História Strangers When We Meet - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Bowie
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Exibições 21
Palavras 1.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


e aí pessoal
(sem fogo na mão)
desde já eu peço mais de mil desculpas por demorar mais um mês pra atualizar a fic pra vcs ( @Ramonacalamidad não precisa me matar <3 ), mas é que foi um mês complicado em que eu me afastei daqui e de varias coisas junto a semana de provas e a feira técnica da escola.
mas o bom é que tudo acabou e cá estou eu de volta jlkjkkjhkj
então galero, queria dizer aqui que Sabado é meu aniversario e quem ganha o presente é vcs
SIM É VCS

se td correr como planejado e eu conseguir escrever :))

é isso galero,
Boa leitura

Capítulo 12 - XII - Contra o Tempo


XII - Contra o Tempo

 

 

“Quantas vezes você já ficou entre o sim e o não?

Quantas vezes em um segundo você já perdeu seu chão?

Eu desejei voltar ao passado só mais um dia

E agora sou eu contra o tempo. ”

 

 

 

(Contra o Tempo – Fake Number)

 

-O que tem a me dizer? – Perguntei o encarando, mas ele permaneceu quieto e seu silêncio passou a me incomodar profundamente –Diga alguma coisa David mas por favor, não fique quieto!

-Carole eu juro que não fiz nada, isso é... isso é completamente ridículo! –Ele manteve sua cabeça entre as mãos, encarando o chão parecendo buscar as palavras que não saiam tão facilmente

-Então como ela pode julgar ser o seu filho? Ela esteve fora o tempo todo, David por Deus, o que você fez? – Voltei a encara-lo, meu olhar talvez esbanjasse certa fúria a tal altura. Mas dessa vez, ele ergueu a cabeça e me encarou no fundo dos olhos e tentou se aproximar, mas eu me afastei. Não queria que ele me tocasse.

-Acha que não conversamos sobre isso Caroline? Aquela mulher é louca, sabe que eu prefiro estar com você do que ao lado dela – O encarei nervosa, aquelas palavras não desciam. Eu não conseguia digerir. Ele não podia ter dito aquilo, mas ele disse.

Eu não ia chorar mais uma vez.

-Então por que ainda está com ela? Por que deixou simplesmente que ela te beijasse aquele dia? – Eu reuni coragem e gritei aquilo que precisava, toda a dor mantida dentro de mim eu coloquei naquela frase. Nunca desejei tanto que David sumisse de minha frente pra sempre.

Eu só queria que aquilo tivesse fim.

Ele não disse nada, me encarou em silêncio e assim permaneceu. Fechei os olhos e respirei fundo, já sabendo que de nada mais me adiantaria naquele momento. Voltei a me sentar no sofá e a encarar a vista da janela, na qual estava já escura.

-Não vai falar mais nada? –Me levantei e o encarei esperando a resposta que nunca viria, esperando a resposta que jamais seria ouvida.

Eu lhe dei as costas e levei minha mão a cabeça, cansada e irritada.

-Carole? – Sua voz baixa, quase inaudível me chamou, mas eu não me virei dessa vez. Eu o ignorei.

-David eu preciso de um tempo sozinha por favor – E saí em direção a cozinha, passei por Joanna que me olhou assustada e ameaçou vir atrás de mim, mas eu realmente precisava ficar sozinha. Parei no quintal, onde novamente acendi um cigarro e encarei o céu negro. Eu precisava de uma resposta.

Eu estava perdida, perdida entre um sim e um não. Eu realmente devia manda-o embora? Uma parte de mim implorava por ele, diferente da outra que o queria o mais longe possível dali e de Meghan. Em minha cabeça, passei a duvidar, ele poderia estar mentindo, mentindo sobre tudo isso. Talvez Angela não estivesse de viagem e ele se encontrava as escondidas.

Eu não deveria ter aceitado ele de volta. Como fui burra.

Burra, isso que eu era naquele exato momento. Terminei meu cigarro, respirei fundo e voltei a sala, onde ele encarava a parede procurando soluções indiferentes.

-Vá embora –Falei assim que cheguei, encostando no parapeito da porta do pequeno corredor

-O que? Carole... – Ele tentou falar, mas eu não queria saber

-Vá embora – Apontei para a porta –E não volte nunca mais!

-Por favor me escuta... – Comecei a andar em sua direção, o fazendo ir para a porta principal

-Não quero saber de mais nada David, basta – Abri a porta e o fiz andar para fora – E leve isso com você – Lhe entreguei o colar que ele havia me dado como um “suposto” perdido de desculpas

-Caroline... – Ele barrou a porta com a mão quando ia fecha-la, me recusei a olha-lo nos olhos. Aquele não era o mesmo David. – Se pensa que as coisas vão ficar assim não se engane, eu não vou desistir de você. – Ele me olhou, e saiu, fiquei encarando o assoalho da porta sentindo a brisa fria da noite em meu rosto e uma fina lágrima cair, sequei a mesma e fechei a porta. Na mesma hora Joanna veio até mim, visivelmente preocupada com tudo.

-Você esta bem Carole? – Ela perguntou me levando até a cozinha e me servindo um pouco de chá

-S-sim eu estou... não é nada... – Falei tentando enganar a ela, e a mim mesma. Não, nada estava bem.

-Por favor, não esta tudo bem – Joanna se sentou em minha frente, me encarando dar um gole no chá – Carole... Sou sua melhor amiga, a anos e sei quando tudo esta errado

-Joanna... me desculpe não estou com cabeça pra falar sobre isso agora – Olhei para o chão procurando uma saída. Ela havia me pegado.

-Tudo bem... não vou te forçar a nada... olha, descanse tudo bem? –Nós se levantamos e fomos até a porta – Eu te ligo amanhã certo? – Concordei com a cabeça e ela me abraçou e foi embora.

Novamente estava eu, sozinha mais uma vez.

Andei pela casa apagando as luzes. Eu precisava dormir um pouco, sentia como se jogassem um tijolo sobre minha cabeça. Subi as escadas e fui até meu quarto me jogando na cama e de cara me dando frente a frente com aquele porta retrato, o porta retrato que me encarava fixamente. O tomei em mãos e o abaixei querendo esquecer de tudo, mas era impossível. Não conseguia sequer fechar os olhos sem reviver as lembranças de mais cedo.

Aquilo estava me matando.

Já se passavam das uma da manhã, e la estava eu encarando o relógio desejando os bons momentos de volta, já sabendo que eles jamais voltariam. Me virei de um lado, me virei do outro e nada. De repente os meus pensamentos se voltaram a David. Eu estava com raiva, mas eu não podia negar para eu mesma. Eu o amava mais que qualquer coisa.

Vê-lo ir embora sempre doeu, mas daquela vez doeu mais do que qualquer outra vez, até mesmo pelo fato de que eu mandei ir embora e não voltar mais.

Eu me arrependi desesperadamente, desejando que ele batesse naquela porta naquele exato momento sem me importar que já era mais de uma da manhã.

Enterrei minha cabeça no travesseiro, por que tinha de ser tão complicado? Por que? Eu não entendia. Em uma multidão de pessoas que iam e vinham cheias de problemas, eu era só mais uma. Sem entender o porquê da vida ser assim.

Nada é fácil para ninguém.

Eu mesma havia prometido que não iria deixar que Angela tomasse David de mim por completo. Mas será que eu ainda tinha forças?

Até quando vai durar? 


Notas Finais


Contra o Tempo: https://www.youtube.com/watch?v=3DL44i4UJ2U É manas... a inspiração vem das pequenas coisas kkjlkjlkjl

Lembrem-se de comentar ou o Demogorgon pega vcs pra um passeio no Upside Down <3
até próximo
bjau


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