História Storms and Stars - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor
Tags Alex Danvers, Drama, Kalex, Kara Danvers, Lena Luthor, Romance, Supercorp
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Palavras 3.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alguém disse supercorp?

Capítulo 16 - Capítulo XVI - Chama


LENA

Se tem uma coisa capaz de me ferir nesse mundo essa coisa se chama rejeição. Por tudo que sofri desde criança com a minha família e todos ao meu redor, eu tenho pavor dessa sentimento que parece me perseguir durante a vida toda.

Já faz uma semana que Kara desapareceu. Depois do dia em que veio até minha casa e subitamente foi embora como se estivesse arrependida, Kara nunca mais falou comigo. Nem ao menos por telefone ou mensagem. Ela simplesmente passou a me ignorar como se eu não fosse ninguém. Como se não significasse nada para ela. E isso está me matando.

Eu fico tentando compreender por que ela está fazendo isso. Eu repasso nossas últimas conversas na cabeça milhares de vezes. Fico revivendo todos os nossos momentos e tentando encontrar justificativa para esse seu sumiço. Eu compreendo que ela esteja num momento delicado, de bastante sofrimento e confusão e que não saiba ao certo que caminho tomar, mas é inaceitável que me trate com tamanho descaso.

Eu não sou a porra de um objeto que Kara pode simplesmente descartar. A sensação que tenho é que sou um incômodo, algo a ser evitado. Mas então eu me lembro do seu olhar, de suas palavras, de seus beijos e sei, lá no fundo, que Kara me quer. Que ela realmente gosta de mim, mas está com medo demais dos seus sentimentos para fazer qualquer coisa. Mesmo sabendo disso, eu sofro. Sofro com sua rejeição. Sofro com esse silêncio todo, pois além de estar longe de Kara há dias, eu não sei o que está acontecendo com ela e fico preocupada.

Sem entender o que está acontecendo eu sigo perdida. Não consigo fazer nada. Eu não como direito, não durmo direito, não trabalho direito. Estou destraída, preocupada e triste e continuo insistindo, ligando, mandando mensagem. Às vezes brigo comigo mesma por conta disso. Meu ego me manda parar de fazer papel de trouxa, diz que eu não tenho que me rastejar por Kara ou ninguém, mas não consigo evitar de procurá-la. É um impulso mais forte do que eu.

A única coisa que ainda não fiz foi ir atrás dela na casa de seus pais. Mas já passei em seu consultório e a secretária disse que Kara está tirando férias, o que me surpreende, mas acredito que seja verdade, pois fui lá umas três vezes só na última semana e não a encontrei em nenhuma das ocasiões.

Eu simplesmente não aguento mais! Eu preciso saber o que está acontecendo. Preciso que Kara me diga olhando em meus olhos que quer que eu saia de sua vida. Só assim eu poderei ter paz. Mesmo que isso me destrua totalmente, eu preciso saber. Não posso continuar com todas essas dúvidas me corroendo.

 

Ligo para Emma. Ela demora, mas acaba atendendo.

— Lena? — há uma cautela em seu tom de voz. — Olá. Aconteceu alguma coisa?

— Sim. Aconteceu que sua amiga tem me ignorado completamente nos últimos dias como se eu não existisse — digo com notória amargura. — Sei que não é culpa sua, mas não tenho a quem recorrer. Kara não atende meus telefonemas, não responde minhas mensagens. Eu a procurei na clínica, mas parece que está de férias. 

— Ela está passando por um momento bastante delicado, Lena. Está separada de Alex, precisando dar um tempo de tudo... — explica. 

— Se ela queria dar um tempo de mim também devia ao menos ter me avisado e não desaparecido assim. Não sou descartável — estou aborrecida e não faço questão de disfarçar. — Eu preciso falar com Kara, Emma. Nem que seja pela última vez. Se ela não quer mais saber de mim, que diga isso olhando em meus olhos.

— Creio que a questão não seja essa, Lena. Kara... Ela... — parece hesitante. Fica em silêncio uns instantes, suspira antes de prosseguir. — Provavelmente ela vai me matar por dizer isso, mas eu conheço a minha amiga. Mesmo não querendo admitir, porque isso vai contra tudo o que ela acreditou a vida toda, Kara está envolvida demais por você. Está claramente apaixonada e isso a aterroriza. Ela está com medo, Lena. Está com medo porque tudo que ela acreditou está ruindo. Seu casamento, seu trabalho... É um momento de crise existencial para ela.

Fico chocada com a revelação. Não consigo formular uma frase sequer. Apenas processo o que acabo de ouvir e a palavra "apaixonada" paira em minha cabeça.

— Ela está apaixonada por mim? — pergunto baixinho, mais para mim mesma do que para Emma.

— Eu acredito que sim. Mesmo te ignorando como tem feito, ela não te esqueceu. Só está confusa e assustada demais. E na verdade... Faz dois dias que Kara viajou. Ela não está em National City e o lugar para onde ela foi não tem um sinal muito bom. Talvez seja por isso que você não tenha conseguido falar com ela. Antes de viajar ela me parecia estar a um passo de não aguentar mais te ignorar. 

— Como assim viajou? Para onde ela foi? — fico desesperada ao ouvir isso. Kara não pode ir embora. Não pode sumir agora, não agora que sei que ela está apaixonada por mim.

— Eu não posso dizer. Teoricamente eu não podia ter dito nada, nem que ela viajou... — Emma suspira. — Ela vai me matar.

— Agora é um pouco tarde para voltar atrás — falo seriamente. — Eu preciso saber aonde ela foi, Emma. Preciso ir atrás dela.

— Tudo bem, eu vou te passar a localização. É uma casa de campo que ela alugou. Kara ama a natureza e achou que seria bom ficar isolada nela por um tempo...

Eu pego depressa um papel e uma caneta e anoto o endereço que Emma me passa.

 

ALEX

Estou tentando me manter em pé por Danny, mas está difícil. Eu achei que seria mais fácil depois que Kara e eu conversamos. Achei que após nos entendermos, podia ser menos doloroso essa separação, mas não é. Dói tanto quanto estava doendo antes senão mais, pois agora estamos de fato separadas. 

Eu pensei que ao menos poderia vê-la mais vezes já que Kara estava na casa de nossos pais, mas ela arranjou uma casa de campo próxima a estrada de National City, bem longe de onde moramos. Ela disse que vai ficar por lá algum tempo, sozinha. 

Se é difícil para mim, é mais ainda para o nosso filho. Mesmo sendo um garotinho muito esperto para sua idade, Daniel é só uma criança que precisa de amor, de cuidados. E eu sei que ele está sofrendo com essa separação. E é por ele que eu preciso ser forte. Eu não posso me entregar a tristeza que sinto, pois ele precisa de mim.

— Mãe? — Danny me chama. Estou deitada no sofá quando eu o vejo. — Você está chorando? — pergunta e não há como eu negar tal fato, pois meu rosto está inundado de lágrimas.

Eu me sento, dando espaço para que ele se sente ao meu lado. Eu o abraço.

— Às vezes eu choro, é normal. Todo mundo tem que chorar um pouquinho para aliviar o que sente — explico a ele, apertando-o com carinho. Eu seco minhas lágrimas e olho para Danny com um sorriso. 

— Você está com saudade da mamãe, não é? — meu garoto é tão esperto. Sua carinha é idêntica a de Kara. Eu simplesmente balanço a cabeça, confirmando. — Eu também estou... Queria que ela estivesse aqui com a gente... — ele suspira e encosta a cabeça em meu braço. — Mas eu sei que ela vai voltar.

Fico pensativa.

— Ela vai, sim. Vai voltar para te visitar. Ela te ama tanto quanto eu — falo baixinho.

— Não, não estou falando disso — Danny ergue a cabeça e me olha convicto. — Ela vai voltar a morar com a gente. Vamos voltar a ficar juntos. Os três.

— Você quer isso, não quer? — eu o olho com tristeza, pois temo que isso não aconteça e sei que se não acontecer vai machucá-lo. 

— Quero.

— Mas você sabe que isso pode não acontecer, não sabe? Pode ser que eu e sua mãe nunca voltemos a ficar juntas — explico, tentando não chorar, pois falar disso me deixa muito emotiva. 

— Vocês vão ficar juntas — Danny é enfático, parece ter certeza disso e mesmo sabendo que ele é só uma criança que não quer ver as duas mães separadas, o jeito que ele diz isso me causa um arrepio. — Vocês estão destinadas a ficarem juntas.

Eu o olho assustada. 

— Destinadas? Essa palavra é muito forte. Onde foi que você a ouviu?

Ele abre aquele sorrisão levado.

— Nos livros de contos de fada!

Começo a rir e o agarro, enchendo Danny de beijos.

— Você é um espertinho mesmo.

E aquelas palavras de Daniel ficam em minha cabeça. No fundo eu desejo que ele tenha razão. Que Kara e eu estejamos destinadas a ficarmos juntas, pois é nisso que sempre acreditei.

KARA

Pode parecer loucura, mas desde menina eu sonho em sair da cidade grande e viver num lugar assim: calmo e tranquilo. Sempre me imaginei morando em uma casa de campo, cercada por natureza. Um lugar calmo, com ar puro e cheio de vida e cor. Toda vez que me imaginava saindo de casa e dando de cara com um imenso jardim de flores e árvores frutíferas, meu coração acelerava de pura felicidade.

Nunca consegui seguir uma religião ou sustentar uma crença. Não sou ateia, mas não tenho certeza se existe algum tipo de Deus; porém, sou bastante conectada ao meu lado espiritual. Acho que todos os seres humanos possuem esse lado, até mesmo os ateus. A espiritualidade não tem a ver com religião, mas com um contato que fazemos com nossa própria alma ao longo da vida.

A vida em sociedade é exaustiva, especialmente quando se vive em uma cidade do tamanho de National City. A correria do dia a dia, a multidão de pessoas, tudo isso é extremamente estressante e capaz de sugar totalmente nossas energias. Por ser uma pessoa muito introspectiva e voltada para o mundo das ideias, eu tendo a me cansar facilmente quando estou cercada de gente e de questões do mundo prático. É por isso que decidi que não teria lugar melhor para eu me refugiar senão uma casa assim, no meio da natureza.

É estranho, pois mesmo sonhando com isso, eu nunca fiz nada para concretizar esse sonho. Alex e eu decidimos vir para National City com uma forma de ascender. Eu queria fazer faculdade e ela entrar para o FBI. Chegamos a cogitar a hipótese de depois de concretizarmos esses planos, retomarmos o meu sonho e talvez comprar ou construir uma casa igual a esta que estou agora. No fim esse plano acabou sendo esquecido totalmente por nós duas, já que ambas ficamos sobrecarregada de tarefas em nossas profissões.

Agora estou aqui nessa linda e enorme casa, sozinha. E fico imaginando como teria sido minha vida e a de Alex caso tivéssemos optado por morar aqui e não na grande National City. Será que teríamos sido mais felizes? Eu e ela teríamos de trabalhar menos e consequentemente passarmos mais tempo juntas com Daniel. Talvez isso tivesse sido benéfico a nós. Talvez se morássemos aqui eu nunca tivesse conhecido Lena Luthor e tudo tivesse sido diferente. Talvez. Não há como ter certeza.

A casa em que estou é uma enorme casa branca próxima a um lago. Eu acordo ouvindo o som dos pássaros e antes de dormir fico deitada na grama olhando o céu cheio de estrelas. É um lugar bastante calmo e agradável e apesar de estar aqui apenas há dois dias, eu já me sinto bem melhor do que estava. É como se a natureza tivesse o poder mágico de curar as mazelas de minha alma, ainda que seja de maneira lenta e gradual. 

Como estou sozinha, tenho bastante tempo de pensar. 

Acabo de acordar e vou preparar meu café. Eu como lentamente na varanda, observando a linda paisagem ao redor e ouvindo os pássaros. Depois eu vou cuidar do jardim. Há várias espécies de flores. Eu olho, rego e aspiro o perfume de cada uma com delicadeza. Depois colho algumas frutas maduras e levo-as para dentro. Lavo a louça do café e depois vou nadar no lago. A água está extremamente gelada, então depois de um mergulho eu corro de volta à casa para tomar um banho quente e me agasalhar. Depois, pego uma garrafa de vinho e um livro e vou me sentar novamente na varanda onde passo a tarde toda lendo. É um romance açucarado com final feliz. Me arranca algumas lágrimas e me faz pensar em Alex e Lena. Quando termino de ler, vou para dentro começar a preparar o jantar.

Acho que vou fazer macarrão. Amo massa e macarrão combina bastante com vinho. Já tomei metade da garrafa, mas por precaução eu comprei garrafas extras ontem quando fui até o mercadinho da cidade ao lado. 

Não sou uma cozinheira exemplar, mas com o passar dos anos descobri que cozinhar é quase terapêutico. Como qualquer atividade artistica, cozinhar requer imaginação, disposição e nos traz benefícios a saúde. 

O macarrão já está cozinhando no forno enquanto eu preparo o molho. A medida que as horas vão passando a temperatura cai mais. Sinto frio. Vou até a sala e acendo a lareira e vejo pela janela que está escurecendo. Penso em Alex e Danny e imagino o que eles estão fazendo agora. Estou com saudades, mas prometi a mim mesma que só ligaria de novo na semana que vem. Eu realmente preciso ficar sozinha.

Quando o macarrão fica pronto, sirvo um pouco em um prato e vou me sentar em frente a lareira. Enquanto como devagar, fico observando as labaredas que queimam os pedaços de lenha. Estou totalmente entretida com as chamas quando sou desperta por um barulho abrupto que irrompe o silêncio hipnotizante no qual estou. Vem da porta. Parece que alguém está batendo. Franzo o cenho. Isso é inesperado. Eu me certifiquei de escolher a casa mais distante. Não tenho vizinhos aqui. E não passei meu endereço a ninguém exceto Emma. 

Me levanto ao ouvir a segunda batida e corro até a porta pois está ventando muito lá fora. Quando abro, dou de cara com Lena Luthor.

 Ah, não. Merda, Emma! O que você fez?

— Lena! — estou chocada em vê-la e não consigo disfarçar. — O que faz aqui? 

— Vim atrás de você — fala com intensidade e posso ver que ela está tremendo.

— Entra, está muito frio. Você vai acabar pegando um resfriado.

Ela entra e eu vejo seu carro parado lá fora. Fecho a porta e respiro fundo, sentindo-me extremamente nervosa. Eu não sei o que Lena veio fazer aqui e nem por que diabos Emma passaria meu endereço à ela quando eu disse que não era para passar pra ninguém. 

— Então é aqui onde veio se esconder — fala com um humor meio ácido. — Está fugindo de mim? — me olha e parece chateada com essa hipótese. 

— Acho que estou fugindo do mundo — falo baixinho, parada a sua frente sem jeito. — Me desculpa por ter sumido, eu devia ter ao menos te avisado das minhas pretensões.

— É, você devia ter avisado — ela está chateada comigo. — Eu fiquei como uma idiota te mandando mensagem, telefonando, indo até o seu consultório. Eu fiquei preocupada com você, Kara. Achei que pudesse ter acontecido alguma coisa já que da última vez que nos vimos você estava com o pulso com pontos por ter tentado se matar! — Lena tem um semblante sério e mesmo sabendo que é errado, eu gosto de vê-la chateada.

 Ela fica extremamente sexy brava e isso mostra que se preocupa comigo.

— Eu sinto muito, Lena. De verdade. Não queria te deixar preocupada ou nada assim, eu só... — suspiro, olho para baixo, não conseguindo sustentar seu olhar intenso. — Eu não sabia mais o que fazer. Depois que decidi dar um tempo com Alex e um tempo do trabalho, eu fiquei perdida. Achei que seria bom me afastar um pouco.

Ergo os olhos devagar e encontro as esmeraldas vívidas que me fitam profundamente. 

— Não de mim. Não precisa fugir de mim — murmura. — Não é como se eu tivesse te perseguindo, te pressionando a qualquer coisa. Eu não estou te pedindo nada, Kara. Não estou te pedindo para se divorciar e casar comigo. Não estou fazendo exigências. Eu só quero estar com você. Eu preciso estar...

Suas palavras mexem comigo. Lena é muito intensa, quente. Apesar de ter um ar mais sombrio, solitário, ela é extremamente quente. Quando estou perto dela eu sinto como se estivesse rodeada por fogo. Um fogo que me aquece até os ossos.

— Lena... — eu dou um passo a frente, invadindo seu espaço pessoal. — Eu fugi de você também porque... Eu não sei o que... — sussurro, alternando meu olhar entre seus olhos verdes e seus lábios avermelhados.

— Não sabe... ? — ela também fita minha boca e agora está sorrindo. Um leve sorriso malicioso. — Você quer que eu vá embora? — pergunta, embora não faça gesto algum que indique que pretenda ir; pelo contrário, coloca suas mãos em meu rosto e me faz estremecer. — Quer que eu te deixe sozinha? — sussurra.

— Não — respondo quase gemendo, pondo as mãos em seus braços firmes. — Eu quero que você fique comigo — admito, me rendendo ao calor que se alastra por todo meu corpo nesse momento.

Lena abre um sorriso e me puxa, beijando-me profundamente. Eu enrosco os braços ao redor de seu pescoço e ela me agarra, colando nossos corpos totalmente. 

Me empurra em direção a parede e pressiona seu corpo contra o meu. Ergo minha perna esquerda na altura de sua cintura e Lena aperta minha coxa sem parar de me beijar com vontade. Seu beijo é urgente, desesperado, profundo. Tão quente quanto ela e eu não quero parar de senti-lo. Agarro seus cabelos escuros e gemo ao sentir seus dentes puxando meu lábio.

Lena me ergue do chão e me leva até o sofá. Eu caio com ela entre minhas pernas. Sua boca desce pelo meu pescoço e os seus beijos são tão gostosos... Eu sinto cada parte do meu corpo se arrepiar e tremer sob seus toques. Eu aperto seu corpo, toco suas costas, seus braços, seus cabelos. Quando sinto suas mãos tocarem meu corpo por dentro da blusa, hesito.

— Lena... — suspiro em seu ouvido. — Vamos devagar — peço.

Ofegante, ela ergue o rosto para me encarar. Seus olhos estão brilhando de desejo. E apesar da recíproca ser verdadeira, eu preciso fazer as coisas devagar. Eu nunca estive com ninguém além de Alex. É uma situação totalmente nova, que me deixa com medo.

— Nós temos tempo — ela sussurra, selando meus lábios. — Eu não vou a lugar algum pelos próximos dois dias — conta, saindo de cima de mim. 

Eu me ajeito e sento no sofá, olho para ela curiosa.

— Como assim? Vai passar o final de semana aqui comigo? — pergunto realmente surpresa.

Lena sorri genuinamente.

— Sim. A menos que você queira que eu vá embora...

— Não. Eu estou com medo, admito, mas não quero que vá embora — falo com um sorriso, pegando sua mão sobre o sofá. 

Então eu ficarei. Deixei Annie sobre os cuidados de Mary Margareth e L-Corp pode sobreviver sem mim até segunda-feira. 

Fico feliz ao ouvir isso. Eu realmente estou surpresa com a iniciativa de Lena de vir atrás de mim e de querer ficar comigo o final de semana. Apesar de não estar nos meus planos, a ideia me soa extremamente agradável. É uma forma de nos conhecermos mais, já que vamos ficar sozinhas aqui. 

— Você está com fome? Eu acabei de comer um macarrão que fiz. Ainda deve estar quente.

— Estou morrendo de fome! — admite com uma carinha quase infantil. 

— Então venha, você vai provar o meu macarrão. Modestia a parte, ele é ótimo.

Ela ri baixinho e me segue até a cozinha segurando minha mão. Lena senta no balcão enquanto eu sirvo seu prato. Quando vou servir uma taça de vinho para ela, Lena experimenta o macarrão.

— O que achou?

— Nota dez! — fala, passando a língua pelos lábios. — Isso aqui está divino. Você cozinha bem, Kara.

Sorrio toda lisonjeada com seu elogio.

— Sei que não é refinado como as refeições que está acostumada a fazer, mas...

— Está bem mais gostoso do que qualquer prato que eu já tenha provado — elogia com exagero, mas eu gosto do seu jeito galanteador. 

Lena pega sua taça de vinho e ergue.

— Vamos fazer um brinde — sugere.

— Ao quê?

— Ao melhor macarrão que já comi — gargalho ao ouvi-la e Lena me olha de um jeito bobo, como se estivesse hipnotizada. — E a essa risada gostosa.

— Sua boba! Sugiro brindarmos a esse final de semana, que tal? — falo enquanto pego minha taça de vinho.

— Ótimo. Um brinde a esse fim de semana, então.

Encostamos nossas taças antes de bebermos sem tirarmos os olhos uma da outra.


Notas Finais


O que será que vai acontecer nesse final de semana?

E Alex? Vai ver de novo Wynonna?


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