História Stigma - The purple color - Capítulo 5


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Palavras 2.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - The white envelope


Fanfic / Fanfiction Stigma - The purple color - Capítulo 5 - The white envelope

 

   O Kim suspirou pesadamente, massageando as têmporas, enquanto encarava o envelope dado anteriormente por SeokJin

   Sabia muito bem que o mais velho não podia contar-lhe o que estava a ocorrer, afinal, trabalhava lá e sabia como as coisas funcionavam e o que aconteceria caso houvesse o vazamento desnecessário de informações para pessoas não autorizadas

   Mas ainda assim, a tentativa do dono das madeixas castanhas em esclarecer algumas coisas para o Kim, havia sido claramente falha, apenas deixando-o mais confuso

   A feição, o tom, o olhar desesperado dele... Aquilo realmente deixara o mais novo alarmado em relação à situação, mas algo lhe dizia que, devia apenas escutá-lo e obedecê-lo

   “-  -Olha, se você me chamou para no fim não dizer absolutamente nada... Eu vou em bora- Afirmou, já se levantando

   -Não! Espere..- Parou-o, antes de respirar fundo e tornar a falar- Park Ji Min quer ele para...- O mais velho estava obviamente hesitante, mordeu o lábio inferior uma ou duas vezes antes de prosseguir- Bem, na realidade, nem sei de forma concreta o que ele irá fazer, mas ao fim, existe quase certeza da morte de Jeon Jeong Guk- afirmou, fazendo o alheio irritar-se

 -Como assim? Que eu saiba, era apenas um simples depoimento!

 -É Isso que me passaram inicialmente também- Suspirou cansado- Enfim, apenas quero que... você fuja com o garoto- Completou, e a única reação de Tae Hyung foi olhá-lo confuso

  -E por que você quer isso? Afinal, para quê Irão matá-lo?- Indagou, centenas de dúvidas cruzavam sua mente, sentindo-se frustrado, odiava estar curioso, odiava não saber dos fatos

 -Isso... você não precisa, e nem deve saber- Suspirou, enquanto elevava seu olhar para encará-lo- Apenas saiba que... Ele é filho de alguém que, todos estão loucos para botar a mão, seja para matar, ou proteger... E Não sei para qual dessas duas o Park o quer, apesar de imaginar que esteja mais para primeira opção – Completou, fazendo Tae Hyung engolir seco

 -E você acha mesmo que eu conseguirei fugir? De Park Ji Min?- Arqueou a sobrancelha, com uma pontada de ironia – Entenda, se eu tivesse essa possibilidade, jamais teria visto meu rosto novamente

 -Exatamente, pelo fato de Ji Min achar que você não pode fugir, que faz tudo mais fácil- sorriu de forma misteriosa, enquanto cruzava os braços sobre o peito- Claro que para isso, eu irei te ajudar – Afirmou, entregando um envelope branco ao alheio, que apenas olhou-o confuso- Te contatarei mais tarde

-Afinal, por que você mesmo não ou leva? Ou melhor, por que está ligando tanto para esse garoto?

 -Não acha que se eu pudesse ir, eu não iria?- O encarou como se fosse óbvio- Isso tudo é por que ele... é alguém importante para mim- Foi tudo o que disse, antes de mandar-lhe um triste sorriso e levantar-se da cadeira, retirando-se do local”

 

Permitiu que mais um longo suspiro subisse por seus lábios, dentro do tal envelope, existiam duas identidades falsas, e passagens de ônibus com Busan como destino

Busan

Por que não pensara nisso antes? A pequena cidade situada na costa sudeste do pais, um dos únicos lugares no qual, os Park não possuíam poder ou autorização para atuar

Mas de alguma forma, aquilo lhe soava estranho, por que sabia que se caso fosse pego, sua vida não seria poupada, e sua morte muito menos seria rápida e indolor, sabia muito bem como Park Ji Min lidava com os denominados “traidores

Podia muito bem aquela, ser apenas uma armadilha criada por SeokJin

Afinal, naquele rumo, confiança não é algo que você possa simplesmente ter ou dar, era algo realmente raro e se caso fosse dada para o sujeito errado, era morte na certa, e fora assim que Kim Tae Hyung tinha vivido sua vida desde os quatorze anos

Mas de alguma forma, queria que aquela realmente fosse sua oportunidade de sair daquele inferno, nem que se realmente tivesse que trocar de nome, idade, e fingir ser um pescador

Foi então que seus pensamentos pairaram sobre Jeon Jeong Guk

E se no fim, tudo aquilo que ele dissera fosse verdade?

E se realmente fossem matá-lo?

Por mais que tivesse aprendido que, não se contrariava seu superior nem que se não o fizesse levasse a morte, não podia negar que aquilo tudo relacionado ao jovem de cabelos negros o intrigava e irritava profundamente

Era como se, sentisse a obrigação de protegê-lo, de cuidar deste, como se Jeon Jeong Guk não passasse de uma criança indefesa que estava em seus braços, e que jamais permitira que saísse dos mesmos

Não queria admitir, mas o dono dos olhos negros despertava-lhe a melhor coisa que existia em si

Talvez a única coisa boa que ainda residia em si 

-Tae Hyung?- Teve seus pensamentos interrompidos com a baixa e cansada voz por ninguém menos que o próprio que estava a preencher-lhe a mente

-Te acordei?- O encarou, e teve apenas uma negação com a cabeça em resposta- Entendo... Quer alguma coisa?

-Não, eu só... Acordei sem você e... achei estranho, afinal, ainda é de madrugada

-Então você basicamente sentiu minha falta?- Brincou, já imaginando algum tipo de resposta rude ou negativa; Não ligava realmente para qual seria a resposta deste, naquele momento, tudo o que interessava ao Kim, era escutar sua voz, esta que possuía um poder inebriante, um poder incomparável quando a função era acalmá-lo

-Sim- Respondeu-o inocentemente, sem ao menos notar o que dissera e o que causara no alheio, que não pôde evitar o sorriso que se formou em seus lábios

-Pensei que não gostasse da minha presença

-Não gosto.- Afirmou, e logo, um bico se formou em seus lábios- Mas o que posso fazer se você me acostumou dessa forma?- Bufou enquanto coçava um dos olhos, sonolento, fazendo o mais alto rir e levantar-se do sofá onde antes perdia-se em seus pensamentos, passando a rumar até o mais jovem

Amava esse jeito infantil que o mais novo tinha, por mais contraditório que aquilo soasse, achava-o mais sexy quando usava um tom mais imaturo, quando fazia um bico ou até mesmo aqueles comentários que nem notava o efeito que causava em si

O desejava

E como o desejava

Talvez mais do nunca desejara alguém antes

Mas tinha plena consciência que não podia tocá-lo, e apesar disso, tal ordem mesmo que absoluta, parecia-lhe cada vez mais desinteressante e idiota, como aquela clichê frase de livros de romance

“Regras foram feitas para serem quebradas”

Enquanto aproximava-se do mais baixo, permitiu-se observá-lo minuciosamente durante este pequeno intervalo, inconscientemente lambendo os próprios lábios

O Jovem de cabelos negros tinha suas madeixas bagunçadas, utilizava apenas uma regata cavada branca extremamente larga, quase que o suficiente para que os mamilos deste estivessem a mostra, uma simples cueca box, por conta do calor terrível que tomava Seul naquela noite, e principalmente, estava com os lábios levemente entreabertos

Como uma perfeita presa para um perfeito predador

Assim que parou em frente ao mais jovem, este encarara-lhe, esperando algum tipo de resposta

-Você sabe como esse seu “Volte para a cama” indireto, soa em meus ouvidos, não sabe?- Indagou em um tom bem sugestivo, e o mais baixo apenas continuou com o contato visual, sem respondê-lo

Afinal, como poderia fazê-lo?

Kim Tae Hyung sabia exatamente como provocá-lo

Fosse de um simples abraço por trás a frases provocativas sussurradas ao pé de seu ouvido

Estava ficando cada dia mais insuportável viver sob o mesmo teto que Tae Hyung

Jeon Jeong Guk podia ser meio lento, podia ser um idiota de quase 18 anos ainda virgem, e jamais tinha beijado mais de três ou quatro pessoas, mas ainda assim, não era idiota

Sabia muito bem o que estava sentindo e o que seu corpo queria dizer toda vez que se eriçava aos toques alheios

Tesão

Não sabia se era algo a mais que isso, mas por hora, decidiu abraçar-se a aquela idéia, afinal, Já faziam semanas que a única pessoa na qual possuía contanto era o Kim, e claro, podia-se dizer que estava com os hormônios a flor da pele

Desde que a noite que deitaram-se pela primeira vez, aquilo tornara-se um hábito comum entre os dois. A noite caía, Tae Hyung chegava, comiam, e no fim, deitavam-se

Haviam dias que, até mesmo, dormiam abraçados

Muitas das vezes, JeongGuk estava acordado quando sentia os braços alheios rodearem-lhe a cintura, mas aquele aroma de madeira e lavanda que emanavam do mais velho, impediam-o de falar qualquer coisa, e ainda mais, se afirmasse que não gostava do toque, seria uma mentira tremenda

Se quisesse, poderia ficar dias inventando inúmeras desculpas para tudo aquilo, mas sabia apenas de uma coisa naquele momento

Não queria apenas dormir abraçado a Kim Taehyung naquela noite

E sabia claramente que, seu pedido jamais seria negado, mas seu maior problema era que

A palavras simplesmente não saíam

-O quê foi? O gato comeu a sua língua?- Riu baixo, percebendo a angústia que preenchiam as orbes negras do mais baixo- Eu deveria ir aí para verificar?- Provocou

-E por quê não?- Resolveu entrar no jogo, era covarde demais para dizer diretamente o que queria, mas ao mesmo tempo, era orgulhoso demais para voltar para a cama só

-Poderia me dizer o que planeja me provocando dessa forma, Jeon Jeong Guk?- Sussurrou seu nome pausadamente, ao pé de sua orelha, sua voz já estava rouca e fazia questão de que sua respiração batesse contra a tez alheia

-Talvez uma vingança por tudo que tem feito comigo?- Disse em um misto de ironia e instigação

Tae Hyung sabia que Jeon era como qualquer pessoa normal e claro, odiava estar preso, mas sentiu uma pontada de ambigüidade em sua fala

-Tipo...?- Arqueou uma das sobrancelhas, deslizando a destra até a cintura fina do mais baixo, depositando-a lá, apenas para em seguida puxá-lo contra si, em um ato nada delicado

Mas era essa agressividade que mais atiçava o que Jeong Guk tinha de menos inocente

-Tipo se afastar nas horas mais inconvenientes- Falou devagar, encarando ao mais velho, que estava fascinado com sua ousadia- Ou quando você me toca de forma indecente e mesmo assim, volta a fazer as coisas como se nada tivesse acontecido... Preciso continuar?

-Não.- Cortou-o antes que este decidisse falar mais alguma coisa, logo elevando sua mão livre até a nuca de Jeong, puxando-o para mais perto, apenas o suficiente para que pudesse aproximar-se por si mesmo e roçar os lábios de forma gentil, porém tal gesto não fora estendido, sendo substituído por um segundo selar, este, mais faminto, mais quente, menos casto

Jeong Guk nem incomodara-se em retrucar algo ou tentar fazer-se difícil, estava quente, muito quente; O suficiente para cometer tal loucura, tudo o que queria agora era acabar com aquele fogo que residia em si

O Kim nem se importava se estava sendo rápido demais, apenas decidiu que, naquela noite, apenas naquela noite, não se importaria com as ordens de SeokJin, de Park ou de quem fosse

Naquela noite, Jeong Guk seria seu, e ninguém o impediria

A invasão de sua língua na boca do mais jovem foi quase que imediata, a procura da semelhante, o músculo acariciava e rodeava cada canto daquele pequeno pedaço do mais baixo

Estava sedento

Sedento por mais, era quase impossível não notar o enorme volume que já se formara entre suas pernas, precisava de alívio, o alivio que sabia que apenas o jovem em seus braços poderia proporcionar-lhe

Sentiu as mãos deste passarem por seu pescoço, puxando-o para mais perto, como se qualquer centímetro que houvesse entre os dois, fosse doloroso

Foi então que sentiu o leve gosto de álcool na cavidade bucal alheia, sem saber quando exatamente o mais novo bebera, e principalmente, o quanto

Afastou-se brevemente de Jeon, o encarando

O dono das madeixas negras devolvia-lhe o olhar, e este não era nada inocente, sentia a excitação do mesmo tocar-lhe a coxa

Mas sabia, apenas de olhar, que este era virgem

Claro que a idéia de ter este pequeno, puro, e ao mesmo tempo pecaminoso corpo para si, sendo o primeiro e último deste, agradava-lhe o suficiente para quase ter um orgasmo apenas encarando-o com seu corpo suado e extremamente convidativo

Apenas com um beijo, os dois já pareciam ter feito sexo várias e várias vezes naquela madrugada

-Você bebeu?- Indagou, sério, recebendo apenas um movimento afirmativo como resposta- O quanto?- Tornou a perguntar, por mais que houvesse prometido a si mesmo que teria-o naquele instante, não queria que o mais jovem entregasse a sua pureza a si apenas por que estava bêbado, talvez não fosse tão insensível como achava que era

-Não o tanto para esquecer ou não entender o que está acontecendo, mas o suficiente para poder culpar a bebida amanhã- Afirmou em um tom malicioso, enquanto depositava um leve selar no queixo alheio, seguido de seu pescoço, clavícula, até voltar a subir pelo mesmo caminho, deixando uma pequena mordiscada em seu lóbulo

-Espero que mantenha suas palavras em mente durante toda a noite, por que eu não irei sentir pena mais tarde- Sussurrou com a voz rouca em excitação, antes de pegá-lo no colo, fazendo-o pendurar uma perna em cada lado de sua cintura, e passar a rumar para o único quarto do pequeno apartamento situado no centro de Seul


Notas Finais


GENTE, CÊS SE PREPAREM PRO LEMON QUE ELE TÁ CHEGANDO


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