História Strawberry Milk - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Tags Nct, Nct127, Yuwin
Visualizações 68
Palavras 2.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Yo!

Depois de bastante tempo me preparando psicológicamente para voltar a escrever, tomei vergonha na cara e dei inicio a essa fanfic que surgiu com muito amor e carinho.

Yuwin é meu shipp utt no NCT mas eu fiz questão de colocar todos os outros que chamam a minha atrnção porque é praticamente impossível ter só um shipp nesse fandom.

Espero que gostem ~

Capítulo 1 - 1 - Do you have a cigarette?


Aquele foi o quarto despertador que Yuta quebrou naquele mês. Ainda não entendia qual era a necessidade daquela droga e por quê continuava se obrigando a comprar um novo sempre que se livrava do anterior. O garoto rolou na cama, escondendo o rosto debaixo do travasseiro e voltou a fechar os olhos.

"Ainda é noite se eu disser que é." - Pensou, puxando as cobertas para si novamente. Um lapso de felicidade inundou o corpo do japonês e ele provavelmente teria pego no sono rápido se não fossem as batidas nervosas na porta. 

-Ya, Yuta, vamos perder o ônibus de novo por causa de você! - Era Jaehyun, seu colega de apartamento, primeiro amigo de Yuta desde que ele chegou à Coréia para a faculdade de Artes. Por mais que a amizade do outro fosse importante para ele, Jaehyun conseguia ser irritante no mesmo nível que era gostoso. 

-Eu estou doente! -Forçou uma tosse mais falsa do que gostaria, provocando uma risada seca no que estava do outro lado da porta. 

-Se apresse, o resto do pessoal vai chegar em vinte! - Gritou, se distanciando da pirta e rumando para o outro lado do corredor, onde ficava seu quarto. 

O japonês se levantou, estranhando o frio que o atingiu. Como de praxe, dormira apenas com as roupas íntimas, mas estava se arrependendo de não ter colocado uma camiseta na noite anterior. Yuta foi até o banheiro, decidindo se deveria ou não tomar um banho. 

Optando pela afirmativa, retira a peça de roupa que o impedia de estar completamente nu e entra no box, ligando a água morna do chuveiro e aproveitando a sensação de a ter em contato com o corpo, deixando-se acordar. 

Como sabia que não poderia se demorar muito para evitar que Jaehyun voltasse a esmurrar sua porta, colocou a preguiça de lado e terminou de se arrumar rapidamente. Nakamoto estava terminando de vestir o casaco, tateando o bolso direito em busca de seu maço de cigarro, quando a campainha da porta tocou. 

-Yuta! Eles chegaram!  - Seu companheiro de quarto anunciou. O grupo de amigos comemoraria o aniversário de dezoito anos de Mark depois da faculdade e haviam combinado de deixar as bebidas no apartamento dos dois, já que não tinham contas a quem prestar. 

Yuta colocou um cigarro nos lábios e acendeu, não se importando se o cheiro incomodava ou não os outros. 

-Você vai morrer logo se continuar assim - Observou Taeyong, enquanto colocava um engradado de cerveja na mesa da cozinha. - Passa um pra cá.  

Yuta estendeu o maço para o mais velho e esperou que esse fizesse uma concha com as mãos para acendê-lo. - Você é um hipócrita, hyung. 

-Nunca ouviu falar de humor autodepreciativo? Eu encho o seu saco para que pare de fumar mas eu mesmo não consigo. - Rio seco, passando os dedos pelos fios platinados do cabelo e olhando para trás. 

Taeyong foi o primeiro vício de Yuta. Tudo naquele cara tinha algum tipo de poder sobrenatural que simplesmente provocava o japonês a ponto de deixá-lo beirar a loucura. Havia desenvolvido uma tara especial pela mandíbula do loiro, que parecia ter sido esculpida pelos deuses. Ele nem se importava em esconder as marcas que a luxúria de Yuta era capaz de deixar naquele local, nunca havia se importado com as aparências de qualquer maneira. 
Nakamoto não tinha amado o mais velho, a relação deles era puramente sexual, mas a amizade que eles tinham só se fortificara com o tempo. Além disso, Taeyong não era o tipo de cara com quem se tem uma relação amorosa e Yuta tinha consciência disso. 

Ainda parado ao lado de seu hyung, ambos viram o novo objeto de desejo de ambos se aproximar. Ten sabia que estava sendo disputado pelos dois e adorava a sensação de ser cobissado, mas guardava esse seu lado sujo para si mesmo e alguma ocasional companhia debaixo dos lençóis. Nenhum deles ainda havia conseguido o levar para cama, mas Taeyong estava a um passo de conseguir e o mais novo não se intrometeria, ainda tinha algum amor pela vida. Era o segundo da fila, de qualquer forma. 

-Não deveriam olhar assim para mim na frente das crianças. -Debochou, apontando para o grupo dos mais novos, a maioria menor de idade, que estudava na seção do Ensino Médio da Faculdade de Artes. 

Riram, pois sabiam que ninguém naquele grupo era santo, nem mesmo Jisung, que acabara de completar 15 anos. Yuta já vira a forma como ele olhava para Chenle, como um verdadeiro caçador atrás da presa. Algo no olhar daquele menino fazia com que Nakamoto se lembrasse de Taeyong na cama. Sacudiu a cabeça e acendeu outro cigarro, não sabia por quê o loiro ocuoava tanto seus pensamentos naquela manhã. 

Pedindo licença, Yuta foi ficar próximo a janela. 

"Ele nem é tudo isso, na real. Eu preciso beber, só isso."

-Sabe que não é disso que precisa, hyung. - A voz de Donghyuk era inconfundivelmente cheia de veneno. Sabia muito mais do que deveria para sua idade e não tinha nem um pouco de vergonha em saber que rumores sobre ele se espalhavam pelo colégio. - Quanto tempo faz desde que parou de ser o queridinho do Taeyong hyung? Quase um mês, pelo que eu me lembro. Tenho certeza que ainda não superou ele. 

-Cala a boca, Donghyuk. - Yuta respondeu, seco. Se havia algo que ele detestava mais do que ficar na seca, era que as pessoas soubessem que ele estava na seca. E se havia alguém que ele poderia querer menos que soubesse disso, era Donghyuk. - Vai babar o ovo do Jisung e me deixa. 

-Não precisa ficar putinho não, só estou recolhendo informação. - O mais novo jogou, levantando a curiosidade do japonês. Yuta podia detestar tudo em Donghyuk a maior parte do tempo, menos sua inteligência. - Conto ou não conto? 

-Sabe que não tenho paciência para os seus joguinhos, anda logo, desenbucha. 

-Não ficou sabendo que chegou um aluno novo no terceiro ano? Veio da China, pelo que descobri. Uns falam que ele é um anjo, outros que é só fachada. A verdade universal é que não tem uma pessoa que não queira saber qual é a dele. 

Yuta arqueou a sobrancelha, curioso. Adorava mistério e sabia que não ficaria sabendo daquilo se o mais novo achasse que não despertaria a sua curiosidade. De qualquer forma, se fez de desentendido para saber o que mais poderia descobrir.  - Por que está me contando isso? 

-Eu sei qual é a sua, Yuta. Fico na minha, só observando e escutando. Ah, e eu não sou cego para deixar passar aquelas marcas no Taeyong. - Donghyuk riu baixo. - Os rumores dizem que o garoto novo também curte um pouco de, bem, selvageria. 

- A cada dia eu me surpreendo mais com você, baixinho. Olha só, arranjando uma foda para seu hyung nem parece ter a idade que tem. 

- Você vive dizendo que não tem paciência para os meus joguinho, mas tenho certeza que passaria a gostar mais de mim se participasse de um deles. - Donghyuk cochichou, voltando para a roda dos mais novos em seguida. 

Yuta riu meio descrente no que havia acabado de ouvir. O mundo realmente havia mudado desde que ele tinha a idade de Donghyuk.

✖✖✖ 

Depois de conseguiram chegar ao ponto de ônibus e consequentemente à Faculdade de Artes, o grupo se separou em aqueles que iam para o edifício do Ensino Médio e os que iriam para o pavilhão da faculdade.

Yuta não tinha a primeira aula coincidindo com a de ninguém e estava pensando seriamente em faltar. Estava sem saco algum para estudar. Apoiando-se em um poste e acendendo o terceiro cigarro da manhã, não ouviu alguém chegando e apoiando-se em seu ombro. 

-Apaga esse merda, Yuta. - Era Jaehyun, que por algum motivo havia o seguido. O companheiro de apartamento tinha sempre algo que o surpreendia, parecia ser capaz de sentir quando não estava bem. - No que está pensando? 

- Em nada, Jae, só não acordei muito bem. 

-Eu sei quando você só "não acorda muito bem" e não é assim. Está parecendo com quando... 

-Termina a frase. - Yuta sibilou, jogando o cigarro no chão e o amassando com a sola do coturno. 

-Com quando Ten chegou e o Taeyong te deixou de lado. 

-Aish, do jeito que você fala parece que nós namorávamos ou algo assim. 

-Você gostava dele e eu sei disso. Se duvidar ainda gosta. 

-Virou a Oprah foi? - Desdenhou, não se dando ao trabalho de olhar para o outro. -Ele fode bem e eu tô na seca desde que paramos de nos ver. Quer que eu escreva na testa? 

Jaehyun ficou em silêncio e continuou apoiando no ombro de Yuta. Para eles, aquilo bastava. Eram tão próximos que não precisam de palavras para se entender ou consolar, só a presença um do outro era o suficiente. 

O mais baixo colocou as mãos dentro do casaco do japonês, como se o estivesse abraçando. Se não fosse mais do que óbvio que se transasem todo o clima de morar juntos se tornaria muito estranho, não estariam naquela situação. Mas sabiam e não eram animais controlados pelos hormônios, pelo menos não um com o outro. Jaehyun se separou do amigo, sorrindo triunfante, enquanto balançava o maço de cigarros do outro no ar. 

-Vai ficar sem isso hoje, se quiser se matar, pula de uma ponte. 

Yuta emburrou, procurando pela carteira. Se deu por vencido ao perceber que Jaehyun já caminhava em direção a sua sala de aula, acenando para trás com a mesma nas mãos. 

-Você realmente precisa parar de fumar! - Ele gritou, enquanto corria em direção ao seu pavilhão. 

-Bosta. - Resmungou, procurando seu celular e sentindo-se aliviado por encontrá-lo. Havia uma mensagem não lida de Donghyuk. 

"Quando o vir, vai saber de quem eu estou falando. Hyung, ele é o pecado encarnado. Pena que não curto tanto assim os mais velhos... No entanto, pare com essa auto piedade e não durma no ponto. 

PS: Se não me contar os detalhes depois, corto seus bagos fora. "

 

Yuta tentou, mas não conseguiu segurar o riso. Se o garoto você mais velho e menos irritante aos olhos do japonês, com certeza levantaria seu interesse. As coisas que já havia ouvido falar sobre Donghyuk o faziam se sentir errado, por mais liberal que ele pudesse ser. 

Nakamoto sabia que quando Haechan, apelido dado a Donghyuk por algum motivo que ele desconhecia, queria algo ia até o final. Teimoso, debochado e dono de uma língua afiada, já não era segredo para os mais velhos sobre quem repousava seu interesse. Uma coisa a festa de dezoito anos de Mark não seria: Entediante. Afinal, a noite não somente era uma criança como passou a pertencer a uma delas. 

O japonês não tinha o que fazer a não ser esconder-se até o final do período, que demoraria mais ou menos uma hora. Sem seus cigarros ou dinheiro, sua única opção era vagar pela parte abandonada do jardim, que ficava atrás do pavilhão da faculdade. Com a tamanha raiva que estava de Jaehyun, ele conseguia ouvir a risada irritante do outro enquanto este ostentava seus pertences. 

Bufou. Yuta, por um momento, teve certeza que havia escutado passos se aproximando e logo parando, como se a pessoa desconhecida também não quissesse ser encontrada. Não se importando em ser vigiado ou deixar de ser, voltou a olhar o horizonte. 
Uma sombra tímida e esguia atrapalhou o Sol e fez com que Nakamoto olhasse naquela direção. Ele deve vontade de xingar Donghyuk e dar-lhe um prêmio ao mesmo tempo. 

A descrição que o menor havia dado sobre o interessante aluno novo não era nem um pouco fiel a realidade, nada parecia ser tão perfeito assim aos olhos de Yuta. Não querendo parecer pervertido, desviou o olhar que estivera cravado no corpo do outro desde que teve seu momento de paz e tranquilidade atrapalhados. 

-Hã, eu estou te atrapalhando? Pensei que só eu resolvia vir aqui para ficar sozinho. - Disse, meio sem jeito, tombando a cabeça para o lado em uma tentativa de tirar os cabelos castanhos que pareciam recém tingindos dos olhos. 

-Se você for um pouquinho mais pro lado e sair da frente do meu sol, vai ser bem vindo para ficar aqui. 

O risinho que Sicheng soltou foi uma das coisas mais adoráveis que ele já ouvira. Combinava com sua feição angelical, mas não com seus olhos que escondiam uma estranha voracidade e sua voz grave, quase tão rouca quanto a de Yuta. 

-Está cabulando, não? Deu pra ver que se assustou por um minuto quando eu cheguei - Observou, se sentendo e encostando na parede ao lado do japonês. 
Yuta arqueou a sobrancelha. Sicheng era mais interessante do que ele imaginava e do que os rumores diziam. Ao virar  para o lado e dar uma boa olhava na figura ao seu lado. Sicheng não conseguiu encarar Nakamoto por muito tempo. 

-Estou. Tudo culpa do viado do meu colega de apartamento, que roubou meu cigarro e minha carteira. E você, o novo assunto do colégio, já está querendo ir contra as regras? 

O mais novo o olhou com um sorriso brincalhão nos lábios. 

-Não, tenho o primeiro horário livre de segunda feira. Quanto tempo até o próximo período? 

-Mais de uma hora, mas não precisa ter pressa. - Yuta sorriu e recebeu um olhar curioso do outro em resposta. - Tem um cigarro? 

-Não, mas tenho leite de morango. 

 

 


Notas Finais


E então, o que acharam? O próximl capítulo já está em desenvolvimento, não vou deixá-los curiosos por tanto tempo.

Até a próxima ~


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