História Strawberry (Jungkook Imagine) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Imagine
Exibições 820
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capitulo no ponto de vista do Jeongguk e me desculpem pela demora.

Capítulo 13 - Desistência


Fanfic / Fanfiction Strawberry (Jungkook Imagine) - Capítulo 13 - Desistência

JEONGGUK

 

Ultimamente eu estava abandonando muitas expectativas.

E depois de passar algum tempo dando aulas para aquela garota estrangeira me fez questionar coisas sobre o meu futuro. Afinal eu estava realmente no segundo ano, que profissão eu teria? O que realmente me interessava?

Eu via algumas pessoas na minha sala conversando sobre o que os pais queriam que eles fossem, mas meu pai estava morto e minha mãe não se importava.

Não havia nenhum tipo de pressão sobre mim sobre que curso eu faria ou sobre que profissão eu teria, eu não era herdeiro de nada, então uma vida pacata e tranquila me esperava e aquilo me fez pensar que... Eu estava vivendo uma vida vazia.

Nunca havia sido alguém dramático, e diferente do que algumas pessoas pensam, eu não me considero realmente indiferente, apenas queria ficar quieto e não me envolver em problemas, por que eu já tinha problemas internos suficientes para me envolver em problemas banais e dramas adolescentes.

Temi quando descobri que estava gostando de SoJin e temi em pensar que isso me fazia participar indiretamente de um dos dramas adolescentes que eu sempre evitava.

Embora fosse distancia que eu a quisesse, ela sempre estava lá, tentando me ajudar ou aparecendo e fazendo perguntas sobre mim, ela sempre me parecia tão bonita que eu acabava repensando se queria mesmo abrir mão de todas aquelas sensações estranhas que aquele sentimento provocava. Eu nunca me havia me sentindo assim.

Apesar de todo esse misto de sensações, eu sentia que talvez fosse só o sentimento que me impedia, como se eu não visse um futuro com SoJin, como andar de mãos dadas ou fazer todas aquelas coisas inúteis que namorados fazem. Eu não pensava em tocá-la mais do que eu já  o fazia, eu nem mesmo sabia o que eu queria dela, talvez quando eu ouvisse ela dizer que também gostava de mim já seria um grande passo pra saber o que fazer.

— Você está bem pensativo hoje. — _______ comentou, eu tirei os olhos da tela do meu celular que não havia nada demais, e encarei-a. Ela não estava me olhando de qualquer maneira, estava concentrada em sua atividade, ou pelo menos parecia.

— Você já terminou?

Ela me olhou suspirando.

— Só faltam duas questões.

— Então termine.

Ela era engraçada, aquela garota.

Ela sempre parecia tão feliz que às vezes isso me irritava, mas eu não desgostava dela em tudo. Depois que eu a conheci pude ver que ela não é tão ruim quanto eu imaginei, somente é desastrada e distraída, e muito barulhenta na maioria das vezes.

Formular questões e ouvi-la reclamar de como tudo parecia difícil demais, era divertido.

— Você vai também? — Ela começou de novo.

Foi minha vez de suspirar.

— Ir onde?

— Sair com a SoJin, o Minhyuk e a Hyeri.

Eu não queria ir, na verdade eu não fazia nenhuma questão de estar lá. Mas o fato da SoJin estar lá me fazia ter uma ansiedade desnecessária, e aquela ansiedade me empurrava.

— Ela convidou você?

— Sim. — Eu ouvia o som que o lápis dela fazia no papel. — Mas eu ainda estou pensando se vou ou não, se eu for, vou levar um amigo meu.

Assenti.

— Eu não sei se vou também.

— A SoJin vai estar lá, você sabe... Eu sei que você quer ir.

Ela falou aquilo como se estivesse de alguma maneira, falando um palavrão. Eu tentei entender o que tornou a voz dela tão estranhamente intimidante.

— Isso não é da sua conta.

— Eu sei. Mas também sei que você só está com vergonha de admitir que eu esteja certa.

E era essa parte dela que me impedia de ser seu amigo, como a proposta que ela havia feito há um tempo. Ter amigos era sempre um problema.

— Você já terminou?

— Por que está mudando de assunto? — Indagou — Não é da minha conta mesmo, lembra? Você só precisa me dizer que não quer me contar.

Ela voltou a fazer suas atividades, e eu me senti talvez, um pouco arrependido de não ter sido honesto, mas ao mesmo tempo aliviado, para o que ela iria entender através disso que eu não era uma pessoa da qual ela queria se aproximar, eu não tinha a mesma luz e energia que ela tinha. Tudo ao meu redor só parecia mórbido e sem vida, preto e branco, sem graça.

A _______ tinha que entender que não havia mais espaço para mais gente na minha realidade.

Por mais que a proposta dela tenha me parecido aceitável.

Ouvi o som da porta da casa de _______ se abrindo e se fechando, havia uma presença a mais da na sala, um cara.

De algum jeito ele me lembrava de Taehyung, talvez o jeito, ou sei lá. Mas ele lembrava, vi também _______ dar um sorriso que parecia tímido ao vê-lo.

— Eu estou atrapalhando?

Eu ignorei a pergunta que obviamente não era para mim, e apenas observei _______ negar sorridente.

— Pensei que disse que ficaria o dia inteiro fora.

O cara estranho deu de ombros.

— Eu vou, vim aqui só para trazer algo para você comer. — O vi erguer uma sacola com emblema de algum restaurante.

— Aí, como você é prestativo!

— Eu sei.

Eles pareciam sempre estar numa brincadeira interna e olhavam-se como se compartilhassem de um segredo que só os dois sabiam.

— Você já terminou? — Perguntei.

— Ainda não... — ela me encarou brevemente — Ah, Jeongguk, esse é o Yoongi e Yoongi, esse é o Jeongguk.

— Oi. — O estranho disse sem emoção.

Eu assenti em comprimento.

— Já estou terminou o meu horário — falei me levantando.

— Eu ainda não terminei a última questão — _______ reclamou.

— Eu corrijo amanhã.

Ela parecia chateada, mas eu não acreditava que era pelo fato de eu corrigir a atividade dela em outra ocasião.

Quando eu saio pela porta da casa dela, alguma coisa incomoda e estranha se estalou no meu interior, eu resolvi apenas ignorar.

Porém, aquela sensação permaneceu.

 

[...]

 

Era 19h30min quando eu decidi que iria.

Na verdade, eu não queria ir, apenas ainda guardava aquela ansiedade estranha que me empurrava pela porta.

Eu apenas tranquei a porta do apartamento que eu ainda morava, e sai em passos lentos em direção ao elevador, tudo estava tão quieto que nem ao menos parecia ser um dia de semana qualquer, geralmente o prédio só ficava assim nos finais de semana. O elevador, assim como o resto do prédio estava vazio, somente o térreo havia algumas pessoas conversando.

— E fica muito longe? Você sabe... Está tarde e eu nem ao menos sei onde é.

A voz atrás de mim era conhecida, _______ falava ao celular quando se aproximou, mas ela não parecia que estava notando minha presença.

— Eu estou sozinha, meu amigo teve que ir para um lugar então não tem jeito. — Ela parecia decepcionada — Está tudo bem, eu vou na próxima, Ok... Obrigada SoJin, Tchau.

Vi ela dar um suspiro e começar a voltar de onde havia vindo, eu não queria chamá-la, e também não me importava se ela voltasse para a casa ou não, embora eu soubesse que se ela estava falando da SoJin se tratava do mesmo lugar que eu iria. Mas eu não pude evitar.

— Ei. — Chamei não muito alto, ela se virou procurando até que seus olhos pareceram surpreendidos quando me viu. — Você não vai mais?

— Ah, não. — Ela sorriu — Não achei quem pudesse ir comigo, meu pai vai trabalhar até tarde hoje e o Yoongi não pôde vir.

— Eu estou indo sozinho. — Falei tentando fazer com que ela notasse minha intenção.                    

A vi apertar os dedos no vestido.

— Eu posso... Ir com você?

Dei de ombros.

— Faça o que quiser.

Eu saí na frente e senti ela me seguir, em uma distância que eu considerei exagerada demais e como se estivesse com medo de chegar mais perto. Eu não queria soar rude ao falar com ela, mas eu não podia dar a ela algo melhor, eu não era — como eu já havia dito — um exemplo de pessoa socialmente sucedida, eu não tinha muitas pessoas com quem conversar.

Ela me seguia pela rua movimentada tão quietamente que me fez olhar de escanteio para ter certeza de que ela me seguia realmente, pelo pouco que convivi com _______ eu sabia que ela nem de longe era tão silenciosa.

— Você não foi.

Ela disse em voz baixa, mas o suficiente para que eu a ouvisse, nós esperávamos que o sinal abrisse, e desta vez ela estava do meu lado.

— Eu ia te dar uma explicação amanhã — respondi — Eu reponho sua aula outro dia.

Ouvi seu suspiro.

— Ok. — Sussurrou alto. — Como você está se sentindo?

O sinal abriu e nós começamos a andar pela a faixa de pedestres.

— Como assim?

— Indo ver a garota que você gosta, parece que todas as vezes que vai vê-la mesmo que a veja todos os dias, é diferente, não é?

Eu a olhei, e ela parecia pensativa.

— Eu não sei. — Olhei a estrada a minha frente — É uma coisa sem sentido.

— O amor não tem sentido mesmo.

Amor... Ela realmente disse isso?

Não poderia nem ao menos ser comparado com amor o que eu sentia por SoJin, era apenas um sentimento que não podia ser remediado, as palavras dela me ofenderam por ela achar que eu seria tão superficial.

Ela esperou que novamente eu seguisse na frente, enquanto seus passos se tornavam mais lentos para que eu pudesse ultrapassá-la.

Então, eu parei.

— Eu não amo a SoJin.

Senti-a colidir levemente em minhas costas.

— O quê? — Perguntou parecendo confusa.

— Nada — apontei para a lanchonete. — Nós chegamos.

— Entendo.

Caminhamos até a lanchonete, _______ parecia incomodada com algo.

— Ali — apontou para uma mesa em que Hyeri acenava.

Nós nos aproximamos da mesa e eu me sentei ao lado de Minhyuk, que tagarelava alguma coisa enquanto Hyeri ria dessa alguma coisa. SoJin estava sentada ao lado de uma presença que eu só havia notado agora.

— Ah, _______! — Hyeri sorriu — Você conseguiu vir!

— Sim... O Jeongguk me deixou vir com ele.

A encarei de escanteio.

— Não era como se eu tivesse escolha.

— Eu já estava quase mandando a garçonete embalar para casa, _______.

— Ah, Minhyuk — Ela sorriu suavemente — Você é um amor.

— Eu sei.

A _______ franziu o cenho.

— E muito convencido também.

Eles riram.

— Oh! Eu me esqueci de apresentar — SoJin chamou nossa atenção, ela grudou-se no braço do garoto ao lado dela, que pareceu envergonhado com o ato. — Este é HyunSu, meu namorado.

Como eu havia dito, eu não amo a SoJin.

Talvez por esse motivo, mesmo que eu tenha dito que não desistiria dela, suas palavras me fizeram repensar se continuar, valeria a pena.

Me fez ver que aquela era uma dor desnecessária.


Notas Finais




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