História Stranger Things - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Life Is Strange, Stranger Things
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Butterfly Effect, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Life Is Strange, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Stranger Things, Suga, Taehyung, Taemin, Vmin, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 57
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Éoq

Capítulo 1 - Capítulo Um: Pode começar a se explicar


Olhando para o nosso passado, até parecemos que somos estranhos. Não somos mais conhecidos, apenas estranhos com algumas lembranças.

Mas eu guardei todas as nossas lembranças em fotos, nas quais eu nunca poderei olhar para elas.

Eu tenho que evitar isso, mesmo que seja para evitar olhar para seu sorriso mais uma vez.

Me perdoe.

[...]

Há anos atrás, estávamos reunidos para comemorar meu aniversário de, finalmente, quinze anos. Eu estava tão feliz, ainda mais por ter meus amigos ao meu lado, mas em especial, eu me importava mais com um deles: - ''TaeTae, o que acha de uma foto?'' - Jimin me perguntou sorridente como sempre, e isso me reconfortou de certo modo.

- ''Argh, Jimin...'' - Suspirei num tom cansativo, mas ele não se afastou, e sim, se jogou em mim e bagunçou meus cabelos castanhos, sorrindo ao ponto de seus olhos desaparecerem em dois risquinhos bem desenhados. Após arrumar meu cabelo, coloquei meus óculos e pigarreei, lhe dirigindo a atenção. - ''Você sabe que eu não gosto de tirar fotos.''

- ''Oh, verdade... Desculpa então.'' - Suspirou fingindo tristeza, mas logo, levantou seu olhar para mim enquanto eu me distraía com alguma coisa aleatória. - ''Tae, o que é aquilo ali?'' - Olhei para onde Jimin apontava, e foi neste momento em que ele tirou a foto, fazendo o papel - ainda esbranquiçado - sair pela máquina polaroid.

- ''Acho melhor você correr.'' - Não demorou para que o fizesse, e logo, eu saia trás de você pelo jardim, tomando cuidado para não esbarrar nas mesas que estavam espalhados pelo gramado.

Nós corríamos enquanto riamos alto. Parecíamos crianças travessas, mas éramos apenas adolescentes inconsequentes que gostavam de brincar de pega-pega. Mas, infelizmente, você corria mais rápido que eu, e eu era bem mais lento.

- ''Jimin, volta aqui, por aí não!'' - Gritei, mas ele já estava no meio da rua, e eu queria ter impedido, mas Jimin não escutava de forma alguma.

- ''Você corre igual a uma lesma, tente me pegar!'' - Gritou de volta, não percebendo o carro que vinha em sua direção.

Eu não sei o que foi pior, eu ter visto seu corpo caído no chão, ou ter visto você dar seu último suspiro enquanto me olhava com um olhar frio e perdido, e isso me machucou, machucou muito. O que era para ser meu aniversário feliz de quinze anos, se tornou meu pesadelo durante anos, e foi pior ainda quando presenciei seus pais indo embora da cidade, deixando tudo para trás, e eu sentia a dor deles, tanto quanto qualquer outra pessoa.

- ''Vai ficar tudo bem, maninho...'' - Meu irmão me confortava. Era engraçado, ele dizia isso, mas ele mesmo era apaixonado por você, mas parece que ele sabe o quanto doeu para mim perder você, tanto quanto doeu para ele. - ''Ele está num lugar melhor.''

- ''Você acha, Kook?'' - Me abraçou, me aconchegando em seus braços longos e quentes o suficiente para que eu me sentisse verdadeiramente acolhido. Eu precisava daquilo, um abraço mais do que suficiente para curar meu coração congelado no dia e momento em que Jimin morreu.

- ''Tenho certeza.'' - Beijou o topo de minha cabeça, pegando em minha mão e me levando para dentro de casa. - ''Vamos ver um filme, você pode escolher o que quiser.'' - Eu apenas concordei, e no final, chorávamos ao ver A Culpa é das Estrelas.

Talvez tenha sido uma péssima escolha de filme para aquele momento, mas então, lembrei o quanto Jimin amava esse filme. Se tem uma coisa que eu mais sentia saudades naquele momento, era de ver aquele filme com Jimin. Agora, eu nunca mais irei ouvir as lamúrias de Jimin sempre que o filme acabava, e realmente, essa era a melhor parte. A melhor parte era ter um amigo que reclamava de tudo, mas que no fim, sempre dizia que queria ver de novo. Jimin era indeciso, isso era uma qualidade sua, não um defeito. Bom, até acontecer o que aconteceu.

Triste.

[...] - Anos Depois

E lá estava eu, na sala de aula de cabeça baixa e relembrando a morte de meu ex-melhor amigo enquanto tentava arduamente segurar minha lágrimas, parecia que eu iria morrer de tanta dor - emocionalmente falando - em meu peito. Era algo que me lembrava que eu ainda estava vivo, e infelizmente, da pior forma; aquilo me consumia cada vez mais, e eu apenas queria chorar até que eu sentisse sono, mas ali estava eu, na sala de aula do terceiro ano, cercado de veteranos e pessoas fúteis nas quais não dou a mínima.

Depois de bastante tempo lutando enquanto ouvia aquela palestra da aula de história, eu finalmente cai em lágrimas. Achei que com o tempo ficaria forte, que a morte de Jimin iria me tornar alguém mais maduro, mas parece que a cada dia eu fico mais fraco. Eu não sei o que Jimin levou de mim quando morreu, mas sei que foi algo de extrema importância, e com certeza, necessária para que eu continuasse vivendo.

- ''Sr. Taehyung, está se sentindo bem?'' - Ainda de cabeça baixa, neguei para o professor que me dirigiu a pergunta.

- ''Minha cabeça dói, meus olhos também.'' - Disse abafado, me levantando apenas para tirar as lágrimas espessas que caiam por minha bochecha.

- ''Saia para tomar um ar, volte quando estiver bem. Se quiser, peça para ligar para os seus pais.'' - Assenti, me levantando rapidamente e saindo mais rápido ainda, não queria atrair atenção mais do que já tinha atraído, e além do mais, não queria que me vissem chorando.

Virei o corredor e me deparei com os armários. Eu iria pegar um remédio para dor de cabeça dentro do meu armário azul, pois eu sabia que logo uma dor de cabeça iria me atingir logo após minha crise de choro, mas antes que eu pudesse abrir a porta de metal, a dor em minha cabeça ficou mais forte, de uma maneira latejante que me fez grunhir de dor e fechar fortemente os olhos. Parecia que algo tinha batido fortemente em meu cabeça, e eu nem notei quando eu caí de joelhos no chão, a dor era tão forte que mal conseguia me manter em pé.

- "Tae!" - Uma voz familiar gritou por mim, e então, eu abri os olhos.

Eu me encontrava numa tempestade de pura ventania e chuva forte. Eu sentia a eletricidade no ar, um pressentimento horrível e o frio que assolava minha pele sempre que o ar rodava envolta de mim, me causando calafrios. Também notei que estava fora da escola, no pátio principal, de frente para um furacão que era o centro daquela tempestade. Era noite, tudo se encontrava no negro mais escuro da noite, com direito a nuvens carregadas de raios e trovões que faziam o céu brilhar naquele clima assustador. 

- "O que é isso?..." - Murmurei, me sentando sobre o gramado enquanto, sem forças, apenas me senti preso ao chão, sem conseguir me mover.

- "T-Tae..." - A mesma voz me chamou, e quando tirei meus olhos do furacão para ver da onde vinha aquela voz, engoli seco. Jimin estava ali bem na minha frente, se rastejando pela terra, chegando perto o suficiente para agarrar meu tornozelo. - "Por que me deixou morrer?... Por que não me salvou?" - Questionou enquanto subia cada vez mais pelo meu corpo, agarrando minhas pernas e me puxando para si. Chegou em um momento, na qual ele estava sentado sobre meu peito, me encarando com seus olhos frios e mortos. - "Você não me ajudou..." - Suspirou, caminhando lentamente suas mãos pelos meus ombros, até chegar em meu pescoço. - "Eu odeio você." - Disse entredentes, antes de pressionar seus polegares em minha garganta, impedindo a passagem do ar, causando uma dor aguda pelo meu pescoço.

Era como estar preso num pesadelo em que você não consegue acordar. Eu sentia meu corpo doer, principalmente meu pescoço, e parecia que cada vez mais eu estava a beira de algo que me mataria. Lágrimas caiam enquanto eu suplicava por ar, para ele parar, mas eu não tinha forças, a não ser para me espernear e tentar sair de seu aperto. 

- "N-não! Não!" - Sem notar, eu gritava enquanto ainda sentia o aperto em meu pescoço, até que senti mãos me chacoalharem, tentando me acordar.

- "Hey, garoto!" - Abri meus olhos devagar, e logo, vi um garoto de cabelos pretos e com um semblante preocupado. Ele me olhava confuso, mas com receio. Só neste instante eu fui perceber que eu me engordava, e que também, eu estava dentro da escola, no mesmo corredor. Eu estava ficando louco, só podia ser isso. - "Você está bem? Está pálido." - Uma gota fria escorreu pela lateral de meu rosto, e me senti completamente suado, dos pés a cabeça. Meu corpo tremia, eu estava em um estado em que eu nunca tinha e entrado, num pânico terrível, até mesmo para mim aguentar. 

- "Eu... Me sinto tonto." - Murmurei, e então, ele suspirou.

- "Você precisa de ar, vem, eu te ajudo." - Concordei, sentindo-o passe seu braço por debaixo do meu e me erguer. - "Consegue andar, sim?" - Assenti, mas no primeiro passo, eu tropecei quase caindo, mas ele me segurou. Com um pequeno sorriso, ele me ajudou a andar, me segurando mais firme ainda. - "Está tudo bem. Vamos para fora, precisamos de um lugar calmo para você descansar." - Apenas assenti, e então, aos poucos, dávamos passos lentos até o pátio principal, mas eu insisti em sentar em um dos bancos longe do portão da escola.

Ele se sentou ao meu lado, e eu nem percebi quando estava descansando minha cabeça em seu ombro, mas não falei nada, me sentia cansado demais para pensar naquilo agora. Ele não recuou, de bom grado, ofereceu seu ombro; com os olhos meio abertos, notei que a noite chegava rapidamente, o que me deixou com medo, por algum motivo.

- "Pode me contar como aquilo aconteceu? Quer dizer... Por que você estava se enforcando?" - Perguntou timidamente, e por algum motivo, não me senti pressionado como normalmente me sentiria com qualquer pessoa, mas ainda estava receoso para falar daquilo.

- "Eu estava sentindo uma dor forte na cabeça, e então, eu só me lembro de ter apagado e acordado aqui... No meio de uma tempestade.'' - Murmurei ainda meio zonzo. Parecia que eu poderia desmaiar a qualquer momento, mas eu ainda tinha alguma esperança de que logo ficaria bem, mesmo que fosse impossível disso acontecer agora.

- "Você quer que eu chame alguém?" - Neguei, e então, ele apenas permaneceu ali. - "Você se sente bem? Quer dizer, emocionalmente falando." - Respirei fundo, me levantando de seu ombro para encará-lo.

- "Eu sinto como se eu já tivesse morrido. Eu me sinto morto, triste o suficiente para me punir todos os dias." - Assentiu, pegando minha mão enquanto me encarava com um olhar que eu julguei confortante.

- "Não se sinta mais assim, estou aqui agora." - Sorriu, enquanto brincava com meus dedos. - "Um amigo vai te fazer bem, acredite. Meu nome é Jin, e bem, sou seu amigo agora."

- "Eu não sei mais o que vai me fazer bem." - Por um momento, eu estava prestes a chorar, mas a dor de cabeça me atingiu novamente, e mais uma vez, eu apaguei.

Eu estava na mesma tempestade de antes, mas dessa vez, eu estava dentro da escola, de frente para meu armário. Olhei para o lado, vendo que a ventania lá fora ainda continuava forte, com a mesma chuva e o assustador som dos trovões. Olhei mais uma vez para meu armário, notando que tinha um papelzinho preso entre as grades, e então, peguei-o e abri para ver o que tinha dentro. Dentro, tinha uma data escrita a caneta, que era daqui a cinco dias.

- "Não..." - Murmurei, assustado, e então, eu fui acordado mais uma vez, mas ainda com uma dor de cabeça forte. 

- "O que aconteceu? Você simplesmente apagou." - Disse preocupado, mas eu nem estava prestando atenção, eu ainda estava assustado.

- "Vai ter uma tempestade daqui a cinco dias." - Soltei, e ele me encarou confuso. - "Vai ter um furacão, chuva e uma ventania forte... Todos nós vamos morrer." - Arregalou os olhos, me encarando como se fosse um louco. - "Você precisa acreditar em mim!"

- "E-eu--" - Se interrompeu quando um floco de neve caiu sobre seu nariz, e quando vimos, estávamos envolta de neve que caia lentamente no chão. - "Neve? Mas está fazendo vinte e cinco graus nessa noite."

- "Acredita em mim agora?" - Respirei fundo, me levantando. - "Não é uma simples tempestade, tem algo nela, alguma coisa muito ruim." - Apontei para o portão da escola, e ele olhou para lá, mas apenas eu sentia como se o furacão estivesse ali, o que era aterrador. - "Não é só um furacão, é o que está dentro dele."

- "Tae..." - Me chamou, tirando a neve de suas roupas assim que se levantou. - "Pode começar a se explicar."


Notas Finais


Eu estava querendo fazer uma fanfic inspirada em Life Is Strange e Stranger Things

Bom, é isso né

Espero que gostem, pq né -qq

Raramente eu faço uma longfic, mas enfim, amém essa fic

Bom, até o próximo capítulo <3


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