontade. Mas me diga, em quem ela vai acreditar? No garoto que até os quinze teve um amigo imaginário ou num homem formado que, pelo menos, sabe o que quer da vida?

— Alguém te disse que você é bem filho da puta? — franzi o cenho.

— Tenho meu charme, obrigado. — sorriu cínico.

 

Em fodidos cinco anos, eu jamais imaginei que a minha primeira conversa com Akashi Seijuro teria aquele rumo, tampouco aquela proporção ou gravidade.

 

 

[...]

 

Naquela noite, assim que desci para jantar, pude ver minha mãe carinhosamente pondo a mesa. Ela escolhia os melhores pratos, as melhores taças e, claro, o melhor vinho.

Cantarolava alguma música boba, o que significava que ela havia se saído muito bem com os fornecedores. Inspirei fundo, eu precisava manter as aparências para que ela não desconfiasse que o seu namorado, simplesmente, achou que seria uma boa ideia me fazer uma proposta indecente.

Que filho da puta...

Escorei-me na coluna de concreto que separava a vasta sala comum da sala de estar e vislumbrei seus cabelos. Estavam presos em um coque frouxo. Sua saia social, acompanhada da blusa meramente transparente, valorizava sua silhueta.

Não tínhamos a melhor relação do mundo, eu confesso. Vivíamos de brigas e mais brigas e muitas vezes passávamos de meses sem conversar ou trocar olhares, todavia, ainda sim eu a amava.

Assim que ela virou-se para mim, eu sorri.

— Boa noite — cruzei os braços.

— Ah — ela havia virado bem empolgada, entretanto, pareceu desanimar-se depressa. E assim como sua empolgação ao ver-me a minha também acabou por ir. — Boa noite. — pareceu sem jeito. Limpou as palmas na saia escura e contraiu os lábios. — Iremos jantar com alguns sócios da empresa do seu pai.

— Ah, sim. Tudo bem, vou para o quarto então — me virei prestes a sair. O baque de sua mão contra a mesa propagou-se, junto ao tilintar dos talheres e taças que colidiram com a madeira coberta da mesa pelas ondas da força imposta.

Eu não compreendi o porquê daquela reação, mas ousei retomar minha direção a ela com cautela. De relance, pude ver Akashi descendo as escadas.

— Eu não acredito como você continua tão... Desleixado! — sorria forçadamente e com desdém — mesmo depois de anos, mesmo depois de cada lição que eu te dei, você não se importa com absolutamente nada! — urrou.

— Mãe eu...

— Calado! — seu surto, não fazia o menor sentido e eu, ficava cada vez mais magoado — Seu pai se esforçou dia e noite para essa empresa crescer, trabalhou literalmente até a morte — sussurrou e deslizou a pontinha dos dedos na testa, para assim, afastar os fios que pendiam sobre ela. — Eu, trabalho incansavelmente dia e noite para te dar o melhor e quando tem uma reunião empresarial, na sua casa, na sua sala de jantar, você simplesmente dá as costas.

Ficou de lado e apoiou-se na mesa, parecia ter dificuldade em encarar-me.

Minha garganta fechou, uma angustia misto a um constrangimento (afinal, tinha uma mono-platéia me assistindo) afligiu-me.

— Se me quisesse por perto, bastava falar.

— Tenha atitudes! — voltou-se para mim enfurecida. — Seu pai, se ainda estivesse vivo morreria de vergonha do que você se tornou, Kouki.

— Mãe... — minha voz pesou e saiu com dificuldade. Eu não tinha psicológico para rebater, meus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Saia daqui.

 

E assim fiz. Com a visão turva, subi as pressas para meu quarto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Então é isso, se vc gostou dá aquela interagida marota que todo autor gosta :3
Se não gostou, se viu erros e afins, mil desculpas.
Até a próxima, beijos da han!


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