História Strange Love - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Ação, Bangtan Boys, Boyxboy, Bts, Drama, Gangster, Jeon Junghyun, Jeon Jungkook, Jikook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Longfic, Min Yoongi, Namjin, Park Jimin, Romance, Sugakook, Vhope, Yaoi, Yoonkook
Exibições 381
Palavras 5.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shounen, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A fanfic alcançou os 300 favs e isso é muito incrível! Super obrigada por darem uma chance a Yoonkook. <3
EU ADORO VOCÊS

Capítulo 18 - Hold Me Down


Fanfic / Fanfiction Strange Love - Capítulo 18 - Hold Me Down

— Vocês vão ficar confortáveis aqui, seu amigo não precisará dormir no sofá.

— Ele não é meu amigo, é primo deste aqui.

Jungkook e Taehyung conversavam durante o corredor de um prédio até então desconhecido para os demais, o castanho apontara para Hoseok atrás de si com um bico feio nos lábios e Jungkook riu. A situação foi que em apenas alguns dias de convivência um surto novo para Taehyung fez com acabasse em um cano importante do banheiro quebrado, um Seokjin envergonhado, um Taehyung irritado e ambos encharcados, teriam que ficar fora até que o encanador do prédio resolvesse o problema.

Chegando à porta Jungkook girou a chave e a maçaneta para revelar assim que a luz foi acessa um apartamento luxuoso e confortável com todas as regalias que poderia oferecer. O Kim castanho não perdeu tempo em se jogar no sofá macio e abrir os braços como se houvesse pousado em uma nuvem, de fato era como uma.

— Quando você recebeu este apartamento, hein? – Perguntou.

— Foi um presente, meu pai passou para mim um ano antes de falecer, mas eu só o ganhei no ano passado. – Deu de ombros e estapeou o amigo. – Agora tire os pés do sofá, Tae, a empregada quase não vem aqui.

— Oh, seu aniversário está chegando, vai atingir a maior idade. Teremos uma festa?

— Acho que sim, mas não estou preocupado com isso. – Ele desistiu de falar novamente com o amigo quando notou que ele não iria tirar os pés do sofá, no lugar ele apenas se voltou para a porta onde os restantes os observavam. – Por favor, fiquem à vontade.

Ele fez uma breve reverência, demostrando sua boa educação, mas não foi retribuído o que o deixou um pouco envergonhado. Jin, Namjoon e Hoseok sentiam-se deslocados e desconfiados, Jungkook era alguém estranho de quem não sabiam nada sobre, não era certo confiar em alguém recomendado pelo namorado ou não de Hoseok e Namjoon sabia disso. Já o vira uma vez, com Yoongi e sabia que o rapaz andava estranho demais nos últimos dias até ver sua geladeira sempre cheia e embalagens diferentes, ele resolvera perguntar e Yoongi resolvera confirmar: Nós ficamos juntos.

Mas ele não tinha escolha, não havia mais ninguém em quem pudesse confiar Seokjin, precisava apenas acreditar na tese de Hoseok e rezar a todas as entidades que ficasse bem no futuro. Jungkook não ficaria ali com eles, não havia nada do que se preocupar, certo?

— Jungkook?

A voz fora da porta era de conhecimento de todos, Min Yoongi estava parado lá com uma cara de tédio por ter desviado seu programa com o mais novo para uma ação de caridade. Deu de cara com Hoseok e Namjoon e os três apenas encararam-se estranho como se pudessem comunicar-se apenas com os olhos cerrados e as sobrancelhas contraídas.

— Hyung, você veio. – Jungkook dispersou a conversa silenciosa atraindo a atenção para si. – Me desculpe por ter chamado.

— Eu ia te ver hoje de qualquer maneira.

Foi estranho para todos, eram muitas coisas a se prestar atenção e aparentemente todos ali estavam em algum relacionamento que não deveria acontecer, todos os rabos estavam presos. Yoongi percebeu isso assim que entrou no apartamento e viu como o rapaz bonito e desconhecido se segurava com força no braço de Namjoon ou como Hoseok e Taehyung trocavam faíscas pelo olhar ou como ele tratava Jungkook na frente de tanta gente conhecida, justo daqueles que o condenavam por isso.

— O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou sem cerimônia.

— Jungkook está fazendo uma boa ação cedendo o apartamento luxuoso que ele ganhou de presente para mim e para o marido daquele ali. – Taehyung apontou aos indicados, deixando Seokjin vermelho e Namjoon com raiva.

Talvez fosse possível contornar a situação se o garoto não fosse sempre tão inconveniente.

— Você é casado? – Perguntou. Soltou um risinho cínico e balançou a cabeça antes de voltar a atenção para Hoseok. – Você sabia disso?

— O Namjoon me contou sobre você e Jungkook, ele...

— Ele sabia sim. – Taehyung se meteu.

— Estava escondendo isto enquanto me repelia por estar com Jungkook, não é? – Esbravejou o prateado, mas Namjoon não respondeu.

Ele conhecia bem Yoongi, o suficiente para saber que o rapaz estava perto de uma explosão. Namjoon era sensato e não era atoa que era um dos braços direitos do chefe, ele era esperto o bastante para dar alguma corda para aquela conversa na frente de pessoas não confiáveis, nem sabia como estava ali entregando o esposo na mão de gente estranha. Devia estar ficando louco, mas não entregaria detalhes sobre sua vida ou as regras de seu verdadeiro trabalho, ele apenas permaneceu calado olhando firme para o Min até que se contivesse e entendesse que o recado era para o assunto ser tratado em outro lugar.

— O que está acontecendo?

O mais velho do grupo já estava encolhido atrás do cônjuge enquanto apertava-lhe o braço, nem soube como ainda teve coragem de se pronunciar diante aquela situação vergonhosa e desagradável, mas quando percebera estava sendo colocado no estofado com todos o rodeando exceto por Yoongi encostado em algum canto da sala observando toda a cena com um semblante entediado. Não que tivesse algo contra Seokjin, mas ele não o conhecia e ainda estava furioso com seu sub-líder por ser um mentiroso.

— Não é nada, está tudo bem. – Namjoon sorriu para o marido, Jin entendeu que isso fazia parte do "quando tudo se resolver, eu te explico" que ele jogara para cima de si desde que fugira do hospital.

Jungkook também estava entre os outros, ele pegara um copo de água de cozinha a pedido de Hoseok e o entregara a Jin que parecia um tanto sensível no momento, até mesmo Taehyung ajudara colocando as almofadas por trás de suas costas a fim de deixá-lo confortável diante a situação, ele e Jin conviveram bem durante o tempo em que o mais velho esteve hospedado em seu apartamento e mesmo um tanto assustado e indignado por descobrir de uma péssima maneira que Jin sofria de alguma enfermidade eles estavam em um bom caminho. Namjoon percebera isso e Hoseok também, o que os fizeram dar um voto de confiança aos dois jovens.

— Eu sei que tem algo errado, sei quando nem mesmo posso estar na minha própria casa ou sequer na da minha família.

— Jin, por favor, nós já conversamos sobre isso. – Esfregou a mão no rosto observando as reações do marido pensando em como controlar uma possível DR e uma rebelião, caso Yoongi se juntasse ao rapaz, ao mesmo tempo, mas ainda assim sorriu. – Aqui não é o lugar para falarmos sobre essas coisas, tudo bem?

— Claro, você me conta tudinho depois. – Respondeu irritado.

— Então, você é o grande amigo de quem Taehyung sempre fala? – O Jung estendeu a mão para Jungkook que a aceitou de bom grado e a apertou em cumprimento.

— Acho que sim. – Sorriu. – É um prazer em te ver, Tae fala tanto sobre você que é como se já nos conhecêssemos.

— Oh, que ótimo. Talvez possamos sair todos juntos algum dia.

— Eu acho uma ótima ideia. – Taehyung, que estava sentando ao lado de Jin se levantou e se apoiou em Hoseok pousando o queixo em seu ombro. – Você pode levar o Sr. Emburrado com você.

Eles olharam para o Min assim que a fala de Taehyung havia terminado, o rapaz apenas bufou e fechou a cara se recusando a fazer parte daquele chá da tarde, queria poder abrir a boca e desmascarar todo o teatro infernal no qual estava metido.

Vendo o prateado ali no canto recluso de braços cruzados e cara emburrada, como uma criança birrenta, Jungkook teve certeza que Yoongi escolheria a morte a qualquer encontro fútil de casal, tirara a conclusão depois de ter recusado todas as tentativas do mais novo de fazê-lo interagir com seus amigos. Ele sorriu com o pensamento, até perguntava esperando aquela mesma resposta gravada em sua mente e boca quando o sonoro não saia das cordas vocais do Min seguido por um aperto forte e possessivo na cintura e um beijo fervoroso nos lábios repetindo pela milésima vez que ele só queria estar com Jungkook.

— Mas é claro. – Concordara com a ideia sorrindo como um bobo.

— A geladeira já está cheia ou teremos que ir ao mercado?

— Eu pedi a Gwang que fizesse as compras do mês pessoalmente, conhecendo você eu diria que a única vez que entrou em um mercado foi naquele sábado. – O garoto piscou para Hoseok e não foi difícil para o outro entender o recado.

— Jungkook, não seja inconveniente! – Taehyung o repreendeu.

Era estranho, mas um estranho bom – ter o local antes tão vazio e sem sentido cheio de novas pessoas. O apartamento já tinha três anos e apesar do tempo ainda era novo e muito bem cuidado mesmo que permanecesse inabitado, Jungkook lembrava dos dias em que o pai se empenhava em acompanhar toda a obra do imóvel. Naquela época as coisas já não andavam tão bem, o casamento em crise, a descoberta da doença que lhe tirara a vida ainda naquele mesmo ano, o filho mais velho se tornando um homem sem escrúpulos, etc.

Jungkook passou a morar com o irmão ali, no meio daquele caos porque depois que os aparelhos se encarregaram de fazer seu pai continuar respirando as coisas tomaram outras proporções. Aquele lugar era uma das poucas lembranças que tinha do homem e vê-la cheia de vida e conversa o fez se sentir bem novamente, decidira que dar as pessoas chances de se aproximar não era algo tão ruim.

Quando a tensão do momento diminuiu Jungkook se dispôs a mostrar os cômodos e entregar a chave aos dois novos moradores, achou estranho que Jin precisasse se esconder do lado externo quando Namjoon praticamente o implorou para não sair do apartamento, achou estranho também que seu amigo ligasse e lhe contasse sobre como o seu hóspede foi parar em sua porta com um desconhecido e um caso lhe pedindo pelo favor. Namjoon era estranho, lembrava um pouco a faceta irritadiça de Yoongi na qual conhecera das primeiras vezes e ele definitivamente não gostava ou confiava em Jungkook.

Oras, então o que fazia ali?

Mesmo que ele tivesse trocado palavras e sorrido para o garoto algumas vezes ainda o encarava vez ou outra estudando se sua disposição a ajudar era verdadeira e isso o deixava tão desconfortável quanto da primeira vez em que o vira.

Teve o braço puxado para um corpo esbelto assim que passou por Yoongi, o rapaz o apertou contra si pela cintura e segurou-o pelo queixo deixando o rosto erguido para encarar seus olhos, ele sorria convencido aproximando o rosto do moreno como se estivesse prestes a beijá-lo.

— Não vai falar comigo?

— Eu estava pensando sobre isso, mas ainda não me decidi. – Tentou se aproveitar da proximidade e colar as bocas, mas Yoongi afastou-se um pouco impedindo o garoto preso em suas mãos de avançar mais. – Você não me beijar?

— Eu estava pensando sobre isso.

— Não é justo.

— Você está bem com isso? – Perguntou avulso, Jungkook levou algum tempo para entender que a pergunta estava relacionada onde seus olhos agora estavam. Namjoon e Hoseok do outro lado da sala em uma conversa puxada por Taehyung.

— Sim, mas seu amigo não para de me encarar e isso é um pouco estranho.

— Eu vou conversar com ele, Namjoon não vai incomodar.

— O que foi aquilo mais cedo? – Começou inocente embora no fim estivesse mesmo a fim de entender. – Você parecia tão irritado, como se fosse iniciar uma discussão. Se for por causa de Jin, ele parece uma boa pessoa, mas eu não entendi o que você disse sobre nós.

'Nós' era uma palavra que saia com alguma frequência da boca dos dois, Yoongi era afogado em memórias e palpitações quando referecia-se a ele e Jungkook como um nós.

Ele ainda não entendia sobre tudo para dar uma explicação coerente ao mais novo, mas sabia que parte de tudo começava consigo. Talvez entendesse como Namjoon sentira-se em relação a Jin para ter o escondido de sua facção, era uma quebra de regra, claro, mas escondê-lo até de si que tornara seu amigo com o passar dos anos.

— Eu não disse nada. – Disse apenas, deixando uma incógnita crescer na cabeça do garoto.

Yoongi parecia pensativo e um tanto estressado embora ainda mantesse o aperto no corpo alheio. Jungkook sentiu-se ignorado e nem mesmo pôde soltar-se do mais velho, indisposto a deixá-lo sob o mesmo espaço que Kim Namjoon, e partir à conversa animada do outro lado.

Conseguiu desvencilhar-se do outro quando o interfone tocou e ele precisou atender, mal sabia que toda a sua farsa estava por um fio. Puxou o gancho do telefone para ouvir o porteiro do prédio:

Senhor Jeon, me desculpa incomodar, sei que está com visita.

— Tudo bem, o que foi?

Eu queria informar o seu irmão está no prédio, ele não me deixou avisá-lo antes e já subiu pelo elevador.

— Ok, obrigado.

Jeon Junghyun estava prestes a descobrir que seu irmão mais novo amava alguém que tanto odiava e se relacionava com pessoas que sequer conhecia assim que esmurrasse na porta a fim de que fosse atendido pelo irmão. Uma péssima hora para tanta gente dividir o mesmo espaço que seria ocupado pelo irmão violento e instável do garoto.

O telefone voltou para o gancho e Jungkook tentou parecer normal a vista de todos enquanto pensava no que fazer para livrar aquele momento de uma grande confusão.

Seria no mínimo estranho se tentasse esconder todo mundo, não poderia apenas enfiar Taehyung dentro do armário da cozinha ou Jin atrás do rack da sala; Namjoon que já desgostava de Jungkook teria motivos de sobra para odiá-lo e Yoongi agarrá-lo pela camisa e obrigá-lo a dizer o que está acontecendo.

Quando virou de frente deu de caras com todos os pares de olhos em si, indagando e surtando para que ele dissesse o motivo de um devaneio tão inusitado, afinal, o garoto passara de corado para pálido em questão de segundos como se houvessem lhe dito que havia uma bomba no prédio. Bem, ele sabia que ela tinha nome e endereço certo, pronto a explodir em suas estranhas e estômago que reviravam apenas por imaginar a confusão que aquilo poderia causar.

— Nossa, você está pálido. – Jin comentou primeiro, com a sua pitadinha de curiosidade e cara de pau, algo que talvez tivesse aprendido com Taehyung no tempo de convivência.

— Parece até que viu um fantasma, credo. – Taehyung complementou, recebendo uma afirmação silenciosa de Seokjin que balançava a cabeça devagar.

Jungkook apenas tentou dar uma risada, mas ela veio trêmula o bastante para demonstrar que havia algo errado. Yoongi já tinha o visto assim e sabia que algo tinha a ver com o porteiro lhe dizendo algo já que só poderia ser, ele saiu da sua zona de conforto e parou ao lado do mais novo segurando seu cotovelo e se aproximando de seu ouvido o bastante para perguntar discreto:

— O que ele disse no interfone?

— O porteiro?

- É, o porteiro já que o senador não trabalha no prédio. – Disse debochado, porém sério, notara que o garoto perdia a noção das coisas quando algo o atormentava.

— E-Eu preciso ir embora agora. – Disse rápido e receoso a ponto de gaguejar, se tinha alguma chance era a de pegar Junghyun ainda no elevador. – Meu irmão precisa de mim.

Taehyung entendeu perfeitamente o que o amigo precisou dizer, precisava sair às pressas e evitar que o Jeon mais velho visse aquela cena toda como uma afronta a si, afinal a pessoa que preparava algo contra ele estava bem ali, sussurrando coisas ao pé do ouvido de Jungkook.

— É melhor você ir então, Kook. – Ele dissera atraindo agora a atenção para si visto que mudara drasticamente para um semblante tão sério e preocupado quanto o do amigo.

— Eu vou com você, acho que eu não tenho mais nada a fazer aqui se você não estiver. – Dissera Yoongi enquanto Jungkook buscava a chave do carro largada sob a mesinha de centro, quando o garoto virou para olhá-lo ele e Namjoon se encaravam como se aquilo fosse render por mais algum tempo. Quão difícil era o Min?

Mas Jungkook não tinha tempo para tentar decifrar a conversa e insinuação alheia, teria que deixar aquilo para outra hora, agora lhe preocupava apenas em evitar que o Min e o outro Jeon se esbarrassem na porta do seu apartamento.

— Não! – Praticamente gritara revelando seu desespero em sair do imóvel, mas que droga. – Quer dizer, fique um pouco mais e conheça Tae melhor.

— Sim, eu realmente preciso conhecê-lo melhor. – Acobertou o amigo, sorrindo falso como sempre que estava tramando ou escondendo algo. Um sorriso que Hoseok conhecia muito bem, deixando-lhe um pouco desconfiado sobre o quão importante era segurar Yoongi no prédio. – Na verdade, a ideia do Jungkook te chamar foi minha, eu sei que vocês tinham programado beber achocolatados e soju, mas não queria que ele desmarcasse de te ver por nossa causa. E agora que ele precisa ir eu acho o momento perfeito para saber mais sobre o cara com quem ele vem saindo, não sei se você sabe mas ele não tem muita sorte nos relacionamentos.

Ele realmente dissera isso? As sobrancelhas do Min se uniram em descontentamento, contrariado e insultado por um metido a advogado com cabelos cor de mel. Jurou que se um dia tivesse a oportunidade daria uns bons sacodes no rapaz. Ele acabou dando-se por vencido quando Jungkook chamou-lhe a atenção altamente em pânico respirando pesado e sibilando seus pensamentos confusos, dos quais o prateado não fazia ideia do que se tratava. Se o irmão de Jungkook lhe deixava tão aterrorizado a esse ponto, ele queria saber mais do que ninguém.

— Por favor, faça isso. – Pediu a Yoongi, com a face aflita demostrando sua pressa em sair dali. Yoongi concordou e viu o garoto suspirar, estava um pouco mais aliviado. – Eu te ligo a noite, tudo bem?

— Se você não ligar eu vou atrás de você. – Ameaçou sério, apertando o braço do garoto como se aquilo o impedisse de ir embora, o puxou de modo um pouco brusco e grudou os lábios pressionando-os possessivo na frente de todos como se quisesse dizer que não se afastaria de Jungkook e que se ele tivesse que quebrar regras para isso, não seria um problema. Mordeu seu lábio cheinho e o puxou devagar bem atento ao rosto que agora estava sereno e de olhos fechados apenas se deixando aproveitar pelo momento. – Estamos entendidos?

— Aham.

Por quase um momento Jungkook esquecera do porquê estava correndo tanto, se não fosse a tosse fingida de Taehyung ele tinha continuado ali, parado no meio da sala com o corpo colado ao de Yoongi, ofegante apenas com a voz autoritária e o olhar intenso, o prateado parecia nem mesmo piscar e foi assim que se separaram. As bochechas pareceram voltar a sua cor rosada e o garoto sequer virou para encarar as outras pessoas presentes mas sabia que Taehyung lhe cobraria por isso depois, era estranho o quanto parecia que o garoto sabia algo sobre Yoongi.

— Eu já vou. – Disse rápido antes de sair pela porta com as pernas compridas.

Só percebera que estava prendendo o ar nos pulmões quando os soltou, relaxando os ombros e abrindo e fechando os olhos como se aquilo realmente não tivesse acontecido.

— Não sabia que você sonhava acordado por aí, quantos suspiros. – Seu irmão dissera, na verdade estava parado de frente para si com um sorrisinho impertinente na boca, apoiando o peso do corpo na perna esquerda como se estivesse ali a algum tempo, mas havia acabado de chegar e apenas parara para observar os suspiros do irmão mais novo. – Algum príncipe encantado anda te visitando? O seu porteiro me disse que o movimento estava agitado por aqui, onde os seus namoradinhos estão, hã?

Não era segredo a verdadeira sexualidade de Jungkook, o garoto se lembrava muito bem do dia em que reuniu a família na Casa Grande – era a mansão luxuosa da família estimada em milhões, apelidada pela mãe do garoto e local onde crescera desde que se entendia por gente – e contou a todos sobre sua real identidade, Taehyung estava lá e poderia contar em detalhes todo o ocorrido.

O pai lhe dera um abraço bagunçando seus cabelos com um sorriso caloroso, a mãe apenas sorriu grande e disse como tinha um filho moderno, a reação do irmão é que foi diferente. Junghyun permaneceu sentado no sofá, sério enquanto olhava para o garoto como se ele fosse estrangeiro e não entendesse absolutamente nada do que dissesse.

Mas não o leve a mal, o rapaz ainda tinha uma boa relação com o irmão, ainda eram muito próximos e ele ainda tinha um pouco de sua humanidade. Junghyun sempre tivera em mente que trataria o irmão como o pai os tratava quando não estivesse presente, pensando que o ensinaria a conquistar garotas e lhe dar conselhos amorosos quando ele corresse atrás de si perdidamente apaixonado.

Para ele era estranho, mas não significava que passara a odiar o irmão, ao contrário, passara a querer protegê-lo mais ainda; sabia o quanto as pessoas poderiam ser cruéis. É claro que ele mudara com os anos e agora seus sentimentos se mantinham guardados a sete chaves, como se não se importasse. Agora sua pose superior e seu sarcasmo eram o que havia restado.

— O que você veio fazer aqui?

— O que você veio fazer aqui? – Devolveu a pergunta fingindo que não notara que Jungkook tinha preferido ignorá-lo, se aproximou do rapaz como se estivesse a inspecioná-lo. – Eu estava procurando por você, nem mesmo o telefone atendeu além de que é extremamente raro você vir até aqui.

— Isso é não é da sua conta e o apartamento é meu, não é? Vamos logo embora.

O caminho até os carros estacionados na frente do prédio bonito e novo foi de silêncio, era mais por Jungkook irritado com a brincadeira sem graça do irmão que parecia mais um adolescente rebelde e também por quase ter sido pego no flagra, não se enganaria achando que Junghyun bateria na porta e lhe desse algum tempo para esconder os outros dentro dos armários. Sabia que ele entraria ali e muito provavelmente faria algum escândalo puxando para o alto o revólver que sempre carregava no cós da calça, tudo isso por ver Min Yoongi ali respirando o mesmo ar que ele.

Uma vez teve a audácia de testar o irmão e pronunciar o nome do rapaz, como quem não quer nada ele disse que uma colega de classe praticamente lhe esfregara o namorado novo e carrancudo que havia ido buscá-la na faculdade. A reação do outro não poderia ser outra senão a raiva estampada na face.

Eu estou muito feliz por Yewon, você conheceu a família naquele jantar patrocinado pelos nossos pais.

Sim, que bom para ela. – Junghyun disse vago, ele praticamente não prestara atenção no que o mais novo lhe dizia, estava ocupado com alguns relatórios do mês enviado pelos seus entregadores.

Aparentemente tivera um bom negócio naquele mês exportando para a China, mas o falatório desnecessário do garoto lhe deixava um pouco a parte das coisas, eram números e números que já se embaralharam na mente absorvendo a nova notícia sobre uma conhecida da família cuja nem contato tinha.

Realmente espero que ela seja feliz, ela tem sido uma boa amiga, mas o namorado dela é um pouco estranho.

Estranho como? – Perguntou confuso com a falação, Jungkook parecia alguma criança em busca de atenção e às vezes Junghyun tinha consciência disso, por isso ainda lhe dava corda vez ou outra.

Muito sério – começara tentando jogar o nome do Min no momento oportuno. – Ele tem uma cara amarrada, como se estivesse sempre pronto para bater em alguém. Se não me engano seu nome é Yoongi.

O que você disse? – Era isso, jogar o verde para colher o maduro. Se seu irmão não houvesse parado suas atividades para encarar Jungkook ele teria dado o sorrisinho da vitória.

Que ele é muito...

Não, repita o nome. – Pediu Junghyun, levantando de seu lugar e indo até o garoto prestando total atenção em si.

Oh, Yoongi. – Pôs a mão no queixo como se pensasse em algo e então corrigiu-se: - Min Yoongi, na verdade.

Foi automático o irmão fechar os punhos enraivecido e praticamente socar a parede mais próxima, praguejando apenas por ouvir tal nome e gritando logo em seguida para que Jungkook ficasse o mais longe possível de Yoongi. Aproveitou a deixa para perguntar o motivo de tanta raiva, mas tudo o que Junghyun fez foi agarrar em seus ombros, olhar em seus olhos e sussurra como um lunático que havia acabado de mudar o tom de voz:

Ele é um buraco negro, vai puxar e tirar tudo de você.

Depois daquele dia o mais novo resolvera deixar Yoongi fora do jogo, já sabia que nunca poderia confiar o bastante para contar ao irmão com quem vinha saindo e que nem ao menos descobriria a razão de tudo isso, talvez ele devesse tentar com Yoongi e ainda assim não ter nenhuma certeza.

Quando ambos chegaram a seus carros Jungkook olhou subitamente para cima, sabia de cor qual era das janelas era a de seu apartamento, quase no último andar e de lá sabia que as figuras que observavam a si eram Namjoon e Yoongi, talvez pelas cores peculiares de cabelo chamativas, o prédio nem era tão alto assim.

Buscou por seu irmão, mas este já havia entrado em seu carro, ligando o automóvel apenas esperando que Jungkook fizesse o mesmo e o seguisse para casa e temeroso por talvez ter sido descoberto entrou no carro girando sua chave e iniciando a partida em seu carro até que ambos os automóveis dos Jeon houvessem sumido de vista.

Felizmente tudo o que Namjoon e Yoongi viram da janela fora costas largas dentro de um blazer escuro e cabelos pretos, o rosto de Junghyun fora milagrosamente guardado de seus olhos.

— Você o conhece? – Indagou o platinado para seu colega.

— Não, apenas sei que Jungkook tem um irmão.

— Você – Namjoon se virou para Taehyung, que roía as unhas já curtas e tentava não demostrar o quanto estava nervoso pela situação –, conhece o irmão do garoto?

— De que isso lhe interessa?

— Seja educado, Tae. – Cochichou Hoseok, como se pudesse surtir algum efeito no garoto de boca grande.

— Você está desconfiando de mim ou do Jungkook? Ele lhe cedeu este apartamento caríssimo para que você pudesse esconder o seu marido de sei lá o que. – Alfinetou. – Ele é quem deveria desconfiar de vocês.

E dito isso apenas agarrou Seokjin pelo cotovelo e arrastou dali, muito provavelmente até a cozinha já que Hoseok o ouviu dizer para o mais velho o quanto estava faminto. Namjoon sentiu a audácia do jovem na pele então apenas encarou Hoseok que se encontrava sem jeito como uma mãe envergonhada pelo filho, no fim até que Taehyung tinha jeito para advocacia.

Já Yoongi ajeitou a jaqueta de couro no corpo e rumou para a porta, antes de sair foi impedido pela voz do sub-líder:

— Aonde você está indo?

— Embora, não tenho nada para fazer aqui. – Deu de ombros e saiu porta a fora antes que o Kim apenas dissesse algo a mais deixando apenas Hoseok e Namjoon. Yoongi nunca foi um exemplo dentro da facção de qualquer maneira.

— Eu não esperava por isso. – Falou o Jung coçando a nuca e sorrindo amarelo para o primo. – O que você acha?

— Que tem algo estranho nessa história, vou me despedir de Jin e ir para a facção. – Respondeu. – Fique aqui e tente sondar o amigo dele, uma hora ele vai deixar algo escapar.

 

 

— O que tanto você quer comigo que foi até mesmo ao meu apartamento?

Os irmãos já haviam abandonados seus carros na garagem com um pedido de Junghyun para seu empregado o lavasse para o dia seguinte, haviam acabado de passar pelo hall quando Jungkook se pronunciou ainda nervoso.

— Eu tenho um trabalho para você.

— Mas não sou um dos seus capachos.

— Não é, mas talvez um dia você assuma meus negócios. – Sorriu com a possibilidade.

— Você sabe que eu nunca faria isso. – Disse ríspido arrancando uma risada de escárnio do irmão, de quem Jungkook duvidava se ainda era poderia ser salvo um dia.

— Irei viajar amanhã e somente voltarei daqui há algumas semanas, preciso que tome conta daquela boate para mim.

— Viajar para onde? – Indagou o jovem, sentindo o algo no peito se comprimir.

— Para Ilsan, ajudar um sócio que terá o enorme prazer em retribuir o favor. – Respondeu animado, claramente havia algo de errado e não se trataria de Junghyun se realmente não houvesse. – Ele está tendo alguns problemas por lá, esses moleques metidos a ganguezinha, só preciso ajuda-lo com a exterminação e tudo que terei em troca será homens e armas. É um bom acordo, não é?

— Você vai para matar pessoas? – Exasperou o garoto, aterrorizado pelo o que o mais velho acabara de dizer. – O que você é, um monstro? – Gritou e o tom alto deixou o Jeon fora de si, precisava ter pulso firme se quisesse que Jungkook fosse alguém durão e capaz como ele então agarrou-lhe pelos braços chacoalhando o corpo do garoto de forma brusca enquanto apertava os dedos em sua pele.

— Eu não gosto do tom de voz que você usa comigo. Você me devia o mínimo de respeito, eu sou seu irmão mais velho, o seu hyung. – Vociferou entre dentes.

— Eu já disse que não é! – Cuspiu de volta, jogando-se para trás para se soltar do aperto do outro conseguindo apenas depois de algumas tentativas apesar de só ter conseguido porquê o rapaz o soltara propositalmente. – E se quisesse realmente ser agiria como um.

Não esperou para ouvir mais asneiras, apenas correu pelo hall e sala, ignorando Gwang que havia acabado de adentrar o cômodo com a gritaria, subindo direto para seu quarto de onde trancou a porta e derramou-se em lágrimas enquanto deixava o corpo cair no chão. Ainda teve tempo para ouvir os últimos gritos do mais velho:

— Você é sensível demais, Jungkook! É hora de você amadurecer!

 

 

 

Música: Hold Me Down - Halsey.


Notas Finais


Às vezes eu sinto que todo mundo é a farinha do mesmo saco que a do Taehyung. :v

Até o próximo capítulo! <3


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