História Storm of Emotions - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Keroshane, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Beladona, Eldarya, Mascarado, Mistério, Mitologia, Romance, Valkyon
Visualizações 59
Palavras 2.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Josei, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioioi, eu tô bem ocupada essa semana, mas não esqueci de vcs ♥

A música de hoje é "I don't want to miss a thing" do Aerosmith ♥

Até lá embaixo e bom capítulo, moçada!
Não se esqueçam de ler as notas finais, tem um mini recadinho XD

Boa leitura!

Capítulo 41 - Separação


Fanfic / Fanfiction Storm of Emotions - Capítulo 41 - Separação

Mesmo que eu estivesse animado por voltar à ativa na Obsidiana, meu corpo, àquela hora, gritava de exaustão — maldita seja a folga terráquea! ­—, sendo assim que o sol começara a se pôr, encaminhava-me para o meu quarto. No entanto, tive uma agradável surpresa: a descendente me esperava brincando com Floppy, acariciando sua barriguinha como ela adorava. Não contive o sorriso verdadeiro de se escancarar em meu rosto.

— Olá, meus amores. — enfim cruzando seu olhar instigante ao meu, a morena veio rapidamente em minha direção, detendo a Musarose em sua palma.

— Seja bem-vindo, Lorde Valkyon! — sorriu, dando-me um beijo calmo e entregando a mascote em minhas mãos. E eu não podia evitar, meus instintos “paternais” falaram mais alto.

— Acho que ela sentiu muitas saudades de você. 

— Não contaria muito com isso, você estava a mimando bastante, ela nem deve estar se preocupando comigo... — nem tinha terminado de falar e a ratinha saltou para o meu braço, ficando na curva de meu pescoço e me fazendo cócegas com a rosa presente em seu rabinho.

— Parece que você está bem enganado. — Morgana se aproximou perigosamente e em seguida segredou ao meu ouvido — Nós temos uma festa hoje à noite, vá tomar um banho... ficando lindo como você sempre é.

Arqueei a sobrancelha, fitando-a com mais veemência, pronto para realizar o meu ataque.

— Hum... uma festa? — minha boca ficou tão próxima da sua, que eu sentia seu hálito fresco em minhas narinas — O que acha de começá-la um pouco mais cedo tomando banho comigo?

Contrariando a minha investida, ela semicerrou os olhos e me deu um leve empurrão.

—Como pode dizer isso na frente da Floppy, Valkyon?! — gargalhei, virando-me para colocar a Musarose em sua cama. Para aumentar mais ainda o meu riso, a morena me deu um tapa no traseiro como um gesto reprovador.

Mas assim que terminei a minha tarefa, tratei de me reaproximar às suas costas. Encaixando os dedos em seus cabelos, retirei-os da frente de sua nuca, revelando a tatuagem da Beladona e deixando um beijo demorado no local.

— Você não respondeu a minha pergunta, Morgana. — ouvi um longo suspiro.

— Eu já tomei banho. — sua voz desdenhou, mas sua pele se arrepiou quando pousei meus lábios em seu ombro desnudo.

— Não foi isso que eu perguntei também... — disse em seu ouvido, apertando-a contra o meu corpo suado em seguida — Eu perguntei se você queria tomar banho comigo...

Minhas mãos deslizaram pelo seu torso, naquele momento eu só queria retirar o resto da armadura e ter com ela.

— Valkyon... — chamou-me, arfando, quando toquei seu seio — Você tem que ser mais... delicado. Teoricamente, aqui em Eldarya, eu ainda sou pura.

Ri com gosto, girando-a para olhar novamente para mim.

— Delicado...? — dei-lhe um sorriso de lado — Eu posso gastar algumas horas a mais cuidando de você direitinho... Mas daí nós perderíamos a outra festa. — quando dei por mim, suas unhas já subiam pelo meu bíceps — Mas assim, não acha que depois de entrar em contato com o meu suor, não seria mais proveitoso tomar outro banho?

Por mim, você já pode parar de conversa e me ajudar a tirar essa sua armadura!

 

**

 

Quando finalmente fomos ao salão principal — muito cheio, por sinal —, atraímos a atenção dos olhares curiosos. No entanto, eu já não me preocupava com isso, já que as evidências da nossa relação já estavam bem presentes, fosse pelos nossos cabelos ainda úmidos e a sensação de tê-la ainda muito palpável, ou por aqueles gestos e intimidades trocados mesmo em uma simples conversa. Naquele momento, eu só queria agradecer por aquela viagem à Terra, ao circo e claro, por aquela mulher incrível  existir e me tirar daquela cela que me privava de meus sentimentos.

Depois de nadar em meio à multidão animada com a música, nossos olhos encontraram os grandes e verdes de Oliver. O ruivo deu um sorriso enorme e correu até nós, levantando Morgana no ar em um abraço afetuoso, passando a mim com seu cumprimento, como sempre, caloroso.

— Eu estou muito feliz que vocês vieram! A comemoração está sendo dupla, eu estava morrendo de saudades! — apertou as bochechas da morena, achava aquela relação fraternal.

— Eu também! Aliás, eu tenho que te agradecer muito pelo colar de quartzo, ele foi muito útil. — olhou para mim de soslaio — Mas enfim, por que “festa da torta”?

— Porque eu sou um ótimo cozinheiro, o Karuto que se cuide! — ouvimos um resmungo do sátiro, praguejando a ousadia do demetriano — Mas tem um detalhe mais importante... — induziu que eu continuasse, entretanto eu fiquei em espanto.

— Você... conseguiu? — abri e fechei a minha boca algumas vezes.

— Sim! — Oliver não continha sua empolgação, ao passo de que Morgana não entendia absolutamente nada.

— Conseguiu o quê?

— Cultivar morangos terráqueos em Eldarya. — inconscientemente, passei meu braço por seus ombros para incluí-la.

— E o próximo passo é conseguir outros alimentos. — por um momento, o tom oliva de seus olhos vagou pelas aglomerações, porém não ousei me virar para trás — Ah, e tem mais um motivo para comemorar agora, não é mesmo? Finalmente vocês admitiram para um ao outro que se amam, eu fico aliviado que vocês pararam de fazer doce.

— Acho que ficou tão na cara que eu nem vou mais me preocupar em fazer mistério. — sorrindo, minha amada passou os braços pela minha cintura em um abraço sutilmente desastrado, trazendo-me mais para si cheia de ternura.

— Vou aceitar os conselhos amorosos de vocês a partir de agora. — fitou mais uma vez o movimento — Bom, eu vou deixar meu casal favorito à sós, tenho que falar com os outros. Até mais!

— Até! — dissemos em uníssono.

Logo o castanho se difundiu ao dourado, mais uma vez.

— É bom ver que mesmo com tudo isso acontecendo, vocês consigam ter um alívio, um avanço tão grande para o povo.

— É por isso que precisamos dos descendentes. Pode-se dizer que os deuses estão do nosso lado... — toquei as ondas de seu cabelo — Mais especificamente, eu diria que está bem do meu lado, veja só, que mulher! — riu melodiosamente, aquecendo o meu coração. Eu amava ouvi-la rir.

— Então a poção foi bem útil. — aquele tom debochado, eu o reconheceria em qualquer lugar: Ezarel.

Lancei-lhe um olhar reprovador assim que me virei. Aquele elfo imprestável tinha me feito passar um sufoco tremendo quando desfiz as malas na Terra, não tinha ideia onde esconder, nem o que responder caso Morgana questionasse sobre o uso... Mas tinha que admitir, de certa forma, eu o agradecia muito.

— Ih... Eu vou pegar algumas bebidas e já volto, conversem aí. — antes que eu pudesse protestar, Morgana já tinha deixado a cena, rumo ao balcão.

— Cadê o “muito obrigado, magnífico Ezarel”? — bateu no peito.

— Obrigado, elfo convencido. Como vão as coisas? Onde está o Nevra?

— Perdido por aí, ele anda meio isolado desde que voltou de Beskerm... Eu não vou insistir, quando eu o chamei para tomar um vinho fora do QG, ele me deu uma desculpa qualquer e ficou no quarto. — abanou as mãos no ar, se tinha uma coisa que o azulado odiava, era não receber atenção em um gesto tão raro como este.

— Ele continua bebendo o sangue das garotas da sua guarda? — tentei aliviar o clima com a pergunta, mas a resposta não foi a que eu esperava.

— Não! Nem uma gota de sangue de qualquer alquimista. Nem das suas guerreiras, mas isso é o de sempre, ele geralmente só ganha uma ameaça de surra das garotas da sua guarda. Mas eu estou dizendo, ele está muito estranho.

 

**

 

Nevra.

Não era tempo de fraquejar, então fiz um esforço para vencer o meu bloqueio psicológico e comparecer à festa. Eu não estava em condições de dar mais desculpas e a descoberta do ruivo era altamente relevante para a guarda e toda a raça faerie.

Entreguei sorrisos galantes às belas moças que povoavam o salão principal, recebendo-os de volta combinados com rubor ou piscadas indiscretas. Entretanto, notei a estranheza de alguns. Realmente, eu precisava voltar a ser sociável.

— Parece que alguém voltou a iluminar o QG com a sua beleza. Como vai, Morganinha?

— Olá, Nevra! Estou muito bem. Quer uma bebida? — estendeu o copo de vinho e de fato, não estava em condições de negar um pouco de álcool àquela altura — E então, como andam as coisas?

Entrei em uma conversa com a garota, sentindo sua aura mais confiante. Entretanto, não sabia dizer se aquilo era bom ou ruim. Compartilhamos nossas diferentes experiências naquele período afastado de maneira mais supérflua possível, eu não queria falar Idade das Trevas que me acometera há tanto tempo.

Porém, meu olhar logo vagou pela multidão, deparando-se com algo que eu não queria ver: Ewelein. A elfa me dirigiu um sorriso brando e logo notei seu acompanhante, carregado de alegria e lhe servindo um pedaço de torta em sua boca. Não contive o longo suspiro.

É melhor assim, Nevra, se afaste. Você não está em condições de se relacionar com ninguém, ficar sozinho só facilita as coisas...

— Peço a atenção de todos! — a kitsune surgiu, despida do costumeiro uniforme da Reluzente — Mesmo que essa esteja sendo uma festa mais privada, eu agradeço a presença de vocês. Esse é um avanço não só para nós do QG, mas para todos os habitantes de Eldarya. E claro, devemos isso aos nossos descendentes de Deméter, que trabalharam arduamente nesse projeto.

Dando lugar ao ruivo, ele contou todas as etapas, expressou sua felicidade e agradeceu aos envolvidos, não tirando os olhos da platinada. Não era um simples ciúme, aquilo se confrontava com a minha eterna luta interna e fazia minhas mãos tremerem, prevendo o que viria em seguida.

Despedindo-me abruptamente da morena, saí do salão principal, eu precisava de ar, estava a ponto de sufocar. Na entrada, esbarrei com Keroshane — que ao contrário de mim, sustentava um ótimo humor — mas não me preocupei em pedir desculpas, eu precisava sumir o mais rápido possível, não queria desabar à frente de todos.

 

**

 

Morgana.

Mas o que aconteceu...? — minha mente tentava entender a fuga do vampiro, enquanto bebericava de um coquetel diferente.

Após os aplausos ao meu amigo descendente, encontrei os olhos azuis da líder da enfermaria e corri até ela, quase derrubando o conteúdo do meu copo ao chão.

— E então, como está, senhorita Ewelein? — dou uma piscadinha e noto o rubor incomum da elfa, dando risada — Parece que alguém está feliz, como está com o Oliver?

— Muito bem... Eu estou muito feliz por ele, estava há tantos anos trabalhando nisso, é bom vê-lo sorrindo dessa maneira, parece que a energia dele acaba passando para mim também. — não consegui me controlar e arqueei a sobrancelha, insinuando coisas — Mas por que perguntou de Oliver e não do... outro?

— Simples. Ele tinha acabado de chegar e só tinha falado comigo, chegou a falar com ele?

— Não, eu só o vi com você...

Mesmo que aos poucos o quebra-cabeça dos sentimentos da elfa começasse a se resolver, notava o quão dispersa ela ficava quando tocava no nome de Nevra. Ela poderia não conseguir nomear aquele sentimento, mas eu sim: preocupação. O dono do olho prateado deveria estar muito mal e não aceitava ajuda, o que perturbava o sono da tão dedicada enfermeira.

— Ewelein, — chamei-a, não poderia deixar aquele evento lhe passar despercebido — ele saiu muito estranhamente agora há pouco... Vai falar com ele.

Toquei o seu ombro e a de tranças assentiu, indo em direção à saída.

Estando como um lobo solitário novamente, encostei-me à uma mesa, vendo Valkyon discutir com Ezarel, a amizade dos dois era muito contagiante, mas eu escolhi dar um tempo só deles.

— Tive esperanças de que você tivesse morrido ou se perdido na Terra, mas estou vendo que minhas preces não foram atendidas. Uma verdadeira pena. — apertei o meu copo com mais força ao ouvir o tom petulante do loiro.

— Para a sua infelicidade, eu estou bem viva e pensando seriamente em dar um soco bem no meio da sua cara. — encarei os olhos castanhos que fervilhavam, a cicatriz sobre o direito só externavam ainda mais a sua raiva mal direcionada — Afinal, qual é o seu problema? Já está provado que eu não sou humana, será que dá ao menos para você, sei lá, fingir que eu não existo?

— Você traz destruição, tudo começou quando você chegou aqui...!

— Devo te lembrar que o Cristal foi quebrado há cinco anos e desde então sofremos ataques constantes. A Morgana nem ao menos ouvido falar de Eldarya nesse período. — assustei-me quando seu braço passou pelos meus ombros — Agora, Jason, é melhor você deixar a minha namorada em paz ou eu vou seriamente te punir na guarda, eu já cansei de te avisar. Acho que você não quer também entrar em combate com seu líder de guarda agora, não é? Valerian me relatou que o seu desempenho caiu durante a minha ausência.

A voz forte e a postura imponente deixavam o faeliano imediatamente mais acuado.

— Desculpe-me... — entretanto, aquelas palavras não eram direcionadas a mim.

Suspirei, vendo o faeliano se afastar. Ele me culpa, da mesma maneira que o Hector no sonho...

Impedindo-me de ser traída pela minha própria consciência, o platinado me abraça calorosamente, mergulhando seu olhar dourado em mim em seguida.

— Eu não sei o que eu faço com ele, me perdoe...

— Você não tem que pedir perdão, o Jason que é radical demais. — mesmo que eu reprovasse isso, sentia-me ao ponto de entrar em uma luta ou simplesmente liberar energia e acabar com ele, o loiro me tirava do sério — Ele não me respeita nem um pouco, ele pediu desculpas para você, não para mim.

Valkyon comprimiu os lábios, incomodava-o consideravelmente que aquele tipo de comportamento fosse registrado em sua guarda. Lá no fundo eu sabia, ele tinha medo de surgir uma réplica de Hector para agravar tudo.

Decidi então, trocar de assunto para deixá-lo mais tranquilo.

— Como foram as coisas com o Ezarel? — encostei minha cabeça em seu peito, antes de voltar a olhá-lo em divertimento — E conseguiu garantir as nossas próximas poções?

Deu risada, deixando um beijo em minha testa.

— Ah, sim... deveria ter negociado um estoque maior, visto que a senhorita está bem interessada. — apertou suas mãos grandes e fortes na minha cintura — Mas nós vamos ter que esperar um pouco para acabar com esse estoque, a Miiko me convocou para ir a Beskerm amanhã de manhã. Mesmo com a família Nkosi aqui, a patrulha precisa de reforço, estão acontecendo até sequestros.

— Mas e a sua recuperação da cirurgia, Valk?

— Eu estou bem, não tem porque se preocupar com isso, Morg... — enquanto me fitava, tomou o copo sorrateiramente das minhas mãos e bebeu o conteúdo em um gole.

— Ei!

— Vamos aproveitar essa noite, Morgana, para que eu não morra de saudades assim que pisar naquela terra devastada.

Sorri e provei dos seus lábios banhados pelo doce do coquetel, possuindo-o com intensidade. No dia seguinte começaria aquela jornada sem o guerreiro de meu coração, aquela viagem repentina me perturbava e muito, precisaria me esforçar para não me atirar aos leões como sempre fazia. Eu iria encarar os preparativos da iniciação sozinha.


Notas Finais


Então gente, esse capítulo apesar de ter umas pistas bem fortes, é bem paradinho e eu vou me esforçar para trazer um capítulo a mais no sábado, no máximo no domingo XDDD (vamo aproveitar o feriado prolongado, bicho)

Mas vamos para as perguntinhas do amor:

1- Floppy melhor filha/sogra, sim ou claro? HUAFUISDFSDAF
2- Será que o triângulo de Nevra, Ewelein e Oliver vai finalmente se resolver? Quais sãos as suas apostas?
3- Valkyon em Beskerm. Morgana no QG. Essa separação trará algumas consequencias? O que eles viverão individualmente? rsrsrsrsr

AAAAAAAA, até a próxima que eu tô morrendo de ansiedade por serem as bombas USDADFSDFUHASDVS ♥

BEIJÃO!

Playlist: https://www.youtube.com/playlist?list=PLGudS0Z1MVAywD4j_r99nfyS5GnMh-9Qp


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