História Steps To Madness - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Girls' Generation, Got7, TWICE
Personagens D.O, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Kai, Lisa, Mark, Mina, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, Taeyeon, Tiffany, V, Yuri
Tags Assassinato, Blackpink, Bts, Chaelisa, Coréia, Crimes, Exo, Insanidade, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Kpop, Kyungsoo, Mistério, Namjoon, Policial, Psicopatia, Romance, Sequestro, Sociopatia, Taehyung, Tortura, Twice, Yoongi, Yuri
Visualizações 194
Palavras 3.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu queria ter escrevido os outros capítulos antes de começar a postar, mas infelizmente eu sou ansiosa demais pra isso.
Então os capítulos vão acabar demorando um pouco para sair.
Tenham uma boa leitura.
Obrigada pelos favoritos.

~Queen

Capítulo 2 - As coisas que se escondem no escuro


Fanfic / Fanfiction Steps To Madness - Capítulo 2 - As coisas que se escondem no escuro

 I

Exatamente ao meio dia e vinte e sete Taehyung retornou, depois de aproximadamente quarenta minutos. Carregava consigo roupas e uma toalha limpa. Parou ao pé da cama e encarou sua mais querida hóspede.

– Você terá quinze minutos – E assim, da forma mais seca possível, alcançou a chave no bolso da calça jeans e abriu as algemas – Nem mais, nem menos.

Mary mal conseguia se sustentar de pé, toda a força de seu corpo havia sumido, e apesar do calor infernal das Bahamas, este não era bem o motivo de se sentir tão incapaz, foram litros de lágrimas nos últimos minutos dentro daquele quarto. Taehyung arrastou-a para fora. O primeiro corredor não era nem um pouco extenso. Desceram escada abaixo, ele mantendo-a perto e firme. Os corredores eram iluminados e espaçosos, as paredes impecavelmente brancas e amarelas. O banheiro estava num corredor entre a cozinha e o que deveria ser o porão. Ela foi colocada lá dentro com os rudes movimentos de Taehyung, que parecia bem mais impaciente do que devia estar. Ele deixou as roupas e a toalha sobre a superfície plana do mármore da pia e saiu, sem nenhuma palavra.

E ficou ao lado da porta por precaução.

Mary, por sua vez, não pôde acreditar na confusão em que estava metida. Houve muita relutância de sua parte até decidir tomar o banho. Taehyung havia preparado a banheira com água morna e foi inevitavelmente relaxante sentir a água no corpo. Entretanto, nem mesmo o banho foi capaz de tranquilizar o que sentia física e mentalmente. O receio de que ele pudesse entrar a qualquer momento e o desespero para passar o máximo de tempo possível longe de eram responsáveis por ela querer ficar na banheira o quanto pudesse. Pretendia trancar-se e ficar sozinha com mais um cômodo estranhamente elegante daquela ampla casa, mas a chave não estava na porta e mesmo que estivesse duvidava de que se ficasse trancada lá dentro poderia fugir – a única janela era grande e ocupava uma boa parte da parede com a vista maravilhosa da praia, mas reforçada com grades. Enquanto pensava em não entrar em pânico, viu a atadura molhada em seu antebraço, não doía tanto como mais cedo, era um negócio curioso. Afinal, não se lembrava de ter se machucado. Encostou-se na borda da banheira e puxou o curativo aos poucos, jogou os frangalhos molhados no chão. Era um arranhão enorme na horizontal. De fato, aquilo não estava ali antes. De qualquer forma, não podia ficar enrolando. Terminou o banho em pouco menos de quinze minutos. Vestiu-se com pressa após as batidas pacientes de Taehyung na porta. As roupas não eram desconfortáveis como tudo que vinha dele, mas vestir uma saia em sua presença não era bem o que chamaria de confortável. Passou a mão pelo espelho embaçado, arrumou os cabelos sutilmente e pensou mais um pouco, ainda muito descrente de que estivesse passando por aquele tipo de coisa. Precisava sair daquela casa, passar mais uma hora ali estava fora de questão. Mas como? Estava machucada, acima de tudo. Como arranjar forças?

Ao pisar para fora do banheiro, Taehyung segurou-a pelo braço e percorreram de volta o corredor. Precisou olhar tudo, não deixou passar nenhum pequeno detalhe de todos os cômodos em que esteve e nenhum deles parecia ter uma porta de saída, exceto a sala, onde Taehyung a deixou em silêncio numa parte do sofá e desapareceu em outro corredor.

Havia um grande problema: todas as janelas tinham grades, a única porta até agora estava trancada, checou para ter certeza. Porém, a janela de seu quarto estava estranhamente livre, de qualquer forma, era no segundo andar, a não ser que estivesse motivada para quebrar alguns ossos, não seria útil. Mary respirou profundamente e tentou se concentrar em outras coisas que pudessem ajudá-la, mas não havia nada. Telefones pareciam não existir naquela casa, a televisão não era útil de forma alguma e nada dava esperança nenhuma, nem que fosse falsa. E enquanto ela olhava para alguma coisa na parede que parecia estranhamente mais interessante que o luxo daquela sala, ele voltou, trazendo um copo com água. Seu retorno apenas serviu para despertar mais receio.

– Está mais tranquila, meu amor? – E insistia naquilo de chamá-la de seu amor, era irritante demais para ela.

Mary conseguiu olhar para ele com tanto repúdio que por um segundo viu Taehyung se aborrecer.

– Diz de uma vez o que pretende me trazendo aqui! – Ela se levantou, ficando ridiculamente pequena diante daquele sujeito asqueroso. Taehyung era insuportavelmente alto, mas por enquanto, Mary se convencia de que nada, muito menos sua altura, era capaz de intimidá-la – Quero ir embora. Você não tem o direito de me prender aqui! Não vai levar muito tempo para perceberem que eu não estou em Seoul. Por Deus, Taehyung...!

Exasperada, ela correu as mãos pelos cabelos sem medo algum de esbanjar a própria raiva, não queria estar a menos de um metro e meio de distância dele. Ainda se perguntava por que deixou que a segurasse daquela forma ao trazê-la para a sala.

Ele deu um gole em sua água e colocou o copo sobre a mesa de centro, havia assumido uma expressão nada amistosa nos últimos segundos.

– Meu amor, tenho o direito de fazer o que eu quiser. E posso fazer o que eu quiser. – Apontando para o próprio peito, ele proferiu as palavras com veemência, cada sílaba cortante como os ventos de inverno – E não é o bando de incompetentes que te cercavam na Coreia que vai me atrapalhar, muito menos você com o que acha que pode fazer com esses seus cinquenta e quatro quilos. – Assim, bem mais calmo do que realmente estava, ele disse, as palavras causando mais efeito do que Mary queria que causasse – E você não vai pisar um pé fora desta casa, não vai fugir de mim nunca mais, a gente vai ser feliz, okay? Por que não consegue ficar calma?

Taehyung não pôde evitar os passos para perto e ela não moveu músculo algum, apesar de querer muito uma distância segura, temeu dar um passo e perder o equilíbrio, estava tonta. Ainda esquentando em fúria, ela olhou para os lados, para Taehyung vindo e tudo que ele dissera estaria cravado em sua mente.

– Não existe a gente, Taehyung. Muito menos a gente feliz! E juro que se encostar seus dedos em mim eu...

– Você o quê? – Mais uma vez ele a pegou daquela forma grosseira, apertando-lhe o braço de um jeito tão forte que ela não pôde dizer qualquer coisa que fosse – Acha que eu estou de brincadeira?

Mary não entendeu bem a mudança drástica no tom da voz dele, mas o que fazia sentido quando se tratava de Taehyung? De qualquer forma, sentiu tantas coisas ao mesmo tempo que pensar no que dizer era um trabalho complicado. Não havia espaço na cabeça para processar as próprias palavras.

Ele a soltou abruptamente, buscando alguma coisa nos bolsos traseiros de sua calça: um pedaço de papel com dez nomes listados em uma ordem estranhamente familiar. Taehyung abriu o papel e mostrou o que queria que ela visse, enquanto que o ar parecia cada vez mais denso. Mary não estava bem, ela podia sentir, havia alguma coisa errada além do óbvio, sentia enjoo e um calor descomunal se apoderando de seu corpo. Não conseguiu se mexer, respirar nem piscar para o que leu. No que parecia ser uma folha de um caderno pequeno estava escrito na primeira linha o nome que a fez gelar sem sequer ler os outros. Jeon Jungkook. Foi simplesmente a gota d’água, porém não fez nada, sentiu uma estranha paralisia, não sabia falar ou fazer qualquer coisa que fosse, até chegar ao final da lista, estavam riscados desleixadamente em caneta vermelha os nomes dos irmãos Park. Jimin e Rosé.

– Vou começar por ele, apesar de Jeongguk ter um rosto muito bonito. É por isso que você o ama? Deve ser. Vou desfigurá-lo em dez segundos, assim talvez ele fique menos atraente. – Pareceu divertido para Taehyung, mas ela não viu graça alguma, começava a sentir medo do que ele poderia fazer. Taehyung pensava fora da caixa, era mais que evidente, mas por que iria tão longe? De certo aquilo conseguiu fazê-la ficar quieta – O que me diz, amor?

– Você para. Para de se colocar no direito de fazer o que quiser! Eu não vou ficar aqui com você, Taehyung! E eu não sou o seu amor!

Como ele podia ser tão cruel? Mary estava cansada daquilo tudo, mas apesar disso, era prudente o suficiente para saber que com a sanidade de um louco não se brinca. Caso aquela conversa fosse adiante, temia que realmente Taehyung viesse a fazer algo contra Jungkook, se conseguiu sequestrá-la, quem garantia que não faria o mesmo novamente? Ou até pior. Ele havia perdido o juízo, ou era muito burro, ou um gênio, e ela não sabia em quê acreditar.

– Tenho uma ideia melhor: se suas atitudes tolas não tiverem fim, vou fazer pessoalmente uma visita à senhora Park. – Taehyung se desfez do papel e se aproximou, simplesmente se aproximou, ele queria estar o mais perto que conseguisse, e aproveitou o momento de choque pelo qual ela passava para ganhar esta proximidade, para pegá-la pelos braços, para não deixar que se afastasse mais do que isso – Sua mãe costuma ser bem simpática, não?

Mary empalideceu com a possibilidade de ele ir à Austrália. Taehyung não devia pisar um pé dentro do território australiano, primeiramente porque a família dela já não o suportava. Sua irmã, Anne, o odiava por motivos até inexistentes – jurou colocá-lo atrás das grades se voltasse lá algum dia. Mary não soube lidar com a ideia d’ele voltar, seria catastrófico. E depois daquela ameaça, não conseguia nem olhá-lo no rosto.

Enquanto a pele dela perdia a cor com o pavor que a engolia por inteiro, Taehyung sorriu de forma trágica, segurando-a tão firme que sentiu os próprios dedos aderindo-se aos pulsos dela, mas então decidiu que aquela não era a forma certa de intimidar uma moça, não alguém como ela. Ele a pegou pela cintura, sentindo o quanto aquilo podia ser eficaz.

– Saia de perto de mim! – Aquele momento foi crucial para Mary entender a gravidade das coisas. Estava no Caribe com Taehyung, sozinha com ele. Não haveria um bom desfecho com certeza.

Ele certamente já havia pensado sobre aquela situação, a conclusão em que chegou foi satisfatória: tudo que queria era ela por perto, havia conseguido, mesmo não sendo de um jeito politicamente correto. Mas quem se importa com o politicamente correto em 2017? Bem, ele nunca se importou, agora, muito menos.

– Eu não quero. – Foi tudo que ele disse. Simplesmente não queria e não iria soltar, e não soltou. Taehyung prendeu-a como se ela pudesse desaparecer de seus braços – Pare de me tratar como se eu fosse um monstro.

Estava chateado, mas não pela aversão que Mary tinha por ele. Sentia-se triste como fato de precisar cometer um crime para tê-la ali, sob seus domínios. Era como ele estava interpretando: ela estava em sua casa, sob suas ordens, não por vontade própria. Parecia tão improvável de estar acontecendo. Ela nem queria acreditar que sua suposição sobre Taehyung realmente querer mantê-la presa como um objeto ou um bicho de estimação estava certa.

– Você é um monstro pra mim. – Poupou esforços contra os braços dele, era inútil, Taehyung era forte o bastante para agarrá-la de forma que ela não conseguisse se quer se mover, mas não era a força dele que a impedia de se afastar, ela só não sabia como fazer rápido o bastante para fugir, e para onde fugiria? – Eu quero ir embora. Me larga!

– Pode querer. Não significa nada pra mim. – A grande verdade era que nada significava alguma coisa para ele, tampouco ela – Você gritou comigo, estou tão triste! – Havia uma ironia estranha naquela voz.

– Me solta, ou eu realmente vou gritar – E ela tentou sair daqueles braços fortes. E Taehyung era forte, quente. Ela mal conseguiu sair do lugar.

– Tive uma ideia!

Ele sorriu com tanto entusiasmo, contudo não foi por estar feliz. Estava extremamente nervoso.

E Mary já não tinha paciência alguma, havia chorado demais para chorar mais uma vez, estava cansada demais para brigar ou resistir e estava confusa demais para seguir uma linha coerente de raciocínio. Taehyung se afastou e novamente, sem educação ou cuidado, arrastou-a pela casa e ela queria dizer que ele não podia fazer aquilo, que não podia segurá-la daquela forma, quis dizer que estava machucando, mas de nada iria adiantar. A cada passo as lágrimas se formaram mais rápido nos cantos dos olhos. Não prestou atenção para onde estava indo, apenas viu que chegaram a uma porta de madeira no fim de um corredorzinho após um curto caminho da sala até onde quer que estivessem. Taehyung vasculhou os bolsos da calça e tirou um molho de chaves. O porão. O que ele queria lá? Ela não ficaria para descobrir. Quando conseguiu soltar o braço tentou correr, mas não bastava Taehyung ser mais alto, mais forte, ele também era mais rápido. Agarrou-a firmemente pelos cabelos antes que desse mais que três passos e desceram pela escada do porão, ele trazendo-a a força.

– Lembra de quando eu te prometi que não havia acabado? – Ela não pôde ouvir muito bem, preocupou-se mais com agredi-lo. Estava doendo tanto os dedos dele enroscados em seu cabelo. No entanto, Taehyung não deixou de recordar um momento marcante de dois anos atrás.

Entraram na escuridão do porão e ele a soltou. Mary tentou recobrar a calma, tremia brutalmente e com toda a certeza não era de frio. Afinal fazia muito calor. Estava desesperada, com medo, e Taehyung se afastou, vasculhando algumas gavetas de um móvel, ouvindo claramente um choro irritante e desconfiava até de que poderia ouvir os batimentos agitados do coração dela. Mary estava pronta para correr para a porta quando algo lhe atingiu o rosto. Soube naquele momento que era Taehyung, com mais uma forma muito original de desmaiá-la. Foi um soco bem acertado no nariz, não teve tempo de xingar, ou gritar, ou qualquer coisa deste tipo. Taehyung a segurou assim que ela tombou.

◇◇◇

Era escuro, tinha cheiro de coisa velha. E havia silêncio, um silêncio estranho, calmo e sombrio. Assim que abriu os olhos percebeu que não adiantara muita coisa. Estava um breu lá embaixo. As horas haviam passado muito rapidamente depois do episódio com Taehyung. Ela não tinha como saber, mas a noite havia caído há duas horas. Então tudo ficou ainda mais confuso, os fatos voltaram à cabeça, cada acontecimento: Taehyung e a ameaça de visitar sua família. Não queria isso, não era possível que ele houvesse tido aquela ideia maluca. Era ainda mais surpreendente que estivesse pensando nas loucuras de um lunático do que em si própria.

Diferente de quando acordou no quarto, nada naquele porão era minimamente confortável. O escuro apenas servia para lembrá-la de que poderia estar na cena de um filme de terror mal feito, ainda assim era mais reconfortante do que a ideia de que Taehyung estava lá em cima. Ela se sentou no chão empoeirado, havia muita coisa acontecendo, estava presa de novo, mas o peso nos pulsos era diferente das algemas, era mais pesado e a julgar pelo barulho quando se mexeu, eram correntes. Ainda não conseguia enxergar muito bem, era tão escuro que talvez nem conseguisse se acostumar.

Estava na hora de encarar os fatos: não havia nada a ser feito. Taehyung podia e faria o que quisesse e se opor a qualquer coisa era inútil. Mary nunca pensou que ele fosse chegar tão longe. Qual era o motivo? Ela precisava saber. Mas era difícil achar uma resposta além das maluquices que residiam dentro daquela cabeça perturbada, só um louco para fazer algo daquele tipo. E se a polícia aparecesse? Ele não iria para a cadeia, passaria o resto da vida num hospital psiquiátrico.

Não queria mais pensar, pensar a faria chorar as lágrimas que não tinha.

Mas foi difícil não lembrar de como estava complicado lá em Seoul, não mais complicado que agora, mas tudo estava desmoronando aos poucos e estar presa a Taehyung era o mesmo que observar a vida se bagunçando, caindo aos pedaços, sem poder fazer nada. Como ficavam as obrigações que tinha na Coreia? Estava tudo caminhando para um abismo, apesar de ter o apoio da família, um ótimo apartamento, alguém com quem dividir a vida, não foi suficiente para evitar uma catástrofe. Agora estava nas Bahamas, e não existia uma maneira fácil de tomar as rédeas da situação. Com certeza perderia o emprego, a carreira pela qual vinha lutando. Conquistou um cargo alto, Policial Federal, na maior autarquia do país e de repente tudo foi por água abaixo. E não havia a quem culpar.

Todavia, em meio aos pensamentos preocupados, Mary ouviu um grunhido, pensou não ter escutado nada, mas então algo se mexeu um pouco distante dela. Não conseguiu enxergar, mas era uma pessoa, ela soube, a respiração rápida chamou atenção, quis se aproximar, porém não estava muito bem para o esforço, as dores eram ainda mais intensas do que pela tarde.

– Quem está aqui? – Também não contava com a dor que surgiu ao falar. Havia levado um soco, só então lembrou, e precisou reprimir os lábios antes que começasse a chorar vergonhosamente.

A pessoa que compartilhava da mesma experiência deplorável que ela arrastou-se para perto. Mary deduziu que era outra mulher e que estava presa como ela. E não conseguiu identificá-la até que pudesse ver seu rosto de perto. Não teve forçar para segurar as lágrimas.

– Jisoo...! O que ele te fez? – Ela sentiu um calor se espalhando pelo corpo ao notar que Jisoo, além de acorrentada, estava amordaçada, machucada, cansada.

Jisoo permitiu-se chorar, encostou-se na parede e fechou os olhos e Mary não se importou em ferir o próprio orgulho enquanto seus olhos se encheram de dor e de um sentimento tão forte. Estava muito mal pela situação inteira, as perguntas sempre tinham péssimas respostas. Se perguntou quanto tempo fazia que Jisoo estava lá, se havia sofrido demais. E se Taehyung a tivesse machucado? Mary não quis pensar naquele tipo de coisa. Não fazia nem uma semana e não aguentaria nem mais um dia.

– Eu sinto muito, Jisoo. – Lastimou com o pouco de voz que conseguiu encontrar. Mal pôde enxergar o rosto de Jisoo, tanto pelo breu quanto pelo pesar que derreteu por seu rosto, e mais lágrimas já se formavam em seus olhos para despencar como gotas de chuva. Queria não chorar, mas era o que ainda podia fazer enquanto Taehyung não aparecia.

Só precisava saber. O quanto iria durar? Quanto tempo Jisoo estava lá, escondida, presa no escuro de um porão nojento? De fato, não sabia, mas iria demorar bastante.  


Notas Finais


Bem, foi isso. Obrigada, de verdade, por ler até aqui, espero que tenha gostado.
Deixe um comentário e até o próximo capítulo ♡♡

~Queen


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