História Stressful Love - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe
Tags Comedia, Drama, Gale, Graylu, Gruvia, Jelu, Jerza, Laxana, Miraxus, Nali, Nalu, Rolu, Romance, Stincy
Exibições 87
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi amores, tudo bem com vcs? Espero que sim!
Perdoem pela demora, tive alguns problemas mas agora estou aqui <:

Espero que gostem e perdoem os erros. Boa leitura!

Capítulo 12 - Virando uma perseguidora


 

 Já fazia mais de dois dias que havíamos voltado da viagem escolar. Minha rotina de trabalho e escola havia voltado. 
 Levantei cedo com o despertador tocando e fui me arrumar. Comi uma torrada e tomei café antes de sair. Como de costume, dirigi até a escola. Encontrei as minhas amigas e fomos para a sala de aula.  
— Como foi a noite de vocês? — perguntei. 
— Foi ótima. Jellal foi lá em casa e ficamos assistindo filmes até tarde — Erza disse. Sorri com isso. 
 Natsu e Gray entraram na sala ao mesmo tempo. Eles estavam com o rosto fechado. 
— O que aconteceu? — perguntei. Sei que iria “levar patada” mas mesmo assim ousei perguntar.
— Ah, foi culpa desse idiota do Natsu! — Gray disse irritado. 
— Minha culpa? Ah, vai se ferrar, Gray! — Natsu falou. 
— Tá... O que o Natsu fez? — perguntei novamente. 
— Eu dormi na casa dele, acordamos atrasados e resolvemos pegar um táxi. Aí, no meio do caminho o Natsu disse que esqueceu a carteira em casa. O motorista escutou, ficou furioso e nos expulsou do carro. — Gray disse. — O ruim é que Natsu não mora muito perto daqui e o motorista nos deixou duas quadras depois da casa dele. Então tivemos que vir andando até aqui.
— Ei, não foi minha culpa! — Natsu tenta se defender. Ri dos dois brigando e eles se viraram para mim com olhares mortíferos. Ferrou. 
 

Uma coisa martelava em minha mente. Onde Natsu mora? 
Claro que não é da minha conta mas é esquisito que eu não saiba onde ele mora, já que sei onde mora Erza, Jellal, Levy, Mira, Lisanna, Elfman, Juvia e até Gray e Gajeel. 
 O mais estranho era que ele não falava sobre sua casa e até sua família. O máximo que eu sabia era que ele é filho dos sócios do meu pai. 
 Tive uma brilhante ideia mas fiquei um pouco receosa. 
 O intervalo havia começado e puxei a Erza para um lugar mais discreto. 
— Sabia que sempre tive uma curiosidade? — perguntei. Ela negou. 
— Que curiosidade? 
— Eu conheço a casa de todos do nosso grupinho. Conheço a casa até do Gajeel — falei. Ela arqueou as sobrancelhas. — Mas nunca soube onde é a casa do Natsu. 
  Ela sorriu divertidamente.
— A casa dele é bem legal! Adoro os pais dele. 
— Também adoro os pais dele — falei. Ela me olhou desconfiada — o que foi? Eu conheço os pais dele faz um tempo, eles são sócios do meu pai. 
 Ela assentiu e parecia um pouco decepcionada. 
— Então, eu estava pensando em segui-lo hoje. Quer vir comigo? — perguntei. Ok, isso não é nada legal de se fazer mas quero fazer as coisas do meu jeito. 
— Não posso. Tenho um encontro com o Jellal. 
 Assenti triste e ela me abraçou.
— Não seja descoberta, tudo bem? Vai dar tudo certo, eu sei! — Erza disse. Sorri e fomos para a cantina.

 [...]

 Depois das aulas, saí direto atrás de Natsu, que foi um dos primeiros a ir embora. Pensei que ele iria embora a pé, mas pensei errado. Um carro preto luxuoso parou na frente da escola e ele entrou. Fiquei lá parada que nem uma boboca enquanto o carro se distanciava. Comecei a correr atrás do carro e a essa altura Natsu deveria ter me notado. Mas parecia que nem ele ou o motorista percebeu uma louca correndo atrás do carro. 
 Devo ter corrido uns quarenta quarteirões, estava cansada e suada. O carro parou na frente de um restaurante chique e de dentro saiu Natsu. Me escondi atrás de uma lata de lixo mas acabei pisando em uma latinha de refrigerante e fez um barulhão. Ele se virou para ver o que havia acontecido e me escondi atrás de uma parede que tinha ali. Dei uma espiada e ele já havia entrado no lugar. Sentei no chão, conhecendo o Natsu, sabia que iria demorar um bom tempo até ele ir embora.
 Mas mais uma vez estava enganada, ele saiu de lá com apenas uma sacola em mãos e entrou novamente no carro. Poxa, nem tinha descansado direito e já teria que correr de novo. 
 O carro começou a andar e tentei ser a mais discreta correndo atrás dele. 

  Ele tinha descido em um bairro meio esquisito, e parecia que tinha dispensado o motorista, já que ele foi embora. Natsu estava andando em meio a uma feira de comida. Todo instante ele ficava virando para trás e eu sabia que ele já havia me notado. Até que ele parou abruptamente, e não deu tempo para eu me esconder. Estava lascada. 
Ele se virou e sorria divertido.
— E aí, Lucy! Como está sendo a experiência de me seguir? — perguntou, curioso. Ah, não.
— Hã — pigarreei — eu não estava te seguindo. 
 Falei tão rápido e baixo que ele ficou com uma expressão engraçada.
— Ainda bem que tenho uma audição boa — falou ele, se gabando — eu já sabia que você estava me seguindo o tempo todo. Eu te vi correndo atrás do carro, idiota.
— Engraçadinho. Sabia que quase fui atropelada duas vezes?
— Sim, eu sabia — falou ele, rindo. — Por que está tão obcecada em me seguir?! 
 Era agora ou nunca. 
Respirei fundo e contei até três mentalmente, fazendo-o esperar pela minha resposta.
— É porque eu queria saber aonde você mora, Natsu! — falei o mais rápido possível de novo. Ele ficou um pouco confuso mas quando pareceu entender o que eu havia falado, arregalou os olhos. 
— Por que? Por que quer saber aonde eu moro? — perguntou, divertido. 
— Porque eu sei até onde o Gajeel mora e você não — falei exasperada — puxa, você também não ajuda. 
 Ele parecia entender meu nervosismo. Como se uma lâmpada tivesse surgido em cima de sua cabeça, Natsu sorriu. 
— Bem, posso te levar para conhecer minha casa — falou e sorri — mas quero que você me faça companhia, tenho que comprar algumas coisas que minha irmã pediu. 
 Irmã? Essa é nova. Não sabia que ele tinha algum parente fora seus pais. 
— Tudo bem — falei sorrindo. 


 Ele parava em cada barraca e comprava diversos tipos de doces que ali vendiam. Confesso que fiquei um pouco de inveja da irmã de Natsu. Quando estávamos caminhando pelas ruas, ele me ofereceu doce. Aceitei, lógico. 
Enquanto comíamos e andávamos, resolvi perguntar mais sobre sua irmã.
— Então... — Ele olhou para mim, esperando que continuasse — como é sua irmã? — perguntei com a boca cheia.
— Bom... Ela é diferente, isso é o que define ela. 
 Assenti, parecia que ele não estava muito confortável falando sobre ela. Ele parou de repente em frente a uma casa enorme! Fiquei de queixo caído. Óbvio que a casa dele seria assim, não esperava menos. 
— Aquela ali é a minha casa — ele apontou para uma casa ao lado da mansão. Era um sobrado simples mas elegante. Pequeno, devo dizer. 
— Sério? — perguntei. Ele riu.
— Não, aquela é a casa do meu irmão. Como ele queria morar em outro lugar e ele ainda era menor de idade, meus pais deixaram ele morar do lado. Essa é a minha casa — tornou a aponta para a mansão. 
 Fomos até a porta e ele abriu, dando passagem primeiro para mim. 
— Obrigada — agradeci e tirei meus sapatos. Quando entrei, soltei um “uau”, fazendo-o rir. 
— Fique a vontade, senhorita — Natsu disse fazendo uma reverência. Segurei a barra da minha saia.
— Obrigada, senhor. 
 Rimos e ele começou a andar até as escadas, como eu sabia que iria me perder lá dentro, segui-o. Ele parou perto do corrimão, que envolvia duas enormes escadas. 
— WENDY! — gritou Natsu. Até eu me assustei. Depois de alguns minutos de espera, uma menininha com cabelos (lindos!) roxos desceu. Ela estava com um vestido florido e uma sapatilha preta. 
— O que foi, Natsu? — perguntou, entediada. Ela olhou para mim e arqueou as sobrancelhas — ela é a nossa nova empregada? 
— Não! Essa e a... Lucy — falou. Ele parecia envergonhado por alguma razão. Ela arregalou os olhos e sorriu docemente.
— Você é a Lucy de que tanto o Natsu fala! — disse ela. Olhei de relance para Natsu e ele estava vermelho, coitado. — Ele não cala a boca um segundo. É dia e noite, só Lucy e Lucy. 
 Sorri envergonhada. Ela estendeu a mão para mim e eu apertei.
— Sou Wendy, sou irmã mais nova desse boboca. Tenho quinze anos — falou, alegre. Fiquei assustada, daria pelo menos uns dez anos para ela. 
— Quatorze. Você tem quatorze anos, Wendy — falou Natsu com o dedo em sua têmpora. Ele parecia irritado. 
— Que seja — disse. A campainha tocou no mesmo instante, fazendo Wendy saltar do seu lugar. — Natsu, atende para mim, tenho que terminar de me arrumar. 
 Ela saiu correndo voltado para o andar de cima. Natsu foi até a porta pisando duro e o acompanhei.
Quando ele abriu a porta, me assustei com o que vi. Um homem de uns vinte anos estava parado.
— Sim? — perguntou Natsu, rude. 
— Eh... Vim pegar a... — o homem pareceu assustado quando disse a palavra “pegar”, porque o garoto ao meu lado ficou fervendo de raiva. — Quero dizer, vim aqui para poder levar a Wendy para um encontro. 
 Fiquei chocada. Aquele cara não sabia que estava cometendo um ato de pedofilia? 
— Senta no sofá e espera ela. 
 Ele deu passagem para que o homem entrasse. Ele se sentou e Natsu ficou em pé em sua frente. 
— Posso saber quem é você? — perguntei, curiosa. Ele olhou para mim e se assustou, parecendo que só havia notado minha presença só agora.
— Eu sou Mest Gryder, mas todos me chamam de Doranbolt — ele estendeu a mão para mim e eu apertei desconfiada.
— E quantos anos você tem? — perguntei.
— Tenho dezenove anos, senhora — respondeu tentando ser educado mas me ofendeu. Natsu pareceu entender que fiquei ofendida.
— Ela não é senhora, não, Doranbolt — ele só faltava cuspir na cara do coitado, que já estava mais vermelho que um pimentão — Lucy é mais nova que você, seu pedófilo. 
 Ele estava suando e envergonhando, não tinha como ficar pior. Até que Wendy desceu, e parecia estar sorrindo falsamente.
— Vamos, docinho? — perguntou ela. Ok, aquilo estava na cara que era falsidade, não sei como esse tapado não percebeu. Ou ele percebeu e não quis contar, ou ele é estupido.
— Vamos, Wendyzinha — falou ele sorrindo todo bobalhão.
Olhei para Wendy e vi que ela pedia socorro.
 Eles saíram e ela visou seu irmão que só voltaria de noite, o que irritou Natsu.
— Por que eles saem? Será que o Mest não sabe que isso é pedofilia e crime? — perguntei, indignada.
 Ele suspirou e sentou no sofá.
— Ele e ela sabem. Wendy só sai com ele porque Mest é burro e paga tudo para ela. Teve uma vez, no dia dos namorados, veio uma encomenda do correio e era uma caixa enorme com um urso maior do que eu dentro — falou. — E o pior que ele sabe que está sendo feito de trouxa, mas acho que ele acredita que um dia ela irá retribuir o “amor” que ele sente por ela — colocou a língua para fora e o dedo perto da boca aberta, fingindo vomito.
— E por que ela não termina com ele? 
— Wendy não consegue por dois motivos: o primeiro é que ela gosta dessa mordomia que recebe quando está com ele — falou e revirou os olhos — que mentira, ela só gosta da grana que ele gasta com ela. Minha irmã mal tem quinze anos e já é uma interesseira — disse. — E o segundo motivo é que ele não deixa. Doranbolt é meio que um perseguidor, que nem você — colocou o dedo indicador na ponta do meu nariz e riu. Mostrei a língua para ele. — Continuando, quando ela “termina” com ele, sempre recebemos mais de cem ligações no dia seguinte, todas dele. E quando não atendemos, ele manda mensagem para todos; Meu pai, minha mãe, minha irmã e eu já mudamos de número milhares de vezes, mas ele sempre descobre. Então, ela só continua saindo com ele e quando enjoa, ela ignora as ligações e as mensagens.
 Ergui minhas sobrancelhas, surpresa. Pobre Wendy. Olhei para meu relógio de pulso e estava quase na hora do meu expediente começar.
— Natsu, foi ótimo e tal, mas tenho que ir, meu expediente começa daqui uma hora — falei. 
— Vem, deixa que eu te levo de carro até lá — disse ele e fiquei encarando-o. — O que?
— Sério isso? — perguntei, feliz.
— Sim — disse e pulei no seu pescoço, dando um beijo molhado em sua bochecha esquerda. — Vamos, abelhinha, ou você vai se atrasar.

 

 

 


Notas Finais


Lembrando que: não sou a favor da pedofilia, não gosto e nem apoio. Mas "isso" vai ser essencial para a história, então, por favor me perdoem por isso.

Até mais :)


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