História Stockholm Syndrome - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens Bobby
Tags Bobby, Ikon, Kim Jiwon, Rapto, Síndrome De Estocolmo, Suspense
Exibições 50
Palavras 3.800
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora para postar! Mas eu prometi que teria capítulo hoje!
O que estão achando do Hanbin?

Capítulo 21 - Sentimentos


Hanbin podia ter morrido ao apontar aquela arma para a própria testa, mesmo que fosse a única forma de convencer Ji-won que não estava mentindo, era um grande risco que havia corrido naquele momento, mas isso bastou para que pelo menos ele não ficasse mais amarrado naquele quarto, não estava mais se revoltando e muito menos levantando o tom da voz, talvez soubesse que quando fazia isso quem era levava a punição era eu mesma. Eu estava aliviada por causa disso, mas me sentia mais frágil, talvez por que eu estava sob tanto estresse quando estava grávida. Era constante meu medo disso também, de não saber cuidar de uma criança, eu mal sabia cuidar de mim mesma afinal. Eu havia acordado e a bandeja de café da manhã já estava na cama, abri meus olhos sentindo o cheiro bom do conteúdo da mesma e em seguida vi Ji-won sentado a meu lado, passando a mão em meus cabelos com um jeito calmo e carinhoso, ele tinha dificuldade para dormir e por isso dizia que gostava de passar a noite me observando dormir. Era bom sentir aquele toque gentil pela manhã, me sentei aos poucos sorrindo de um jeito doce a olhá-lo.

- Faz tempo que não faz panquecas... – comentei sorrindo mais uma vez ao começar a comer, eu estava me sentindo um tanto enjoada, mas não podia recusar aquelas refeições. Ele sorria e continuava a me olhar, passando os dedos na marca roxa do soco que havia me dado.

- Vou fazer mais, meu anjo. Merece tudo o que quiser afinal – ele falava com uma calma que eu não via há muito tempo e então sorria de lado – Quer comer algo em específico?

Neguei com a cabeça, estava tudo bem, eu não queria pedir por algo que ele tivesse que sair da casa, não queria ficar sozinha naquela casa com Hanbin.

- Eu estou bem assim, não quero que você se afaste da casa... – falei o fazendo rir como se fosse uma piada, eu ainda comia as panquecas calmamente quando ele beijava meu rosto lentamente ainda rindo como se o que eu tivesse falado fosse adorável. Ele me amava, de um jeito estranho, mas amava de verdade. Cuidava bem de mim desde que eu não o irritasse e estava estressado por conta de Hanbin, então vê-lo tão calmo era como um sonho. Dei um leve sorrindo sentindo seus lábios deslizarem por meu rosto até meus lábios, então afastando aos poucos a bandeja me deitando na cama, me beijando ferozmente como se não quisesse falar nada, senti o beijo com gosto de cigarro e abracei seu corpo tentando esquecer o que havia acontecido, como ele havia me batido, como ele e Hanbin quase se mataram ao jogar roleta russa, retribuí o beijo sentindo meu coração acelerar a seu toque, dessa vez ele parecia com pressa, como se não me tocasse há muito tempo. Mas pela primeira vez eu pensei se era um risco ou não fazer sexo quando eu estava grávida, senti separar seus lábios dos meus e sorrir abrindo a calça olhando em meus olhos – Bobby, é bom fazermos isso quando eu estou grávida...? – perguntei, mas ele riu mais uma vez me olhando de uma forma apaixonada.

- Eu não consigo ficar só te olhando, tenho que te tocar antes que eu enlouqueça de vez. – ele falava me beijando mais uma vez, fechei os olhos ao sentir abrir minhas pernas e me penetrar com força fazendo com que eu gemesse, abracei com força seu corpo sentindo os beijos descerem por meu pescoço, eu não queria pensar em mais nada, gostava de vê-lo calmo e carinhoso comigo. Continuava até que estivesse satisfeito, normalmente era desse jeito, as mãos quentes dele passando por cada mínima parte de meu corpo, fazendo com que meu coração acelerasse, sempre que acabava eu sentia o beijo em meus lábios e via aquele sorriso satisfeito e um pouco sonolento, então se deitava ao meu lado fechando os olhos por um tempo sem dizer nada. Eu o olhava e ficava ali, quieta e encarando como parecia inofensivo quando dormia, ele tinha os motivos para me manter ali e eu compreendia isso. Mas desta vez eu não permaneci na cama, me sentei ainda sentindo minha respiração ofegante e meu corpo quente, ajeitei a camisa que eu vestia e peguei a bandeja o olhando por um tempo. Estava cansado, talvez eu devesse fazer algo para que comesse, isso o deixaria feliz. Mas andei para fora do quarto levando a bandeja, andei calmamente pelo corredor encarando a porta do banheiro me lembrando por um segundo de Hanbin, ele era teimoso e inteligente, uma combinação perigosa para a situação em que estava. Havia enganado Ji-won, eu sabia que acreditar que ele simplesmente aceitou tudo e estava seguindo as ordens de Ji-won... Bem, acreditar nisso seria burrice. Não queria pensar nisso, eu claramente estava preocupada e queria que ele fizesse o correto para que saísse dali com vida. Aí eu poderia voltar á minha vida com Ji-won. Voltei a andar pelo corredor e desci as escadas encarando a sala, ele estava ali, dormindo no sofá. Ele agora tinha a permissão de ficar no primeiro andar da casa, claro que todos os armários e gavetas estavam trancadas, então ele simplesmente só podia vagar por ali. Eu estava nervosa por saber que ele estava fazendo de tudo aquilo um jogo arriscado, onde cada mínimo passo podia acabar o matando de vez. Desci as escadas sem querer acordá-lo, não queria que falasse comigo ainda mais quando ele ainda me olhava daquela forma que eu não sabia o que estava pensando. Passei pela sala com passos silenciosos colocando a bandeja na pia, olhei sobre o balcão uma maçã, a peguei dando uma mordida ao andar até a janela, encarando as grades e em seguida a vista lá fora, as grandes árvores, como parecia que estávamos no meio do nada. Lembrei de quando tentei fugir da primeira casa, como Ji-won havia atirado em minha perna. O que eu estava pensando naquele momento? Correndo em linha reta, sem olhar para trás. Estava tudo bem agora, eu tinha tudo o que eu precisava de qualquer forma. Dei outra mordida na maçã suspirando profundamente dando um leve sorriso pensando que eu não devia pensar na vida que eu tive, por mais que eu sentisse falta dos restaurantes que eu ia. Olhei para trás vendo Hanbin já acordado, estava sentado no sofá e me olhava fixamente com um leve sorriso. Eu não podia brigar com ele, por sua causa que eu não havia levado outro soco, se bem que eu nem gostava de imaginar o que Ji-won faria se descobrisse que ele havia me beijado. Talvez matasse a nós dois.

- Está cedo, volte a dormir. – falei seriamente mordendo a maçã, ele ainda sorria a me olhar.

- Estou sem sono – falava – Não tenho permissão para ir até aí? Estou com sede.

Bufei sabendo que por mais que parecesse estar falando sério, estava ironizando a regra das permissões para andar pela casa. Peguei um copo e abri a geladeira pegando a garrafa de água, enchendo o copo e fechando a porta da geladeira, andando até a sala, colocando o copo na mesa de centro sem olhá-lo, podia sentir que me seguia com o olhar, mas não queria falar com ele de forma alguma.

- Obrigada, Hanbin. Se tivesse contado á Ji-won, ele teria me batido novamente. – suspirei mais uma vez, me afastando um pouco ficando á uma distância dele.

- De qualquer forma, aquilo é entre nós dois e era o único jeito que eu tinha de te proteger dele. – falava pegando o copo e dando alguns goles, me olhando atentamente – E você está grávida, se tiver algo que eu possa fazer para te manter longe de agressões físicas...

- Você podia ter se matado. Não tem medo da morte? – perguntei sem entender.

- Ele mataria por você e isso é “aceitável”, mas acha revoltante que eu aceite levar um tiro por você? – ele falava bebendo mais da água ainda me olhando como se aquela distância que eu mantinha fosse ridícula, então sorria de lado ao encostar o copo na mesa de centro ficando a me observar em silêncio por um tempo – Não fique nervosa por causa de que te beijei daquele jeito, uma hora ou outra vai acontecer de novo. Sabe disso.

O que ele estava falando? Dei alguns passos para trás sentindo como se eu tivesse medo daquelas palavras.

- Não vai acontecer nada, eu não sinto nada por você. Sabia que estava mentindo para Ji-won, não aceitou nada disso, não é? Meu deus, sabe que se continuar me olhando dessa forma ele pode perder a paciência? – bufei estressada com o jeito que falava e andei pela sala querendo subir as escadas e voltar para meu quarto, mas Hanbin segurava minha mão com força impedindo que eu chegasse ás escadas, me desesperei e olhei para as escadas com medo que Ji-won aparecesse ali a qualquer momento, encarei Hanbin ainda tentando fazê-lo soltar minha mão – N-não, por favor, me solta! Ele está lá em cima, se ele te ver segurando em minha mão assim...!

Ele não havia me soltado, me olhava fixamente negando com a cabeça.

- Retire o que disse. Não sou o único mentiroso daqui, se não sentisse nada nem teria aceitado que eu te beijasse, Jihye – falava apertando minha mão – Ele pode aparecer a qualquer momento, sugiro que seja rápida e me convença que não sente nada.

- Hanbin. Trata de me soltar. – pedi mais uma vez, mas o senti me puxar para perto quase a ponto de beijar meus lábios, pude sentir sua respiração e como me olhava, ele não me soltaria até que eu tentasse convencê-lo, mas eu estava paralisada, ele nunca tinha sido tão direto e teimoso quanto estava sendo naquele momento – Me deixa em paz. Sei que não entende, mas eu amo o Bobby. Você não tem o direito de se intrometer nisso, nunca se preocupou comigo até que eu fosse levada. – falei me soltando dele, não fazia sentido que ele estivesse falando aquelas coisas para mim, ele nunca foi daquele jeito. Olhei em seus olhos e balancei a cabeça negativamente – Só está confuso, é apenas isso. Eu gostei de você e talvez você também tivesse sentido o mesmo, mas nunca nos amamos de verdade. Agora só está bravo por estar nessa situação... Apenas se comporte, eu dou um jeito de te tirar daqui com vida, mas irá embora e não falará nada a ninguém. – falei de uma forma séria, eu sabia que ele estava me deixando nervosa e confusa, ele tinha que ir embora. Virei meu corpo seguindo até a escada vendo que agora ele estava em silêncio, como se eu finalmente o tivesse afetado com aquelas palavras.

- Jihye. – ele me chamava, o olhei irritada com aquela insistência, mas dessa vez eu não sabia o que sentir ou pensar, ele estava me olhando com um ar de piedade, como se eu tivesse sido dura demais com ele – Posso te pedir um favor? Isso não é contra as regras. Não vou pedir nada de mais.

- O que seria?

- Primeiro, pode pegar uma tesoura? Faz isso por mim, só dessa vez.

Estranhei aquilo, o que ele queria? Mas balancei a cabeça positivamente subindo as escadas indo até um dos quartos onde Ji-won guardava uma série de materiais, procurei um pouco por ali e achei uma tesoura maior, saí do quarto e voltei ás escadas, descendo as mesmas vendo Hanbin que parecia um tanto triste, ele finalmente me olhava e dava um leve sorriso.

- Por que precisa de uma tesoura? – perguntei.

- Pode cortar uma mecha do seu cabelo?

Olhei sem conseguir compreender.

- Meu cabelo...?

- Exatamente. Não quer que eu te toque, mas não entende como é difícil para mim te ver com um psicopata com é Ji-won. Eu te amei sim, a diferença é que não gosto muito de demonstrar, não é que eu não te amasse... Eu só fui criado com o pensamento que demonstrações eram perda de tempo. Eu queria ter te visitado mais no trabalho, ter sido mais gentil com você. Mas, entenda que eu te amo, me arrisquei a levar um tiro no meio da testa por você. Mas, não quer que eu me aproxime de você, se é isso que quer... Pelo menos me dê uma mecha de seus cabelos – falava me olhando de um jeito triste – Gosto do cheiro de seus cabelos. É um perfume doce. Se me der uma mecha... Pelo menos vou poder me lembrar do cheiro. – ele falava de uma forma triste e até desolada, não consegui evitar que eu me sentisse culpada como se eu tivesse pegado pesado com ele, suspirei profundamente ao encarar a tesoura em minhas mãos e mexi em meus cabelos segurando uma das mechas, cortando a mesma e entregando á Hanbin que dera um leve sorriso ao olhar a mecha cortada. Coloquei a tesoura sobre a mesa de centro e encarei as escadas sem saber o que fazer, ele havia se levantado e andava até o quarto, provavelmente guardando a mecha com medo de que Ji-won o visse com aquilo em mãos. Encarei as escadas vendo Ji-won descer ainda sonolento, me olhando calmamente já descendo a escada e indo beijar meus lábios calmamente, acariciando meu rosto com calma, então se sentando em um dos sofás, me puxando para que eu me sentasse em seu colo.

- Parece preocupada, meu anjo – ele falava beijando novamente meus lábios – Algo errado? Está passando mal?

- Não, eu só... – o olhei querendo falar sobre Hanbin, mas me aconcheguei em seus braços tentando me convencer que o certo era continuar ali – Só estou um pouco cansada. – falei tentando me manter calma, mas Ji-won encarava a porta vendo Hanbin voltar para a sala, o olhando seriamente e então senti o beijo em minha testa, sorria de lado e inclinava a cabeça para o lado dando uma risada.

- Nossa Hanbin, que cara é essa? Por que não se senta?

Era uma ordem e ele tinha que obedecer, mesmo que o revoltasse me ver nos braços dele. Hanbin se sentava em uma poltrona perto da mesa de centro e nos olhava sem falar nada, Ji-won sorriu mais uma vez ao me abraçar, repirando profundamente.

- Estão me escondendo alguma coisa – falava ainda sorrindo – O que é?

Não. Como ele poderia estar desconfiado? Hanbin ficara pálido e negava com a cabeça.

- Não escondo nada.

- Ah. A resposta é não? – Ji-won sorriu mais uma vez me tirando de seu colo e então se levantava olhando Hanbin fixamente – Quis ver até onde iria. Tem algo estranho e quero saber o que é. Se não falar agora, será pior. – falava indo até o armário de armas, abrindo o mesmo e tirando dali o revolver, apontando para a cabeça de Hanbin, mas ainda assim não obteve uma resposta. Não, por favor, eu não queria mais ninguém se machucando. Suspirei profundamente sentindo meu coração apertar, minhas mãos tremiam e olhei Hanbin quase que implorando para que falasse de uma vez por todas, mas ele parecia focado em não falar nada, nenhuma mísera palavra saía de seus lábios.

- Eu não escondo nada. – ele repetiu a resposta, sem encarar a arma. Ji-won sorriu de lado e olhava a tesoura sobre a mesa de centro da sala e então me olhava.

- Meu anjo, não fique preocupada, estou fazendo isso para ele aprender que deve seguir as regras – falava olhando a tesoura mais uma vez e então encarava Hanbin – Você a deixa incomodada, quero que peça desculpas por isso. Prove que não está tentando me fazer de idiota.

- Bobby... Não há necessidade para isso... – falei logo me encolhendo no sofá o vendo me olhar seriamente, ele sabia que havia algo estranho e isso era algo perigoso, não sabia qual seria minha punição se descobrisse que eu também estava escondendo isso.

- Jihye. Há necessidade para isso, ele tem de aprender que não pode te tocar e muito menos te incomodar – falava – Por que parece que quer protegê-lo? Talvez você saiba de algo e esteja me escondendo algo.

Eu tinha que falar, não esconderia aquilo por muito tempo. Mas, Hanbin me olhou em desespero e logo encarava Ji-won, tinha medo do que poderia me acontecer se eu realmente contasse sobre o beijo.

- Ela é frágil, nunca gostou de ninguém sendo machucado. Jihye não tem culpa de nada, eu que sou o único vilão aqui... Eu só a incomodei nas vezes que gritei com ela quando eu estava amarrado no quarto, nada além disso. Ela só está se acostumando com a minha presença aqui – falava ainda com medo que eu fosse agredida novamente – Por favor, eu juro que vou me comportar. Eu limpo a casa, faço as refeições dela, eu faço qualquer coisa para que ela me perdoe por eu ter criado esse incômodo para ela. – Hanbin se sentava no chão abaixando a cabeça, queria que nada acontecesse comigo e encarava a tesoura pegando a mesma e a abrindo fazendo um corte profundo no próprio braço como se quisesse mostrar que estava falando sério, eu tremia o olhando pedindo para que parasse. Por favor, pare de se machucar por minha causa. Ji-won o olhava e via como Hanbin gritava de dor, finalmente largando a tesoura, o braço sangrava e escorria sangue por sua pele.

- Jihye. Poderia subir para o quarto?

Levantei ainda trêmula e segui pelas escadas até o corredor do segundo andar, comecei a chorar desesperadamente ao escutar os gritos de dor de Hanbin, como ele gritava falando “eu disse que ela não fez nada!”. Foi a primeira vez que eu tive vontade de ir contra Ji-won e dizer que aquilo era demais, que o deixasse ir embora, que não falaria nada para ninguém. Caminhei até o quarto e me sentei em um canto, abraçando meus joelhos me perguntando se Hanbin morreria, eu não sabia por que eu estava me sentindo assim. Era para o meu bem, não era? Ji-won sempre estava certo. Mas, eu não queria que Hanbin morresse, eu só queria que tudo se acalmasse afinal. Levantei encarando na mesa perto da janela uma xícara de café, era a de Ji-won. Suspirei sem acreditar o que eu faria, andei com passos rápidos até o banheiro pegando no armário o remédio para dormir que ele tomava e voltei ao quarto colocando um no café, logo guardando o remédio no banheiro, exatamente onde estava. Não sabia por que estava fazendo isso, mas voltei ao quarto um tanto nervosa, olhando para trás vendo Ji-won chegar ao quarto com os punhos sujos de sangue, eu estava com tanto medo... Ele estava sério e me olhava ainda com um jeito sonolento.

- Meu anjo, desculpe por todo o barulho. Nem acredito que cheguei a desconfiar de você. Não se preocupe, ele terá uma função nova na casa e não te perturbará novamente, é uma promessa. – ele falava indo até a xícara, tomando alguns goles.

- Tudo bem... – falei baixo sem querer questioná-lo, ele sorriu tomando mais do café e me olhava ficando mais calmo, assim terminando o café e indo até a cama, me olhando com um sorriso de lado.

- Vem pra cama, estou com sono... Acho que estou me cansando rápido ultimamente – falava fechando os olhos aos poucos, queria que eu me deitasse junto á ele, mas o observei vendo que o remédio deveria ser forte, por que ele logo estava com os olhos fechados, adormecendo, me aproximei aos poucos para ver se estava mesmo dormindo e corri para fora do quarto pegando a caixa de primeiros socorros no banheiro e segui para as escadas vendo os rastros de sangue pela sala até o quarto, eu devia estar fora de mim por estar fazendo isso, mas segui os rastros e acendi a luz do quarto estranhando não escutar os gritos de dor de Hanbin. Ele estava no chão, ainda sangrando e com o rosto cheio de hematomas, Ji-won o havia batido bastante, mais do que eu havia imaginado. Estava ofegante e parecia quase apagado, andei até ele me sentindo culpada e me abaixei.

- Você consegue me escutar? – perguntei, ele abria os olhos me olhando com o corpo trêmulo, encarei o braço vendo o grande corte e abri a caixa de primeiros socorros – Se acalme, vou tentar fazer isso devagar para que não sinta dor.

Ele continuava a me olhar gemendo de dor quando eu tocava no ferimento, comecei a cuidar daquele corte da melhor forma que eu conseguia, ele suspirava ainda sentindo dor e ficava a me olhar.

- Ele vai te bater se te ver aqui – falava – Não precisa fazer isso.

- Apenas aceite minha ajuda nisso.

Eu não queria conversar com ele, estava me sentindo culpada o bastante só de ver aqueles machucados. Droga, eu havia colocado um medicamento pesado no café de Ji-won... Ele certamente me trancaria no porão por causa disso e tudo por que eu me sentia culpada? Hanbin havia se sentado com dificuldade e observava como eu cuidava daquele ferimento, dava um sorriso de lado a me ver focada naquilo e encarava o curativo. Não queria que ele pensasse outra coisa só por que eu resolvi cuidar dele naquele único momento, comecei a ver os machucados no rosto, tentando cuidar dos mesmos com calma, mas ele insistia em me olhar da forma que me incomodava tanto.

- Pare de me olhar assim, Hanbin. Ele podia ter te matado. – falei baixo cuidando dos machucados.

- Eu tenho que te proteger dele, não importa se eu tiver uma arma apontada para minha cabeça. – ele falava olhando em meus olhos ainda com um sorriso nos lábios, aproximando o rosto do meu discretamente segurando minhas mãos as afastando de seu rosto, dando um leve beijo em meus lábios. Não, isso era errado. Virei o rosto querendo que parasse, mas eu ainda não conseguia me afastar com ele segurando minhas mãos, ele passava o rosto no meu até que seus lábios encontrassem os meus dando um beijo lento ainda tentando me puxar para perto, dando vários beijos por meu rosto descendo para meu pescoço, me soltei sentindo meu rosto completamente vermelho e dei alguns passos para trás e corri para fora do quarto subindo para o segundo andar da casa sentindo meu coração acelerado, aquilo não podia estar acontecendo... Por que eu tive que cuidar dos ferimentos dele e ficar me sentindo nervosa com o jeito que me beijava? O que eu tinha na cabeça? Eu estava confusa e sabia que no dia seguinte eu provavelmente seria punida por ter colocado remédio no café de Ji-won. Entrei no quarto e o olhei vendo como dormia pesado e vi que eu tinha que fazer com que Hanbin fosse embora, caso contrário, tudo ficaria fora de controle. 



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