História Storm of Emotions - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Keroshane, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Mascarado, Mistério, Mitologia, Romance, Valkyon
Visualizações 94
Palavras 3.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Josei, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLHA EU AQUI! Admito que tava cagada de medo de não postar hoje, essa semana voltaram as aulas da faculdade e eu ainda estou pensando se não vou mover o dia de postar para quarta por causa do horário novo XD
Hoje o capítulo também é GRANDE, como eu avisei, SEGURA O FORNINHO, pq eu não deixei barato não =v

E a música de hoje, é do meu amado Linkin Park: Runaway ♥

"I wanna run away, never say goodbye
I wanna know the truth instead of wondering why
I wanna know the answers, no more lies
I wanna shut the door and open up my mind" <3

Link nas notas finais u.u
Chame o cardiologista e bom capítulo ♥

ATÉ LÁ EMBAIXO AAAAAAAAAAAAA

Capítulo 32 - Simultâneo


Fanfic / Fanfiction Storm of Emotions - Capítulo 32 - Simultâneo

Há males que vêm para o bem.

Enquanto Valkyon cochilava ao meu lado, preparando-se para a noite atarefada, eu encarava o teto e fazia uma viagem em meus pensamentos, havia encontrado o momento perfeito para monologar.

Quem eu era antes de tudo dar errado? Apenas a garota que se achava completamente adulta por completar dezoito anos, mas não fazia muita ideia do que acontecia à sua volta. E agora, perto de meu décimo nono aniversário, percebia o quão imatura eu era — e às vezes repetia as mesmas ações precipitadas.

O irônico era que eu tinha planos para tudo desde que me organizei para estudar, tudo deveria seguir um minucioso script e assim atingiria o apogeu, apenas usando a fórmula mágica que eu tinha criado com dedicação.

Mas em nenhum momento, incluí nele os possíveis tipos que encontraria.

Tola, é impossível controlar tudo. — pisquei lentamente algumas vezes, absorvendo meus próprios julgamentos — Mas se tudo isso não acontecesse, eu muito provavelmente não o conheceria. — os fios platinados caíam por seu rosto forte, que agora estava repleto de calmaria. Ele era o meu oásis, o amor em meio a todo o sofrimento e a ligação que sempre me faltara.

Lá fora, o sol ardia mesmo ao fim da tarde. Alguns raios menos tímidos, esgueiravam-se entre as frestas da cortina, formando alguns pontos de luz pelo quarto, inclusive na cama.

Ainda de olhos fechados, puxou-me para perto de si, abraçando-me e me fazendo sentir seu delicioso perfume.

— Não consegue dormir? — a voz rouca e sonolenta dele ressoou por meus ouvidos.

— Não... Estava pensando na vida. — ergui os cantos da boca, imitando um sorriso.

— Qual parte dela? — disse mansamente, deslizando os dedos por algumas mechas de meu cabelo.

— Eu sempre fui ambiciosa, sonhava em viajar o mundo, aparecer em revistas científicas, ser reconhecida no que faço... Tinha certeza de que era uma jovem responsável e decidida quando fui aprovada na faculdade, mas me envolvi com aquele cara e quase joguei tudo para o espaço. — suspirei.

— Todos nós tomamos decisões erradas pelo menos uma vez e você é jovem, não deveria cobrar tanto de si mesma.

— Mas eu fiz besteira sabendo que estava fazendo... Acho que meus instintos adolescentes adormecidos estavam cobrando a emoção de uma aventura. — ri do meu sofrimento — Porém... se nada disso tivesse acontecido, eu não teria você. Apesar de tudo, eu estou muito feliz de estarmos juntos...

Ele abriu um largo sorriso, como se precisasse ouvir aquilo. Pressionou seus lábios contra os meus, acariciando a minha nuca.

— Obrigado.

— Pelo o quê?

— Por me salvar... de mim mesmo.

Abracei-o com mais força, desejando ficar todo o tempo do mundo em seus braços.

— Eu te amo.

— Eu também te amo. — fitei aquela imensidão dourada, sentindo o seu calor me aquecer — Obrigada também por... devolver a minha vitalidade. Depois de tudo, achei que a garota cheia de empolgação tinha sido enterrada...

— Tudo isso só te fez amadurecer e ficar mais resistente. Você não tem ideia da força de seu coração, se fosse outra pessoa, já teria desistido.

A teimosa lágrima solitária escorreu por meu rosto, sendo enxugada pelo polegar ágil do guerreiro. Eu já estava tão cansada, mas não abandonaria o barco tão perto de conseguir respostas, não com Valkyon junto a mim.

— Eu lembro quando você chegou a Eldarya, fugiu da prisão, tentou roubar comida, bateu no Nevra — não pude evitar a gargalhada com a menção do memorável chute — e eu definitivamente estava convencido a não confiar em você, mesmo você mostrando aquela bravura para se explicar... Mas tudo mudou quando te vi no mercado, todo aquele seu espanto, eu quis tanto te proteger.

Beijou o topo da minha cabeça, voltando a falar em seguida.

— E você foi tomando espaço, não só de mim, mas de toda a guarda. Amadureceu, se dedicou no que fazia, mostrou-se até uma boa alquimista. — sorriu de canto, brincalhão.

— Fala isso pro Ezarel.

— Ah, ele sabe, só não quer admitir. — ergueu meu rosto até o seu, encarando-me com vigor — Eu te amo e irei lutar com você. Nós iremos desvendar esse mistério, eu te prometo.

Colei minha testa na sua, sentindo meu coração aquecer com o juramento.

Eu não era mais a garota que se envolveu com o professor ou a que simplesmente viu seu irmão ser assassinado. Eu era Morgana. Obstinada e determinada a revelar a verdade, que sentia fome e sede de justiça. Aquela que descobriu ser descendente, que não cedeu às ameaças, a que enfrentou a Beladona e que precisa dominar sua energia.

E agora, ao lado de meu protetor e amor da minha vida, lutaria contra a máfia e salvaria meus pais, amigos e faeries até o meu último resquício de vida.

 

**

 

Dei uma última olhada para o meu guerreiro, que ia embora como se fosse para a guerra, fardado e potencialmente armado, acompanhado do pelotão de membros da Guarda Secreta.

Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e posicionei a alabarda, reduzida com mágica, e a adaga no cós da calça. Eu estava pronta, junta da minha humilde equipe de três soldados, para conseguir respostas.

Às três da madrugada, o movimento na estrada era nulo. Seguia a van de perto, prestando atenção no caminho para refazê-lo na volta, ficando intrigada por estar em uma região tão conhecida por mim daquela cidade.

Assim que eles estacionaram, tive a confirmação. Eu estava no campus da minha faculdade.

— É aqui mesmo? — perguntei ao sair do carro, vendo os homens posicionarem suas armas e travando as portas do veículo.

 — Sim, soldado Rosenstock. – dei um riso anasalado com a forma de tratamento, ele fez o mesmo, mostrando os dentes brancos em meio à pele negra.

Soldado, pff... E eu que achava que guardiã era estranho.

— Liam e Marco, vigiem a entrada do prédio, não deixem que ninguém se aproxime, eu vou entrar com ela. — os outros permaneciam em silêncio enquanto recebiam ordens.

Suspirei, já deixando a adaga em mãos.

— Vamos? — ergui a sobrancelha, a impaciência já começava a me possuir.

— Sim. E antes que eu me esqueça, eu sou Raul.

Adentramos juntos, em estado de alerta. Os corredores e salas estavam em um completo breu, e o que mais me incomodava: a única coisa que eu escutava eram os meus próprios passos, o soldado de ar superior praticamente flutuava sob o chão.

— Não pense que eu duvido da sua capacidade ou algo do tipo, é só o padrão seguido nas missões à central. — voltou a falar assim que subimos um lance de escadas — Eu pesquisei sobre você e sei a sua história, está longe de ser uma donzela indefesa.

Olhei para os lados, tentando disfarçar o constrangimento do meu pré-julgamento.

— Hum... O que você quer dizer com central? A Guarda Secreta tem mesmo sua central aqui?

— Pelo menos a mais próxima, sim. — avançávamos cada vez mais na escuridão — A sala é selada e só quem é jurado à Guarda pode abrir ou fechar. Preferimos deixar essas grandes tecnologias fora da sede, pois caso haja um ataque, nem tudo é perdido.

— É uma boa estratégia.

— Vou abrir para você e vigiar o corredor, chame-me se tiver qualquer dúvida.

— Obrigada.

Ouvi-o sussurrar em uma língua desconhecida em frente a um quadro enorme de uma senhora sorrindo. Assustadoramente, sua boca foi abrindo até criar uma bizarra passagem.

— Uau. Depois dessa, nunca mais vou olhar pra decoração do campus da mesma forma.

— Entre. — riu, recostando-se na parede oposta.

Encarei mais uma vez a figura deformada, notando que o que deveriam ser os olhos assumindo uma luz azul.

Ingressando finalmente, meus olhos se arregalaram, chocados com a visão daquela sala. Os vastos painéis piscavam pela sala, os enormes e robustos computadores enchiam as mesas e o meu destino estava bem lá, com uma cadeira aparentemente confortável diante dela. Apenas aparentemente, pois o estofado era extremamente duro.

Organizei a minha lista mental, esperava pesquisar a vida de todos que me deviam respostas. Aqueles dados sequestrados do governo e as investigações da Guarda Secreta deveriam dar em alguma coisa.

“Alícia Cromwell”.

— Meu Deus! Tem até a fatura dos cartões de crédito aqui. — exclamei chocada com a infinidade de informações, começando a bisbilhotar as passagens compradas e os seus destinos. Ela havia estado na cidade duas vezes desde que estava em Eldarya, vendera o seu apartamento e ao que tudo indica, ainda estava por perto.

Vasculhei o seu possível histórico criminal e não achei absolutamente nada, nem ao menos uma multa por velocidade. Aquela desgraçada estava limpa, mas fazia um jogo mental comigo.

“Paola Casanova”.

Aparentemente, tudo era normal, até mesmo a data de falecimento de seu pai. Mas eu sentia que tinha algo a ser achado e assim que bati o olho em sua data de nascimento, soube o que era.

— ... Por que ela mentiria a idade? Ela é mais velha que o Valkyon, tem quase 27... Estranho.

Ademais, não achei mais nada interessante. Será que ela tem complexo de chegar aos trinta?

Hesitei um pouco ao escrever o próximo nome, mas no fim, a curiosidade era maior: “Hector Raksafen”.

Estremeci. As indicações de “procurado” estavam por todo o lado. Seus olhos azuis extremamente pálidos eram intrigantes, os pais haviam morrido em um ataque e eram poderosos lorialets. Mas o mais assustador, era sua ficha criminal, montada pela Guarda Secreta, pois na Terra, era como se ele não existisse.

Completaria trinta anos em breve, mas sua vida era marcada pela destruição deixada por onde passava, ele com certeza não vacilaria em matar Michael.

Aproveitando o gancho da ficha do desertor da guarda de Eel, Leiftan Kobald foi minha próxima vítima.

“Hibrido de lorialet e humano, seu pai é desconhecido até o momento” — continuei a mergulhar nos arquivos, encontrando muitas coisas que eu já tinha conhecimento — “Teve a infância conturbada, pois era rejeitado por sua mãe. Entrou aos quinze anos na Guarda de Eel, junto com seu amigo Hector”, “Rápido crescimento na guarda, ganhando a confiança de seus superiores e chegando à Reluzente aos 22”, “Recém descoberto traidor, compactuou com H. Raksafen enquanto ele estava sendo procurado, atualmente encontra-se em prisão domiciliar, em Valaistus, junto de sua mãe”.

Finalmente pude perceber que a prisão domiciliar poderia ser pior para o psicológico dele do que ficar no porão do quartel... E o que mais me incomodava: algo nele me fazia questionar sua culpa, eu queria acreditar em sua inocência e aquele aparecimento repentino no circo também me dizia algo.

“Robert Sullivan” — deixei o pior para o final.

Senti um frio na barriga enquanto os resultados carregavam, iria ver o quão grande era o erro de colocar o professor de anatomia em minha vida. Ao ver sua foto, senti-me enjoada.

Curiosamente, aquela ficha não tinha nada de tão surpreendente. “Filho de Marion Sullivan e Peter Sullivan”, “O pai segue desaparecido desde agosto de 2006”, “Queixa por agressão, feita por uma aluna do curso de medicina em março de 2015” — o último tópico me fez rir ironicamente.

— Faltam mais algumas queixas sobre você, Sullivan. — revirei os olhos.

Minhas mãos começaram a formigar, algo estranho apitava em mim, mas eu não reconhecia a sensação.

“Me encontre...” — sussurrou a voz em meu inconsciente, a voz de meu irmão.

Engoli em seco, tentando terminar a pesquisa o mais rápido possível. Mas assim que cheguei ao fim do arquivo, havia um link: “Resultados semelhantes: Frank Meyer”.

Sem pensar duas vezes, cliquei, quase caindo da cadeira em seguida.

“Integrante de uma poderosa máfia de assassinos de aluguel, sendo as principais vítimas devedores a traficantes. Atualmente foragido” — Robert. Simplesmente de barba feita.

Questionava-me avidamente como ele conseguiu despistar a polícia, as informações sobre o mafioso eram escassas e o jovem professor continuava impune.

— Ele não hesitaria em matar Michael...

Parece que achou algo interessante. — virei-me abruptamente, estampado o choque em meu rosto.

Hector... — mantive a postura estática, encarando seus olhos claros com vigor.

— Ora, mas eu nem me apresentei e já sabe quem eu sou? Você é mais esperta do que eu pensava. — cerrei os punhos.

“Me encontre, Morgana!” — gritava a voz em minha cabeça, enquanto a personificação do demônio caminhava em minha direção.

Nem você, nem o Valkyon irão me vencer.

Naquele instante, meu sangue ferveu, correndo violentamente em minhas veias. Minhas mãos queimaram, disparei rapidamente a energia de mim contra o inimigo que se aproximava.

Porém, seguido do clarão, houve a fumaça e o riso maquiavélico do homem ecoando por todo o local.

Assim que respirei profundamente novamente, arrumei tudo e saí para concluir a missão e ir atrás de Michael. Mas assim que deixo a sala, vejo o corpo ensanguentado de Raul no corredor.

— Meu Deus! Raul! — o soldado tossiu, quase sem forças.

— A sala... Temos que selar a sala... — levantou a mão trêmula na direção do quadro escancarado.

Tomei-lhe pelo ombro e o arrastei à frente da passagem, grunhindo com seu peso.

— Me deixe aqui...  — encostado na parede, o corpo do negro escorregava até parar sentado.

— Você está ferido, eu não posso te abandonar assim. — balancei a cabeça freneticamente.

— Eu já chamei a-ajuda... Eles estão aqui, vão tentar te matar... Fuja...

— Eu não...

Fuja. Eu vou ficar bem... — olhei para os lados do corredor, tudo estava silencioso demais, exceto pelos gemidos de dor do homem.

Não convencida em deixá-lo daquele jeito, retirei meu casaco, amarrando-o em volta do ferimento que jorrava sangue, para que fosse estancado.

— Obri... gado. Agora vá.

Assenti, começando a correr pelo prédio, rumo à saída, fugindo da morte.

 

**

 

Tudo bem, isso está verdadeiramente estranho. — no lado de fora, nem Liam, nem Marco davam sinal de vida, enquanto a van jazia abandonada próxima ao meu carro.

Não larguei um segundo sequer da adaga, mantendo-a firme em minhas mãos, aproximando-me do veículo. Estando a menos de três metros dele, abruptamente, um estranho me puxa pelos cabelos.

— Uma vadiazinha como você não irá desafiar a máfia! — agitando-me, tentando me desvencilhar do ataque, cravo a faca em sua perna, ouvindo um urro de ódio e dor do meu inimigo.

Envolvido pela raiva, investe contra mim, manco, deferindo socos que eu mal conseguia desviar pelo fato de estar já enfraquecida. Aproveitando-me do golpe torto que me fez cair no chão, chutei seu ferimento, conseguindo sair por cima, pronta para passar a lâmina na garganta dele.

Então você deveria pensar bem antes de lutar com uma “vadiazinha”! — soquei sua cara com vigor, buscando a coragem para finalizá-lo de vez.

Porém, antes que eu completasse minha ação, algo com a força sobre-humana envolve meu pescoço, erguendo-me do chão e fazendo a adaga cair, causando um tilintar irritante do metal no concreto.

— Acaba com ela logo! — gritou o outro, levantando-se.

Não poupava esforços em me asfixiar, com a visão vacilante, consigo ver seu rosto, o homem parecia um ogro. Deu um sorriso vitorioso, dizendo-me que a minha hora chegou... Mas em vez do clamor dos anjos, ouvi o baque e senti os cacos do tijolo irem contra o meu rosto, desmaiando a criatura e me libertando no concreto duro. Recobrei o ar freneticamente, sentindo meus pulmões arderem implorativos.

Hã? ela lutava contra o outro agilmente, dando uma série de golpes desnorteando o encapuzado. Empurrando-o com força, fez com que sua cabeça batesse em um dos pilares que adornavam a entrada, provavelmente ele não sobreviveria. Eu me ergui rapidamente do chão.

— Vem, vamos pra minha casa! — Paola disse apressadamente, puxando-me consigo. Em um ímpeto, arranquei sua mão, deixando-a atônita.

Não! —  a minha cabeça não parava, “me encontre”, repetia o meu irmão.

— Eu não vou discutir com você agora, va-

Não! — comecei a me dirigir a passos duros, até o veículo — Eu vou para a minha casa, eu vou encontrar o Valkyon. Chega!

Bati a porta e dei partida, deixando-a plantada lá. Em nenhum minuto, os pensamentos embaralhados deixavam de me incomodar.

Por que ela estava ali? Como aprendeu a lutar daquele jeito? — encarei as luzes à minha frente, tentando ao máximo me concentrar na estrada. — Assassino de aluguel... mas que porra!

De repente, vi um carro na outra mão cantar pneus e começar a me seguir. E foi tudo muito rápido, eu estava em alta velocidade, os passageiros começaram a atirar e um outro carro veio na minha direção, na contramão.

Desviei quase batendo contra uma casa e ele se enfiou entre mim e os perseguidores.

Morgana! Sai do carro! — berrou Camilo, com a mão estendida contra os inimigos, criando uma barreira e fazendo as balas caírem ao tentarem atravessar, mas os mafiosos não desistiam — Vai logo!

Soltando o cinto, corri e entrei em seu veículo, observando tudo com os olhos arregalados.

IGNIS IMMUNDITIA! — e eles incendiaram, juntamente de seu carro, causando uma explosão logo em seguida.

Como se nada tivesse acontecido, o guardião entra no carro, sorrindo-me.

— Muita emoção por hoje?

— Como você...? — fui interrompida antes de completar a frase.

— Como estou aqui? Raul ligou para a sede, que ligou para mim, que saí da missão que o Valkyon estava e vim atrás de você. Seu carro é rasteado. — não desmanchei o espanto, fazendo-o balançar a cabeça — Eu sou um feiticeiro hibridado com demônio. Eu não ia tocar fogo neles, mas iriam nos seguir e eu não sou de poupar mafiosos... Só que vou ter problemas e a Guarda terá que apagar os rastros. Mas antes de tudo, vou te levar de volta e...

“Me encontre!” — gritou e eu senti uma pontada no peito.

— Me leve ao cemitério, Camilo.

 

**

 

Ewelein.

O estado em que Nevra chegou me assustava consideravelmente. As hemorragias aparentemente sem causa eram quase incontroláveis.

Se fosse como a última vez, ele logo acordaria, fingindo que nada tinha acontecido... e eu não tinha bons pressentimentos naquele dia.

Bufei ao analisar mais uma vez o sangue do vampiro e não encontrar nada, meu coração se apertava em nervosismo. Tem que haver algo nessa amostra não é possível... Eu vou ficar nesse laboratório até a manhã seguinte se for preciso testando reagentes.

De repente, ouvi os estilhaços dos materiais caindo no chão, larguei tudo onde estava e rompi a porta da enfermaria. Meu rosto perdeu toda a cor com a cena que presenciei.

Nevra... Solta essa faca... — assim como suas mãos que levavam o punhal até a sua garganta, minha voz tremia — Solta... essa faca.

É só assim que eu vou me curar, Ewelein...! — as lágrimas rolavam freneticamente por seu rosto claro, os lábios e dentes quase que convulsionavam... pegou mais firmemente no punhal, posicionando contra a sua jugular.

NÃO! Nevra, não! Me escuta... todos nós amamos você, não faça isso consigo mesmo... — vencendo a inércia, começo a me aproximar lentamente dele — Nós precisamos de você... A Karenn, que também te ama, quer você por perto...

Eu sou um covarde... eu não deveria ter...

— Não, você não é covarde... Olha pra mim, Nevra. — mesmo avermelhado, o olho prateado sem a cicatriz me fitou cheio de dor, não vacilando com a arma branca em seu pescoço — Nós vamos achar uma saída, eu juro. Eu vou achar a sua cura... Não deixe os seus demônios te vencerem.

Quando me dei conta, estava aos prantos junto dele, eu sentia um medo imensurável de perde-lo dessa maneira. Apertou mais o cabo do objeto cortante, até que afrouxou a mão e o metal puro tilintou pelo piso. Sem forças, caiu em meus braços, levando-me ao chão junto dele.

 

Eu queria que tudo isso acabasse...

Vai acabar, eu prometo... — abracei-o com vigor, chorando sem controle.

Naquele momento, percebi que a situação era mais do que crítica. Algo o perturbava de tal forma que ele mesmo tiraria a própria vida, eu precisava agir, eu precisava de respostas e eu faria qualquer coisa para consegui-las, pois ninguém mexeria com os meus amigos.

 

**

 

Valkyon.

Ouvia o vai e vem de mantimentos atravessar o enorme pátio aberto e entrar no galpão, que tinha um imponente portal. Diversos guardiões e guardiãs estavam envolvidos naquela força-tarefa, ajudando os habitantes de Eldarya que sofriam com a infertilidade da terra.

— Valkyon! Pode ir se quiser, você já ajudou bastante. — gritou o sr. Garner, que instruía os grupos envolvidos.

— Tem certeza? Ainda falta uma tonelada de suprimentos pra Costa Jade. — aproximei-me mais do homem de terno.

— Claro que sim, a gente dá conta. Vá encontrar a Morgana, ela pode precisar de você depois da missão.

Dei um breve sorriso, perguntando-me se ela estava bem.

— Então eu vou indo, boa sorte com o restante.

— Obrigado, igualmente.

Caminhei até a van que sairia naquele momento, tranquilamente, desejando que a minha amada estivesse bem. Porém, os sentimentos bons cessaram e assumiram a cólera quando aquele patife apareceu na minha frente. Robert.

Eu estava pronto para avançar contra ele e terminar o serviço que não completei por ele ter fugido covardemente do apartamento, até que ele sacou a arma e apontou para mim, tremendo. Instintivamente, recuei.

Você vai me pagar por se meter entre mim e a Morgana!

Um. Dois. Disparou deixando a obsessão o controlar. Caí no chão duro e frio, fazendo com que a dor, juntamente do sangue, deixasse o meu corpo, enquanto eu perdia a minha consciência e apenas enxergasse a escuridão.

 

**

 

Morgana.

Senti meu corpo tremer assim que cruzei o portão do cemitério. Não sabia se era medo, mau pressentimento ou apenas a tensão tomando conta de mim.

Enquanto andava entre as primeiras fileiras de túmulos, fechei os olhos, respirando fundo e tentando me acalmar.

Como será que está o Valkyon...? Espero que tudo esteja bem... — mordi o lábio inferior, lutando contra o nervosismo.

Entretanto, a luta foi perdida assim que comecei a ver as Beladonas caminhando até a jazida do meu irmão, aumentando de acordo com a proximidade. Não aguentando mais, corri o mais rápido possível até Mike, ouvindo os gritos de Camilo atrás de mim.

Não... “me encontre”... — sussurrei, deparando-me com a visão perturbadora —  Levaram o corpo dele! Eles roubaram o corpo do meu irmão! — finalmente exclamei em plenos pulmões. O túmulo de Michael era agora um enorme buraco cheio de Beladonas.

— Santo Oráculo... — o feiticeiro abriu a boca, tocando minhas costas quase afetuosamente, não desgrudando os olhos do entorno — Morgana... Você ainda está com sua alabarda? — perguntou com o tom incerto.

— Sim... — toquei minha cintura, percebendo que a adaga ficara na universidade, mas invoquei a arma comprida.

— Ótimo... — sussurrou —Atrás de você!

Ao som da sua voz, bloqueei o golpe da espada, enquanto ele usava magia. Estávamos sob ataque, de novo.

 


Notas Finais


"Você tem um coração?", é, acho que não ♥

*desviando das pedras de ódio* VAMOS ÀS PERGUNTAS!

1- Primeiramente com calma: O que acharam do monólogo da Morganinha? ♥

2- AGORA A PARTE TENSA: Sobre a pesquisa, Alícia é uma desgraçada? Paola tem síndrome dos 30? HECTOR VAI TOCAR O TERROR? Como o Leiftan estava no circo? ROBERT ASSASSINO DE ALUGUEL, QUÊ?! Como ele conseguiu esconder da polícia? Contem-me TODAS as suas teorias sobre o assunto HFSDIOAFSDUIGD

*OMG, Peter Sulliva, quem é?* *evil laughing*

3- O QUE A PAOLA TAVA FAZENDO LÁ? ONDE ELA APRENDEU AQUILO? Ela ia desovar a Morgana num beco? UHFHSDFUUDAHFUSD

4- Camilo rei, mas tem sangue de demônio, merece ser abraçado mesmo assim? Ele ainda vai seguir extrapolando?
*lembrando que a teoria da criação de eldarya não é válida aqui, teve a ver com os deuses*

5- Nevra partiu o coração da Ewelein e o nosso... por que ele está tão atormentado assim? Tem a ver com Tropa?

6- VALKYON FOI BALEADO, CHAMEM A AMBULÂNCIA! SOCORRO! MEU FILHO! *cry*
Como ele ficará? Ele está vivo? Qual será a reação da Morgana?

7- ROUBARAM O CORPO! A pergunta que vale um milhão de reais é: pra quê?

8- Camilo e Morgana vão se livrar do ataque ~sinistro~ em meio à Beladonas e lápides?

Respondam aí nos comentários ♥
Beijinho no core, até a próxima, amo vocês, EU JURO DSHIFUISDHFU ♥


Playlist: https://www.youtube.com/playlist?list=PLGudS0Z1MVAywD4j_r99nfyS5GnMh-9Qp


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