História Straightjacket - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Kylie Jenner
Personagens Personagens Originais
Tags Camisa De Força, Drama, Justin Bieber, Kylie Jenner, Romance
Exibições 415
Palavras 2.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meus amores.
Muito obrigada pelos favoritos e comentários do capitulo anterior
Fico feliz que estejam gostando.
Agora, sem mais delongas, boa leitura <33

Capítulo 2 - The Beginning


Justin Bieber Point Of View

Pude sentir algo quente bater em meu rosto e acordei percebendo que raios solares adentravam o quarto. Estava aqui à poucas horas e me surpreendi por ter conseguido dormir à noite. Me mexi devagar sobre a cama e me sentei, observando os lençóis brancos cobrindo o colchão, cocei os olhos e pisquei diversas vezes pra melhorar minha vista. Ao olhar ao redor vi que no quarto havia - além da cama - um guarda-roupa médio de cor marrom encostado na parede, ao lado havia uma escrivaninha.

Me levantei e em passos lentos caminhei até o móvel, passando a mão devagar pela madeira envernizada, observando os detalhes que ela carregava. Havia uns cadernos no canto e ao abrir percebi que todos estavam vazios, um era de desenho. A escrivaninha tinha duas gavetas e uma porta para um pequeno armariozinho, ao abrir vi que tinha vários livros lá dentro, mas não me interessei em saber quais eram.

Me afastei devagar e fui até a outra porta que havia no quarto, a abrindo e me deparando com um banheiro. Ao me olhar no espelho vi que meu cabelo estava todo bagunçado e os olhos estavam um pouco fundos. Um cheiro ruim de poeira invadiu minhas narinas e vi que era por causa da minha roupa, então tratei de me despir e entrei no box que continha ali, tomando um banho demorado, por ter lavado meu cabelo.

Me enrolei na toalha ao terminar e voltei para o quarto, indo até o guarda-roupa. Havia uns uniformes brancos dobrados nas gavetas, peguei uma camiseta e uma calça moletom, estava me irritando com essas cores brancas. 

— Tive que comprar essas cuecas pra você — escutei uma voz. Me assustei ao virar para trás e me deparar com a doutora Burnier — o juiz não deixou que eu fosse em sua casa buscar. Chutei seu tamanho.

— Não finja que se importa — vociferei, tomando a sacola de cuecas da sua mão — se quer mesmo me ajudar, pelo menos haja como é de verdade.

Não sabia o porquê, mas algo me dizia que eu conhecia a doutora como a palma da minha mão, sabendo assim quando ela estava fingindo suas expressões. Talvez fosse um dom que homens herdam dos pais.

— Mas é claro, Justin — ela disse — vamos fazer do seu jeito então.

Em questão de segundos a mão da morena agarrou meu maxilar o virando em sua direção, eu estava determinado a afastar seus dedos do meu rosto como se minha pele tivesse os queimado, mas algo me impedia de fazer aquilo e não tive tempo de me defender do tapa estalado que acabara de receber em minha bochecha esquerda.

— Isso é por ter matado seu próprio irmão — passou a cuspir as palavras — o Nolan, Justin? Fala sério, a empresa Bieber's já não é a mesma coisa desde que seus pais morreram e agora você acaba de ferrar com o resto.

Eu sempre fui um garoto tímido, vergonhoso. Com vinte e dois anos nunca fui de falar em público, tão pouco puxava assuntos. Depois de ter sofrido o acidente eu evitava conversar para não passar vergonha, gaguejava quando ganhava a palavra, mas algo se tornava diferente quando estava com essa tal de doutora Burnier, eu parecia me sentir à vontade para expressar o que sentia, mas ao mesmo tempo eu estava desconfortável com isso e rezava para a timidez voltar, mesmo sabendo que isso nunca aconteceria.

— Eu não matei meu irmão — me exaltei, encarando a doutora — não fui eu. 

— É mesmo? Não foi o que as provas apontaram.

— Mas não fui eu. Essas provas devem ser falsas, eu jamais mataria o Nolan, jamais tiraria a vida dele sem motivos.

— Então porque as provas dizem que vocês não tinham uma conexão? Que viviam brigando dentro de casa e seus pais muitas das vezes não eram capazes de separar a briga de vocês? E que já tentaram matar um ao outro! Me diga, Justin? Porque alguém inventaria essas coisas? 

— Eu não sei, doutora! — bati a mão no vazio.

Trinquei os dentes me afastando da mulher aparentemente confusa e me sentei na cama, jogando a sacola na mesma e passando as mãos em meu cabelo o bagunçando mais do que já estava. Bufei frustrado. A doutora provavelmente iria balançar a cabeça negativamente e sair do quarto convicta de que eu era culpado de assassinar um dos herdeiros da maior empresa construtora de Nova York. Mas estava errado. A doutora não fez isso. Ela muito menos se mexeu.

Levantei o rosto passando a observar seu corpo e parei os olhos em seu crachá, de novo, estreitei os olhos afim de ler o que estava escrito e descobri que seu nome era Elizabeth. Elizabeth Burnier.

— Vá tomar seu café, estarei lhe procurando depois.

Não obedeci. Ela deu as costas quando uma voz grave chamou por seu nome em uma daquelas caixinhas penduradas na parede do corredor, ela saiu do quarto fechando a porta e logo o barulho dos saltos já não se era mais presente.

Naquele tempo que fiquei sozinho no quarto eu aproveitei pra me vestir e tentar de alguma maneira, me ajudar. Encarei um ponto vazio como sempre fazia pra me concentrar melhor e tentei lembrar do que aconteceu no dia em que Nolan morreu. Porém, nada me vinha. Eu não conseguia me lembrar de nada. 

Só me lembrava de estar correndo contra alguma coisa, como se estivesse fugindo de algo ou alguém. Corria com todas as minhas forças como se eu dependesse daquilo, e então, tudo o que me lembrava depois era de ver o corpo de Nolan ser empurrado contra a janela do seu escritório e logo sumindo da minha vista. Um vulto passou por meus olhos como uma miragem, mas eu jurava que era uma pessoa, jurava ter visto alguém. Infelizmente, não tive provas que alegasse isso.

Eu me lembrava de um par de olhos castanho escuro, sabia que não eram do meu irmão porque Nolan tinha olhos verdes, se fosse dele eu com certeza me lembraria. Havia mais alguém... Uma pessoa havia presenciado o crime além de mim e por mais que eu me esforçasse eu não me lembrava quem era, não me lembraria da aparência. Não sei o que aconteceu para Nolan ter caído da janela, não sei se alguém o jogou ou se o próprio teve coragem de se suicidar.

— Lembro que havia desmaiado. Quando eu acordei, escutei passos correndo em direção do escritório. Lembro que os policiais me algemaram na hora sem nem me dar a chance de explicar o que aconteceu. A pessoa que eu jurava ter visto sumira da empresa, não havia nada que eu pudesse fazer para provar minha inocência. Ninguém acreditava em mim... — desabafei, encarando minhas ásperas mãos repousadas sobre o colo. 

Nolan morreu numa terça-feira, sofri o acidente na quinta. Depois de sair do hospital, lembro que fui ouvido pelos policiais pela primeira vez, dei meu depoimento e pedi ajuda a advogados para cuidar do caso, mas todos se recusavam a acreditar que eu era inocente porque as provas apontavam o contrário. Os policiais não se preocupavam com a verdade, eles só queriam papéis e mais papéis, para eles, o que importava eram as provas. Se eu fosse visto como culpado em um monte de papéis, então eu era culpado e ponto final. Não havia ninguém que estivesse do meu lado, exceto a Emma. Nem mesmo o tio Henry estava disposto a solucionar o caso, ele tão pouco conversava comigo, não iria criar expectativas quanto a ele.

Desde então, venho guardando comigo essas cenas. Nunca mais me atrevi a contar pra ninguém o que eu lembrava daquele dia, as câmeras de segurança da empresa só mostravam eu, em momento nenhum do dia 13 de Março, elas mostravam a terceira pessoa chegando ou indo embora. O caso se afundava cada vez mais e ninguém estava disposto a saber da verdade.

Uma dor indecifrável se apossou do meu peito, cada momento que eu tive com meu irmão durante vinte e dois anos agora se passavam por minha mente como flashbacks, por incrível que pareça consegui me lembrar daquilo, de cada sorriso, briga, xingamento, cada abraço, cada despedida e comprimento, eu me lembrava da voz do meu irmão mais velho brigando comigo quando fazia algo de errado e nossos pais não estavam por perto. Cada brincadeira e travessura cometida pelas ruas de Nova York, Nolan era o tipo de irmão protetor, que fazia o máximo pelo bem da família, um garoto tão obediente, tão responsável e com um futuro brilhante pela frente. Nossa família era de grande importância pelo país e ele sempre se mostrava alegre com a vida que levava, amava nossos pais mais do que qualquer outra coisa, como alguém podia ser cruel ao ponto de matar o Nolan dessa forma? 

Estavam todos em choque. Meus olhos ardiam, percebi que lágrimas já escorriam como cachoeira pelo meu rosto, tentei de alguma forma acreditar que tudo não passava de um pesadelo e que eu acordaria com toda a minha família me esperando para mais um almoço com todos reunidos, todavia, nada era verdade.

Me levantei de onde estava sentado e peguei o primeiro objeto que vi pela frente - no caso um porta lápis da escrivaninha - lançando o mesmo com força na parede do quarto, ele se quebrou e terminou de se estilhaçar quando foi de contato ao chão. 

Droga de vida! 

 

Flashback On

— Filho, para com isso! — Alice me repreendeu por ter jogado uma almofada com força na cara do Nolan.

— Mas foi ele que começou, mãe — digo indignado, sentindo o objeto macio vir em contato do meu corpo com brutalidade.

Travo o maxilar encarando o Nolan com raiva enquanto o moreno ri descontrolado com as mãos na barriga.

— Jus...

— Você me paga, seu enjoado.

Me abaixei pegando a almofada do chão e corri atrás dele pela sala jogando a almofada com força em sua direção. O rapaz se esquivou, se safando assim do meu maravilhoso e destreinado lance.

Porém, o objeto não caiu no chão. Muito pelo contrário. Por Nolan ter desviado, a almofada acertou a pessoa que entrara pela porta principal de casa, deixando todos em silêncio e sem saber o que fazer.

— Jeremy! Mande seus filhos pararem com isso, por favor — mamãe implorou, não sabendo como reagir.

Jeremy olhou para todos sem dizer uma palavra sequer, direcionou o olhar para o objeto agora caído no chão e se abaixou pegando o mesmo e o apalpando, observando cada traço do mesmo. 

— Mas porque? — disse, enfim, olhando a esposa — deixe-os se divertirem um pouco.

O que eu nunca imaginava vindo do meu pai, aconteceu. Ele segurou a almofada com força e a bateu na cabeça de Nolan, fazendo o mesmo gemer de dor enquanto ria, levando a mão até o local dolorido. Ele se recompôs logo em seguida e pegou a almofada das mãos do pai, correndo em minha direção. 

Em um ato impulsivo, recuei passos e passei pelo sofá começando a correr em círculos enquanto ria, tropeçando vez ou outra nos móveis à minha frente. 

— Por Deus, vocês me devem almofadas novas — mamãe tentou se manter séria, contudo, não durou muito tempo já que o nosso pai a encheu de beijos e abraços a deixando toda feliz sorrindo abobalhada para ele.

Flashback Off

 

Um choque de realidade me percorreu por todo o corpo e pisquei diversas vezes percebendo que não passava de uma lembrança. As memórias estavam voltando mais rápido do que eu imaginava e não pude conter as lágrimas que escorriam novamente pelo meu rosto sem pudor algum. 

Eu sentia tanta falta deles.

 

    Elizabeth Burnier Point Of View

— Tudo bem então, Marcos — respondi enfim, não aguentando mais aquela conversa — vou mandar as mulheres da limpeza cuidarem dos quartos do segundo andar.

Desde que eu cheguei no manicômio hoje, Marcos não parava de reclamar sobre a enfermeira que vivia enchendo o saco dele por causa dos pacientes que estavam sem quartos, que devíamos cuidar mais do manicômio já que o inspetor viria no final do mês ver se estava tudo sob controle, e pra ser sincera, estava começando a sair dos eixos.

— Chegou um novo paciente, vou colocá-lo no quarto do Alex — disse, olhando minha prancheta.

— Dispense, Alex vai sair dos testes hoje.

— Então vou colocá-lo junto com o Justin — murmurei, anotando em meus papéis.

Doutor Jhensen nada disse então me virei e saí de seu escritório. Andei pelos corredores devagar observando as câmeras, estavam em perfeito estado e as paredes sem nenhum arranhão. Após andar um pouco, parei na sala de estar e me abaixei colocando a prancheta em uma mesinha no canto da parede, indo até um rapaz que estava sentado no sofá.

O manicômio estava com poucos médicos e enfermeiros, ainda esperávamos que novas pessoas aparecessem por aqui mas era uma vez ou outra que alguém batia na porta. Eu me tornei médica responsável pelo Justin, um garoto bastante imbecil para mim, e agora também era responsável por Logan, um rapaz que acabara de chegar. Em sua ficha, dizia que ele tinha dezessete anos e que sofria de depressão. Eu só precisava ganhar a confiança dele pra conseguir ajudá-lo.

— Hey... — o chamei devagar — vamos? 

O rapaz continuou me olhando com aquele par de olhos azuis. Umedeci meus lábios rapidamente e me pus a puxá-lo devagar para que ficasse de pé, o guiando assim até o refeitório. Ao chegar, vi que quase todos os pacientes já estavam se alimentando então levei Logan até uma mesa e peguei um prato já com a comida para ele, o rapaz estava assustado.

— Olha, meu nome é Elizabeth, mas pode me chamar de Liz se quiser — comecei, tentando me aproximar do rapaz. Ele continuou encarando a mesa. 

Peguei uma folha limpa da minha prancheta e aproximei a mesma do moreno junto a uma caneta, ganhando assim sua atenção.

— Desenha aqui o que você passou dentro de sua casa, está bem? Ou escreva, se preferir.

De acordo com a tia, Logan estava com depressão por causa de alguns problemas pessoais que ele estava passando dentro de casa, sua tia nunca descobriu o que era mas suspeitava que tivesse a ver com a mãe dele - sua irmã - que até então usava drogas. Sei que esse era um manicômio judiciário, mas Logan era sobrinho de uma grande amiga e eu precisava ajudá-la. Era pelo bem deles. Ninguém precisava saber.

Me afastei devagar o deixando sozinho para que pensasse a respeito. Meus olhos bateram na figura não muito longe de onde eu estava e ao olhar para o lado vi o senhor Henry adentrar no refeitório, lancei um sorriso amigável e caminhei até o Justin, me sentando à sua frente.

— Preciso falar com você.

— Se veio me julgar pelo assassinato do meu irmão, já pode ir embora — cuspiu as palavras.

Eu sempre fui uma boa pessoa, sempre tentei ao máximo ajudar meus pacientes, mas perto do Justin era como se eu perdesse a paciência, não sei. A forma que me desafiava me deixava completamente irritada e eu não me sentia intimidada, muito pelo contrário, só pensava em algum jeito de ficar por cima dele. 

— Olha aqui, garoto. Não se esqueça de que é você que está preso no manicômio, qualquer ação ou palavra pode ser usado contra você, o juiz ainda está de olho em você e eu teria muito prazer em inventar mentiras para que ele te tirasse daqui e te levasse para uma prisão. Quem sabe lá você não recebe o tratamento que merece.

Justin travou o maxilar enquanto comia. Percebi que uma de suas mãos fechou em punho, ótimo consegui irritá-lo.

— Só vim avisar que seu tio Henry está aqui para vê-lo.

Me levantei sentindo seu olhar sobre mim, não o encarei. Por algum motivo, não pude fazer aquilo. Apenas chamei um dos enfermeiros e dei a ordem de que assim que Justin terminasse de comer, ele fosse levado até a sala de visitas. O rapaz assentiu e me retirei dali, sentindo o olhar de Bieber me fuzilando pelas costas.


Notas Finais


Leiam:
Retrocesso:
https://spiritfanfics.com/historia/retrocesso-5617586

Mercy:
https://spiritfanfics.com/historia/mercy-6598510

Mysteries Of nightclub:
https://spiritfanfics.com/historia/mysteries-of-nightclub-5847266

Obrigada pelo carinho, gente
Espero que tenham gostado do capitulo.
Os primeiros são sempre zzz mas são necessários
Deixem a opinião de vocês nos comentários, críticas são bem vindas.
Até o próximo
Xoxo Ys ❤


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