História Strange Love - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sherlock Holmes
Personagens Personagens Originais
Tags Era Vitoriana, John Watson, Lestrade, Londres, Mary Morstan, Moriarty, Mycroft Holmes, Romance Policial, Sherlock Holmes
Exibições 11
Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, tudo bom com vocês?
Mil perdões pela demora, aconteceram várias coisas: fiquei sem pc, sem net, sem inspiração, sem tempo...
Enfim, agora, estou inspirada e vou tentar postar toda segunda, sei que hoje é quarta, mas excepcionalmente não tive aula da facul por isso, decidi me dedicar para escrever esse que é o último capítulo dessa fase, que foi tão gostosa, ameii escrever e espero que tenham amado ler. O próximo terá passagem de tempo ;)

Espero que gostem
Boa leitura
:D

Capítulo 8 - Sonho


Fanfic / Fanfiction Strange Love - Capítulo 8 - Sonho

Quando o dia amanheceu, Camélia levantou-se e tratou logo de terminar de arrumar suas malas, quando acabou, mandou a charrete levar tudo para a fazenda de Fernando. Sua mãe foi até seu quarto e falou com ela.

− Que pressa é essa em mandar as coisas para a fazenda?

− Não dormi nada.

− Ai meu pai, estava pensando no que a pirralha te falou? Camélia, você é uma mulher adulta, não vai ficar temendo as afrontas de uma menininha vai?

− Mamãe, o senhor Fernando é louco pelos filhos. Fiquei pensando, e se ele desistir do casamento? – ela tinha a expressão aflita, Vanda rolou os olhos.

− Minha filha, ele é um homem direito, se fosse desistir, teria conversado antes. Mas, caso isso aconteça, seu pai tem vários amigos senhores do café, ele não tardaria em arrumar outro marido para você. – concluiu sorrindo para a filha que mostrou-se ainda mais nervosa.

− Não! Os amigos de papai são velhos, o senhor Fernando é o único mais jovem, bonito, educado, gentil... – sua mãe a olhou torto.

− Os amigos velhos de seu pai tem filhos, sabia?

− Mas não são senhores das fazendas. – retrucou Camélia. – Ele não pode desistir, eu estou tão aflita! – levou as mãos ao rosto e deixou escapar algumas lágrimas, sua mãe foi até ela, segurou seus ombros a fazendo olhá-la e disse.

− Camélia, o senhor Fernando é um homem direito, honrado, ele não vai te abandonar no altar, isso seria... Um escândalo! Pare de bobagens, vocês se casarão e tudo correrá bem. – Camélia enxugou as lágrimas.

− Espero que sim. Ele é um homem bom, fiquei pensando nisso ontem à noite, eu não deveria ter dito o que disse à menina, ela é só uma criança! – Vanda aproximou-se novamente e a encarou séria.

− Camélia, você está apaixonada pelo senhor Fernando? – Camélia arregalou os olhos para a mãe. – Não porque se estiver, como levará o plano adiante?

− Não fale bobagens mamãe! - retrucou espantada e nervosa. −Sabe que não tenho esses sentimentos. Só reconheço as qualidades dele, é só isso. E quanto ao plano, é claro, que levarei adiante, que bobagem! Agora saia, me deixe só que tenho que me arrumar.

− Aonde vai?

− Não é da sua conta. Com licença? – Vanda bufou e saiu.

Camélia soltou o ar que nem percebeu que prendia e sentou-se na cama, ficou pensando no que a mãe havia dito, “será que realmente estava sentindo essas coisas?” Não acreditava que fosse possível, de todo modo, teria que sair para ver “aquela” pessoa, estaria casada no fim do dia e não podia permitir que nada nem ninguém estragasse isso. Arrumou-se então e o cocheiro a levou até a cidade do Rio de Janeiro, parou em um bairro que ficava próximo ao porto na Baía de Guanabara, desceu e seguiu sozinha por uma viela estreita e mal cheirosa, parou em um cortiço, respirou fundo e subiu a íngreme escada em caracol. Bateu em uma determinada porta e um rapaz alto e muito forte a abriu, ficou a encarando com espanto e depois abriu um largo sorriso.

Camélia! Que honra você aqui! Por favor, entre. – fez uma reverência lhe dando passagem. Ela revirou os olhos e entrou. O cômodo em que estava era muito pequeno e simples, estava bagunçado e o rapaz tratou de tirar as coisas do caminho para que ela sentasse em uma velha poltrona.

− Não precisa fingir surpresa uma vez que me mandou um bilhete dizendo que já tinha voltado de viagem. – o rapaz lhe deu um sorriso amarelo, depois ficou sério, chateado.

− Você não me respondeu, achei que não apareceria. – ela ajeitou-se na poltrona inclinando-se à frente, ele estava sentado em um banco, reparou nos braços fortes que estavam à mostra devido a camiseta que ele usava, eram cobertos de coloridas tatuagens com os mais diversos desenhos.

− Tatuagem nova? – perguntou apontando para um novo desenho de um navio pirata no antebraço esquerdo do rapaz.

− Sim. – ele respondeu olhando para o braço.

− Onde fez?

− Numa colônia inglesa.

− Que colônia?

− Kingston, é na América Central. – Camélia assentiu e ficou calada por alguns segundos, ele então aproximou-se tentando agarrá-la pela cintura, no entanto, foi parado por uma de suas mãos no peito dele.

− Vim aqui para lhe dizer uma coisa e pretendo ser rápida.

− O que é?

− Me caso hoje! - o rapaz arregalou os olhos e ela fez sinal para que só a escutasse. - Vim para lhe dizer isso e pedir que não me procure mais e nem ouse fazer alguma coisa.

− Como assim você vai casar? Acha que vou permitir isso? - ele cerrou os olhos e Camélia o encarou com igual fúria.

− Não vim pedir sua permissão, vim lhe comunicar!

− Não pode fazer isso, não tem o direito! - ele replicou, mas ela o confrontou.

− Ah, então quer dizer que não tenho o direito de casar-me com um homem bom, mas você tem o direito de passar quase um ano fora tendo uma mulher diferente a cada noite!

− Eu não… - Camélia o interrompeu.

− Ah, por favor, Martim, você não passou todo esse tempo celibatário que eu sei. - ele suspirou e ficou quieto.

− Enfim, o que tinha para falar era isso. - pôs-se de pé e ele a interceptou.

− Não faça isso. Sei que me ama e só está participando do plano da maluca da sua mãe.

− Não é nada disso e eu não amo você!

− Quer dizer que ama esse velho que o gordo do seu pai te arrumou? - ele perguntou apertando o braço dela.

− Ele não é nenhum velho e eu não te devo satisfação nenhuma. Solte-me agora! - o encarou com olhos chispando de fúria e mesmo a contragosto, Martim obedeceu. Camélia afastou-se e ele suplicou.

− Fique aqui, comigo, senti tanta saudade. - a abraçou por trás e cheirava seus cachos. Ela virou-se encarando os olhos azulados dele.

− Acabou Martim, para sempre.  - ele lançou um olhar suplicante e tentou beijá-la, mas ela se afastou.

− Camélia…

− Esqueça que eu existo e não ouse falar de mim ou me procurar. - ele a olhou triste e depois com raiva e ela saiu.

O marinheiro Martim ficou furioso e quebrou as poucas coisas que tinha em casa, depois foi para um bar na baía onde bebeu até não se aguentar em pé.

*****

Finalmente era fim de tarde, e tinha chegado a hora do casamento, senhor Fernando já estava arrumado na sala, sentado em uma poltrona bebendo vinho com Leopoldo e Brás, as crianças desceram e também já estavam prontas. Abraçou os filhos que retribuíram, mas permaneceram calados. Quando a charrete com as coisas de senhorita Camélia chegou na fazenda, Luísa teve ímpetos de queimar tudo, mas conteve-se. Suas inúmeras bagagens foram levadas para um quarto de hóspedes que então passaria a ser seu. A menina sentia vontade de armar alguma coisa para lhe pregar uma peça quando chegasse, no entanto, achou melhor comportar-se, até porque o pai lhe surpreendeu com um presente, um livro de Alexandre Dumas “O Conde de Monte Cristo” tratou de iniciar a leitura e ficou tão absorta que até esqueceu-se do horário de se arrumar, enquanto Iara arrumava as saias de seu vestido, pensou que aquele presente talvez tivesse sido um plano de seu pai para mantê-la quieta. Deu de ombros no fim, seu pai não era desse tipo se lhe havia presenteado é porque realmente havia tido a intenção de dar-lhe o presente, achou melhor aproveitar o livro sem mais questionamentos.

*****

O pôr do sol foi o horário marcado para a cerimônia, muitos convidados já haviam chegado e alguns ainda chegavam, Luísa e Hugo olhavam tudo da janela da sala, senhor Fernando já estava debaixo do caramanchão aguardando a noiva. Depois de mais alguns minutos de atraso, eis que enfim, a charrete trazendo Camélia chegou na fazenda. O senhor Lucrécio desceu e em seguida ela descia da charrete. Seu vestido era de seda branca com um espartilho da mesma cor, as mangas eram de renda francesa, assim como o véu que cobria seu rosto e descia por suas costas, até o chão, nas mãos carregava um buquê de gipsofila, os cabelos estavam presos em um coque de altura média. Foram caminhando por entre os convidados que estavam distribuídos à direita e esquerda em cadeiras muito elegantes no estilo provençal, ao centro foi feito um caminho de pétalas de rosas que ia até o caramanchão. Lá, o senhor Lucrécio cumprimentou o senhor Fernando e deu a mão de Camélia a ele, o pequeno grupo de músicos tocava ao piano e violino a "Ave Maria" de Schubert. O juiz de paz iniciou a cerimônia com algumas bonitas palavras sobre a importância do matrimônio, em seguida, pediu as alianças, Fernando colocou a mão no bolso do paletó, no entanto, não sentiu as alianças, tateou os bolsos e nada, Camélia o olhou preocupada, assim como o juiz e o padre que estava próximo à mesa onde estava o livro de casamentos, ele sorriu amarelo e balançou negativamente a cabeça até que de repente, o grupo musical começou a tocar a "5ª sinfonia" de Beethoven, Fernando sobressaltou-se, os convidados começaram a fazer um burburinho e ele virou-se para olhar.

Luísa e Hugo vinham pelo caminho de pétalas de rosas, nas mãos da menina estava em um arco cheio de flores as alianças, seu vestido era de um tom rosa claro com uma saia cheia e rodada, um laço grande amarrava sua cintura, os cabelos estavam entrançados com duas tranças gêmeas que se uniam nas pontas e eram ornadas por flores. Seu irmão estava elegante em um terno de cor clara, ele lhe levava pelo braço, ela sorria e Hugo parecia meio desgostoso. Enquanto a música ia crescendo, eles iam avançando lentamente, os convidados, sorriam aprovando os irmãos, Fernando estava espantado, mas depois ficou feliz, finalmente seus filhos haviam feito uma travessura pensando em um bem. Camélia lhe olhou sorrindo, quando chegaram ao caramanchão, entregaram as alianças e Fernando depositou-lhes beijos nos topos de sua cabeça, ao se afastarem, Luísa fez sinal e o grupo começou a tocar “Für Elise”, o padre Severiano então aproximou-se e abençoou as alianças, depois pediu que trocassem e fizessem os votos, Camélia estava emocionada e derramava algumas lágrimas.

 

− Lágrimas de crocodilo.- Hugo cochichou, Luísa riu baixinho e o cutucou. Seu tio Leopoldo os olhou e ela sorriu fazendo sinal de que não era nada.

− Não sei porque concordei afinal em participar disso. – Hugo reclamou.

− É o papai apesar de tudo. Não devemos chateá-lo sempre.

Hugo suspirou e acabou concordando. Quando o padre disse que podiam se beijar, Fernando sorriu sem jeito, retirou o véu de Camélia que tinha um sorriso enorme no rosto e lhe beijou na testa, todos aplaudiram e eles assinaram os papéis, depois saíram a e caminharam até o outro ponto do jardim onde seria a festa. Iniciaram sua valsa ao som de “Vozes da Primavera” de Strauss, enquanto rodopiavam, as pessoas os admiravam, Camélia sorria e o abraçava.

− Oh Fernando, estou tão feliz! Parece que meu peito vai explodir de tamanha felicidade!

− Que bom que está contente!

− O que seus filhos fizeram foi tão lindo! Preciso agradecê-los depois.

− Sim. Eu também falarei com eles.

Em um determinado ponto da música, separaram-se e a noiva dançou com seu pai, enquanto Fernando conduzia a sogra. Depois as outras pessoas juntaram-se debaixo do enorme caramanchão de tecido branco que havia sido colocado para que valsassem. Depois disso, tiraram algumas fotografias e brindaram. Camélia encontrou Luísa atrás de uma mesa enchendo a boca de chocolates.

− Luísa! – a menina a olhou espantada.

− Querida, que lindo o que você e seu irmão fizeram. Muito obrigada, eu e seu pai ficamos muito felizes. Sabe, hoje é um dia muito especial para mim, estou tão feliz! – Camélia aproximou-se e ia abraça-la, quando Luísa afastou-se.

− Não força! Tudo que faço é pelo meu pai. Não me chama de querida, que isso soa falso, vai valsar e me deixa comendo. – Camélia surpreendeu-se com a atitude da menina e se afastou.

De fato, voltou a dançar com seu marido e permitiu-se não se preocupar com nada, aquele momento era único e estava sendo muito bonito, era como um sonho, um conto de fadas e diferente destes que terminavam justamente com o casamento dos príncipes, o seu estava apenas começando.

 


Notas Finais


Link das músicas:
Valsa dos noivos de Strauss: https://www.youtube.com/watch?v=urpFyDeZZ7A
5ª sinfonia de Beethoven: https://www.youtube.com/watch?v=_4IRMYuE1hI
Für Elise tb de Beethoven: https://www.youtube.com/watch?v=e4d0LOuP4Uw
Ave maria de Schubert: https://www.youtube.com/watch?v=5zqyzPjgj2E

Até o próximo

xoxo


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