História Street Corner - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bottom!jungkook, Fetiche, Prostituição, Que Ideia Louca @mel, Tawesug, Top!taehyung
Exibições 399
Palavras 5.459
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


só tenho a dizer que a @mel me fez reviver essa one que eu já tinha escrito, então ta ai, mais um pornô pra vcs, eu n presto mesmo

Capítulo 1 - Capítulo Único - Um Teatro Não Ensaiado


O homem observa com cuidado o pacote sobre o vaso sanitário. Estava perfeito; bem, só precisava de alguém para usá-lo.


Kim Taehyung era um homem solitário. Com seus vinte e oito anos, o empresário do ramo de construções era alguém de riso difícil e conversação desconfortável. O trabalho era seu vício, passava horas e horas dentro do escritório assinando e enviando montanhas de papéis e documentos. Mas, como todo ser humano normal, Kim Taehyung também possui seus segredos sórdidos… E este estava bem ali em cima do vaso.


A vítima que iria se dispor a fazer sua fantasia se tornar realidade ainda não fora escolhida, mas era para isso que ele tinha um carro e uma disposição de dar inveja; foi à caça, no fim de tudo.


(...)


O rapaz de cabelos em um tom bastante negro mastigava uma goma de mascar cujo gosto já fora escasso há alguns minutos. Mantinha aquele doce de menta na boca apenas para se distrair enquanto as infinitas horas se passavam naquela estrada movimentada e cheia de carros com executivos apressados, ansiosos para chegarem em casa e se aconchegarem entre as pernas da mulher recatada e que cuidava do lar.


Jeongguk era bem diferente delas, pois estava bem longe de cuidar do lar, tampouco de ser recatado.


Na verdade, ele queria que toda essa baboseira fosse à merda, junto com todos os tabus que a sociedade impunha nas mulheres e nas pessoas mais novas.


Desde seus quatorze anos, caso estivesse certo, sua vida nunca mais foi a mesma de quando era uma criança. Talvez nem ao menos quando era pequeno sua vida foi normal.


Havia crescido em meio a um ambiente nada legal para uma criança. Sua mãe engravidou de si quando tinha quinze anos de um bêbado de estrada pra quem ela costumava dar nos fins de semana, nada muito surpreendente vindo dela. Contudo, ele realmente preferiria ter sido abortado se soubesse que iria viver uma vida de merda como aquela.


Sua mãe costumava consumir grandes quantidades de cocaína dentro da casa pequena em que os dois moravam. Certo dia, ao chegar da escola — era seu aniversários de quatorze anos e ele tinha ganhado de presente de um amigo mais velho um tigre tatuado no braço — ele encontrou metade do seu bolo de aniversário na geladeira, as velas apagadas. Sua mãe lhe chamou no quarto, lhe deu os parabéns secamente e perguntou se ele havia “trago”. Jeongguk entregou o pequeno pacotinho de cocaína em suas mãos e ela o mandou para a sala. Comeu o bolo até mesmo gostoso para os dons culinários de sua mãe e viu TV por uns dez minutos.


Quando foi conferir se a mulher estava bem, ele teve uma surpresa, no entanto. Sua mãe não respirava e seus olhos estavam tão abertos como se estivesse congelada.


Ele não chorou, nem gritou. Apenas ligou para a polícia e eles o levaram para um abrigo.


Ele fugiu ao completar quinze anos e procurou abrigo em casas de amigos de amigos, que lhe ajudaram por algum tempo, até ele ter que se virar e conseguir o próprio dinheiro.


Foi nesta mesma época que descobriu que seu corpo poderia valer muita grana caso cuidasse dele e soubesse como usar.


Estava nesta vida há cinco anos e, por mais amargurada que sua história fosse, ele não tinha do que reclamar, pois seu destino poderia ter sido igual ou pior do que o de sua mãe.


E era por isso, então, que estava ali, escorado àquele muro grafitado, com um chiclete entre os dentes e um cigarro atrás da orelha para quando estivesse deveras estressado.


— Você acha que o movimento vai ser bom hoje? — Um loiro de baixa estatura, um pouco menor do que si, fala, a posição igual a do moreno que olhava a rua.


— Hoje é sábado, sempre aparece muita gente.— Jeongguk comentou, o olhar vazio.


— É um saco ficar esperando até tarde. — O outro resmungou, sentindo as pernas doerem pela posição desconfortável. Pendeu o peso do corpo pequeno a outra perna, sentindo a esquerda descansar um pouco.


— Para de reclamar, Yoongi. — Jeongguk empurrou sem força o ombro do amigo, fazendo-o cambalear um pouco para o lado. — Olha, acho que já pode ficar caladinho agora. — Apontou para um carro preto fechado que encostou no meio fio. — Vem, vamos os dois. Quem sabe a gente não dá sorte e ele gosta de sexo a três. — Jeongguk comentou, passando a mão pelos ombros do amigo baixinho e indo em direção ao carro de vidros fumês.


Assim que se aproximaram, o motorista abaixou o vidro, deixando que os garotos observassem as faces do homem. Era este muito diferente dos que costumavam aparecer. Não era velho, nem barrigudo, tampouco feio. Seus cabelos eram castanhos bem escuros, caiam por seus olhos. Ele possuía um arquear natural de suas sobrancelhas, deixando-o com um ar malicioso. Sua pele era bronzeada e ele tinha olhos muito bonitos. Não aparentava mais de trinta anos, contudo não era nenhum adolescente. O ventre de Jeongguk chegou a esfriar com a visão daquele homem.


— Quanto você cobra? — Dirigiu a palavra diretamente ao mais novo entre eles, que sentiu uma estranha felicidade com isso.


— Trinta mil wons e você leva os dois… — O moreno ainda continuava com o braço por sobre o ombro de Yoongi, ou Suga, como era denominado, que olhava sedutor para o homem dentro do carro.


— Os dois? — Indagou o outro, que vestia um alinhado terno.


— Sim. Tem direito a tudo. — Desta vez fora Yoongi quem se pronunciou.


— Eu adoraria, rapazes… Mas para o que eu quero hoje um só já basta. E eu acho que já tenho minha escolha. — Seus olhos profundos fuzilavam o moreno. Jeongguk mordeu os lábios com aquilo. — Quem sabe em uma próxima, gracinha. — Falou para Yoongi, que sorriu ambíguo e piscou para ele, retirando o braço de Jeongguk de seu ombro.


— Boa festinha. — Deu um selinho nos lábios do moreno e deu as costas, iria voltar a sua espera.


— Vamos, entre. — Convidou o maior, abrindo a porta do carro para o garoto.


— Vamos para um motel? — Comentou o outro,adentrando o veículo e sentando-se no banco do passageiro.


— Iremos para o meu apartamento. — O homem respondeu, dando partida no veículo pelas estradas movimentadas. Jeongguk estranhou. Não costumava ir até a casa propriamente dita dos seus clientes, eles eram, muitas vezes, casados, então as melhores opções eram os motéis de beira de estrada que tinha aos montes.


— Tem certeza? — Jeongguk perguntou e o homem, provavelmente empresário ou algo do tipo, apenas acenou positivamente. — Geralmente eles me falam seu nome… — Falou o garoto alheio, olhando a paisagem através do vidro fumê do carro de aparência nova e cara.


— Taehyung. — O homem falou, simples. Jeongguk lhe sorriu malicioso. Okay, não era sempre que ele era glorificado com um cliente daquele porte físico e beleza, ele estava realmente animado e… excitado.


Poucos minutos se passaram desde que entrou dentro daquele carro, poucos minutos assustadores para algumas pessoas. Entrar no carro de um desconhecido, àquela hora da noite… Quais as opções? Homicídio, estupro, assalto, sequestro… Eram tantas que Jeongguk era incapaz de listar as tão variadas possibilidades de crimes que aquele momento o deixava vulnerável. Contudo, quando se tem vinte anos e está quase sem um tostão no bolso, você não foca muito nos contras, prefere dar atenção para os prós. E, ali, descendo do carro preto e avistando um apartamento de classe média alta, arborizado e com um ar deveras chique, o Jeon percebeu que poderia tirar um bom proveito daquela noite. Claro, ainda havia a possibilidade de parar dentro de uma banheira com gelo e algumas partes do corpo em uma caixa térmica, mas quem liga?


Eles adentraram o prédio, pegaram o elevador e foram até o décimo quinto andar, cujo trajeto fora de um silêncio desconfortável. Taehyung era de uma masculinidade incontestável. De pé, não mede muito mais que si, talvez uns três centímetros, mas o jeito que lhe olhava e o deixava incomodado, lhe fazia sentir-se pequeno, não que sua estatura fosse baixa.


Adentraram o apartamento e, quando a porta foi aberta para si, seus olhos brilhavam em deslumbre. Era de um luxo nunca visto por Jeongguk Se sentia em um sonho.


Abaixo de seus pés jazia um tapete fofinho e macio, sofás de couro, luzes fortes, um piano vermelho ao lado das janelas de vidro que contemplavam a vista da enorme Seoul. Seria ele músico? Logo ao lado, sem divisões, uma espécie de “palco” abrigava uma cama king size, onde estava coberta por edredons brancos e travesseiros de aparência confortável.


Taehyung se manteve estático, olhando o menor observar tudo deslumbrado. Soltou um risinho soprado e se aproximou.


— Gosta do que vê? — O castanho perguntou, as mãos dentro dos bolsos, por mais rude que aquele ato soasse, ele parecia não ligar.


— É incrível! — Jeongguk exclamou. Olhe para ele, afinal. Calças o mais apertadas possível para chamar atenção, blusa preta simples e jaqueta de couro. Mais pobre e perdido impossível.


O menor pareceu acordar de seu transe quando Taehyung sentou-se na beirada da cama, chamando-o com um dos indicadores. O sorriso no rosto do outro foi instantâneo e ele se aproximou, pronto para beijar o maior com toda volúpia que estava costumado, contudo, Taehyung lhe parou, segurou em sua cintura e lhe olhou de baixo.


— Vá ao banheiro. — Jeongguk sorriu soprado, estava acostumado com aquilo.


— Eu te garanto que tomei um bom banho antes de sair de casa. — Ia para voltar a beijá-lo, porém foi parado mais uma vez. Qual era a desse cara, afinal?


— Eu tenho certeza disso. — Sorriu Taehyung Realmente, podia sentir o cheiro bom emanar da pele pálida do rapaz. — Tem uma surpresa pra você lá dentro. — Indicou a porta ao lado da cama que provavelmente era o banheiro.


— Uma surpresa? — Riu anasalado. Aquele cara estava lhe surpreendendo cada vez mais.


— Quero que vista o que tem lá. — E Jeongguk sorriu ainda mais. Então quer dizer que tínhamos um fetichista? Bom, o Jeon não tinha nenhum problema com fantasias sexuais, ele até se sentia mais estimulado com elas de vez enquando… Se fosse para usar alguma ficaria satisfeito em usá-la com Taehyung. — Lave o rosto também. — E foi aí que Jeongguk franziu o cenho.


— Lavar o rosto? Não gosta da minha maquiagem? — Ele sentia-se orgulhoso dos olhos delineados e bochechas coradas naturalmente que tinha. A sombra esfumada na pálpebra fininha e o corretivo que usava em algumas áreas só ressaltavam a beleza estonteante que o menor tinha, não via o  porquê tirar uma maquiagem tão bonita.


— Não. — Ele falou sério, contudo, riu depois. — Apenas lave o rosto. — E acariciou uma das maçãs do rosto alheio com suavidade. — Jogue este cigarro fora também. — Apontou para o cigarro que o menor ainda possuía atrás da orelha, agora um pouco escondido pelos cabelos incrivelmente negros.

— Tudo bem, Taehyung — Jeongguk disse, ambíguo.


— Hyung. — Pareceu lhe corrigir e Jeongguk franziu um pouco o cenho. Tudo bem, aquele cara era realmente estranho.


— Tudo bem… Hyung. — Piscou por sobre o ombro e seguiu para a porta indicada para si.


Ao adentrar o ambiente, não pode deixar de surpreender-se novamente, mesmo o banheiro não sendo diferente do luxo do restante do apartamento. Ele tratou de deixar seu deslumbre para lá e achou a tão famigerada surpresa que Taehyung disse que teria para si. Estava dobrada, em cima do vaso.


Bem, dizer que estava surpreso não era lá muita mentira. Estava esperando, sei lá, uma fantasia de couro, talvez meias de renda ou uma lingerie, não um… um… Ele estava vendo bem? Aquilo era mesmo a droga de um uniforme escolar?


Okay, ele não estava míope a este ponto, mesmo que tivesse alguns problemas de visão. Era mesmo um uniforme escolar. Tinha até gravatinha e… É, também tinha meias e um tênis branco arrumado perfeitamente no chão. Jeongguk sentiu uma enorme vontade de rir, pois realmente havia comprovado existir gosto para tudo neste mundo.


Bom, ele não tinha outra escolha. Tirou as roupas pesadas de seu corpo e começou a vestir a bermuda que ia até a metade das coxas grossas, ela era na cor preta. Se prestou a abotoar os botões da camisa de tecido branca com o símbolo de um Colégio desconhecido no peito. Deu o nó na gravata também preta do melhor jeito que pôde, nunca tinha usado um daquele, afinal. Calçou a meia que ia até metade de sua canela e os tênis brancos. Okay, estaria parecendo um estudante se não fosse pela forte maquiagem nos olhos.


Jeongguk bufou. Meia hora de esfumado perdido para aquele fetichista que deve ter tido alguma desilusão amorosa no colegial. Lavou bem o rosto com água e sabão e secou em uma toalhinha macia que havia ao lado pendurada e, tudo bem, Deus lhe ajude mas ele estava realmente parecendo um adolescente. Seu rosto agora livre de maquiagem, seu corpo esguio dentro daquele uniforme… Ele seria considerado muito louco e estranho se dissesse que, talvez, só talvez, estivesse se achando bonito?


Frustrado consigo mesmo, decidido a aceitar sua própria sina, Jeongguk suspirou, enchendo o peito com aquele ar puro e que cheirava a aromatizante, se dirigindo à porta e indo em direção ao quarto.


Taehyung lhe esperava ainda na ponta da cama, sua camisa preta estava em cima da mesma, deixando o torso um pouco musculoso nu para si, que salivou com a visão do abdômen marcado e malhado. Jeongguk adorava músculos.


— Estou pronto. — O menor sorriu, dando uma voltinha completa em frente ao mais velho, que sorriu ambíguo, parecia feliz e satisfeito.


— Ficou melhor do que eu pensei. — Taehyung levantou-se, se aproximando do menor e analisando as feições.


O rapaz agora tinha o rosto livre de maquiagem, contudo ainda tinha uma pele lisinha e branca, as bochechas coradas naturalmente. Os lábios eram cheios e vermelhinhos, tão apetitosos na visão alheia. Suas pernas compridas e de coxas grossas eram convidativas ao toque, os pés pequenos brincando um com o outro de forma infantil. O uniforme caiu como uma luva, quase como que feito sob medida.


Taehyung estava encantado.


— Você está lindo. — Falou o maior, acariciando o rosto macio do outro, que lhe sorriu malicioso e sexual. Taehyung pareceu repreender àquele ato, segurando forte em suas bochechas e fazendo-o formar um biquinho em seus lábios. — Não sorria assim. — Falou o homem, duro. Jeongguk ficou sem entender, mas ele continuou. — Não quero esses sorrisos maliciosos, nem palavras vulgares saindo da sua boca. Hoje você não é um prostituto. Hoje você é meu baby, entendeu? — Falava tudo com uma calma quase perversa. De alguma forma, aquelas palavras repuxaram levemente o ventre de Jeongguk. Ele estava mesmo excitado com aquilo?


— Sim.


— Sim o que? — Repreendeu o outro homem.


— Sim, hyung… — Taehyung riu, um sorriso que, ao contrário do que ele falou para o moreno, era muito malicioso.


— Ainda não me falou seu nome, doce. — Continuava a tocar as maçãs coradas do menor, que sorria tímido, usando de sua melhor atuação para proporcionar aquilo que o homem de intensos olhos pretos queria.


— Jeongguk… — Taehyung sorriu.


— Jeongguk, Jeongguk… — Repetiu o nome do menor com a língua dançando entre os lábios.


O peso nos ombros de Taehyung diminuiu quando ele envolveu os braços fortes ao redor da cintura alheia com força, podendo sentir, finalmente, o garoto em seus braços, recoberto simplesmente com uma camisa de linho. A expressão do menor era de uma inocência excruciante, nunca presenciada nem por ele mesmo, enquanto que o corpo estava contorcido em posição infantil dentro do abraço apertado. A pele nua de Taehyung, algumas marcas de cicatrizes desconhecidas tão claras quanto a tez avermelhada, quase desaparecendo com o tempo, outras tão escuras quanto o céu por trás daquelas janelas. Um pouco abaixo de seu ventre desnudo, um tatuagem em alfabeto hangul, onde estava escrito “let me be”, uma marca que falava muito sobre sua personalidade, mas que Jeongguk não estava com paciência para teorizar sobre.


Mas, como se não conseguisse admirar Taehyung por muito tempo sem imaginar seus lábios brincando com aquela boca vermelha e gostosa, Taehyung terminou de retirar suas roupas pesadas com certa pressa. Deixou apenas a cueca preta que ia até o início de suas coxas grossas. Sem dizer uma só palavra, enlaçou novamente sua cintura e acabou com o espaço de seus lábios naquele momento.


Não foram preciso palavras, tampouco frases bem ensaiada para descrever o que ambos sentiram quando suas bocas finalmente se encontraram em um beijo necessitado. E então, munido de toda a ansiedade e expectativa que possuía, o menor abraçou os ombros de Taehyung com toda sua força, que vale lembrar, era muita. Um gemido abafado saiu das cordas vocais de Jeongguk, que segurava com veemência os cabelos finos da nuca alheia.


Dentro de suas bocas, um emaranhado de línguas e salivas. O Kim apertava o corpo magrinho, porém bem estruturado, do menor contra si, tomando para seu próprio corpo aquele pequeno fantoche em suas mãos. Sentia vontade de lhe beijar mais, de lamber, de lhe morder. Beijava-o com tanta veemência, quase lhe arrancando a língua. Os gemidos contidos do moreno eram música para seus ouvidos. Ouvidos estes que apreciavam a vozinha doce e melodiosa do michê, que dificilmente seria confundido com um naquele estado.


— H-hyung… — Jeongguk disse entrecortado no momento de pausa quase forçada para tomarem oxigênio. Estava entrando naquele joguinho de ser um inocente garoto do colegial e, cá entre nós, estava sendo deveras excitante.


— Está gostando, doce? Hm? O hyung está sendo bom pra você? —  Jeongguk gemeu baixinho quando Taehyung lhe deu um forte chupão no pescoço de pele alva e leitosa,

já maculada, porém não perceptível.


— S-sim… — O moreno se encontrava deveras ofegante, o hálito quente batendo contra o final do ouvido do empresário, lhe deixando totalmente arrepiado e ainda mais excitado.


O cheiro típico de Jeongguk inundava o ambiente fechado, deixando o castanho louco. A fragrância ora doce, ora amadeirada, era um atrativo para Taehyung e o cheiro do moreno era tão doce quanto sua voz e tão suave quanto margaridas. Nem o suor concentrado em seu pescoço por conta da excitação inibia o odor que emanava de seus poros, pelo contrário, só acentuava ainda mais o perfume.


— Seu cheiro… Por Deus, baby! — Taehyung elevou sua mão esquerda, a que não estava com os dedos enterrados na base das costas de Jeongguk, e a mesma foi parar nos cabelos escuros do mesmo, os puxando para cima, deixando seu pescoço ainda mais exposto para si. Lambeu uma linha pela pele, deixando um rastro de saliva por onde passou. Um gemido engasgado deixando os lábios cheios do michê, que implorava indiretamente para que o mais velho continuasse com seu joguinho de uma forma mais prática. Precisava de alívio.


— Diga, Jeon… Onde você estava? — Perguntou ao mesmo tempo que ergueu as pernas do menor e as rodeou em sua cintura, derrubando-o na cama de casal e ficando entre elas. Contemplou o rosto corado, os lábios partidos, a ereção evidente assim como a sua própria que parecia querer rasgar o tecido fino da cueca e do calção de brim que o moreno abaixo de si usava.


— Estava na escola, hyung… — Falou, os olhinho fechados enquanto Taehyung respirava muito próximo ao seu rosto.


— Você não deveria estar aqui, não é? Você é um garoto mau por estar fazer isso com seu hyung? — Taehyung levou a mão até a ereção do michê, acariciando com força aquele local, massageando a protuberância quentinha que crescia ali cada vez mais. Imaginava o corpo escultural do menor desprovido de todo aquela roupa que, apesar de lhe excitar, lhe deixava curioso em relação a outras coisas.


— Sim, eu sou um garoto mau. — Seus olhos enfim abriram, podendo contemplar as órbitas escuras do maior acima de si.


— O que garotos maus precisam para aprenderem a se comportar, doce? — Jeongguk sentiu o maior desabotoar os botões de sua camisa, ou melhor, rasgá-los, fazendo-os voar longe. Afastou a camisa de seu tronco, deixando-o nu para seu bel prazer.


— E-eles têm que ser punidos… — Respondeu, vacilante.


Taehyung lhe mandou um sorriso sádico. Com uma das mãos ainda massageava o membro duro como rocha do michê, enquanto que com a outra começou a brincar com um dos mamilos rosados de Jeongguk, este que partiu os lábios em um prazer desumano. Não estava acostumado com tudo aquilo. Geralmente ele quem proporcionava o prazer para seus clientes, não ao contrário.


O castanho levou os lábios até um daqueles botões cor de rosa, abocanhando-o e sugando o biquinho desperto e sensível. O Jeon gemeu despudorado, nunca pensando sentir tanto prazer naquele local. Suas mãozinhas foram para os cabelos do outro, que agora estavam totalmente despenteados.


Taehyung descolou os lábios de seu mamilo para se encarregar de retirar o restante das roupas que lhe impedia de observar aquele corpo.


Retirou sua camisa, dando beijos e mais beijos por seu tronco, logo depois desabotoando a bermuda preta e a retirando, assim como sua cueca. Tirou os tênis brancos e as meias, lembrando de deixar o michê com a gravata frouxa que ainda prendia em seu pescoço.


Se deitou ao seu lado, tomando o membro duro do menor em sua palma, voltando seus lábios para aquele botão tão saboroso que merecia sua atenção. Masturbava-o com uma maestria, os olhos fechados, apreciando o gosto de sua pele e a textura de seu membro em sua mão. O falo alheio era rosado, a glande vermelha que implorava atenção, gotas de pré-gozo escorrendo da fenda. O próprio pênis de Taehyung se encontrava pulsando dentro da cueca apertada e ele quis por qualquer coisa que julgassem ser real que ele fodesse logo aquele garoto tão incrivelmente delicioso.


Voltou a ficar entre suas pernas, dirigindo os beijos de volta para seus lábios. Chupou a língua alheia com a força que possuía, sentindo o gosto de seus lábios até o último resquício.


O próprio michê havia se esquecido naquele momento de sua posição. Não estava ganhando para dar para um cara e ficar entediado o processo inteiro. Ele estava transando com um homem bonito, jovem, másculo, que estava lhe dando prazer como nenhum outro e que tinha tido a fantasia sexual mais inusitada e excitante que já havia experimentado.


Taehyung deu um forte chupão em seu pescoço, iria se exibir para Yoongi no dia seguinte.


— H-hyung… Eu preciso… — E Taehyung sabia exatamente do que Jeongguk falava.


— Eu vou te dar o que você quer… Meu doce — Ele falou meu doce com os dentes cerrados, a mandíbula trincada em forma de posse, como se tomasse sua propriedade.


Em um movimento rápido, a cueca de Taehyung foi arrancada de seu corpo, indo parar em algum lugar em meio a claridade quase dolorosa do quarto. O acastanhado se posicionou melhor entre as pernas curtas, mas, antes que pudesse concluir qualquer ação, o michê o parou, olhando fundo em seus olhos negros.


— Eu quero sentir seu gosto. — O moreno disse manso, quase como um gato. A língua batendo entre os lábios molhados. Taehyung tremeu apenas de imaginar a sensação tão fantasiada desde que colocou seus olhos naquele garoto apoiado contra o muro.


Jeongguk se posicionou de joelhos, observando o mais velho deitar de costas em sua direção. Os lábios a centímetros do membro pulsante, grande e grosso, que pedia por algum alívio. O moreno segurou o membro alheio, manuseamento de forma bastante experiente. Lembrou-se do jogo de inocência, começando a deixar os movimentos vacilantes e entrecortados.


— Estou fazendo direitinho? — Perguntou, os olhos escuros olhando Taehyung de cima. O mais velho acenou positivamente.


— Deus, sim! Só continue…


Um gemido saiu do fundo da garganta do maior ao sentir os dígitos macios e suaves em seu pênis. Com os lábios partidos em deleite, ele sente a boca quente do menor circundar a glande, dando leves beijos delicados por sobre o prepúcio. Ambas as mãos juntas envoltas do membro, enquanto que iniciava uma sucção compassada, quase torturante.


— Você tem um gosto tão bom, hyung… Quase como um pirulito. — Disse em um momento que apenas o masturbava para conseguir tomar ar.


— Sua boca é maravilhosa… — Taehyung gemeu, mordendo os lábios grossos e segurando nos cabelos pretos e despenteados de Jeongguk, direcionando para onde ele deveria ir.


Com mais avidez desta vez, ele colocou tudo que cabia em sua boca, manuseando o que restava, deixando uma forte sucção na glande ao findar a investida. Taehyung não conseguiria pôr em palavras — ou gemidos — as sensações que seu corpo recebia ao sentir os lábios do garoto mais novo em si.


Jeongguk lambia obscenamente a glande rosada, enquanto masturbava o resto com uma das mãos, a outra apoiada no colchão fofo que parecia igualmente caro como o resto do apartamento, se dando equilíbrio. Taehyung estava tão excitado. Gotas de pré-gozo mancharam os lábios vermelhos em um tom perolado, enquanto o mais novo continuava a sucção, os cabelos um pouco longos caindo sobre os olhos, lhe dando um ar ingênuo que deixava o mais velho louco.


— Isso, baby… Engole tudo. — Agora, uma de suas mãos se emaranhava nos cabelos castanhos, incentivando o mais novo a abocanhar tudo que conseguia pôr na boca, guiando seus movimentos.


Jeongguk continuava os movimentos ritmados, ora chupando, ora lambendo o membro tão desconhecido, contudo que lhe parecia familiar. Não era nenhum virgem, afinal, trabalhava com sexo, então sabia exatamente onde tocar, onde chupar… Sabia o que deixava os homens alucinados e quase gozando em minutos e também o que eles não gostavam. Sabia que todos adoravam quando lambia lentamente a fenda em suas glandes e brincava com o prepúcio, logo depois descendo e subindo com veemência e arrastando levemente os dentes pela extensão. E foi isso que ele fez, fazendo o mais velho grunhir de prazer.


Deixou o membro alheio de lado, fazendo Taehyung murmurar palavras desconexas em revolta. Queria mais daqueles lábios, contudo, Jeongguk passou uma perna para cada lado dos quadris do mais velho, decidido a se tornar o pequeno garoto dele, porém de uma forma bastante melhorada. Ele queria brincar? Então eles iriam brincar.


— Eu sempre fui um garoto sujo, não fui, hyung? — Agora ele sussurrava lentamente, se movendo sobre o colo do maior, lhe deixando cada vez mais excitado. O fato de agora ele referia a si mesmo como aquele personagem criado por Taehyung, estava lhe deixando perdido.


Para onde fora seu bom senso, afinal?


— Você sempre quis fazer isso? Me corromper?  Taehyung… —  A forma como pronunciava seu nome era tão pornográfica e erótica que o acastanhado poderia gozar apenas ouvindo o som da sua voz lhe sussurrando obscenidades ao ouvido. — Quis… Me apertar em lugares nada apropriados desde que me viu pela primeira vez — E com isso, Jeongguk levou as mãos do mais velho até sua cintura,guiando os movimentos, fazendo o Kim tocar sua pele, suas costas, enquanto não parava os movimentos com seu quadril.


— Babyo maior gemeu, não conseguindo mais controlar o desejo que habitava em seu corpo.


— Sim, Hyung. Eu sou seu baby… — E o moreno lhe estimulava com aqueles movimentos obscenos em seu colo, e agora, os beijos molhados que dava em seu pescoço, enquanto ainda guiava as mãos do mais velho para que lhe tocasse em lugares mais íntimos.


Jeongguk largou as mãos do maior, deixando o trabalho de lhe tocar por conta de Taehyung que agora tocava o mais novo despudoradamente.


— Vamos, me toque. Estou aqui pra você. Só pra você… — Levou os lábios até o ouvido de Taehyung, surrando a última parte: — Eu posso ser sua vadia em todo sentido da palavra. — Mordeu o lóbulo do maior, que gemeu contra o torso de Jeongguk.


Taehyung desferiu um tapa em sua coxa, amassando a carne de sua pele.


— Não fale essas coisas obscenas. — Lhe olhou sério. O olhar sendo uma mistura de desejo e raiva reprimida. — Você é o ser mais delicioso que já coloquei meus olhos. Está me manipulando, fingindo ser aquele garotinho que eu quero que seja … Mas eu sei que você não passa de um safado. — Taehyung disse, agora com raiva. As palavras só lhe davam mais vontade de jogar aquele garoto na cama e lhe dar uma boa lição… Sempre gostou de um sexo selvagem, no fim de tudo.


Em um movimento rápido, Taehyung troca as posições, ficando por cima do mais novo, que abriu as longas pernas para abrigar o corpo do mais novo.


O mais velho prendeu as mãos de Jeongguk em cima da cabeça, deixando-o imobilizado. Claro, que se o menor quisesse, poderia facilmente se livrar do aperto de Taehyung, anos aguentando homens agressivos que achavam que tinham direito sobre si servem para algo, mas no momento ele queria se deixar dominar.


O Kim levou suas mãos às coxas do moreno enlaçando-as em sua cintura. Apertou a carne entre seus dedos, seu pau doendo, molhado de pré-gozo.


— Eu sei que gosta quando falo obscenidades, hyung… — Falou rouco no ouvido do acastanhado, que movimentava seu membro contra as nádegas do moreno, lhe dando um alívio e tanto. Continuou os movimentos, pensando que poderia vir apenas com essas falas obscenas de Jeongguk.


Gemeu quando sentiu a mão do outro apertar seu pênis, lhe dando mais prazer ainda. Movimentou a palma para cima e para baixo, lhe torturando. Logo agarrando o pênis alheio com volúpia, se deliciando com o rosto contorcido em prazer de Taehyung.


— Eu quero te foder tão forte! — Grunhiu, ao que Jeongguk intensificou os movimentos, ainda lembrava-se da sensação deliciosa da boca alheia em seu membro. — Você deve ser tão apertado, quente e acolhedor… — Falava tudo lentamente, diferente do ritmo da mão alheia.


Quando Taehyung sentiu que estava prestes a ejacular, ele parou a mão de Jeongguk, olhando fundo dentro dos olhos incrivelmente negros do moreno.


— Ainda não… Dentro de você. — O mais novo voltou a deitar-se, mas desta vez se posicionou de bruços, os dentes mordendo a fronha branca. Suas mãos procuraram o apoio da cabeceira, deixando que seus dedos fechassem nela como um porto seguro.


Ouviu quando Taehyung buscou um pacote de camisinha e lubrificante na mesinha de cabeceira, envolvendo seu membro e colocando uma quantidade considerável do gel no mesmo.


Sentiu o corpo forte do Kim deitar por sobre o seu, suas pernas sendo abertas brutalmente pelo mesmo. A glande de seu membro forçando a entrada, um gemido de dor e alívio mútuos escapando dos lábios entreabertos. Ao sentir tudo dentro de si, Jeongguk não pôde conter um suspiro alto, agarrando ainda mais forte na cabeceira, se apoiando quando os movimentos fortes de vaivém começaram.


Taehyung pareceu observar com devoção todas as marcas nas costas alvas, acariciando com desejo as mesmas, enquanto tinha a visão mais privilegiada que alguém poderia ter. Os braços esticados, as mãos fortes agarradas à cabeceira, os cabelos escuros caindo no travesseiro branco enquanto o rosto era escondido dentre a colcha. Os gemidos estavam abafados, mas estes, mesmo que baixos, ainda eram excitantes e estimulantes para o mais velho, que só intensificava cada vez mais os movimentos de sua pélvis contra a entrada extremamente apertada do michê.


Uma de suas mãos escorregou para baixo do corpo do moreno, encontrando seu membro que pingava gotas de seu prazer. O masturbou com vontade, tanto quando lhe penetrava.


O prazer de seu baby sendo derramado pelos lençóis, enquanto que o de Taehyung circulava em um caminho molhado dentro de si.


Ambos os corpos caíram lado a lado no colchão de cetim, as respirações ainda irregulares. Ofegantes e se recuperando o recente orgasmo.


Jeongguk demorou um pouco para raciocinar o que havia acontecido ali.


Okay, estava tinha aquela gravata preta em seu pescoço que acabou servindo para grandes nadas.


Em uma só noite, Jeongguk contabilizou; fumou um cigarro de maconha, se vestiu como um adolescente do ensino médio, acabara de transar com um dos caras mais gatos que já vira em sua vida e, de quebra, iria ganhar uma grana pra isso. Okay, ele estava satisfeito. Sua bunda doía, mas eram coisas da vida. Do que ele poderia reclamar afinal?


— Da próxima vez, trago seu amigo junto. — Taehyung comentou, ofegante demais para palavras com sentido.


— Acha que Suga seria um baby melhor do eu, Hyung? — Falou manhoso, se aninhando no pescoço alheio.


— Nunca, gracinha.





Notas Finais


só sei que nada sei
mesma coisa de sempre; comente se gostou e um beijo pra quem quiser (eu de luba)

até a próxima.

ps; att de desvio de conduta sai essa semana s2


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