História Stockholm Syndrome - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias IKON
Personagens Bobby
Tags Bobby, Ikon, Kim Jiwon, Rapto, Síndrome De Estocolmo, Suspense
Exibições 53
Palavras 3.982
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Dois dias


A situação era arriscada e eu sabia o ódio que Ji-won estava sentindo, mas não podia fazer nada, estava olhando Hanbin como se tentasse descobrir o que planejava e suspirando profundamente largava o taco de baseball me olhando e em seguida para ele como se dissesse que não importa o que planejava, não ia conseguir me tirar daquela casa. Andava até mim e acariciava meus cabelos falando algo em minha orelha, eu não gostava daquela situação, sabíamos que depender de Hanbin era algo extremamente arriscado, mas não tínhamos outra saída de qualquer forma. Saí do quarto estranhando que Ji-won me pedisse isso, subi as escadas e fui até o armário do quarto abrindo uma das gavetas vendo os pertences de Hanbin, havia apenas uma carteira e um celular, peguei o celular e corri de volta para o primeiro andar voltando ao quarto entregando á Ji-won que sorriu levemente ao passar a mão em meus cabelos como se dissesse que estava tudo bem, que eu não podia me estressar mais.

- Muito obrigado, meu anjo – ele sorria e então jogava o celular para perto de Hanbin, saindo do quarto por pouco tempo, voltando com o revolver em mãos, apontando para a cabeça dele – Se parecer suspeito, mesmo que seja uma única palavra que pareça estranha, eu atirarei em sua cabeça. Se depois disso você ousar se aproximar de Jihye, eu atiro em você e vou fazer questão que seu corpo seja encontrado completamente estraçalhado. – falava me olhando fazendo um sinal positivo com a cabeça, eu não sabia quando que eu havia passado de refém para cúmplice dele, eu simplesmente o amava e queria ficar ali com ele, em paz. Sem mais ninguém me procurando e para isso tínhamos que confiar na palavra de Hanbin. Era um risco, na verdade eu estava com medo por ser o primeiro risco real que Ji-won estava passando. Até o momento ele havia planejado tudo, as casas, os porões, tudo estava de acordo com seu plano para que de repente estivesse sem saídas por causa de Hanbin. Isso o irritava e eu sabia muito bem que vê-lo assim era algo extremamente perigoso, ainda me lembrava de quando ele matou o irmão bem na minha frente, o sangue naquele corredor, como golpeava o irmão já morto e como friamente me olhou com um leve sorriso perguntando se eu estava bem. Talvez ali que eu tivesse enlouquecido de vez... Não, eu o amava. Ele cuidava de mim e me protegia, sabia o que era melhor, não era culpa dele. Peguei o taco de baseball e encarei Hanbin, ele ainda estava revoltado por eu estar do lado de meu sequestrador. Ele não entendia os motivos, como Ji-won só queria o meu bem, mesmo que isso soe bastante insano... Eu que estava pensando que o único louco dali era Hanbin.

- Eu disse que ia ligar, não disse? – ele respondia de uma forma ríspida e levava as mãos ao celular, era difícil discar com as mãos amarradas, mas ele fazia o máximo para não ter que pedir por ajuda. Então aproximava o rosto do celular ainda nos olhando fixamente. Ele estava bravo por eu defender Ji-won e ainda ter batido em sua perna com um taco de baseball. Hanbin finalmente parecia escutar a voz de meu irmão e respirava profundamente ainda vendo Ji-won apontar a arma para sua cabeça – Alô? Quanto tempo Hyunki. Eu sei, estou sumido há alguns dias, não precisa se preocupar comigo. Tive que descansar um pouco, estava com dor de cabeça... – falava – Acho que é melhor repensar sobre as buscas, não acho que vamos progredir... Não achamos mais nada de qualquer forma. Sei que parece estranho, mas eu estou cansado disso tudo. Não acha que é melhor pararmos com isso? – falava pausadamente escutando meu irmão reclamar no telefone – Eu sei que está bravo com isso, mas talvez você precise descansar um pouco por agora. Eu preciso desligar. – falava finalizando a ligação e chutava o celular em Ji-won – Satisfeito? Eu disse que ligaria, pode verificar, o último número que liguei foi de fato para o irmão de Jihye. Agora me solta daqui.

Ji-won ainda estava sério e bufava sabendo que se não o soltasse havia o risco de Hanbin realmente tentar se matar e se meu irmão voltasse a ligar, tudo se complicaria. Ainda segurando a arma andava até a pequena mesa ao lado da porta e pegava uma faca e andava até ele antes batendo com força em seu rosto com a arma fazendo com que caísse no chão, então cortando a corta que o prendia da pilastra.

- Não me engana. Eu aceitei te soltar, mas apenas da pilastra, não sou burro para soltar suas mãos, não o quero perto de Jihye. Ela está muito fora de seu alcance, se tocá-la, não vai precisar de suas mãos, eu vou cuidar de cortá-las. – falava com a voz pesada e me olhava pedindo para que eu saísse, dei um leve sorriso saindo do quarto sabendo o que ele queria que eu fizesse, andei até a cozinha vendo as chaves no balcão e comecei a trancar todas as gavetas e o armário de armas. Certamente tudo estaria pior com a presença de Hanbin, me perguntei se Ji-won ficaria muito estressado com tudo isso. Levei as chaves até o quarto ainda sem entrar, os dois se olhavam como se um esperasse o outro se distrair para atacar e acabar com tudo aquilo de uma vez, encolhi os ombros sem saber como aquilo funcionaria. Ji-won me olhava e dava um meio sorriso – Obrigado, meu anjo. Já fez muito por hoje. – falava andando até mim, pegando as chaves e guardando no bolso da calça beijando meus lábios por um tempo bem na frente de Hanbin, então o olhava friamente mais uma vez – As portas estão trancadas e todas as janelas tem grades, então fugir não é uma opção, entendeu? Eu que dou as regras por aqui. Só está vivo ainda por um simples detalhe, lembre-se disso. – falava me olhando por um momento alisando meus cabelos carinhosamente ao sair do quarto fechando a porta, eu estava confusa sobre o que poderia acontecer e tinha que esperar alguma ordem dele. Mas Ji-won estava quieto e se sentava no sofá suspirando profundamente passando a mão na testa como se estivesse com dor de cabeça, ainda segurava a arma.

- Bobby... O que vai acontecer agora? – falei vendo que ele estava realmente quieto e olhava o celular de Hanbin, bufando a ver que realmente ele havia cumprido com sua palavra. Olhava para o lado e negava com a cabeça – Pelo menos ele está machucado, não vai poder rondar pela casa tão livremente. Não tenho escolha a não ser esperar que tudo se acalme para matá-lo, devia ter deixado congelar lá fora nessa neve toda, foi um erro meu desta vez – ele falava irritava desligando o celular e se levantava abrindo o armário do lado da escada, guardando o mesmo ali, trancando a gaveta, me olhando por um tempo – Não tenho o direito de ficar bravo com você, bateu nele com o taco de baseball. Fez o que eu pedi, tem se comportado bem. Eu só queria ficar um pouco mais relaxado quanto á isso – voltava a se sentar no sofá bufando mais uma vez a me olhar – Ele não pode sair dessa casa, não tem como para ser sincero. Mas, vocês dois tiveram uma história de anos, pode provar que me ama mesmo para que eu me lembre disso?

- Não quero que saibam dessa casa, vão te prender por isso tudo. Não entendem seus motivos, não culpo as pessoas... Eu também não entendia. – falei sabendo que normalmente aquelas palavras não faziam sentido, talvez eu fosse realmente uma das vítimas de Estocolmo, aquelas que ficam cegas e acreditam que o sequestrador não é uma pessoa ruim, que não tem culpa. Dei um leve sorriso encostando o taco de baseball na escada e andei timidamente até me sentar ao lado de Ji-won – Você me ama, cuida de mim. Se te prenderem... Não vão deixar que eu me aproxime de você. E-eu não consigo parar de pensar em como matou Jiun, todo aquele sangue, toda aquela bagunça... – falei logo parando ao sentir a mão dele em meu rosto com um sorriso de lado, beijando meus lábios lentamente.

- Eu mato qualquer um que te tocar.

Senti voltar a me beijar daquela forma lenta me puxava para perto, então olhando em meus olhos enquanto me puxava para seu colo, sorrindo contra meus lábios. Eu sei que as pessoas me criticariam por ser louca o bastante para amá-lo daquele jeito, acariciei seu rosto retribuindo o beijo enquanto ele deixava a arma de lado passando as mãos por todo meu corpo enquanto eu abria a boca dando passagem para a língua, ele apertava meu corpo subindo a mão até meus cabelos dando um puxão ali então beijando meu pescoço enquanto passei a mão por seu corpo até a calça dele, massageando ali lentamente. Era isso que ele sempre queria dizer quando falava que queria que eu o acalmasse. Ele beijava meu pescoço mais uma vez meu pescoço com um sorriso malicioso nos lábios, mas logo bufava ao escutar a porta do quarto bater como se alguém estivesse socando a mesma uma vez ou outra, Hanbin devia saber o que estávamos fazendo e queria impedir de alguma forma.

- Jihye. Para a escada.

Levantei indo até a escada pegando meu taco de baseball e subi alguns degraus, me sentando na escada e olhando atentamente a sala e então a porta do quarto. Ji-won estava sem paciência e ia até a porta abrindo a mesma vendo que Hanbin havia se jogado contra a mesma, não parecia feliz em deixar aquilo acontecer tão livremente. Olhava Ji-won com um olhar de ódio e bufava finalmente me avistando na escada.

- Eu disse para soltar minhas mãos. Senão eu me mato e adivinha, todo esse seu plano doentio vai estar acabado – falava ainda arrastando o corpo no chão, não entendia como ele não tinha medo de Ji-won, eu sempre temi tudo o que falava e assim que deveria ser. Mas Hanbin não desistia tão fácil. Ji-won então tirava a corda, mas o empurrava trancando a porta mais uma vez mesmo com os gritos dele – Ei, não! Abra já esta porta!

Ji-won respirava profundamente e voltava á sala, colocando as chaves na mesa de centro me olhando fixamente.

- Três dias sem comida e sem água para ele, precisa aprender bons modos. É uma ordem, Jihye – ele falava cruzando os braços ainda me olhando, eu estava sentada na escada e minhas mãos tremiam ao segurar o taco, concordei com a cabeça sabendo que se era uma ordem, devia ser obedecida. A lei aqui era ele afinal. Ji-won sorriu levemente ao ver que eu não parecia que iria ajudar Hanbin de nenhuma forma. Andava até mim beijando minha testa então segurando minha mão – Está há algumas horas sem comer, quer alguma coisa? – ele perguntava ao se sentar ao meu lado, beijando meu rosto. Neguei com a cabeça, eu não estava com fome mesmo, ele riu e me puxava mais uma vez para seu colo olhando em meus olhos por um tempo dando um leve beijo em meu lábio inferior voltando a olhar em meus olhos – Gosto de seus olhos castanhos.

- Eu gosto de você. – falei sem jeito me acomodando em seus braços, ele sorria achando adorável como eu havia dito e mexia em meus cabelos tirando o taco de baseball de minhas mão, o deixando em um dos degraus da escada. Hanbin ainda gritava e pedia para que abrissem a porta, que não queria deixar que “aquele monstro” me tocasse. Por um instante lembrei como fiquei desesperada em meu primeiro dia no porão, mas logo não quis mais me lembrar disso... O lado de fora da casa era proibido para mim, minha vida agora era ali dentro. Ali era meu mundo, era o que Ji-won havia me ensinado. Ele ignorou os gritos de Hanbin e então sorriu para mim como se as reclamações que estávamos escutando fosse o mesmo que uma música irritante e repetitiva.

- Fico feliz que me ame agora. Demorou bastante até que desistisse – falava beijando meus lábios mais uma vez – Quando tudo acabar, vai ficar tudo bem. Aí nada poderá roubar você de mim. Preciso que confie que estou falando isso para o seu bem, preciso sair por alguns dias para comprar algumas coisas para a casa, a comida está começando a acabar também – passava a mão até minha nuca me mantendo por perto me olhando da forma apaixonada que sempre me olhava – Posso confiar em você?

- Dias? Vai ficar longe tanto tempo assim...? – resmunguei encostando minha cabeça em seu ombro, fechando os olhos pensando que não queria ficar sozinha naquela casa – Sim, claro que pode confiar... Quando foi que te desobedeci?

Ele sorriu e me abraçava alisando minhas costas, mas de repente ficava um tanto estranho como se algo estivesse errado, então me tirava de seu colo fazendo com que eu me sentasse ao seu lado e abaixava a cabeça apoiando as mãos nos cabelos. Estava em silêncio, mas de um jeito que eu só tinha visto quando havia me dado um soco. Encolhi meus ombros sabendo que ele estava uma pilha de nervos, não era bom que eu o tocasse quando estava assim, mas eu não podia deixá-lo ficar assim... Eu o amava, mas me sentia muitas vezes um brinquedo que se não conseguisse deixá-lo feliz, então isso significava que eu não tinha utilidade. Suspirei profundamente e toquei em seu ombro, fechei meus olhos com força sentindo o braço me atingir que nem da última vez e ele segurar meu rosto com força ficando sobre mim como se quisesse me forçar a olhá-lo.

- Olha para mim! Tem que prometer que não vai amá-lo novamente, você é minha agora, não pode olhar para mais ninguém! – ele estava bravo como se eu não estivesse o obedecendo como queria, tremi ao vê-lo naquele estado, mas não consegui falar nada, apenas olhei em seus olhos e balancei a cabeça positivamente, ele ainda estava furioso como se achasse que eu ainda amava Hanbin. Queria levar minhas mãos a seu rosto, dizer que eu o amava e que não havia motivos para agir dessa forma, mas eu estava com medo dele. Eu o amava, mas ele estava me machucando – Eu não vou deixar nada te tirar daqui, não importa quantas pessoas eu tenha que matar, escutou bem?!

Eu estava tremendo e meu rosto estava doendo, encolhi mais meus ombros e concordei com a cabeça.

- Bobby... Está tudo bem, eu não fugi mais, lembra...? Quer que eu vá para o porão para provar isso...?

Ele finalmente havia me largado e então olhava fixamente em meus olhos vendo como eu parecia amedrontada, beijava minha testa suspirando profundamente ao se levantar. Mesmo que ele tivesse me batido, eu realmente achei que era minha culpa, talvez Hanbin estivesse certo em dizer que ele me manipulava, mas já era bem tarde para pensar nisso. Eu queria deixar Ji-won feliz, segurei sua mão ainda que eu estivesse com aquela expressão de medo no rosto.

- Fica em casa – pedi – Não quero ficar sozinha, não vou saber o que posso ou não fazer.

Talvez eu estivesse mesmo louca a ponto de meu mundo ser Ji-won, ele tinha poder sobre mim. O bastante para que eu atirasse em uma pessoa, concordasse com tudo aquilo e ainda me culpasse por ter levado um soco. Ele me olhava intrigado por eu agir como se quisesse aguentar sua raiva, como se isso fosse melhor do que ficar sozinha com Hanbin. Ele levava a mão á marca em meu rosto e alisava ali gentilmente.

- Desculpa, meu anjo. Perdi o controle de novo – sorria de lado – Mas eu realmente preciso, para continuar fazendo suas refeições e vou aproveitar para comprar um presente para você. Preciso que cuide da casa para mim, confio em você. Será por pouco tempo, vou comprar o máximo para não ter que sair tão cedo – se abaixava beijando meus lábios – Juro que não vou demorar tanto assim, acha que consigo ficar longe de você? Eu te amo. – senti o beijo e dei um sorriso de alívio pelo “Bobby gentil” tivesse voltado, fiz que sim com a cabeça tendo em mente que eu devia cuidar da casa para o nosso próprio bem. Ele ria e se levantava pegando o taco de baseball e entregava para mim – Sabe o que fazer se ele continuar gritando. Consegue fazer isso por mim?

- Sim, eu consigo... – falei ainda o olhando, pegando o taco – Três dias sem comida e sem água...? Ele vai aguentar?

- Se ele parar de gritar, pode fazer algo para ele. Servirá como reforço positivo, até ele entender que é melhor que pare de gritar. Por precaução, se for entrar lá... Leve o revolver. – beijava mais uma vez minha testa e descia as escadas indo até a porta abrindo a mesma, corri até ele ainda tensa por não saber como era passar os dias sem ele e suas ordens, Ji-won deu mais um beijo em meus lábios antes de sair da casa e entrar no carro, fechei a porta trancando a mesma e voltei á sala balançando de leve o taco em minhas mãos, subindo as escadas e seguindo para o banheiro me olhando no espelho, a marca em meu rosto estava bem visível. Mas nem pude me preocupar com isso, logo escutei mais uma vez os gritos de Hanbin e bufei sabendo que com a presença dele ali só fazia Ji-won ficar mais estressado. Saí do banheiro pensando em como eu podia me sentir culpada por causa do ciúme de Ji-won, isso não fazia sentido, mas... Eu simplesmente achei que era minha culpa e que tudo o que ele fazia era para o meu próprio bem, eu tinha que entender isso. Andei até perto da porta e suspirei profundamente.

- Hanbin. Pare de gritar, não quer me forçar a fazer o que não quero – falei na tentativa de fazê-lo se acalmar – Por que não tenta entender a situação que me coloca?

- Abre essa porta, que droga, ele prometeu que me desamarraria, quero sair dessa merda de quarto! – ele gritava socando a porta, achei incrível como ele era insistente, a perna deveria estar doendo mais do que tudo, mas continuava ali, gritando sem parar – Jihye, pelo amor de deus, por que o defende assim?! Ele acabou com a sua sanidade, me deixa sair daqui e falar com você... Não precisa fazer nada, por favor, me deixa apenas falar com você. Eu sei que não é essa pessoa que é agora, a Jihye que eu conhecia era tão doce e frágil, não é possível que ele tenha matado a pessoa que você era! – ele não parava de gritar e aquilo já estava me irritando, queria que parasse de falar aquelas coisas, por causa de seus gritos que Ji-won se irritou e me bateu. Encarei a porta e fui até a mesa de centro da sala abrindo o armário ao lado da escada, mas não peguei o revolver, vi algo que poderia resolver um de meus problemas. Voltei até a porta do quarto e tentei escutar o que ele estava fazendo, parecia ter se afastado da porta e suspirei mais uma vez como se eu odiasse ter que fazer isso. Contei até três e abri a porta, entrando e acendendo a luz vendo Hanbin andar mancando pelo quarto e me olhar respirando profundamente, estava com lágrimas nos olhos e balançava negativamente a cabeça ainda á uma distância de mim.

- Você não quer que eu morra, eu sei que não quer isso. Jamais desejaria a morte para qualquer pessoa – ele falava me olhando dando um leve sorriso – Senti saudades de você, fiquei desesperado quando não te achei. Eu procurei em todo lugar, pensei “ah que ótimo, fui tão idiota a ponto que ela fugisse de mim assim”. Doeu não te achar, eu me culpo por causa disso tudo... Se eu prestasse mais atenção em você, talvez eu poderia ter evitado que ele te levasse, que te dominasse a ponto de fazê-la pensar dessa forma tão doente.

- Falar essas coisas não vai te ajudar. Não quero mesmo que morra, mas gritando e fazendo tudo isso vai acabar assinando sua própria sentença. Foi inteligente o bastante para nos deixar sem saída, por que não continua sendo inteligente para ver que não sairá daqui vivo se continuar assim? O chamando de psicopata, falando que vai me tirar daqui – falei seriamente – Hanbin, eu não vou te ajudar. – falei tentando acalmá-lo mais uma vez, ele olhava para meu rosto e bufava fechando os punhos ao ver a marca escura em minha pele.

- Ele te bateu.

- Foi culpa minha.

Ele me olhava mais uma vez, mas de um jeito desesperado.

- Eu te amo, Jihye. Deixa que eu te leve para longe desse cara, eu posso ser rude com você, mas... Eu nunca te bateria dessa forma – falava abaixando a cabeça – Por favor, me deixe te levar embora e cuidar de você. – falava me olhando dando um leve sorriso – Sabe que estou falando sério, não precisamos daquele casamento que o seu pai queria. Se quiser nem precisamos de tudo aquilo, podemos viajar para algum lugar, qualquer um que você queira ir. Eu faço o que quiser, não posso permitir que fique sendo agredida assim e ainda se convencer que é sua culpa. – ele falava tentando andar até mim, queria mesmo que eu acreditasse nas coisas que falava. Dei um leve sorriso e balancei a cabeça negativamente.

- Sinto muito, até que sua revolta passe e entenda que eu quero ficar aqui... Não há outra saída, são as ordens que tenho que seguir. – falei o golpeando com o taco acertando na cabeça fazendo com que caísse, eu odiava ter que fazer aquilo, mas se eu não o forçasse a entender certamente Ji-won o mataria sem pensar duas vezes. Hanbin me olhava colocando a mão na cabeça sentindo a mesma sangrar e me abaixei ao seu lado, largando o taco de baseball – É para o seu bem, mas isso vai passar quando compreender. – falei ficando sobre ele indo até seu pescoço com a seringa, Ji-won havia usado quando tinha o amarrado na pilastra e aquela era para casos de emergência, talvez fosse a mesma droga que havia usado em mim. Assim que injetei afastei a seringa e o olhei o vendo ficar mole e tentar manter os olhos abertos.

- O que é isso...? – ele perguntava.

- É só até que se acalme, Hanbin. É para o seu bem. – falei ainda o olhando até que apagasse de vez, suspirei e me levantei andando calmamente até a porta aberta e segui para a sala, afastando a mesa de centro e tirando o tapete, encarei o alçapão que tinha algumas aberturas e abri o mesmo então andando de volta para o quarto tentando levantar o corpo de Hanbin e arrastá-lo até a sala, onde o deitei no pequeno e escuro porão. Eu não queria ter que fazer isso, mas talvez assim ele desistisse e se acalmasse antes que irritasse Ji-won até o limite. Amarrei suas mãos e seus pés e o olhei por um tempo – Abro o porão daqui dois dias, por favor, só se você se manter calmo que há uma chance que saia daqui com vida. – falei baixo e fechei o alçapão, trancando o mesmo. Seriam dois dias em que eu o manteria ali até que entendesse que a vida dele dependia de como agiria na frente de Ji-won. Andei até o quarto pegando o taco de baseball o vendo sujo de sangue e fui até a pia da cozinha para limpar o mesmo pensando se Hanbin colaboraria e veria que, se finalmente se comportasse, poderia ser que sairia dali. Mas o grande problema era: Hanbin conseguiria enxergar essa possibilidade? 


Notas Finais


Maiores questionamentos: É amor ou doença? Hanbin tem algum plano ou não? :x


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