História Stranger Dreams (Camren) - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Justin Bieber, Lauren Jauregui
Exibições 495
Palavras 1.822
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 56 - Night Changes


P.O.V Camila

 

 Não consegui deixar de segurar a mão fria da minha melhor amiga, varias pessoas gritavam mas era como se minha mente não estivesse ali, eu comecei a pensar em tudo o que aconteceu, na forma como ela estava feliz, lágrimas começaram a descer sem parar e eu comecei a soluçar, isso não é justo, Emma está morta, e eu não pude fazer nada pra salvá-la.

 

- Camila, precisa sair daí. -Lauren colocou sua mão em meu ombro, eu continuei olhando a Emma, nesse momento as pessoas já haviam saído. - Camila, a ambulância tá vindo, precisa sair do meio dos vidros. -Lauren disse tentando me puxar.

- Não podem fazer nada. -Falei entre os soluços, minha voz quase não saiu por conta do grito. - Não podem.

- Vem pra cá, me deixa cuidar de você. -Lauren continuou me puxando, toquei em sua mão e ela estava tremendo.

 

 Me levantei e só então reparei que os meus joelhos estavam lotados de cacos de vidro, Lauren colocou suas mãos sobre os meus ombros e me levou para fora da casa, meus pés descalços tocaram na neve me fazendo tremer, eu me sentei num banco junto com os outros, todos estavam encarando o nada, acho que aquela cena se passa na cabeça de cada um aqui. Lauren ficou me abraçando até ouvir sirenes policiais e de ambulância, Lauren então se levantou junto com o Justin.

 

- Sai pelos fundos, se eles te virem aqui com todas essas bebidas eu nem sei o que pode acontecer. -Lauren disse.

- Não vou te largar aqui, cara. -Justin disse.

- Por favor, eu cuido do resto. -Lauren insistiu.

- Eu dou um jeito de ir pro campus, Justin. -Harry disse. - Lauren tem razão.

 

 Justin acabou concordando e deu um jeito de sair por trás da casa, logo dois policiais chegaram com um médico, eu vi outros três correndo para dentro da casa.

 

- Alguém se machucou? -O Médico perguntou me olhando.

- A Camila. -Lauren respondeu. - Ela pisou em alguns cacos quando.. quando aconteceu.

- É melhor você ir para o hospital. -Ele disse.

- Não quero sair daqui, preciso saber se ela está bem. -Falei me referindo a Emma. - Se ela vai sobreviver.

- Estamos fazendo massagem cardíaca, mas você precisa vir comigo. -Ele insistiu.

- Vai, Camila. -Lauren colocou sua mão sobre meu rosto. - Eu cuido de tudo aqui.

 

 Concordei sem falar nada e segui com o médico até a ambulância, eles me fizeram sentar no banco e o homem retirou alguns cacos de vidro do meu pé.

 

P.O.V Lauren

 

 Depois que tudo aquilo aconteceu eu fiquei completamente perdida, foi tudo tão rápido e estranho, ainda mais com a Camila correndo até mim uns minutos antes de tudo acontecer, era como se ela já soubesse que algo ruim estava pra vir, mas não posso pensar nisso agora, preciso cuidar dela. Pedi para Justin ir embora e acompanhei alguns paramédicos e uns policiais dentro da casa, já que eu sou a dona, ou quase. Eles foram até a cozinha e encontraram várias garrafas de bebidas alcoólicas, vou me foder por causa disso.

 

- Parece que a festa estava boa. -Um dos dois disse.

- Talvez vocês perderam o controle por causa disso. -Outro me olhou.

- A porra do lustre caiu, não tem nada a ver com bebida. -Falei.

- Ainda sim, vamos ter que levar você pra delegacia. -O mesmo disse.

- Não posso, preciso ir no hospital com os meus amigos. -Isso começou a me irritar, não tenho cabeça pra nada.

- Sinto muito. -Ele pegou uma garrafa de tequila. - Você vem comigo.

- Dou dois mil reais pra cada e essas bebidas nunca existiram. -Falei de braços cruzados.

- Avisa no rádio que não teve bebida. -O policial pediu pro outro.

 

 Depois de dar o dinheiro que estava em meu quarto para eles, eu voltei pra sala onde tudo havia acontecido, mas os paramédicos não estavam mais tentando ressuscita-la ou o que seja, havia um plástico cobrindo o seu corpo e o lustre despedaçado do lado, Emma está morta. Corri pra fora e Harry entendeu tudo pela minha cara, ele rapidamente me abraçou forte.

 

- Porra, como vai contar pra Camila? -Ele me olhou.

- Ela já deve saber. -Suspirei. - Essa noite era pra ser boa.

- Eu sei. -Harry passou a mão no cabelo. - Vai ser difícil.

- Vocês. -O paramédico nos olhou. - Precisam ir pro hospital.

- Mas não nos ferimos. -Harry me olhou para conferir.

- Mas vão ser interrogados lá. -Ele pediu.

 

 Entrei na ambulância junto com a Camila, ela encostou sua cabeça em meu ombro enquanto chorava, eu apenas a abracei, queria ter algo pra falar, pra consolar ela, mas sei que não existe absolutamente nada que faça essa dor parar. Dei a chave de meu carro para o Harry, ele vai entregar para o Niall e logo todos estarão no hospital. Seu choro ecoou a van enquanto íamos em silêncio para o hospital, abracei Camila o mais forte que pude, e sua tremedeira passou um pouco, pelo menos isso foi bom.

 

P.O.V Camila

 

 Chegamos ao hospital e meu pai estava me esperando na porta, andei mancando pelo pequeno espaço que tinha entre a ambulância e ele e o abracei forte, naquele momento e novamente as lágrimas começaram a cair, eu odeio a sensação de perder alguém, eu odeio o fato de não ter salvado ela.

 

- Você precisa cuidar dos ferimentos. -Meu pai disse. - Deveria esperar para não sair da ambulância com o pé assim, filha..

- Eu tô bem. -Falei o acalmando, quando um médico trouxe cadeiras de rodas pra mim, por mais que seja exagero.

 

 Me sentei e eu, meu pai e Lauren fomos até um quarto e eu tive que me sentar na cama, Lauren esperou lá fora enquanto um médico tirava mais cacos de vidros do meu pé e passavam algo que fez queimar, provavelmente álcool. Meu pé foi enfaixado junto com os meus joelhos, e eu tive que permanecer ali. Não demorou muito para um policial chegar com a sua caderneta para me ouvir.

 

- Então, Emma Watson era a sua melhor amiga? -Ele abriu a caderneta e colocou a caneta sobre sua boca.

- Sim. -Falei tentando não me lembrar daquela cena, mas foi irrelevante.

- Você assistiu o que aconteceu? Pode me descrever? -O policial continuou.

- Acho que ela não quer falar sobre isso agora. -Meu pai disse por mim.

- Tudo bem. -Respirei fundo. - Eu estava procurando por ela nos quartos, quando ouvi um barulho e muitos gritos. -Pressionei os lábios. - Então eu fui ver o que era e.. Emma estava.. acho que você sabe.

- Vou deixar você descansar um pouco. -Ele saiu do quarto.

- Pode pedir pra Lauren entrar? -Pedi ao meu pai, preciso ver ela.

- Claro, filha. -Ele deu um beijo em minha cabeça e saiu.

 

 Me ajeitei na cama deixando as minhas pernas meio dobradas pro joelho não doer tanto, então Lauren passou pela porta e rapidamente se sentou ao meu lado, seu olhar era tão preocupado.

 

- Como se sente? -Ela colocou sua mão sobre a minha.

- Péssima. -Fechei os olhos. - Eu podia ter evitado, Lauren, eu estava procurando por ela e..

- Camila. -Lauren não me deixou terminar de falar. - Você não podia imaginar que naquele momento aquilo ia acontecer, isso é impossível. -Ela apertou minha mão, nesse momento eu quase pensei em contar a verdade, mas não posso. - Foi um acidente horrível, não se culpe.

- Tudo bem. -Passei minha mão em seu rosto. - Como estão os outros?

- Os meninos estão aqui, e o Luke teve que ser retirado do hospital. -Lauren suspirou.

- Por quê? -Perguntei me assustando.

- Ele quis invadir o necrotério pra ver ela. -Lauren pareceu não acreditar no que disse. - Foi assustador.

- Você precisa dormir, Lauren. -Só então reparei em suas olheiras, mas não era pra menos, estava quase amanhecendo já.

- Não preciso. -Lauren beijou minha testa. - Preciso ficar com você.

- Não leve isso como uma obrigação. -A olhei nos olhos. - Mas é bom que esteja comigo.

- Vai ficar tudo bem, Camila. -Ela me abraçou.

 

 Fechei os olhos enquanto sentia a proteção da Lauren, a dor pode ser "suportável" quando estou com ela, mas ainda dói muito. Algumas lágrimas caíram e ela passou seu polegar por meu rosto as limpando, fechei meus olhos e seus lábios tocaram os meus, um selinho devagar e calmo, que me fez fugir um pouco da realidade horrível.

 

- Eu.. -Meu pai abriu a porta e nos viu, meu coração acelerou. - O médico disse que você pode ir pra casa.

- Isso é bom. -Lauren sorriu. - Precisa descansar.

 

 Mais uma vez eu sai do hospital com uma cadeira de rodas, mas confesso que meus pés estão doloridos demais para eu andar. Lauren caminhou com o meu pai até o estacionamento, os dois foram em silêncio, mas não era um silêncio por raiva ou sei lá, era apenas um silêncio.

 

- Obrigado por cuidar dela. -Meu pai disse à Lauren assim que chegamos no carro.

- Não precisa agradecer, não levo como obrigação. -Lauren sorriu e colocou sua mão sobre meu ombro. - Amanhã eu posso vê-la?

- Claro. -Eles apertaram suas mãos. - É melhor se você for junto com ela pro velório. -Meu pai disse baixo, mas não o suficiente para eu não ouvir.

 

 Lauren me deu um beijo na bochecha como despedida e meu pai me ajudou a entrar no carro, fomos para a casa ouvindo qualquer música que tocava na rádio aquele momento, mas eu não prestei a atenção. Assim que cheguei em casa meu pai me ajudou a ir pro meu quarto, eu me troquei com um pouco de esforço e deitei na cama, meus pés pararam de doer tanto e eu consegui fechar os olhos, não não dormi. De olhos fechados eu comecei a ver todas aquelas cenas, todos os sonhos que eu tive que eu não fui forte pra ver que era a minha melhor amiga debaixo daqueles malditos cristais, eu não consegui salvá-la, é culpa minha. Nesse momento as lágrimas começaram a cair sem parar, tive que colocar as mãos na boca para que meu pai não ouvisse os soluços, meu travesseiro já estava encharcado. As horas foram passando, o Sol invadiu meu quarto e eu ainda não dormi, não dormi por minha cabeça não parar de girar por lembrar da minha melhor amiga destruída debaixo de cristais na porra do aniversário dela, por eu estar com medo de sonhar e acabar mais ainda com essa realidade. Ouvi todo o tempo mensagens chegando em meu celular, algumas dos meninos que eu nem consegui ver por causa dos policiais que interrogaram eles. Já estava quase na hora do enterro e eu ainda não havia dormido


Notas Finais


O que acharam dessa morte surpresa? Só não me matem, qualquer coisa eu não tive nada a ver com isso!

Ps: voltamos amanhã às 18h, boa noite pra todo mundo.

-L


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