História Stole My Heart - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter
Tags Sabrina Carpenter
Visualizações 124
Palavras 2.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oioi :)

Capítulo 45 - Peaches


Fanfic / Fanfiction Stole My Heart - Capítulo 45 - Peaches

Quarta-Feira, 21/06, 20:00 p.m.

Provavelmente, o pior erro que o ser humano já ousou cometer, foi dar vida à teimosia. Todo nós somos extremamente teimosos, não adianta negar. Me olho no espelho. Mari está certa, e como eu disse, fui teimosa demais para concordar. Você está péssima. Ela me disse ontem. Agora noto. Está mais que obvio, eu estou, de fato em um estado lamentável. Olheiras fundas, olhos vermelhos e cansados. Meus longos cabelos estão presos em um rabo de cavalo embaraçado. Eu não tenho dormido durante a última semana. Aquele homem está fazendo da minha vida um inferno. Mari sabe disso mais que todos, mas ela não quer me deixar preocupada. Ela se importa demais, me conhece demais, para deixar isso acontecer. Ela sabe que se eu me deixar levar, a minha sanidade vai se esvair, e ela não quer isso.

Essa sensação é sufocante. Sem contar com o fato de eu ter arrastado Gray, William, Gina, Chandler e todos ao meu redor, para esse pesadelo sem fim. Se ao menos eu tivesse usado a minha teimosia ao meu favor, se ao menos eu tivesse ficado onde estava, o número de feridos seria menor. Mas eu não sabia. E agora, a vida de todos está um verdadeiro inferno.

E é tudo culpa minha.

Olho para a caixa em cima da mesa. Deixaram para mim. Na escola. Ontem.

Estou com medo demais para abrir. Foda-se. A curiosidade é mil vezes maior que eu.

Rasgo o papel com cuidado enquanto sento na cama e abro a caixa. Dentro, há uma ampulheta cuidadosamente envolvida em espuma. Há uma carta, também.

“Cara Alice,

Provavelmente, você não entendeu o sentido deste presente. Deixe-me explicar, então.

Esta bela ampulheta foi comprada em uma antiga loja de penhores. Você pode considera-la uma bela peça de decoração, mas não seja ingênua: Todo este empenho, todo o tempo e dinheiro que tenho gastado com a senhorita, é para garantir que a sua vida seja um inferno.

O seu sofrimento adoça a minha vida, cara garotinha. E este presente, é um aviso obvio: Estou mais perto do que parece. Aproveite o tempo de felicidade que ainda te resta e guarde tudo, porque quando eu decidir aparecer, a única coisa que lhe restará será as memórias de uma época pacífica.

P.S: Dê parabéns ao seu namorado por mim, fiquei sabendo que o aniversário dele é semana que vem.

Com carinho,

― Você descobrirá”

Olho para a ampulheta, e então para a carta. Não me contenho, e atiro a ampulheta na parede. O vidro estilhaça num som agudo e o que quer que estivesse dentro dele, se espalha pelo chão. Rasgo a carta em pedacinhos. Não sou capaz de pensar, o calor da raiva me consome.

Lágrimas escorrem pelas minhas bochechas. Estão todos do lado de fora da casa, literalmente plantados. Acampando no gramado. Por proteção. Estou começando a odiar essa palavra mais que nunca.

Olho para a porta, que range. Chandler está parado diante dela, me encarando. Seus olhos azuis estão arregalados diante da cena. Não que ele não esteja acostumado com a minha... Sensibilidade.

Ele respira fundo e caminha até mim. Meus braços rodeiam a sua cintura, e afundo o rosto em seu peito.

— Não sei mais o que fazer, Chandler. Eu realmente não sei. Eu não consigo dormir, não consigo comer, não consigo prestar atenção na aula, não consigo ir para a maldita escola! Ele está em todos os lugares. Eu fecho os olhos, tento dormir, e sonho com ele. Eu sonho com esse filho da puta.

Em um movimento rápido, ele me pega no colo e caminha pelo quarto, me levando até a cama. Chandler me coloca sobre o colchão macio e dá um beijo na minha testa.

— Fica calma. Eu já volto, não sai daí.

Ele sai do quarto e volta momentos depois, para recolher os estilhaços no chão. Depois que deixa tudo certo, se volta para mim. Deita ao meu lado e me puxa para si. O calor do seu corpo banha o meu, deixando-me mais relaxada. É a sensação mais confortável que tive em muito tempo.

— Pode dormir, Lice. E, se você sonhar com ele de novo, eu estarei aqui. Você vai ficar bem. Todos nós vamos. Agora, tira isso da cabeça e apenas... Apenas relaxe.

Pego no sono sentindo a sua respiração na minha nuca.

Quinta-Feira, 22/06, 07:10 a.m.

Abro os olhos, e olho para o lado. Chandler dorme serenamente. Descanso a mão direita sobre o seu rosto, apreciando sua beleza. Ele abre os olhos, e sorri.

— Bom dia. — Ele me dá um selinho. — Dormiu bem?

— Sim. Obrigada... Por tudo.

— Era o mínimo que eu poderia fazer. — Ele sorri. Levanto, lentamente, e ele levanta atrás de mim. — Vou trocar de roupa, se precisar de alguma coisa, me chama. — Ele dá um beijo no meu pescoço e sai.

Caminho até o banheiro e ligo o registro do chuveiro.

Observo o meu reflexo por um momento depois de tirar o pijama. Os olhos um pouco mais relaxados, mas o cabelo ainda está uma bagunça. Solto ele e pego uma escova. Caminho na direção do chuveiro.

Lavo os meus cabelos sem pressa, e os penteio enquanto os encho de creme. O cheiro docinho de pêssego adentra as minhas narinas, provocando uma sensação gostosa.

Saio do banheiro enrolada na toalha, e caminho até o closet. Visto uma calça jeans e uma blusa bordô. Calço um par de botas e caminho até a penteadeira. Seco os meus cabelos e passo maquiagem, para esconder...  Bem, para esconder tudo.

Desço as escadas e me deparo com a mesa da sala de jantar lotada.

Ah, bom dia, querida! Gina fala, sorrindo. A imagem de todos sentados tomando café me dá vontade de chorar. Por que a única que não está aqui é a minha mãe?

Todos olham para mim.

― Bom dia... ― Murmuro, sentando ao lado de Chandler.

Meu pai entra pela porta da frente, dá um beijo no topo da minha cabeça e senta de frente para mim.

Pego um waffle e encho ele de mel. Encho a pequena xícara com café, e começo a comer. Chandler me oferece morangos, e eu os aceito, com um sorriso.

[...]

― Querida, vou levar vocês para a escola hoje. ― Meu pai anuncia, diante da porta da frente. Eu e Chandler levantamos e seguimos ele até o carro.

Will e Gina estão amando o fato da casa estar cheia, Gina fala que eles dão vida à casa, porém, sempre acabo me perguntando se não é inconveniente para eles. Aparentemente, eles não se incomodam. O que me é estranho, porque eles nunca parecem incomodados com nada. Sempre recebem todos tão abertamente, que não parece real. Mesmo que eu tenha me acostumado com isso.

16:45 p.m.

Quinze malditos minutos para a aula acabar. Foco a minha atenção no desenho de uma lula que estou fazendo. Não julgue Alice Farley quando está entediada. O meu celular vibra. Desbloqueio a tela discretamente, deixando o celular em cima da mesa. Notificação do twitter.

~ @kathminkus marcou você em uma foto

Quem é Kath Minkus? Apenas ignoro, decido que depois vou ver isso.

16:50 p.m.

O meu celular vibra freneticamente por conta de um turbilhão de notificações do twitter. O meu número de seguidores nas redes sociais cresceu muito depois que eu fui vista com o Chandler pela terceira vez. Menos no Instagram, porque minha conta é privada. Óbvio, nem poderia ser publica, por causa daquele homem. Mas agora, o número das notificações é assustador. Nem ao menos sei o que aconteceu.

Desbloqueio a tela e abro o twitter.

[email protected]: terça eu e a @maxroth tivemos a melhor experiência do mundo! Conhecemos o @chandlerriggs e a @AliceFarley! Ela é muito fofa!! #chanlice <3

E então, a foto que tirei com elas.

As outras notificações são com relação aos seguidores repentinos, e alguns fc’s do Chandler. Um deles me chama a atenção.

~ @ChandlerRiggsBR: Fotos do Chandler com fãs e suposta namorada @AliceFarley nesta terça (17)! Segundo fã, Alice é uma fofa! Já estamos shippando! #chanlice <3

E as fotos. Olho os comentários.

[email protected]: Rumores que Alice é BRASILEIRA! AEOOOO BRASILLLL!

[email protected]: AAA ELA É LINDA DEMAISS! Já to shippando!

[email protected]: Sei não, essa aí tem cara de gringa metida.

Eu sou meia gringa mas Brasil é minha terra milady.

[email protected]: até que enfim arranjou alguém melhor que a hana né mores

[email protected]: ela tem cara de ser tão querida! Amei!

Tem mais um monte de comentários, tanto positivos quanto negativos. Curto o tweet do @ChandlerRiggsBR falando dos rumores para ver o que acontece.

Momentos depois, mais quinze notificações chegam:

[email protected]: ELA CURTIU GENTEEE!! PLEASE ALICE, DO YOU SPEAK PORTUGUESE OR SOMETHING?? @AliceFarley

O resto é de fãs malucas se perguntando se isso é um sinal de que eu sou brasileira ou se eu só curti por curtir. Eu realmente não deveria estar fazendo isso. Respondo:

[email protected]: OII! Simm, minha mãe é brasileira e o meu pai é americano, mas Brasil é a minha terra!  <3

Isso foi o interruptor para dar lugar ao caos entre as fãs do Chandler. Mais notificações.

17:00 p.m.

Saio da sala arrastando os pés, de mãos dadas com o Chandler.

― Fiquei sabendo que as minhas fãs adoram a minha nova namorada. ― Ele fala no meu ouvido. Emma, Thomas e Luiza se juntam a nós.

― O que andou fazendo, Peaches? ― Emma pergunta. Peaches. Esse é um dos apelidos que eu mais amo. Eles me chamam assim porque descobriram que a Mari me deu esse apelido porque eu amo pêssegos, e Chandler diz que as minhas bochechas parecem dois pêssegos gostosos. Ele realmente fala isso. Além do fato de eu usar shampoo de pêssego sempre. ― O twitter está um caos por causa da nova namorada do Chandler.

― Eu meio que posso ter interagido com as fãs dele.

Chandler dá uma risada, que logo é reprimida. Todos param de andar. Olho para frente, na intensão de saber o motivo. Charlie e Brianna... De mãos dadas?

― Só queria dizer que você não presta. ― Ela fala. ― E, que eu to namorando com o Charlie agora. Né, amor? ― Ela se volta para ele. Charlie faz uma careta, que me faz soltar uma risada reprimida.

― É... ― Ele murmura. Chandler dá de ombros.

― Que bom, vocês se merecem.

Brianna olha para ele enfurecida, enquanto Charlie dá de ombros. Seus olhos se voltam para mim e ele murmura uma “desculpa por tudo” sem emitir som algum. Dou de ombros e assinto com a cabeça.

Não tenho motivo algum para ficar guardando rancor. O que passou, passou. Raiva é um sentimento sufocante, descobri isso da pior maneira, e todos sabemos disso.

Ela larga a mão dele e sai dali bufando e batendo o pé.

― Sinto muito, por.... Por ela. ― Ele murmura e sai dali.

― Situação esquisita. ― Luiza murmura.

― É, mais esquisita ainda pelo fato do Charlie não gostar dela. ― Emma comenta.

― Ele não gosta dela? ― Thomas pergunta.

― Não.

― Impossível gostar. ― Chandler fala. ― Ela é insuportável.

― Enfim... Vamos lá pra casa hoje? Sei lá, assistir um filme... ― Lu sugere.

― Não sei se posso... Com toda essa coisa de “proteção”, sei lá. Aliás, a Mari vai lá pra casa hoje.

― Tenta ir, há quanto tempo você não vê o Josh? ― Ah, é. Eu e o Josh somos muito amigos. ― Leva ela junto!

― Vou tentar.

[...]

Encaro a minha melhor amiga entrando no quarto. Ela usa uma calça jeans branca e uma blusa simples.

― Que horas a gente vai? ― Ela pergunta, dando um beijo na minha bochecha.

― Sei lá, daqui a pouco. ― Murmuro. Levanto da cama e caminho até o closet. ― Acho que vou trocar de roupa.

― Ahh, pra quê?

― Não sei. Ai, esquece. ― Falo, me jogando na cama.

― Lice, ta tudo bem? ― Ela vira para mim.

― Ai, Sis. Eu to com saudades...

― De que?

― De você...

― Ai, Sis, eu também. Não quero nem pensar na falta que você vai fazer quando eu voltar para lá.... Você está longe demais agora!

― Ownn! ― A abraço. ― Me promete que sempre estaremos juntas, independentemente do que acontecer?

― Eu prometo. A distância não surte efeito em nós, porque somos melhores juntas. ― Ela levanta a mao, mostrando o nosso anel de amizade. O anel de amizade que ela me deu no meu aniversário de 12 anos. O anel de amizade que nunca ousei tirar da mão.

― Trovão. ― Falo.

― Relâmpago. ―  Ela fala. Damos as mãos.

― Para sempre. ― Falamos ao mesmo tempo.

A nossa amizade pode ser perfeitamente representada com essas quatro palavras. Eu sou o barulho, o completo caos, e ela é o silencio, a luz, e sempre caminharemos uma ao lado da outra, para todo o sempre.

― Sabe, Reis, no fim das contas, somos eu e você contra o resto. Sempre foi assim.

― Isso nunca vai mudar, Farley.

― Então está tudo bem.


Notas Finais




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