História Stockholm Syndrome - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens Bobby
Tags Bobby, Ikon, Kim Jiwon, Rapto, Síndrome De Estocolmo, Suspense
Exibições 55
Palavras 3.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 16 - Obedeça a ordem


Era loucura. Hanbin estava trancado em um quarto escuro assim como já fui trancada, as coisas estavam diferentes agora uma vez que eu sabia que Ji-won tinha um ódio por Hanbin. Isso só complicava ainda mais a situação em que eu me encontrava, eu queria convencer Hanbin que meu lugar era ali agora, mas eu estava ciente que nada seria fácil. Todas as noites eu ficava pensando em como deveria argumentar, mas não sabia como começar. Eu estava olhando aquela porta mais uma vez, sabia que Hanbin deveria estar confuso por como Ji-won me tratava, então caminhei até a porta um pouco aliviada de saber que tinha permissão para entrar ali, pelo menos por enquanto. Entrei com a bandeja de prata com um sanduiche e um copo de água gelada, acendi a luz fraca daquele quarto e olhei em volta percebendo como aquele quarto parecia com o primeiro porão que um dia foi minha cela. Hanbin estava acordado, estava suando e tremia, por sorte meu tiro foi de raspão, mas mesmo assim eu o havia machucado, não estava mais sangrando, mas a ferida não parecia estar melhorando. Suspirei ao andar até perto dele, colocando a bandeja á sua frente com cuidado como se eu estivesse alimentando um animal que eu temia, estava com medo do que podia fazer. Ji-won acabou aceitando meu pedido dando um pouco de liberdade á Hanbin, amarrando suas mãos deixando que assim pudesse comer, deixando que a corda tivesse uma extensão para que ele pudesse se mover, ainda com o final amarrada á pilastra. No chão havia uma marcação de até onde ele consegue ir, eu não devia ultrapassar essa marcação de forma alguma. Olhei para Hanbin que parecia exausto e finalmente levantava a cabeça.

- Está sem fome? – perguntei aproximando cuidadosamente a bandeja dele, mas ele chutava a bandeja fazendo com que todo o conteúdo da mesma fosse ao chão.

- Eu quero que me desamarre agora, Jihye! Agora, entendeu?! – ele falava alto, estava revoltado com toda aquela situação e parecia com raiva de mim – Minha perna dói e tenho que ficar amarrado aqui que nem um animal por que você acha um psicopata mais confiável do que eu que sou seu noivo!

Assustei com o jeito que gritava e dei alguns passos para trás sabendo que ele não entenderia o que era a minha relação com Ji-won, encolhi meus ombros não gostando daquela situação, mas eu não podia ajudá-lo. Ele me tiraria dali se fosse libertado.

- Ele não é um psicopata, Hanbin... Ele só é irritado por saber que você quer me levar embora. Mas eu juro que ele não é como você pensa, Bobby é gentil, cuida de mim, me mantém segura – falei baixo olhando o copo quebrado no chão e o sanduiche espalhado no chão – Não o deixe bravo, você poderia tentar entender os motivos dele, não acha...?

Ele me olhava como se não me reconhecesse mais e virava o rosto suspirando de forma pesada voltando a chorar, havia se passado dois dias e ele ainda se revoltava, de noite era a hora em que ele mais gritava. Talvez soubesse que Ji-won possivelmente ficasse no mesmo quarto que eu e parecia gritar para irritá-lo para que assim não estivéssemos na mesma cama.

- Eu sei que fui um babaca com você, eu sei disso... – ele flava me olhando tentando se aproximar mesmo que a cada instante eu me afastasse mais, o corpo dele parecia fraco e a perna estava doendo mais do que nunca – Jihye, acha mesmo que eu só te usei? Não sou um monstro assim, lógico que gostei de você... Senão por que eu ficaria te procurando que nem um maluco? Seu irmão está tão preocupado, me tira daqui, podemos correr para longe daqui... Faz isso por mim, não pode querer ficar aqui com um monstro igual á Ji-won. Vamos, tem que me ajudar! – ele pedia como se quisesse apelar para minha piedade, mas eu não podia fazer isso. Era contra as regras que eu sequer me aproximasse demais dele.

- Hanbin... Eu amo o Bobby – falei balançando negativamente a cabeça – Sei que deve pensar que eu estou sendo forçada a dizer isso, mas eu o amo de verdade. Ele pode ser rígido ás vezes, mas é o meu Bobby – falei tentado convencê-lo – Por favor, tente colaborar. Eu não quero ter que falar para ele que está gritando comigo assim, ele vai perder a paciência com você... – tentei falar fazendo com que compreendesse, a regra é que ele estaria vivo até o momento em que eu dissesse á Ji-won “ele não quer me deixar aqui”. Era doentio, mas eu tinha que convencê-lo, não queria mais uma pessoa morrendo por minha causa, Hanbin me olhava com um ar de desespero e tentava se aproximar mais uma vez.

- Jihye. Sei que eu não te tratei bem, mas isso... Não é amor. É uma doença. Ele te forçou a pensar assim, ele te deixou doente. Acha mesmo que te sequestrar e te fazer de refém... É correto? Sabe se lá o quanto tempo ele te seguiu, anotou cada passo que você dava. Jihye, precisa me escutar... – ele insistia me olhando ainda em lágrimas – Por favor, eu quero a mulher que eu conheci um dia. O que ele fez para que pensasse assim...?

- Ele me seguiu durante anos, mas... Sei que é estranho, mas eu não ligo mais. Estou apaixonada por ele, sinto muito – falei respirando profundamente como se eu soubesse que ele tinha o direito de saber – Eu estou grávida, vou ter um filho dele. Hanbin... Tem que colaborar, se você se comportar bem acho que ele pode até mesmo ser mais leve com você... – falei, mas ele continuava me olhando da mesma forma, então rindo como se fosse uma piada. Abaixei a cabeça olhando a bagunça do chão e peguei a bandeja escutando os passos e o toque em meu ombro, olhei vendo que era Ji-won olhando a bagunça do chão e então olhava Hanbin sem sorrir.

- Meu anjo, por que não vai descansar? Está cedo, não quero que se estresse com ele gritando com você – ele falava dando um beijo em minha testa me olhando com um leve sorriso, logo voltando o olhar para Hanbin – Fica gritando a noite toda, sabia que ela precisa descansar? Está grávida, não precisa se estressar com a sua rebeldia irritante. Vou ter que ensinar como deve falar com Jihye? – ele estava sério novamente, se levantando e indo até Hanbin que não parecia ter medo dele, tanto é que estava rindo como se aquelas ameaças fossem fáceis demais.

- “Meu anjo” – ele ria mais alto – Pare de ser ridículo, ela nem pode ficar grávida.

- Devia saber que problemas como o dela não devem ser falados como se fosse uma piada e, claro que não sabe, mas há casos em que há uma pequena chance sim e deve estar revoltado já que eu consegui essa chance e você não. Talvez não fizesse do jeito certo. – falava vendo Hanbin ficar ainda mais revoltado a ponto de cuspir em seu rosto, Ji-won bufava e fechava os punhos o olhando friamente ao levantar, limpando o rosto com uma expressão de nojo, o olhando fixamente. Aquilo não era bom, me levantei assustada e o vi olhar para o sanduiche no chão – Ela fez para que não morresse de fome. Coma.

- Não manda em mim, vou sair daqui e acabar com isso que chama de cara.

Ji-won riu e chutava o sanduiche no chão cujo o olhando fixamente, andando para fora do quarto, voltando depois de um tempo com um taco de baseball, sorrindo de lado ao olhá-lo.

- Coma ou eu quebro sua perna. Tem que aprender a ser gentil com ela, de uma forma ou de outra.

Era real, ele iria quebrar a perna de Hanbin se não o visse comendo os restos do sanduiche no chão. Aquilo me deu medo, os dois se odiavam de uma forma fatal e nenhum dos dois parecia querer se render, olhei Hanbin como se dissesse que tinha que obedecer, já estava machucado afinal. Ele bufava vendo que aquilo não era mentira, sabia que aquilo era ainda mais humilhante ainda mais para si mesmo que era uma das pessoas mais orgulhosas que eu já havia conhecido, ele me olhava e respirava profundamente se inclinando no chão e mordendo os restos do sanduiche, eu sabia que não queria fazer isso, mas uma perna quebrada seria ainda pior. Ji-won o olhava fixamente e então seguia com o olhar para mim, dando um beijo em meu rosto de uma forma carinhosa.

- Vou ensinar á ele como deve te tratar, meu anjo – sorria passando a mão em meu cabelo – Ele não vai mais gritar com você.

Hanbin nos olhava ainda revoltado com tudo aquilo e olhava pra o lado não conseguindo evitar que o ódio aumentasse ao ver como ele me beijava e me tocava.

- Poderia não tocá-la na minha frente? É uma imagem perturbadora ver um monstro igual á você tocando minha noiva. Você é um psicopata, poderia pelo menos entender como isso dá raiva. Por favor, não a toque bem na minha frente. É humilhante ver como a transformou nisso. Parece que estou vendo uma cópia barata do Coringa beijando a Arlequina.  – pedia pela primeira vez tentando manter a voz calma mesmo que a raiva apenas aumentasse, evitando a qualquer custo nos olhar. Isso fez com que Ji-won desse um sorriso de lado por saber que provavelmente Hanbin teria um surto de raiva se soubesse que transávamos quase todo o tempo antes que prendêssemo-lo ali. Ji-won sorriu de lado e me abraçava beijando meus lábios como se mostrasse que ele não podia pedir nada ali, mas parava selando lentamente meus lábios – Eu pedi por favor. – Hanbin falava com a voz pesada – Alguém precisa cuidar da porra do meu machucado se querem me manter aqui.

- Isso sou eu que decido, mas como pediu por favor, acho que posso deixar que Jihye cuide de seu machucado se isso te fizer parar de reclamar tanto assim – Ji-won bufava e voltava a me olhar – Vem, temos que pegar a caixa de primeiros socorros antes que ele volte a reclamar, não é mesmo? – falava segurando gentilmente em minha mão me levando para fora do quarto, então era isso? Se ele se comportasse poderia não ser tão machucado? Talvez as coisas não estivessem tão ruins como pensei.

- Vai me ajudar a convencê-lo que meu lugar é aqui? Eu pensei que não teria concordado com isso... – estranhei realmente o fato dele ter aceitado daquela forma, Ji-won riu e deixava o taco de baseball perto da porta mantendo a mesma aberta, então andava pela sala soltando minha mão tirando o casaco se virando para me olhar com calma, com o mesmo jeito apaixonado de sempre.

- Eu escutei o que falou com ele – sorria de lado – Hanbin não entende que você me ama, para ser sincero só eu preciso saber disso. – sorria andando até mim encostando seus lábios nos meus enquanto desabotoava a camisa que eu usava, tirando a mesma lentamente. Estava frio, meu corpo tremeu um pouco por causa disso, mas ele sorriu beijando meu pescoço sem nenhuma pressa – Está com frio? Deixe que eu te aqueça. – ele sabia o que falar para me deixar arrepiada, me puxava para perto de si, me deitando no sofá ficando por cima tirando a calça que eu usava olhando atentamente meu corpo com um sorriso nos lábios se inclinando sobre mim olhando em meus olhos ficando próximo á ponto que eu sentisse sua respiração, logo tirando a camisa que vestia e então o restante das roupas então atacando meus lábios ferozmente passando as mãos quentes nas laterais de meu corpo ficando entre minhas pernas, passando os dedos ali por provocação, sorria ao dar fortes chupões em meu pescoço a ponto que ficassem marcas, mordi meu lábio inferior tentando controlar os gemidos, parecia que ele queria que Hanbin me escutasse. Mostrar que havia ganhado dele, sabia que isso o revoltaria ainda mais, estava ciente que ele ainda me via como noiva e que não tinha o direito de me tocar. Apertava meu corpo e senti seus dedos me penetrarem de uma vez, sem esperar mais nenhum segundo, olhava em meus olhos como se quisesse provar que eu era de fato dele – Não quero escutar gemidos ainda, os segure até que eu te dê permissão para isso. – sorria novamente sabendo que eu obedeceria, havia me ensinado a ser daquela forma, algo que o amava sem nenhum controle a ponto de ter atirado em Hanbin e ficar falando “Bobby não fez nada de errado”. Era verdade...? Eu estava enlouquecendo por defendê-lo e dizer que não era culpado, que fez tudo aquilo para o meu próprio bem? Eu era doente? Não conseguia parar de me mexer, mas não podia gemer. Ele havia mandado. Tive que aguentar como que seus dedos se movimentavam rápido e como entravam e saíam com força, virei meu rosto tentando ao máximo não fazer um barulho que fosse, meu rosto estava corado e podia sentir o olhar dele em mim observando como meu corpo reagia, como minhas pernas já estavam trêmulas de tanto esforço que eu estava fazendo para não gemer, estava satisfeito de ver como eu o obedecia como se não houvesse outra opção em minha mente. Sorriu então retirando os dedos abrindo minhas pernas me olhando atentamente ali. Aquilo fez com que eu ficasse ainda mais sem jeito, meu corpo estremecia ao seu toque, mas sentir que olhava tão fixamente para ali era como se eu estivesse envergonhada, como se eu quisesse que parasse de olhar, não estava me tocando ali, mas só de sentir aquele olhar fizera com que meu corpo se mexesse mais uma vez, ele então sorriu e me olhou – Agora tem permissão. – falava passando as mãos em minha cintura então me penetrando com força sem nenhum aviso, o que me fez gemer alto, estava intenso, muito mais do que eu me lembrava. Queria que eu gemesse alto, que Hanbin escutasse e visse que era ele que dava as regras por ali. Abracei seu corpo sem conseguir segurar os gemidos, arranhando mais uma vez suas costas enquanto ele se movimentava rápido passando uma das mãos em minha perna apertando com força minha coxa, não parecia que queria me largar tão cedo, levava um dos dedos até meus lábios fazendo com que eu chupasse o mesmo ainda gemendo alto, me olhava vendo como meu corpo estava reagindo, se contorcendo a cada vez que aumentava o ritmo como se o seu toque me dominasse por completo, fazendo com que eu gritasse seu nome. Então, passava uma das mãos na lateral de meu rosto ainda sem parar de se movimentar, sorrindo ao escutar meus gemidos tão de perto – Aquele dia perguntou se eu queria fazer aquilo de novo.

Ele se lembrava? Não devia me surpreender com aquilo, ele estava esperando para perguntar se estava tudo bem fazer aquilo? Lembro-me até hoje de como havia doído, especialmente por que eu estava amarrada e ele não havia me avisado o que seria, eu cheguei a sangrar e fiquei dias apenas deitada sentindo aquela dor insistir em continuar fazendo com que a mesma dor aumentasse ainda mais quando eu tentava andar. Eu fiquei em choque e cheguei a pedir para que Ji-won não me machucasse mais daquela forma, mas... Quando ele pareceu se culpar por ter me dado um soco, eu por impulso propus que repetíssemos e que dessa vez eu não gritaria ou choraria. Foi um ato desesperado para que ele voltasse a me tratar normalmente, queria que parasse de se distanciar e que voltasse a me beijar e a me tratar com a gentileza de sempre. Mas, agora ele queria mesmo. Eu havia prometido, mesmo que me lembrar da dor fosse algo assustador, em minha mente surgiu um pensamento doentio que quase concluía que Hanbin estava correto, que eu estava doente por pensar coisas assim. Pensei que ele me protegia, me amava mais do qualquer um e que eu queria fazê-lo feliz e então, não podia dizer não. Dei um doce sorriso e beijei seus lábios lentamente.

- Tudo bem, Bobby – falei o sentindo retribuir o beijo e acariciar meu rosto com calma.

- Não precisa ter medo, eu estou aqui.

Aquilo me acalmou um pouco, virei meu rosto o vendo abrir mais minhas pernas, mas ele virava meu rosto para si, beijando lentamente meus lábios querendo me tranquilizar enquanto senti minha mão apertar a beirada do sofá sentindo aquela dor. Eu tinha me esquecido de como aquilo doía, ainda não entendia por que homens gostava tanto daquilo, anal doía mais do que tudo e eu tinha que me concentrar para não chorar ou gritar de dor, ele parecia gostar da sensação por que havia abraçado meu corpo escondendo o rosto em meu ombro gemendo alto se movimentando devagar ali talvez por saber que eu estava fazendo todo o esforço para não chorar de tanta dor, era difícil me manter firme, minhas pernas tremiam um pouco e abracei seu corpo com força sentindo como estava se movimentando, seu corpo estava descontrolado e não conseguia parar, acho que ele não conseguiria nem se eu conseguisse falar para que parasse. Gemi fechando os olhos com força não sabendo como eu estava aguentando aquilo, ele parou depois de um tempo logo me olhando com a respiração ofegante dando vários beijos em meu rosto com um grande sorriso nos lábios ao sair de cima de mim, ainda me cercando com os braços.

- Eu te amo, Jihye – ele falava beijando novamente meus lábios – Agora infelizmente tem que ir cuidar do ferimento de Hanbin, quero que ele veja que não pode te tirar de mim. Tenho que mantê-lo vivo até que a neve pare de cair, aí eu decidirei o que farei com ele.

Eu tinha medo de que ele já soubesse o que iria fazer, mesmo assim dei um leve sorriso ainda sentindo dor e beijei seus lábios demoradamente.

- Só vou me vestir e vou cuidar dos ferimentos...

- Não. – ele falava pegando a camisa que havia tirado e me entregava – Usa isso, faz tempo que não veste as minhas camisas.

Eu estava sem jeito, ele queria mesmo que eu fosse cuidar do ferimento de Hanbin enquanto vestia apenas uma camisa? Ele era mesmo competitivo. Mas eu não podia negar, vesti a camisa me sentindo um pouco desconfortável por ver que ia até a metade de minhas coxas, sorri levemente ao olhar Ji-won que se deitava no sofá ainda sem roupas, pegando um cigarro do maço que estava sobre a mesa de centro, acendendo com o isqueiro que estava ao lado do maço. Dano a primeira tragada ao me olhar admirando como eu ficava com suas camisas, andei até as escadas subindo para o segundo andar para ir ao banheiro para assim pegar a caixa de primeiros socorros e voltei ao primeiro andar o vendo sorrir a me ver, andei até a porta do quarto em que Hanbin estava e Ji-won tirava o cigarro dos lábios.

- O taco de baseball. Leve-o com você, se ele tentar algo... Acerte-o na cabeça e em seguida na perna dele. Se ele tentar te machucar, é melhor que ele sinta ainda mais dor.

- Ele tentaria me machucar...? – perguntei com receio.

- Hanbin te enganou durante anos, não quero que ele te machuque. Se ele tentar algo, o acerte com o taco, é uma ordem – falava – Se ele tentar duas vezes, aí eu terei que quebrar a perna dele.

Peguei o taco olhando o mesmo por um tempo suspirando baixo ao pensar na possibilidade de me ver forçada á usá-lo. Entrei no quarto indo á marcação e deixei ali o taco então me sentando ali olhando Hanbin enquanto mantive em mãos a caixa de primeiros socorros, ele me olhava completamente revoltado ao ver como eu parecia com dor e como eu tinha coragem de aparecer ali vestindo uma camisa de Ji-won.

- Você enlouqueceu – ele falava – Mas eu prometo que vou fazer você voltar ao normal.

- Eu estou bem, Hanbin – suspirei colocando a caixa de primeiros socorros no chão – A perna, me deixa cuidar do machucado.

Ele virou o rosto sem querer me olhar e arrastava a perna até perto de mim, olhei fazendo um pouco de força para rasgar a parte do tecido da calça e olhei o machucado, estava com uma aparência horrível. Limpei a ferida o fazendo gemer de dor finalmente me olhando como se o deprimisse me ver com as roupas de Ji-won, ficou a observar como eu cuidava de meu machucado e suspirava profundamente.

- Ele já te machucou, não é? Eu sei que ele deve ter feito algo. Não acredito que aceita que ele te toque. Você só aguenta o toque dele, isso é estupro.

- Ele me machucou apenas duas vezes. Quando eu achei que devia fugir e outra quando o irritei, ele cuidou de meus machucados e jurou não me machucar mais... Não é estupro, eu o amo, eu mesma já o toquei também se é isso que quer saber... – respondi um tanto sem jeito enquanto continuei a tratar da ferida, Hanbin me olhava negando com a cabeça, em completa negação que aquilo podia  ser verdade.

- Chupou ele?

- Pare de me interrogar. – respondi irritada tentando fazer o curativo o mais rápido que podia.

- Fala de uma vez, Jihye. Tenta me convencer que ele não te forçou a isso. Gostou por acaso? – ele me olhava com raiva como se a qualquer momento pudesse sair dali, pegar o taco e confrontar Ji-won. Olhava para meu rosto se negando a ver aquilo como uma verdade – Responda olhando em meus olhos.

- Eu gostei, quis fazer. Eu o amo.

- Faz sexo com ele? Com certeza ele faz coisas doentias com você, deve te atacar o tempo todo e você suporta isso, não é? – ele atacava com mais perguntas, terminei o curativo e o olhei querendo que parasse de falar aquelas coisas. Já chega.

- Pare de fazer perguntas...! Sim, eu faço de tudo com ele e eu gosto disso, mal consigo pensar quando ele me toca. É isso que quer escutar?! – falei irritada quase saindo dali, mas pude senti-lo conseguir levar as mãos amarradas até mim, me puxava fazendo com que eu passasse da marcação que era até onde a corda deixava que ele fosse, ficava por cima de mim sem deixar que eu saísse.

- Pare com isso agora mesmo! Você vai me soltar e eu vou te levar para fora daqui, te internar até que veja que isso é loucura! – Hanbin gritava vermelho de tanta raiva daquela resposta, eu estava com medo vendo que ele havia levado as mãos ao meu pescoço apertando o mesmo me deixando sem ar, arrastei meus braços pelo chão sujo e consegui alcançar o taco de baseball, acertando a cabeça dele fazendo com que a mesma sangrasse, me dando tempo para arrastar meu corpo para longe do dele, me levantando conseguindo recuperar meu fôlego. Ele estava gemendo de dor com a cabeça sangrando e o olhei sentindo minhas mãos tremerem, respirei profundamente me aproximando aos poucos o vendo me olhar ainda com dor – Desculpa, eu não quis fazer isso, eu...

- Sinto muito, Hanbin. Ji-won só queria me proteger e você não entende isso... Eu não queria fazer isso, eu realmente não queria, mas são as regras – falei suspirando profundamente – Isso vai doer mais em mim do que em você. – levantei o taco de baseball sentindo minhas mãos tremerem e golpeei com força a perna machucada o fazendo gritar de  dor, então de novo e de novo. Eu tinha que fazer isso senão seria Ji-won que iria até ali e quebraria a perna de Hanbin. Era a regra, se ele tentasse algo contra mim... Eu tinha que acertá-lo. Mesmo que eu não quisesse ver Hanbin machucado, eu não conseguia desobedecer Ji-won.  


Notas Finais


A propósito, Hanbin se refere ao Coringa e a Arlequina como Ji-won e Jihye, mas na relação clássica da hq que é um relacionamento puramente abusivo onde o coringa manipula e machuca a Arlequina e, mesmo assim, ela o defende e o ama mesmo que faça todas as agressões, o que não foi mostrado no Esquadrão Suicida u-u Só para explicar mesmo...


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