História Storm - Dramione - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Dramione
Visualizações 141
Palavras 3.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


enjoy neness

Capítulo 7 - Se acaso a traição prosperar.


Fanfic / Fanfiction Storm - Dramione - Capítulo 7 - Se acaso a traição prosperar.



Aos esquisitos, aos loucos e aos monstruosos.

 


Hermione


 

O despertador toca.

Enterro minha cabeça no travesseiro e sei que há algo errado porque essa merda já tocou três vezes

8:30AM.

DROGA DROGA DROGA

Atrasada de novo.

Perdi o café da manhã e Daniel vai arrancar meus cabelos e jogar na minha cara pelo resto do dia e contará para Malfoy que irá pegar no meu pé até se cansar.

Malfoy. Gostaria que as 4 horas de sono tivesse removido a lembrança fatídica de ontem.

Desperto. Sento-me na cama, calço minhas pantufas e corro para o banheiro.

Para dar de cara com Gina.

Abafo um grito. Gina está sentada na poltrona, me encarando com severidade.

- Eu fico sem te ver por alguns dias, e você já perde o controle.

Mas que diabos? O que caralhos ela está fazendo aqui?

Agora tenho a absoluta certeza de que estou ficando louca.

- Pelos sete infernos! Quer me matar de susto? O que diabos está fazendo aqui? Como conseguiu entrar? Quem é você?

Me aproximo da minha cama onde minha varinha está escondida embaixo do travesseiro.

- Acho que as três semanas em que ficou aqui rodeada de comensais arrogantes te fez perder a sanidade. - ela diz, estreitando os olhos para mim. - Sou eu Mione, Gina!

Completamente e Absolutamente Louca.

- Que brincadeira é essa? Quem é Gina? - me faço de sonsa, talvez seja alguém querendo me testar.

- Ah pelo amor dos Deuses. Se olha no espelho. - a talvez Gina diz. Ela soa muito como a Gina minha amiga. - Vai! Estou falando sério, se olha no espelho, anta!

Eu faço o que ela me pede.

O que vejo no espelho não é Evangeline.

É Hermione.

Abafo um grito e começo a mexer no meu cabelo desesperada.

- O que você fez? Pirou? - Grito, assustada.

- Tinha que ter certeza de que era você mesmo. - estreita de novo os olhos azuis para mim. - Já passou a crise de histeria? Ah sim, bom. Agora, se me permite, temos muito o que conversar.

 

 

 

 

- Como diabos​ você conseguiu entrar aqui?

Pergunto, com perguntas demais rondando minha mente.

- Do mesmo jeito que você. - Gina pega uma pílula e enfia na boca. De repente ela não é mais Gina cabeça de cenoura, ela é uma menina de cabelos pretos e pele branca.

- Mas.. mas.. como? Que diabos?

- Ora, não foi tão difícil assim. Poção polissuco - ela roda uma pílula nos dedos. - Mas essa dura apenas duas horas, Dumbledore não teve tempo para aprimorar como a sua. - diz Gina/A estranha.

Estreito os olhos.

- Tudo bem, isso é muito estranho. Você pode, por favor, voltar ao normal?

Gina murmura um feitiço e aplica em si mesma.

- Usei o mesmo em você. - diz ela, sorrindo.

Reviro os olhos. Estou tão feliz por ela estar aqui, mesmo sabendo que há algo de errado.

- Tudo bem. Vamos direto ao assunto. - ela respira fundo. - Precisamos ir embora.

O cabelo ruivo ondulando em seus ombros conforme ela se mexe na poltrona.

Não estou certa se ouvi bem.

- O que? - pergunto, confusa.

- Precisamos ir hoje, Mione. Está tudo desmoronando fora daqui. Estou aqui a dois dias tentando te arrastar dessa gaiola. Hogwarts está um caos depois que Harry foi raptado e todos os alunos estão indo para casa. A A.D está atrás dele e estão sendo vigiados dia e noite pelo Ministério, eles pensam que Dumbledore é responsável pela bagunça. Me voluntariei para vir te buscar. Temos que ir, rápido.

- Harry? - sussurro, sentindo minha garganta apertar. - Quem?

Gina me olha com compaixão. A dor estampada em seu rosto.

- Lucius.

Nesse momento, em que a fúria vem a tona, a porta é aberta e Daniel coloca o rosto para dentro do quarto.

- E aí gatas, prontas?

Dessa vez eu grito. Daniel grita também.

- Oh pelo amor de Deus vocês querem que descubram tudo, idiotas? - Exclama Gina.

Tento me esconder atrás da poltrona que Gina está.

- Não seja patética, Granger. - diz Daniel, soltando uma risada grave.

Meu sangue gela.

- Rápido Gina, faz alguma coisa. Ele vai contar tudo para o Malfoy e seremos mortas. - sussurro para a pateta que está imóvel como uma estátua.

Ela ri, dá uma gargalhada e não entendo o motivo.

- Daniel está junto nessa, Mione. - diz ela. - Relaxa. Agora podemos ir? Temos coisas a resolver.

Estou olhando para Danie, paralisada. Ele? Mas que diabos?

- Pelos​ sete infernos.. como você? - murmuro. - Quem é você?

- Olha, eu sei que talvez você queira saber os motivos que me levou a ajudar vocês, mas, Draco logo vai descobrir que foi enganado, e quando ele descobrir, vai jogar a merda pelo ventilador.

- Temos que ir hoje? Agora? Dei tanto duro para conseguir tudo o que sei, não diga que todo meu empenho foi em vão. - murmuro.

- A merda no ventilador não trabalha de acordo com a sua agenda, princesa.

Encaro Daniel sem piscar.

- Não confio em você! Por que diabos está aqui? – rosno.

Daniel bufa, bate o pé e mexe no cabelo.

- Vingança. Lucius foi o responsável pela morte de meus pais. Foi um sacrifício para entrar em contato com o Lorde Morto. Quero vingança, nem que para isso tenha que trair meu sangue e Draco. - ele diz, me olhando fixamente, sem piscar. - Sabia que tinha algo de errado com você, desde o começo. Era boa demais para tudo isso aqui. Não tem como ser as duas coisas ao mesmo tempo. Ou se é bonita e burra como uma porta, ou é inteligente e feia como o diabo, nunca os dois. - ele diz, monótono. - Não é, Gina?

Ele diz rindo, olhando Gina que agora está com o rosto vermelho como um pimentão.

- Você é tão imbecil. Alguém já te falou isso?

Ele abre um sorriso sincero.

- Ah, gatinha, todos os dias dessa minha vida maravilhosa.

Gina fica encarando-o, incrédula.

Engasgo rindo, o ditado rir para não chorar nunca fez tanto sentido em minha vida.

Ele me olha, aponta um dedo para mim.

- Desculpa. - levanto a mão. - Não é engraçado, eu sei. Só que.. tudo isso.. não sei nem o que dizer. - suspiro.

- Acho que não falar nada é o ideal por enquanto. - ele fica parado, com uma graciosidade própria. - E não se mexe. É tudo o que eu peço. Fica quieta e tanta não criar nenhuma confusão.

Gina ri e balança a cabeça.

 - Mione sempre se mete em problemas, por mais que tente evita-los, Daniel.

 

 

 

 

 

- O plano é: pegar Draco e dar um jeito de cair fora.

- Isso é não é um plano, é improviso. 99% de chance de dar completamente errado. - digo, de braços cruzados, enquanto caminhamos pelo corredor.

- Eu preferia a Evangeline sarcástica do que a Granger sabe-tudo. - bufa Daniel. - Isso pode dar certo, se todos cooperarem.

- E como sairemos daqui? Para onde iremos?

- Isso é comigo, Mione. Relaxa, você só tem que cuidar de Draco, tomamos conta do resto. - responde Gina.

Bufo exasperada.

- Por que diabos temos que levar Malfoy mesmo?

- Para barganhar, idiota. Você não quer o testa rachada de volta? Vamos fazer uma troca com Lucius, por mais que ele seja um monstro, Draco é tudo o que tem; A única pessoa de confiança.

- Por favor, Mione. - Gina pega minhas mãos e me olha com cara de cachorro abandonado. - Precisamos sair daqui o quanto antes. Por Harry.

Sinto meu coração apertar.

- Você acha que.. - Minha garganta aperta com a possibilidade. - Acha que Lucius...

- Não, Granger. Não seja idiota - Daniel revira os olhos como se eu tivesse falado algo muito estúpido. - Lucius não irá fazer mal a Potter. O testa rachada é do Lorde Morto. Um presente para quando ele voltar. - ele para, pensativo. - O que quer dizer que a volta de Você-Sabe-Quem está muito próxima. Precisamos sair daqui, estou falando sério. Draco pediu para verificar seus registros. Pediu para entrar em contato com seus falsos pais, Granger. Não vai demorar muito para ele descobrir.

- Ele me odeia. Como querem que eu​ faça ele cair em uma armadilha?

- Ele não te odeia. Só não confia mais em você. - responde Daniel, revirando os olhos.

Balanço a cabeça, desconcertada e aliviada pelas palavras de conforto em relação a Harry.

- Não confia em mim por quê? Tem medo de eu roubar sua virtude?

Daniel dá uma gargalhada e demora alguns instantes para responder.

- Talvez depois de ontem, sim.

Tropeço.

Ó. Meu. Deus.

 - E sabe, ele não é fã de garotas que são a fim de mim.

Encararo-o com os olhos arregalados.

- Depois de ontem o quê? - Pergunta Gina, distraída, observando o setor.

- Draco e Granger se beijaram. - Responde Daniel, depois explode em risadas. - Ó meu Deus, quando Draco descobrir vai pirar.

Meu sangue está gelado e não sei o que falar.

- Você está enlouquecendo. E por que ele vai pirar? Há algo de errado em me beijar?

- Ah não, não. Você só é a garota que ele odiou por seis anos. E que quebrou meu nariz. - Daniel toca o nariz e franze o rosto. - Aliás, você quebrou meu nariz! Ó meu deus eu sou amigo de uma garota que quebrou meu nariz! - exclama ele, horrorizado.

- O que separa o Amor do Ódio é uma linha tênue.

Demoro alguns segundos para processar as palavras que acabei de falar. 

Tampo a boca com a mão.

 Merda. 

Eu estou enlouquecendo.

- Você está me assustando. - diz Daniel, com os olhos arregalados.

- Gina, me ajude a por na cabeç...

Olho para o lado e vejo que Gina não está ao meu lado.

- Onde ela foi? - pergunto a Daniel.

Quando olhamos para trás, lá está.

Parada com os olhos arregalados​, feito uma gárgula.

- Vamos, Ginão. Por quanto tempo quer ficar aqui até descobrirem quem você é? Anda! - fala Daniel.

Ela caminha em nossa direção e lança um olhar furioso em minha direção.

-Como assim beijou Malfoy? Enlouqueceu?

- Foi só um beijinho de nada. - murmuro, lembrando do ocorrido. - Depois lavei minha boca com água sanitária, eu juro.

- Tudo bem, chega de falar de sentimentos, esse assunto está me causando náuseas. Vamos lá, Granger. Draco está logo ali.

- Mais algum conselho? - olho para Daniel, esperançosa.

Ele sorri.

- Nunca use drogas em dias ímpares.

Reviro os olhos e me afasto, paro quando Greengrass segura meu braço.

- Ei, Granger. Faça o que você sabe fazer de melhor. - ele dá um sorriso felino. - Minta.

 

 

 

- Precisamos conversar.

Continuo andando atrás de Malfoy, meu coração está acelerado.

10 11 12 passos e ele está calado.

- Não pode me ignorar para sempre. - digo, frustrada.

38 39 40 e continuo andando atrás dele como um cachorrinho atrás do dono.

- Não seja infantil! Pelo amor dos deuses.

61 62 63 estamos subindo uma rampa, a porta está se abrindo e a claridade esta cegando meus olhos.

O ar fresco e macio como a seda trança uma brisa suave por meus cabelos. Este pátio quadrangular poderia ser meu salão de bailes.

Neve. Flocos de neves se prendem em meu traje e cabelo.

Malfoy agarra minha mão. Dou meia-volta.

- Isto. - diz ele, fazendo um gesto para o mundo frio e cinzento debaixo dos nossos pés. - Isso te faz feliz?

Dou de ombros.

- A neve é linda. E é melhor que ficar presa na gaiola.

Ele enrola uma mexa de cabelo prata de Evangeline.

O rosto dele é uma máscara de calma.

- Eu.. eu queria pedir desculpas pelo meu comportamento ontem .. fui grosseira e mal intencionada. - repito as palavras que Daniel berrou no meu ouvido onze vezes para ter certeza de que eu não faria nenhuma besteira. - Não queria que acontecesse dessa maneira.

Malfoy quase ri.

Revista o bolso interno do casaco e tira uma arma com um punho dourado.

Prendo a respiração.

- O que é isso? - pergunto, já sabendo a resposta.

Minhas​ pernas param de funcionar e estou pensando em como minha morte vai ser ridícula.

- Uma arma, um objeto trouxa muito útil. - ele inspeciona a arma para verificar se ela está ou não pronta para o disparo.

Ele lê a expressão do meu rosto .

- Não se preocupe. Não é pra você.

- Pensei que vocês odiassem tudo que vem dos trouxas. - digo, sentindo meus ossos congelarem.

- Meu pai odeia, para mim, tanto faz.

Bufo.

 Mentiroso. Seis anos falando mal dos trouxas e dizendo que os odeia para agora falar que é o pai que se sente dessa maneira em relação a eles.

- Então.. o que estamos fazendo aqui? - pergunto.

- Você eu não sei, eu preciso resolver alguns problemas. Não sei porque me seguiu, mas já que está aqui, pode falar. - responde ele, me olhando com aqueles absurdos olhos cinzas, como o céu acima de nós.

- Bom, eu já disse, quero me desculpar pelo comportamento que tive ontem, fui rude. Não deveria ter acontecido daquela maneira.

Nunca deveria ter acontecido.

Malfoy toca minha bochecha, o couro da luva fazendo cócegas em minha pele.

- Uma conversa de coração aberto, em? - fico fascinada por ele achar que tem coração. - Ah doce Evangeline. Não precisa se desculpar, quando eu faço ou digo algo, eu só faço, não me importo. O que você pensa? Eu faço as coisas por mim, não se desculpe por nada. - ele sorri. - Eu não mereço.

Ah faça meu favor. Dê-me a corda com qual o enforcarei.

- Agora, se me der licença, eu preciso mesmo ir. Lucius quer os soldados prontos.

A voz de Daniel ronda minha mente: Um beijinho Granger, apenas um selinho e ele cairá duro como uma pedra. Não demore muito, o feitiço de anulação que está em sua boca para você não desmaiar esgota em 30min. Seja rápida.

Por Harry.

Antes de ele se afastar, me aproximo.

Por que minhas mãos estão tremendo?

- Ei, chefe.

Me aproximo, as batidas de meu coração soando em meus ouvidos.

Malfoy me analisa com olhos cinzas curiosos.

Encosto meus lábios nos dele. Macio e quente.

Sútil como a morte.

 

 

 

 

Daniel me encontra primeiro.

- Então. - ele diz, balançando a cabeça lentamente para cima e para baixo , demorando-se para andar até Malfoy com as mãos unidas atrás das costas. - Isso foi um baita de um show. É o tipo de entretenimento que não encontramos no subsolo.

Mortificação. Estou enrolada nela.

- É claro que você escutou tudo.

- Quero dizer, tenho de comentar.. a última frase? ''O que você pensa? Eu faço as coisas por mim, não se desculpe por nada. Eu não mereço.'' Foi genial. Muito, muito bom. Acho que Gina chegou a derramar uma lágrima..

Dou um grunhido fraco para ele. Mantenho o rosto calmo e levemente entediado quando olho ao redor.

- Onde está Gina?

Daniel começa a engasgar de tanto rir.

- Está lá trás, escondida. Nos aguardando e vigiando. - diz ele, limpando uma lágrima.

- Tudo bem, vamos fazer isso. - digo, pegando minha varinha.

- Acha que consegue deixar ele menor? - ele pergunta, olhando para os lados.

Murmuro um feitiço. O corpo de Malfoy encolhe 30cm.

- Consegue deixar ele invisível? - pergunta Daniel, observando o corpo de Draco.

- Sei fazer feitiços, não sou Deus. - respondo.

 

 

 

Gina me puxa pelo braço, e estamos correndo, Daniel está carregando Malfoy como um saco de batatas  e guiando o caminho ao mesmo tempo.

- Como vai nos tirar daqui Greengrass? - grita Gina.

- Vamos em um carro voador, Lucius tem um, beneficio de ser um puro sangue com amigos no Ministério. – ele responde sobre o ombro. - Se formos pegos, garantam que eu tenha um caixão aberto. O mundo merece alguns momentos a mais para apreciar este rosto.

 

 

 

 

A cabeça de Malfoy está no meu colo.

Seu rosto esta suave e calmo de uma maneira que eu nunca vi e quase estendo a mão para acariciar seu cabelo antes de lembrar que isso seria muito estranho. Tão parecido com Lucius: mesmo nariz, mesmas sobrancelhas claras, mesmos dentes fenomenais. Mas há um senso de perigo cuidadosamente cultivado em Malfoy. Ele não é uma cascavel escondida na relva, mas uma cobra coral raiada com cores de advertência. Tudo a respeito dele é uma advertência: se essa cobra o morder, você não tem ninguém para culpar a não ser a si mesmo. Malfoy é uma armadilha para você colocar um pé dentro.

Assassino no meu colo.

Assassino no meu colo.

Olho para a direita.

As pernas de Malfoy estão apoiadas nos joelhos de Gina e ela parece tão desconfortável quanto eu.

- Aguentem firmes, colegas. - Daniel diz, ainda dirigindo até a casa de Sirius. - Sei que isto é estranho de um milhão de maneiras diferentes, mas não tive exatamente muito tempo para pensar em um plano melhor.

Me recuso a pensar na nossa fuga que deu terrivelmente bem. Como Daniel sabe dirigir essa coisa? Me recuso a perguntar. Dois guardas nos seguiram até o limite do território de Malfoy, logo após despistarmos com feitiços para desequilibrá-los das vassouras. Me recuso a sorrir em pensar na expressão de Lucius quando descobrir que infiltrados da A.D estavam espionando e passando férias a sua custa e que, além de causarem a maior bagunça, acabaram levando um soldado e seu filho.

Lembro da arma que Malfoy mostrou  mais cedo. Toco no casaco do mesmo e sinto a elevação da arma em meus dedos.

Hesito por um milésimo de segundos antes de, cuidadosamente retirar a arma, enquanto Gina está distraída observando pela janela a paisagem.

Guardo em meu bolso. O peso da arma acelerando meu coração.

Observo Daniel que está concentrado no volante.

Ninguém diz nada até:

- Estou feliz por termos saído de lá vivos. Estou feliz que estejam bem. - digo, soltando um suspiro.

Minha mente viaja pelas possibilidades de Harry estar morto, o que ele deve estar passando.

- Ei, vai ficar tudo bem, vamos resgatar Harry e depois deteremos Voldemort. - Gina me consola, afagando meu ombro.

Mas eu sei que ela só diz isso porque é isso que eu queria que dissesse, e é o que ela queria dizer, e é isso que se faz quando a cortina está caindo; Você diz o texto que o público espera ouvir.

Solto um suspiro.

- Então, o que faremos agora?

- Dormimos. Comemos. - responde Gina, simplesmente.

E é Danie que acrescenta, com a voz rouca.

- E depois retaliamos.




Notas Finais


eai? comentem o que acharam!
até a próxima <33


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