História Strangers - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella
Tags Pana
Visualizações 87
Palavras 1.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As musicas são Strangers e Eyes Closed da Halsey

Capítulo 1 - Strangers


Eram 19 horas e 30 minutos de uma noite comum de sábado; estava em casa na companhia agradável de Mané, ansiando pela chegada da minha melhor visita. Eu não a via há duas semanas e meia e tudo que meu coração queria era vê-la.

Assim que o relógio marcou 20 horas, ouvi batidas leves na porta e Mané pulou do meu colo no mesmo segundo, ficando de prontidão na porta, esperando que eu a abrisse para que ele pudesse ver de quem ele receberia um novo carinho naquela noite. Assim que o fiz, Paola entrou e, sem ao menos se importar em me cumprimentar, se abaixou e brincou um pouco com Mané.

- Oi. – Ela disse para mim enquanto ainda brincava no chão. – Tudo bem? – Se levantou e ficou face a face comigo, sorrindo.

- Sim. – Me inclinei para beija-la, mas ela gentilmente se esquivou, o que não me impediu de ficar extremamente sem graça; sem deixar demonstrar meu abalo, a convidei para sentar e liguei a TV em qualquer canal.

- Não vamos fazer nada? – Paola perguntou, entediada.

- Estamos vendo televisão, curtindo a companhia uma da outra. Não está bom? – Perguntei de volta, querendo saber de verdade a resposta, mas ela só concordou com a cabeça, contrariada, e voltou a olhar para o programa, enquanto eu me perdia nos detalhes do seu rosto, sendo atingida por uma coisa que me martelava o coração e a cabeça há duas semanas e meia. – Você não me ligou durante o tempo que esteve fora, também não me atendeu. O que aconteceu?

- Nada demais, meu bem. – Ela sorriu para mim. – Fui para Londres com Jason e a Fran e quando fazemos esse tipo de viagem em família temos um combinado de não ficarmos muito no celular. – Explicou como se estivesse me contando que usou outro trajeto para o trabalho.

Por mais que eu tivesse tentado, nunca teria conseguido disfarçar minha expressão facial naquele momento. A argentina percebeu que aquilo não tinha sido bem recebido, então colocou a mão na minha nuca, me puxou e encostou nossos lábios, nos levando a um beijo cheio de desejo, que logo percebi ser uma preliminar quando Paola começou a subir o meu vestido.

- Paola... – A parei e ela olhou para mim, esperando uma explicação para eu ter feito aquilo. – Podemos não fazer hoje? Eu estou com saudade de você, mas não desse jeito. – Eu disse sem pensar e me arrependi.

- Claro, Ana. – Ela disse, séria, e se afastou de mim, ficando em uma extremidade do sofá e eu em outra. Paola ficou mais dez minutos naquela posição, quieta, pensativa e, então, levantou, fingiu que havia tido uma urgência e que precisava ir embora.

- Você vai embora porque eu não quis transar com você? – Eu perguntei enquanto ela pegava sua bolsa.

- Claro que não Ana Paula. Eu só tenho uma coisa a resolver. – Paola respondeu, seca e grossa, já se dirigindo a saída, sem precisar da minha ajuda.

Eu juro ter perdido a cabeça naquele momento, senti o desespero de estar perdendo-a e num minuto de loucura eu disse após juntar todo o ar possível em meus pulmões:

- Eu te amo. – Eu disse de uma só vez assim que ela colocou a mão na maçaneta.

Vi ela prendendo a respiração e soltando a mão da porta, se virando para mim em seguida. Meus olhos já estavam vermelhos de desejo por chorar e não conseguia respirar normalmente; me sentindo extremamente inconsequente por ter ultrapassado a linha do limite, me preparei para o que viria a seguir.

Paola se aproximou de mim, colocou a mão no meu rosto e, após me olhar com pena, apenas me disse:

- Ana... Você sabe que não somos amantes, não sabe? Não somos feitas pra isso, não podemos nos amar. – A argentina continuava a caricia na minha bochecha enquanto destruía minhas esperanças. – Me desculpa, meu bem. Nunca quis que acabasse nisso. Eu achei que tivesse ficado claro o que nós éramos. – Me olhou por mais alguns segundos com o mesmo olhar de pena e voltou a dizer: – Me desculpa.

Me soltou e saiu do meu apartamento, fechando a porta atrás de si com delicadeza como se temesse que qualquer movimento mais brusco arrasasse ainda mais meu pequeno coração já totalmente destruído. Paola saiu do meu apartamento levando consigo a Ana Paula Padrão jornalista, sonhadora, apaixonada; deixando no seu lugar uma Ana Paula Padrão em sua versão mais cinza.

Eu sempre soube onde eu deveria ficar, sabia qual era o meu lugar e o meu papel: a de amante. Eu sabia o jogo daquela argentina e, até conhecê-la, também sabia jogar, afinal era sempre a mesma coisa, mas isso não me impediu de ser derrotada.

Peguei meu celular e desbloqueei a tela de bloqueio que tinha como foto meu querido Mané, abri o aplicativo do telefone e abri a tela dos contatos, indo direto ao G e então apertei para chamar. Não precisei esperar mais de uma hora para que ouvisse a campainha. Eu já estava a espera então atendi o homem de meia idade e olhos claros e deixei que ele entrasse.

- Fiquei surpreso com a sua ligação, principalmente à essa hora, mas não podia negar um convite seu. – Gustavo disse com um sorriso bondoso e apaixonado no rosto. – Não vou mentir: perdi todas as esperanças quando você me disse que estava apaixonada por uma pessoa e não era por mim, mas parece que o universo conspira ao meu favor.

- É, eu me enganei quanto aos meus sentimentos. – Lhe indiquei o sofá e ele se sentou. – Vinho?

Me dirigi a minha pequena adega assim que ele me deu sinal afirmativo com a cabeça, peguei duas taças e as levei junto comigo para a sala de estar; servi as taças com o liquido escuro do vinho e lhe dei uma.

Eu e Gustavo bebemos até altas horas da madrugada, assim como conversamos, tentando atualizar um ao outro sobre nossas vidas, mas sempre que o assunto era a pessoa por quem eu estava apaixonada, eu desviava.

Uma garrafa de vinho foi suficiente para que ele quisesse e tentasse me beijar, mas eu pedi que não e ele me respeitou. Assim que voltamos a beber, enquanto ele falava, eu só conseguia pensar em Paola; em como eu teria dado tudo por ela e em como ela só me retribuiu com mentiras. A boca de Gustavo continuava mexendo, sorrindo e bebendo enquanto eu refazia toda a minha relação com Paola na minha cabeça para ver onde eu tinha errado com ela.

Eu sentia saudade de Paola de tal forma que se tornava dor física. Sentia falta de acordar pela manhã e vê-la ao meu lado. Sentia falta de planejar um futuro com ela. Sentia falta dela. Enquanto ela só sentia falta do meu corpo.

Eu estava bêbada, o mundo estava rodando e, ao mesmo tempo, parecia em câmera lenta. Entre as olhadas para a boca falante de Gustavo e meus pensamentos sobre Paola, acabei por seguir uma linha de raciocínio de que era só eu manter meus olhos fechados.

Deixei minha taça em cima da mesa de centro, peguei a dele e fiz o mesmo e, então, o beijei. O beijei de olhos fechados; se eu mantivesse meus olhos fechados e idealizasse bem poderia ser a Paola ali. Eram as mãos da argentina, sua boca, sua pele, sua língua.

Eu tentei, me esforcei ao máximo, mas aquelas mãos grossas nunca seriam tão delicadas quanto as de Paola, aquela boca rude nunca seria a boca que tão bem se encaixava na minha, sua pele nunca seria tão macia quanto às da argentina, sua língua nunca teria tanta sincronia com a minha e Gustavo Diament nunca seria Paola Carosella. Ninguém nunca seria Paola Carosella; ela era insubstituível.

O soltei e, após olha-lo nos olhos, percebi a crueldade que estava cometendo. Ele não tinha a mínima ideia do que se passava na minha cabeça, ele não tinha a mínima noção de que enquanto o beijava era outra que passava na minha mente.

Eu sabia que aquilo não era certo, muito menos daria certo; nunca daria, nem com ele e nem com ninguém que não fosse a Paola, então apenas me desculpei e pedi que ele saísse, indo em direção ao meu quarto com Mané no colo assim que ficamos sozinhos.


Notas Finais


gente tem um twitter q posta um monte de fotinha um monte de coisas da Napaula segue la é @appbestof bjs


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