História Stop The World I Wanna Get Off With You - Segunda Temporada - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arctic Monkeys
Personagens Alex Turner, Jamie Cook, Matthew Helders, Nick O'Malley, Personagens Originais
Tags Alex Turner, Arctic Monkeys, Inglaterra, Rock, Shows
Exibições 10
Palavras 1.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ PESSOAS!
Depois de quase dois anos sem atualizar essa fanfic, aqui estou eu (E AGORA PRA FICAR)!!!
Prestando alguns esclarecimentos, esses dois últimos anos letivos (2015-2016) bagunçaram muito minha vida, porque comecei a estudar em outra cidade e minha rotina foi alterada, assim como meu relógio biológico. Eu passei esses dois anos sem conseguir me organizar pra fazer as coisas que gostaria, inclusive escrever e acessar aqui. Agora, no fim do meu último ano escolar, eu já estava ficando doida. E bateu muita vontade de voltar às antigas atividades, e muita, muita saudade daqui. Vocês comentando e favoritando, mesmo depois de tanto tempo, me estimularam muito a voltar. Então, aqui estou. Agora, dois anos mais velha do que quando comecei a história, tenho outras visões, mais conhecimento, mais criatividade e mais tempo. Embora eu tenha feito alterações em todos os capítulos da fanfic visando melhor organização de ideias e melhor estética, a ideia central continua a mesma. Espero que gostem e continuem acompanhando. Muito obrigada por tudo, um beijo e boa leitura :D

Capítulo 5 - I got a feeling I might have lit the very fuse...


-Tudo arrumado, todos prontos? Já podemos ir, então - disse o motorista do ônibus da banda. 

 
Entrei e logo fui para a cama de Alex dentro do quartinho. Eu não iria batalhar contra meu sono, já fazia muito tempo que não acordava cedo e aquilo estava sendo difícil de lidar. Deixei pra arrumar a mala muito tarde da noite, tive bastante trabalho e acordei às 6:00 para estar pronta às 7:00. Eu precisava dormir nas duas horas e meia de viagem, pelo menos, senão seria muito difícil aguentar a madrugada seguinte em claro. 
 

 

-Ela ainda tá dormindo - disse Turner, em voz baixa. 
-E aí? Já decidiu o que vai fazer? - Era a voz de Matt, também baixa. 

Os dois estavam na porta do quarto, me olhando e conversando, pensando que ainda estava dormindo, mas havia acabado de acordar e estava com preguiça de me mexer. 

 
-Eu ainda não sei...  
-O que acha que pode acontecer se apresentar ela pra sua família? 
-Eles vão falar muita merda, com certeza. Mesmo se eu mentir, eles vão implicar. 
-Cara...eu posso levar ela comigo. Não vai ter problema. 
-Faria isso?  
-Claro! 
-Valeu mesmo, Matt. Fico te devendo essa. Vou acordar ela agora e explicar a situação. 
 

Senti quando Alex sentou na cama, mas permaneci imóvel. Ele então começou a acariciar minha cabeça, e depois de alguns segundos chamou meu nome em voz baixa. Depois de dois chamados, abri os olhos.  
-Bom dia, Bradley. Está na hora de acordar. Chegamos em Sheffield. 
 

Eu espreguicei, desembaracei os cabelos com os dedos e levantei da cama. Me analisava no espelho quando Turner voltou a falar: 
-Hoje vai ser um dia diferente. Nós vamos ficar separados. 
 

Eu virei para ele e fiz beicinho, como uma criança contrariada. Ele respondeu da mesma forma. 
 

-Você vai pra casa dos pais de Matt junto com ele, vai almoçar lá e ficar até à noite, quando iremos pro festival. 
-Por que não podemos ficar juntos? 
-Por causa da minha família. Eu não sei como apresentar você pra eles. Não tô afim de me estressar hoje, só quero curtir com meus parentes que não vejo há muito tempo. 
-Mas você não quer nem tentar me levar? Se eles não gostarem, eu vou pra outro lugar... 
-Acredite em mim, é melhor não. Vai ser tranquilo com a família do Matt, você vai se divertir. Ele vai cuidar de você. 
-Eu tenho outra opção? 
-Não há nenhuma outra com a qual eu esteja de acordo. 
 

Por mais que eu tivesse mantido a cara feia, Alex não foi flexível. Aquela ideia não me agradava nem um pouco. Passar mais de doze horas longe de Turner, no meio de desconhecidos, num ambiente desconhecido - eu não conseguia digerir isso. Quando chegamos à casa dos pais de Matt, Alex veio até mim e tentou desfazer meu mau humor com carícias, sem sucesso. Ele me deu um abraço apertado, e disse: 
-Uma coisa importante: A classificação indicativa do festival dessa noite é dezoito anos. A gente vai ter que mentir pra te colocar lá dentro. Mas dessa vez você tem que entender que o negócio é sério. Você tem que tomar todo o cuidado do mundo. Eu te imploro, não faça gracinhas. Não beba uma gota de álcool hoje. Se contenha e se comporte. Acho que você já se ligou na dimensão que as merdas que você faz podem alcançar.  
-Tudo bem, Alex. Eu entendi tudo. 
 

Ele me beijou, nos despedimos, Matt se despediu dos outros e saímos do ônibus com nossas malas. Ao ser cumprimentada por Matt, tentei, mas não consegui esconder minha insatisfação. 
 

-Relaxa Bradley, vai ser tranquilo. 
-Mas qual a diferença entre me apresentar pros pais de Turner e me apresentar pros seus? 
-A diferença é que Turner já levou mil namoradas pros pais conhecerem, então a conversa de "apenas amigos" não cola. Além do mais, a mãe dele não ia curtir nem um pouco a sua história de vida. Já meus pais são mais de boa, eu posso até falar a história verdadeira, se você quiser, e como não somos um casal, não temos que nos preocupar com o que os outros nos veem fazendo. 
-É, vocês tomaram uma boa decisão. Desculpe minha atitude. 
 

Matt piscou um olho e me deu um "meio abraço" enquanto andávamos até a porta da casa dos seus pais. 
 

Depois dos cumprimentos, tomamos café da manhã juntos e nos sentamos na varanda pra conversar. Entre uma pergunta e outra, a mãe de Matt quis me conhecer. Eu não queria iniciar uma rede de mentiras, então resolvi ser sincera.  
-Meu nome é Bradley Norton, completo 17 anos em 5 semanas, sou nascida e criada em Manchester. 
-Como seu caminho se cruzou com o de Matthew? 
-A banda fez alguns shows perto de onde eu morava, acabamos nos conhecendo nos bastidores  e viramos amigos. 
-Então... você é uma jovem menor viajando com quatro homens? 
-Nós somos todos amigos, eles me tratam muito bem...  
 

A abordagem da mãe de Matt me pegou de surpresa. Embora eu preferisse não mentir, meus pensamentos ficaram confusos com a insegurança e eu não tinha certeza do que falar. Ao perceber os olhos cerrados dos pais de Matt em minha direção, lancei um olhar para Matt  como que pedindo suporte. Ele rapidamente captou a mensagem e logo foi dizendo: 
-A Bradley esqueceu de mencionar que os pais dela trabalham com a banda. Eles sabem de cada passo nosso. Nos conhecem e confiam na gente. 
-Ahh, sim. Agora entendi - a mãe de Matt disse, retornando à postura e ao tom de voz normais. 
 

Matt rapidamente mudou de assunto e a conversa prosseguiu bem. Eu continuava tensa e receosa de mais perguntas, mas tentava manter uma aparência tranquila e inabalada. 
 

Depois do almoço, Matt me apresentou melhor a residência e me levou até o quarto em que eu ficaria. Aproveitou que seus pais estavam no andar de baixo para conversarmos. 
-O que você diria pra minha mãe, se eu não tivesse mentido? 
-Eu sinceramente não sei. Você me salvou, eu nunca teria pensado naquilo. Muito obrigada. 
-Que nada. Eu não sei se você pretende mentir, mas acho que será necessário. Seja cuidadosa com o que fala. 
 

Assenti, mas continuava sem saber o que fazer. Encarei o teto por alguns segundos, até Matt voltar a falar. 
 

-Mas cara, você realmente pensou bem antes de começar isso tudo? Quer dizer, você ponderou sobre as consequências, possíveis dificuldades, algum plano B? 
-Na verdade, não. 
-Você pensa no seu futuro, Bradley? Em como vai estar daqui 2, 3 anos? 
-Eu não comecei a pensar ainda... 
-Conselho de amigo: acorda pra vida, cara. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Por via das dúvidas, é melhor não depender de ninguém. 
 

Assenti mais uma vez, digerindo lentamente o que Matt tinha acabado de dizer. 
 

-Agora vou deixar você descansar. Fique confortável, qualquer coisa é só chamar. 
 

Estava realmente com bastante sono, então nem desfiz a mala, apenas tirei os sapatos e me joguei na cama. Não demorou muito até que eu dormisse profundamente.



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