História Strange People - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Dustin, Eleven (Onze), Lucas, Mike Wheeler, Personagens Originais, Will Byers
Tags Dr Brenner, Dustin, Eleven, Experimentos Do Governo, Lucas, Mike, Mileven, Mundo Invertido, Stranger Things, will
Exibições 57
Palavras 1.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


voltei com o primeiro cap, espero que gostem

Capítulo 2 - Capítulo Um: O segredo de Will Byers


Mike Wheeler

 

Eu acordei em súbito, muito assustado, mas me lembrei que era um dia de férias, então devia ser no mínimo meio dia. Olhei o relógio, 11:57.

- Quase, Michael, quase. – eu disse para mim mesmo enquanto esfregava meus olhos.

Minha visão estava meio embaçada, eu ainda tinha o sono consumido minhas forças e minha vontade de me levantar, que já era muito pouca antes. Estávamos ainda na metade das férias e eu não conseguia entender porque eu ainda sentia necessidade de acordar cedo, relaxei os músculos para voltar a ficar confortável na cama e dormir mais, porém uma coisa me fez voltar a ficar tenso e sentado na cama, como estava quando acordei do sonho com... com ela. E essa coisa foi a voz de meus amigos todas juntas, fazendo um barulho incompreensível.

- Mike, casa do Will, agora! Câmbio. – eu ouvi Dustin dizer pelo rádio.

- O que foi? Câmbio. – eu disse.

- Te explicamos aqui, agora vem logo! Câmbio. – gritou Lucas.

- Sério, gente, eu acabei de acordar... câmbio – eu disse, com sono.

- Come on and let me know... Should I stay or should I go? – entoou Will no walkie-talkie.

Depois de tudo o que tinha acontecido quatro anos atrás essa música do Clash tinha virado um código para quando o assunto era o Mundo Invertido.

- Chego aí o mais rápido possível!

Eu me arrumei rápido, com a intenção de descer sem olhar para trás, mas eu escutei um barulho muito alto no quarto da minha irmã, como o barulho dos muros de ferro se arrastando e me fechando naquele sonho.

Eu corri em direção ao quarto dela, escancarei a porta, sem nem pensar o que Nancy poderia estar fazendo ali.

- Nancy, você está bem!?

- Mike, o que você está fazendo? – Nancy perguntou, assustada.

Eu vi que ela estava fechando sua blusa de botões, ela devia ter acabado de sair do banho e eu estava invadindo o quarto dela sem nenhum motivo.

- Eu ouvi um barulho e...

- Será que meu quarto vai ser invadido toda vez que alguma coisa cai no chão?

- O que você tem de metal pra fazer esse barulho? – eu perguntei, levantando uma sobrancelha.

- De onde tirou que foi um barulho auto de metal? Minha lixeira virou, só isso! – ela disse, apontando para a lixeira virada no chão. - Está tudo bem com você, Mike?

- Eu... estou bem. – eu disse depois de alguns minutos de silêncio. – Eu só...

Nancy se sentou em sua cama e me convidou a fazer o mesmo, vendo que aquela conversa iria durar algum tempo. Eu fiquei encarando a janela e o sol do meio dia, enquanto procurava as palavras certas.

 - Eu tivesse um sonho esta noite... – eu me virei para olhar nos olhos da minha irmã. – Um sonho com ela...

- Ah, entendi.

- Ela estava me pedindo ajuda, e estava num lugar, parecia o Mundo Invertido, mas não era o Mundo Invertido, era como se fosse uma armadilha disfarçada de Mundo Invertido apenas para ela ficar com medo... Ela pedia por ajuda, e o grito foi como se ela estivesse com dor... eu não sei...

- Mike, já faz quase... quatro anos desde... desde aquele dia... Você já devia considerar a ideia de que ela possa...

- ELA NÃO ESTÁ MORTA, NANCY! – eu gritei. – Eu tenho que ir pra casa do Will.

- Mike, espera...

Ela falou mais algumas coisas que eu não ouvi, pois já tinha batido a porta e saído correndo pelas escadas e indo em direção a casa do Will.

Saindo da minha casa notei que o carro do Jonathan estava estacionado atrás dela. E quando passei por trás da casa vi o mesmo saindo de dentro da lixeira da casa, que ficava embaixo da janela do quarto da minha irmã.

- Pensei que ela estivesse namorado o Steve. – murmurei para mim mesmo.

Ignorei o que havia em volta e corri em direção a casa do Wil.

Cheguei a casa dele escancarando a porta e dei sorte de não ter ninguém na sala além dos meninos.

- O Will ainda esta aqui, né?

- Sim. – disse ele, acenando com a mão fazendo uma cara meio confusa. – Não achamos que ficaria tão preocupado assim.

- Era para eu me preocupar ou não?

- Na verdade, temos boas notícias. – disse Dustin. – Bom, mais ou menos.

- Como assim mais ou menos?

- É melhor você sentar... – disse Lucas.

Eu, mesmo achando estranho, sentei no sofá e fiquei encarando meus amigos, esperando eles dizerem alguma coisa.

- O Will anda tendo umas visões. – disse Lucas.

- Visões?

- São do Mundo Invertido. – Lucas continuou.

- Tipo como ele está no momento que o Will está vendo. – disse Dustin, como se aquilo fosse incrível, depois levando um olhar de reprovação de Lucas.

- Elas aparecem quando eu estou feliz, como... como se fosse para eu me lembrar como foi a pior época da minha vida... e como é lá... e que eu tenho chance de voltar.

- Não! Jonathan te segue para todos os lugares e te vigia o tempo todo e a El matou o Demogorgon, não tem como nada te levar pra lá de novo. Tirando a El, mas ela não faria isso!

- Calma, Mike, nós sabemos disso! – disse Dustin, tentando me acalmar.

- Agora para de interromper o Will para ele conseguir contar até o final! – gritou Lucas.

Eu fiz silêncio e Will continuou a falar, tentando quebrar o gelo do mau humor normal de Lucas.

- Enfim, no começo eu só afastava as visões, para eu viver normalmente, esquecer do Mundo Invertido. Mas elas nunca pararam, então um dia eu decidi tirar proveito daquilo, eu decidi ter certeza de que a Eleven tinha se sacrificado por alguma coisa.

- Ela não está morta! – eu gritei.

- Deixa ele continuar, porra! – gritou Lucas. – Sim, nós também acreditamos que ela não está morta, mas se você não deixar ele falar, você nunca vai saber o que ele descobriu. Então será que você pode deixar ele falar?

- Desculpe.

- Continuando, eu comecei a tentar deixar essas visões longas, para eu poder inspecionar Hawkins pelo Mundo Invertido. Eu andei pela cidade toda nestas últimas semanas tentando encontrar o Demogorgon ou a Eleven.

- Últimas semanas? E onde o esteve o Jonathan que não estava seguindo você? – eu perguntei, associando este fato ao que tinha visto quando sai de casa.

- Não sei, Mike, talvez revelando fotos?

- Isso importa? – perguntou Lucas.

- Talvez, é sobre a Nancy, mas continua, Will.

- Eu procurei na cidade toda, aprendi a invocar as visões quando eu quisesse e eu fiz um mapa.

- Um mapa? Com todo o Mundo Invertido?

- Tudo, ninhos, corpos, destroços, tudo que o monstro deixou. E eu também procurei pelo monstro. Não o achei em lugar algum de Hawkins, nem ele nem a Eleven.

- E ele descobriu que ele não consegue sair de Hawkins com a visão do Mundo Invertido. – disse Dustin.

- Então ou o Mundo Invertido acaba em Hawkins.

- Ou precisamos de um portal mais forte que o Will fora de Hawkins pra conseguir ver o Mundo Invertido fora dela. – eu disse, pensativa.

- Você não prestou atenção na parte boa, não achei o monstro lá. – disse Will, tentando me fazer o lado bom e parar de tentar pensar em abrir um portal fora de Hawkins.

- Mas você não achou a El. – eu disse, triste.

- Não me deixou terminar.

Will estava sorrindo de maneira estranha, eu apoiei meus cotovelos nos meus joelhos, olhando diretamente para Will.

- Eu investiguei a fonte dos meus poderes, achei que era alguém ou alguma coisa me mandando um sinal, por isso procurei pela El e pelo Demogorgon em toda a cidade, mas eu não achei nada. E esta noite eu, Dustin e Lucas tivemos o mesmo sonho, um sonho onde a Eleven pedia ajuda.

- Eu tive esse sonho também. – eu disse, sorrindo, El estava em algum lugar, e, onde quer que fosse, eu iria encontra-la. – Ela está viva! Eu sabia!

- Não fique tão feliz, Mike, o Will disse que aquelas paredes se fechando eram reais. - disse Lucas.

- Ele disse que estávamos no lugar dela, durante o sonho. - disse Dustin, um pouco hesitante.

- No lugar dela, então quer dizer que ela está em perigo?

- Mike, meus poderes funcionam em sonhos também, El devia saber disso. Eu sei como tirá-la de onde quer que ela esteja.

- Então, como fazemos isso?


Notas Finais


críticas construtivas e elogios são bem-vindos nos comentários


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