História Street Dancer - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 22
Palavras 768
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Sim, caras ARMYs, eu resolvi me aventurar num fandom que eu mal entrei e já considero pakas e num desafio fodido de longo com uma fanfic pra terminar. Alguém me segura.
Me perdoem se eu errei em algum ponto, já que eu nem me considero ARMY ainda por fazer muito pouco tempo que entrei no fandom, mas eu dei o meu melhor.
Meu OTP de BTS é Nammin, mas JiKook tá no meu top 3 e eu tentei.
Boa leitura ^-^

Capítulo 1 - Você (Capítulo Único)


Os passos eram leves como o planar de um pássaro.

Seu sorriso mostrava com riqueza de detalhes toda a felicidade em deslizar no asfalto com tanta destreza, e eu observava. Todos os dias, eu levantava uma hora mais cedo, só pra antes de ir pra faculdade, poder observar você com aquele sorriso que te fazia fechar os olhos ao dançar, atraindo outras dezenas de pessoas que passavam. Duvido muito que eu seja o único a ter me apaixonado pela sua essência, pelo jeito que o seu cabelo vermelho-cereja nunca ficava penteado, ou por como parecia que você não tinha ossos, se mexendo daquele jeito tão contagiante.

Às vezes, você puxava alguém ali a sua volta para dançar com você, e ao mesmo tempo que eu invejava aqueles sortudos, sabia que se fosse eu a ser puxado, travaria e provavelmente esqueceria o jeito certo de andar. 

Soube por um amigo de um amigo que você pagava suas contas vivendo daquele jeito, dançando por aí. Me senti covarde. Meu sonho sempre tinha sido viajar o mundo com nada mais que uma mochila, e por pressão da minha família, estava ali. Fazendo uma faculdade que eu não queria, usando roupas que me deixavam muito mais velho e sendo obrigado a procurar uma boa esposa assim que me formasse e arrumasse um bom emprego. Mesmo que nunca tivesse ouvido sua voz ou tido qualquer contato mais íntimo com você, tinha certeza de que nunca iria passar uma situação dessas. Acho que foi o seu olhar que me fez constatar isso. Sempre tão vivo e alegre que eu simplesmente não te imaginava de outra forma se não com aquelas covinhas e o sorriso que lhe fechava os olhos. Se a coragem e a felicidade tivessem uma versão humana, seria você.

Um dia, fui forçado pelo meu melhor amigo a falar com você. Descobri que seu nome era Jimin, sua cor favorita era azul e que seu rosto conseguia ser mais bonito ainda de perto.

Jimin. Só a sonoridade disso já me arrepia.

E então, nós fomos nos conhecendo. Os dias passavam, e eu ia me encantando ainda mais. Tudo era perfeito em você. As mãos, com dedos pequenos e gordinhos, os olhos pequenos e escuros como uma noite sem estrelas, as bochechas fofas que não tinham nada a ver com o abdômen, braços e coxas tão malhados, os pés pequenos naquele All Star vermelho de cano alto com um cadarço diferente todo dia, a voz doce e aguda de um jeito gostoso, tudo.

Fomos conversando, trocamos números, e você foi entrando aos poucos na minha pacata vida, bagunçando tudo e deixando tudo mais colorido.Mudou meu estilo, me fez ouvir rock clássico e me fez pintar o cabelo também. Escolhi azul só por sua causa.

Descobri que você tinha sido abandonado em um orfanato, do qual fugiu. Que você tinha morado nas ruas até os dezesseis anos, quando conseguiu dinheiro suficiente com a dança para alugar um cantinho no subúrbio da cidade. Eu dormi lá algumas vezes. Tudo tinha sua personalidade, desde as roupas jogadas que você não fez a mínima questão de esconder as paredes azuis e vermelhas, cheias de posters, figurinhas, recortes, milhares de fotos da sua câmera instantânea e desenhos. Era confuso de um jeito bom.

Lembro bem de quando estávamos deitados na grama do parque, olhando as nuvens e tentando achar significados nelas.Você olhou pra mim e perguntou se eu queria fugir com você. Riu, ficando desconfortável na minha frente pela primeira vez em quase dois anos que estávamos naquele namoro que nunca tinha sido de fato afirmado, mas não se negava que o sentimento estava lá, sendo mais significativo do que qualquer aliança cara.

Eu assenti, sem pensar, sem medir consequências. Era tudo o que eu mais queria desde que te vi pela primeira vez, fazendo aqueles passos complicados ao som de uma música eletrônica qualquer. Você me abraçou e disse o primeiro “eu te amo” que eu recebia na minha vida, tão sincero que eu não me refreei em chorar, agarrado a você, num início de noite quente que era a marca do verão.

E então, nós fugimos. E realizamos todos os sonhos que eu nem sabia que tinha, um a um.

E toda vez que você pedia para eu parar a caminhonete porque você precisava fotografar alguma coisa, eu sentia que se eu tinha deixado algo para trás, você me daria mil motivos todos os dias para eu não me arrepender, com aquele seu sorriso lindo lindo que fazia meu coração pular uma batida. E tudo valeria a pena, só porque eu tinha você ao meu lado.


Notas Finais


Wow, preciso checar minha taxa de glicose.


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