História Stolen Memories - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 1.914
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


(créditos da fanart para o(a) autor(a), o desenho não é meu!)

Olár pessoas u-u
Como estão?
Fic nova, não tenho muito o que falar aqui então...
Espero que curtam ^-^
Nos vemos lá embaixo <3

Capítulo 1 - A new life... again


Fanfic / Fanfiction Stolen Memories - Capítulo 1 - A new life... again

—AUDREY!! — ouvi o grito vindo do quarto ao lado. Droga, ela fez de novo. Sem me preocupar em calçar as chinelas, me levantei rapidamente e corri na direção do som que havia chegado aos meus ouvidos.

—Mãe, que que aconteceu?? — perguntei com ambas as mãos na batente da porta, encarando a cena à minha frente.

—PEGA SUAS COISAS E COLOCA TUDO NO CARRO, TEMOS QUE IR... AGORA! — ela gritou, se levantando e indo até a gaveta e jogando roupas em cima da cama.

Merda, merda, merda!

Voltei até o meu quarto e fiz o que ela pediu: tirei a mala do guarda-roupa e coloquei tudo que consegui dentro, ignorando bonecas e alguns outros objetos desnecessários e que não caberiam. Tem sido sempre assim. Ela grita ao meio da noite falando que temos que ir embora, está ficando muito descuidada com o que faz.

Andei até a sala, carregando a mala com certa dificuldade. Peguei as chaves do carro e desativei seu alarme, abrindo o porta-malas e em seguida colocando tudo lá dentro. Minha mãe logo veio e fez a mesma coisa.

—Você tá boa pra dirigir, quer que eu dirija? — a encarei. Ela pegou as chaves da minha mão e foi para o lado do motorista, mas deu a volta no carro e acabou ficando no lado do passageiro. Revirei meus olhos e entrei no carro, tomando as chaves da mão dela de volta. Ela estava procurando, no lado do passageiro, o lugar de se colocar a chave. Se dependermos dela, vamos morrer na primeira curva.

Liguei o carro e dei a partida, pegando a rodovia na direção da cidade seguinte.

Olho para o relógio do carro: 02h56min da madrugada. Respiro fundo e ligo o limpador do vidro, para tirar as gotas de chuva que caíam aos poucos e limitavam a minha visão.

—Ela chamou a polícia... tava suspeitando do meu trabalho á um tempo, Lily...por isso estamos saindo daqui, em pouco tempo já vão ter policiais rondando nossa antiga casa — minha mãe falou baixo, ainda meio zonza e encostando sua cabeça na janela.

— Em primeiro lugar, mãe... meu nome não é Lily. Mudamos tanto de identidade ao ponto de você não saber o nome real da sua filha? Obrigada viu... — fiquei um tempo em puro silêncio —... e eu entendo que estamos mudando de novo, na realidade nem me importo mais com isso, já te falei. Do jeito que a gente é, não vamos conseguir nos estabilizar nunca.

—Não fala desse jeito...

—E por que não?! Me dá só um bom motivo. Um bom motivo pra eu nunca mais falar desse jeito... — ela se calou e suspirou —... Sabia. Você não tem motivo, sabe o que você fez, sabe as consequências... EU sei as consequências, mas não sabemos como mudar isso. Parabéns, Rose... parabéns — a chamei pelo nome e logo encerrei o assunto, ligando o rádio do carro para não deixar o silêncio tão iminente assim.

Um tempo depois, ela acabou dormindo. Continuei dirigindo sem uma parada sequer. Apertei minhas pernas um pouco, segurando a vontade de ir ao banheiro. Eu não vou conseguir achar um posto aqui, e definitivamente não vou descer na chuva e deixar ela aqui sozinha. O jeito é esperar.

Tá ai uma coisa que eu gosto nas madrugadas: grande parte das músicas do rádio são remixadas, ou seja, amo ouvir. Pena que não posso colocar em um volume muito alto, mas já dá pelo menos pra ocupar a minha cabeça, esse tanto de coisa que fica acontecendo na minha vida não é nada legal.

Logo, o sol começou a nascer bem á minha frente. Sorri e, na estrada, notei algumas construções começando a aparecer: finalmente chegamos. “Ashfield”, diz a placa logo ao início da cidade.  Suspirei baixo e dei uma cutucada na minha mãe, fazendo-a acordar aos poucos.

—Hm... que foi? — perguntou ainda meio sonolenta, se ajeitando no banco e se espreguiçando em seguida, olhando para a estrada.

—Chegamos, quer parar num hotel pra ajeitar as coisas ou ficar na beira da estrada por enquanto?

—Para na beira da estrada primeiro, eu joguei todas as identidades falsas no porta-malas, tenho pelo menos que pegar uma pra fazer o cadastro no hotel... como é o nome da cidade?

—Ashfield — respondi, ligando a sinalização e diminuindo a velocidade, chegando perto do encostamento e logo parando.

—Conseguiu pesquisar alguma casa que esteja á venda aqui?

—Ah claro, sempre dirijo com o celular em uma das mãos quando tá chovendo e a pista tá escorregadia, sempre tenho esperanças de matar nós duas, obviamente sim... — falei mal humorada, mas logo respirei fundo e coloquei ambas as mãos no rosto quando estacionei o carro —... desculpa. Não, não consegui pesquisar nada.

Ouvi um breve suspiro vindo dela e logo seu cinto foi solto. Desajeitadamente ela me deu um forte abraço, beijando meus cabelos e os acariciando devagar. Ficou assim por alguns segundos, até que eu a abracei de volta. Embora tenho raiva dela pelo que ela fez... ela continua sendo minha mãe.

—Me desculpa por te dar todo esse transtorno... — ela sussurrou —... eu sinto muito mesmo.

Não lhe respondi. Sei que isso não é totalmente verdade, sei muito bem que ela não se arrepende de ter selado o trato pedindo para ser bonita. Já vi fotos dela antes de fazer o trato... sinceramente? Era bem melhor. Agora ela parece muito artificial, sem nenhum tipo de defeito. Até mesmo sua marca de nascença no braço ela pediu para que fosse retirada. Mas se ela se sente feliz desse jeito, o que posso fazer, certo?

Apenas assenti com a cabeça, apertando ela mais um pouco contra mim.

Esperamos a chuva diminuir. Logo que esta parou, saímos do carro e abrimos o porta-malas, pegando o que iríamos precisar para fazer o check-in no hotel. Peguei uma mochila vermelha e coloquei tudo dentro. Em seguida voltei a dirigir. Digamos que não foi nada difícil encontrar algum lugar para ficar, já que o início da cidade é um setor repleto de hotéis e motéis.

Conseguimos achar com facilidade um que não é tão caro, mas tem pelo menos algum conforto. Estacionamos o carro na vaga indicada e, após a recepcionista fazer algumas perguntas e pegar alguns documentos, entramos no nosso quarto passando o cartão na porta deste.

Não é grande, mas é bom o suficiente para ficar até encontrarmos uma casa fixa... por um tempo.

Minha mãe fez questão de repassar todas as regras mais uma vez, já que iria procurar um colégio para eu ficar. Ela decidiu que minha vida não pode parar só por que a dela está parada, dependendo constantemente das memórias.

—Eu dou conta de arrumar memórias pra nós duas... não quero que fique parada aqui me vendo fazer isso o dia todo...vou te colocar numa escola, pra pelo menos fazer alguns amigos — explicou. Eu ri sínica.

—É sério? Vai procurar um colégio pra eu fazer amigos e depois ter que abandonar eles quando mudarmos de casas de novo? Beleza mãe, você diz que quer melhorar as coisas, mas não faz nada além de me colocar numa saia mais curta ainda — respondi, revirando meus olhos e logo a encarando.

—Audrey...

—Ah, agora lembrou meu nome?

—Puta merda, para de piorar as coisas! Você estava de bom humor agorinha! Eu quero que conheça mais gente além de mim, quero que seja adolescente, que faça algumas pessoas terem pelo menos alguns dias de felicidade antes de...

—Então é pra isso?? Ta falando de me colocar numa escola só pra eu fazer os dias deles mais felizes?? Agora vai fingir que se importa com mais alguém além de você? É, “fingir”, por que se realmente se importasse, não teria feito essa merda de trato com o espírito, capeta, demônio, diabo, sei lá que porra que você fez! Só quero que se lembre muito bem que tomou 19 anos da sua vida e da sua filha se preocupando só em ter um rostinho bonito, que sinceramente nem é tão bonito assim, tá mais pra uma boneca do que pra uma pessoa normal!

Ela se calou e continuou me encarando fixamente, sem desviar dos meus olhos. Revirei meus olhos, odeio quando ela não fala nada. É como se estivesse guardando todos os argumentos dela pra jogar tudo na minha cara depois. Ela nunca se abre comigo, nunca, mesmo nessas situações que a gente briga.

Peguei algumas roupas, já que ainda estou de pijama, e fui para o banheiro. Coloquei um vestido branco, uma meia calça com corações e calcei um sapato preto. Saí após alguns segundos e peguei minha mochila vermelha, que está com um pouco de dinheiro e uma toalha, já que voltou a chover.

Saí do quarto do hotel sem olhar pra trás depois de ter pegado o meu cartão da porta.  Desci o elevador até o térreo e passei pela recepção. Logo na rua de frente, uma pequena loja estava já aberta, vendo guarda-chuvas. Comprei um transparente e comecei a andar pelas ruas da nova cidade que agora seria meu lar.

Entrei numa rua totalmente deserta, que estava um pouco alagada, mas continuei andando. Minha cabeça começou a ficar a mil. Minha mãe sempre me criou sozinha, meu pai nos deixou quando eu tinha cerca de sete anos, logo que descobriu o que ela estava fazendo com a memória das pessoas. Como qualquer ser normal, ficou com medo dela fazer algo com ele e foi embora.

Foi crueldade, mas não o culpo. Quando descobri o que ela estava fazendo, lá pelos meus 14, fiquei trancada no meu quarto por 2 semanas, até ver que eu também estava dependendo das lembranças pra viver. Porém no meu caso não é questão de vaidade, mas sim de sobrevivência. Ao passar mais de cerca de 6 dias sem me alimentar com nenhuma lembrança, uma série de doenças surgem, devido a baixa imunidade do meu corpo... como por exemplo a anemia.

Comecei a sentir lágrimas nos meus olhos. Não quero passar o resto da minha vida desse jeito... toda vez que consumimos as lembranças, elas ficam á tona na nossa mente, sejam elas boas ou ruins. A pessoa fica sem saber quem é, de onde veio, quem são seus familiares e até mesmo onde trabalham, por que fazem tais coisas, onde moram...tudo, tudo é levado embora da sua mente.

Um vento forte logo me atingiu. Como eu não estava segurando o guarda-chuva muito forte, ele acabou indo ao chão. Deixei minhas duas mãos no rosto enquanto chorava sem parar e sentia os pingos gelados caindo na minha nuca.

—Ei moça... deixou cair isso — ouvi a voz de uma menina atrás de mim e engoli o choro, colocando um pequeno sorriso de canto no rosto e me virando em seguida, pegando o guarda-chuva.

—Obrigada — ao contrário do que eu queria, minha voz saiu fraca e com resquícios de choro.

—Ta tudo bem, precisa de ajuda? — a garota perguntou. Ela tem os cabelos castanhos na raiz e loiros nas pontas, olhos cor de mel e sardas espalhadas pelas bochechas e nariz.

—To bem, não precisa se preocupar... obrigada — agradeci e logo continuei a seguir meu caminho após me despedir com um pequeno aceno de cabeça.

Andei por grande parte da cidade. Não quero voltar pro hotel... pelo menos não agora. Sentei-me num banco molhado do parque e fiquei observando cada detalhezinho ao meu alcance. Embora pequena, é uma cidade bonita até mesmo na chuva. Suspirei. É difícil acreditar que estou aqui só pra acabar com a vida de mais pessoas... Não é justo.
 


Notas Finais


E foi isso...espero que tenham gostado ^^
Se está ruim, desculpa, vou ver se melhoro no próximo cap ;-;
Se tiverem notado algum erro ortográfico, ou algo que não fez sentido, fiquem é vontade para comentar, críticas construtivas são muito bem vindas ^^
O próximo capítulo deve ser mais curto, não sei...é pq esse foi o primeiro e tudo mais
De qualquer modo: nos vemos no próximo! >:3


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