História Strip - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Inazuma Eleven (Super Onze)
Personagens Afuro Terumi (Aphrodi), Aki Kino, Endou Mamoru, Fudou Akio, Fuyuka Kudou, Genda "Genou" Koujirou, Haruna Otonashi, Kazemaru Ichirouta, Kia Hiroto, Kidou Yuuto, Natsumi Endo, Sakuma Jirou, Shuuya Goenji
Exibições 172
Palavras 3.650
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oh, quase que o capítulo não sai, pois estou doente. >< Espero que gostem!

Capítulo 13 - Love.


Japão, Tokyo. 19:30.




 

Era sexta. 

Um mês passou-se após nossa ída à Jigoku e o resgate de Genda. Com certeza devem estar querendo saber sobre sua situação, correto? Então, vamos por partes. Ocorrera muita coisa durante esse período de tempo - mentira. Mais ou menos. -. 

Primeiramente, fora Endou, porque todo mundo sabe que o capitão do time deveria ter sido eu. 

Segundamente, Haruna e Hiroto. É, amigos. Parece que o ato corajoso do ruivo de ter salvo minha irmã das mãos daqueles quatro desgraçados - e que por acaso Haruna passara umas duas semanas para poder sair sozinha na rua, com medo de ser pega novamente. - só serviu para piorar a relação de ambos. Na verdade, Hiroto Kiyama sempre tenta aproximar-se de minha irmã,mas ela sempre, repito, sempre tenta se afastar dele. Por algum milagre, há dois dias atrás ela e Hiroto estão voltando a conversar mais entre si. Conversas sigilosas - que me deixam enciumado -, mas nada de tão ruim assim. Bem, além disso, recentemente Haruna tivera um desmaio no caminho para o trabalho e quem a salvou foi Hiroto e a levou pro hospital. Ambos alegam que não foi nada demais, segundo o médico. 

Terceiro, Endou e Natsumi. FINALMENTE esses dois assumiram um relacionamento, e admito que formam um casal bonito. E quem não gostou - frase de meu brother Goenji Shuuya - tome água sanitária com dias colheres de açúcar. Vai ter Endou e Natsumi sim. 

Quarto, Genda. Durante todo esse tempo nós nos focamos completamente em seu caso,e não demorou muito para que finalmente houvessem descobertas: Genda estava consumindo LSD. Alguns dos efeitos dessa droga é a pertubação mental, alucinação, psicose grave e depressão. Isso explica o porquê de Genda estar tão desesperado e assustado naquela noite em Jigoku sem um motivo aparente. Segundo Genda, ele via rostos desformados e ouvia vozes que lhe davam ordens e o ameaçavam o tempo inteiro, algo consideravelmente comum para alguém que consome LSD. E visando tal aspecto das vozes, é possível muito bem relacioná-las ao estupro de Sakuma. 

Sakuma, por sua vez, mantem-se cuidando de Genda. Até o momento, o relacionamento dos dois resume-se em respeito, carinho e proteção, o que é bonito de se ver. Bem, como Genda encontrava-se viciado na droga e inclusive vendera sua casa para poder viver em Jigoku e ter dinheiro o suficiente para gastar com LSD, ele teve de ir a um centro de reabilitação. A única coisa que pediu antes de ir foi de poder receber visitas tanto minhas quanto de Sakuma. Uma vez por semana, nós vamos para lá conversar um pouco com ele. 

Quinto, Goenji Shuuya. Não tem muito o que falar, continua vagabundo. Eu amo esse cara. 

Sexto e último, Fudou. 

Se eu disser que meu relacionamento com Akio Fudou permanece meramente sexual, eu estarei mentindo. 

Eram 19:30 da noite quando cheguei em casa, deparando-me com todos. Endou e o gato de Haruna brigando como sempre, e dessa vez porque o gato realizara a proeza de roubar uma meia de Mamoru. Hiroto bebendo enquanto assistia a um filme super másculo - A Bela e a Fera -, Sakuma e Goenji também aparentavam estar super concentrados no filme, e Haruna encontrava-se na cozinha, pois era seu dia de fazer o jantar. 

- Estou de volta. 

- Bem-vindo, Kidou-kun.

Sakuma sorriu, o que me satisfez. Olha, fazia um bom tempo que eu não o via sorrir daquela forma. Aliás, devem estar se perguntando o motivo no qual ele ainda não voltara para casa; simples. Nós proibimos. Nos acostumamos tanto com Sakuma conosco na casa que inclusive nos ajoelhamos em seus pés implorando para que morasse com a gente até que se casasse. Sakuma, que também já aparentava estar extremamente acostumado em conviver com o maior grupo de vagabundos de Tokyo, aceitou. Inclusive, tudo indica que quando Genda sair da clínica de reabilitação, ele também vai ficar conosco. É aquele ditado: "a casa é que nem cu de puta, sempre cabe mais um."

Lispector, Hiroto Tomatão. 

- E aí, "Kidou das Novinhas". - Goenji cumprimentou, sorrindo malicioso. 

- Ou seria... "Kidou do Fudou"? - Sakuma provocou, encarando-me. 

- CALEM A BOCA, SEUS POÇO DE VACILO. - Hiroto gritou, logo se virando para a TV. - Vai começar minha música, caralho. 

- Misericórdia, a música da dança!? - Goenji perguntou, apressado. 

- Alguém por favor manda esse gato me devolver minha meia! - Endou choramingou em resposta ao arranhão que o gato fizera em sua mão segundos antes.

- Muita coragem do gato pegar uma meia sua. - Eu comentei, rindo. 

- Vai morrer infectado. - Sakuma comentou, o que fez Haruna colocar a cabeça para fora da cozinha, arregalando os olhos. 

- Tirem essa meia sebosa da boca do meu gato!

- Haruna, você é tão má comigo! - Endou cruzou os braços, fazendo bico chateado. 

- SENTIMENTOS SÃÃÃO, FÁCEIS DE MUDAAAAR ~ - Hiroto e Goenji se levantaram cantando em uníssono, dançando juntos como se estivessem em um baile.

- Todo mundo fala mal da minha meia, mas ninguém fala mal da voz de Tomatão e Espiga de Milho. 

- Se colocar uma taça perto, ela quebra. - Sakuma admitiu, rindo. 

- Qual é, Endou. Eu prefiro mil vezes passar o dia ouvindo Hiroto e Goenji cantarem do que cheirar uma meia sua. - Admiti, me divertindo ao ver a cara de irritação de Mamoru. 

- Vá se lascar. 

Não demorou para que Haruna servisse o jantar e todos nos sentarmos na mesa. Enquanto comíamos, conversavamos sobre assuntos variados e, inclusive, descobri que Goenji Shuuya tem um novo alvo: Fubuki Shirou - chega eu me arrepiei aqui, viado. Shippo. -. Conversa vai, conversa vem, até que finalmente Hiroto Kiyama decidiu chamar a atenção de todo mundo com um grito gasguito que mais parecia uma cabra engasgada. 

- Puta merda... - Goenji cobriu um dos ouvidos com a mão, ligeiramente atordoado por conta do grito. 

- Meus viadinhos, eu tive um sonho estranho para caralho. - Ele disse, fazendo a maioria arquear uma das sobrancelhas. 

- Sonho?

- Deixa eu contar, deixa, deixa!

- Depois de um grito desse, já devia estar terminando de contar o sonho. 

- Shh, Kidou. - Ele me repreendeu, logo suspirando fundo e, finalmente, iniciando sua história. - Era um jardim. Estava escuro e o céu estrelado. Lá estava eu, o gostosão Hiroto Kiyama, de pé, observando as belas estrelas que decoravam o céu negro como meu abajour decora meu quarto quando tá no breu. 

- Misericórdia... - Goenji colocou uma das mãos na testa, o que me fez rir. Hiroto jogou uma torrada nele. 

- Cala a boca, Espiga de Milho. Enfim. De repente, do nada, começou a descer do céu uma espécie de embrulho, eu sei lá que porra era aquela. Ele descia beeem devagar ao som daquele "ooooooh" que começa a tocar quando Jesus ou alguma divindade aparece nos filmes. Eu olhei para o embrulho, e tchá, peguei ele com as minhas mãos...

- E se não for com a mão vai pegar com o que? Com o pé? - Endou perguntou, o que fez Sakuma gargalhar em resposta. 

- Se eu fosse tu, eu parava de contar o sonho depois dessa. - O encarou, e logo o ruivo lhe mostrara o dedo do meio, logo voltando a contar a história. 

- Continuando. Eu peguei o embrulho e o fitei, logo percebendo que era nada mais nada menos que um filhote de panda! Aí quando menos espero, ouço uma voz vinda dos céus, bem grave, dizendo: "pegue, meu filho. Cuide dele". 

- Hiroto, é impressão minha ou você fumou maconha vencida? - Goenji perguntou, tentando entender a situação. 

- Queridinho, meu sonho foi emocionante, tá? Tá. 

- Na moral, será que ele significa alguma coisa? - Sakuma perguntou, o que instigou a curiosidade de Endou.

- Algo como... Hiroto vai cuidar de um panda?

- Ou Deus vai cometer o grave erro de mandar um panda para Hiroto criar. 

- O que diabos você estava fazendo no jardim à noite, em nome de Jesus? 

Goenji perguntou, o que nos fez rir,Hiroto cruzou os braços, pensativo, talvez um tanto curiosi em saber o significado daquele sonho estranho. Logo, todos voltamos a comer, dessa vez em silêncio. Após algum momento, eu estranhei a situação, oercorrendo meu olhar por todos os integrantes à mesa; Endou comendo concentradamente assim como Sakuma. Goenji bebendo um pouco de seu vinho após ter terminado sua refeição e Hiroto ainda intrigado em relação a seu sonho. Porém, a pessoa que mais me chamara a atenção, no momento, era minha irmã. 

Haruna encarava fixamente Hiroto sem ter tocado em seu prato ainda. De repente ela suspirou fundo, mordendo o lábio inferior enquanto colocava algumas mechas de seu cabelo atrás da orelha. Logo, minha irmã realizara a proeza de quebrar o silêncio, sem ousar desviar o olhar de Hiroto Kiyama. 

- ... Concepção de bebê. É um sonho de concepção de bebê. 

Eu arregalei os olhos, logo voltando-me para Hiroto, surpreso. Os demais à mesa fizeram a mesma coisa, observando o ruivo voltar-se incrédulo para Haruna. 

- Você está brincando, não está? - Ele perguntou e logo Haruna negou com a cabeça, voltando sua atenção para a comida. 

- Não. O sonho significa que será pai em breve. É só analisá-lo. 

- Pai? Impossível. - Ele sorriu de canto, debochando de tal pensamento. 

De repente, Haruna batera as mãos na mesa, levantando-se em seguida. Passou um momento cabisbaixa, logo levantando a cabeça e voltando a encarar Hiroto, que neste momento aparentava estar surpreso e com medo de levar uma surra da mais nova. Ele já iria tentar se explicar, contudo, Haruna foi mais rápida e logo tomara a fala. 

- Você e eu... No dia em que eu estava sofrendo por conta da Aki... 

- Haruna, não... Não fale bobagens. - O ruivou levantou-se, a encarando confuso. 

- ... Nós ficamos tão bêbados que nem percebemos... 

- Haruna. - Hiroto a chamou, aparentemente desnorteado. 

- ... Você sabe que eu... Eu nunca fiz isso com ninguém. E você mesmo ouviu da boca do médico que desmaiei de fadiga por conta da gravidez. 

- Gravidez? - Sussurrei, completamente incrédulo. Haruna e Hiroto continuavam a encarar-se. 

- M-mas...

- Hiroto-kun. Eu sei que é complicado, mas...

Ela o encarou, com os olhos brilhando por conta das lágrimas que se acumulavam ali. Suspirou fundo uma última vez, ignorando o fato de eu, Goenji, Sakuma e Endou estarmos ali, completamente desnorteados, sem saber ao certo se aquilo era verdsde ou mentira. O silêncio se fez ali por um tempo, até Haruna finalmente decidir quebrá-lo. 

- Não me restam dúvidas, Kiyama. Você é o pai. 

Eu quase desmaiei. 

Quase. Finalmente, tudo aparentou esclarecer-se para mim: Haruna ignorando Hiroto por saber que ele não lembrava-se da noite em que transaram bêbados. Haruna tentando evitá-lo à todo custo por pura timidez e vergonha, e por não saber como encará-lo após tal relacionamento. Haruna, recentemente, tentando conviver naturalmente com Hiroto Kiyama após descobrir estar grávida e ter a certeza absoluta de que ele era o pai da criança, uma vez que, até o momento, ela era virgem. 

A cena a seguir só acontece em fanfic e filme. Hiroto perdera o equilíbrio e caíra no chão em "câmera lenta" , cobrindo a boca com as duas mãos em um ato desesperado, incrédulo. Goenji se engasgou com o vinho. Endou caiu para trás. Sakuma não sabia se ria ou se chorava. E Haruna sentou-se, respirando fundo, voltando a jantar como se nada houvesse acontecido. De repente, como se nossos corações fossem unidos, eu, Goenji e Sakuma nos levantamos, tomados pela ira e pela surpresa, fitando Hiroto com uma expressão que mais parecia "corra. Você está muito fodido". O ruivo se levantou, aparentando ter captado a mensagem, correndo em disparada escada acima enquanto nós o seguíamos grirando seu nome e jogando os chinelos em sua direção. 

 

×××××

Japão, Tokyo. 10:30. 



 

Não, nós não espancamos Hiroto.

Na verdade, nós choramos com ele. 

Na noite anterior, Hiroto estava desolado. Não por ter um filho, mas por ser tão descuidado ao ponto de engravidar alguém que conviveu com ele sendo sua amiga e companheira por anos. A cena que mais me derreteu o coração na noite passada - por incrível que pareça - foi quando ele se ajoelhou no chão, abriu a carteira e jogou todas as camisinhas de lá para o alto como se dissesse "ADEUS PUTARIA, EU VOU SER PAI". Em um primeiro momento eu sentia raiva dele, e em seguida já estávamos bebendo ouvindo músicas romanticas e dramáticas junto à Goenji e Sakuma. Endou roubou todas as camisinhas de Hiroto. Haruna foi dormir cedo. 

Na manhã seguinte, não tínhamos trabalho - só Goenji. Tadinho. - então acordamos tarde.  Haruna agia normalmente, nos cumprimentando e tudo o mais. Sinceramente, acho que seu maior medo era nos contar sobre a gravidez e admitir para Hiroto que ele era o pai. O ruivo, por sua vez, não dormira à noite, muito provavelmente pensando no que deveria fazer à partir de agora. 

E eu? Sinceramente, estou animado. Não é algo que Haruna não queira, aparentemente, mas logo conversarei sobre isso com ela. A verdade é que eu realmente sinto-me contente em saber que logo logo me tornarei tio e que um Kiyama está vindo aí. E olha, não me preocupo em saber que ele é filho do Hiroto. Qual é. Ele só... Bebe. Mas se formos pensar pelo lado positivo, Hiroto é trabalhador. Tem um emprego, ganha bem pra caramba. A única coisa no qual coloquei medo nele na noite passada foi sobre a questão da bebida; querendo ou não, ele vai ter que diminuir a quantidade de álcool que toma por dia. 

O importante é que Hiroto vai assumir e Haruna está bem. Fim. O resto a gente resolve. 

A manhã passara rápido. Logo eram 14:20 da tarde, e eu e Fudou combinamos de nos encontrarmos em sua casa. Quando cheguei lá, fui recebido com um selar carinhoso e um abraço apertado. Fitei a casa, percebendo a quantidade de caixas que haviam ali prontas para serem desfeitas desde o dia em que chegara da Alemanha. 

- Cara, isso tudo é preguiça de arrumar a casa? - Perguntei, arrancando-lhe um sorriso. Fudou me puxara para o sofá, sentando-se ao meu lado e ligando a tv logo em seguida. 

- Falta de tempo...

- Akio. 

- ... É, é preguiça. Tsc. Não seja tão chato, Yuuto. 

- Fique ciente de que iremos tirar um dia para fazer uma baita faxina aqui e organizar tudo. 

- O que? - Ele me perguntou incrédulo, o que me divertiu. 

- Uma casa decente por fora precisa ser uma casa decente por dentro, Akio Fudou. Agradeça-me, estou sento justo o bastante oferecendo minha ajuda à você. 

- Nem está se achando. - Ele beijou-me a bochecha, sorrindo. - Desde novo só quer ser o último biscoito do pacote. 

- Ora, eu sou. E você sabe disso, não sabe? 

- Ah, mas é claro. 

Fudou sorriu, não demorando em colocar na tv um de seus filmes favoritos: o Último Samurai. É um bom filme, mas só para se assistir sozinho. Porque primeiro: é longo. Segundo: ou eu me concentro no filme, ou eu me concentro no acompanhante. Terceiro: impossível se concentrar no filme quando o acompanhante é Akio Fudou. O que acontece quando dois ficantes se juntam para assistir um filme? 

Tudo, menos assistir o filme. 

Admita, você se imaginou com o paquera após ler a frase. 

Seu safado. 

- Yuuto... - Akio chamou-me manhoso, fazendo-me encará-lo. 

- Hn?

- Seus olhos. Eles são tão bonitos quanto suas gravatas. - Falou, sorrindo de canto. - Me pergunto o motivo no qual te fez escondê-los por tanto tempo. 

- Nunca gostei da cor de meus olhos, Akio. - Admiti. - Mas não os escondia por isso. Você sabe, Kageyama. - Citei-o, vendo Fudou assentir e acariciar minha bochecha com o polegar. 

- Bom que não estejam mais escondidos agora. Posso admirá-los á vontade. 

- Ah, quanto exagero. - Ri baixo. 

- Mas é a verdade. Eles são fascinantes. 

- Céus, não.

- Você sempre foi fascinante. 

- Só me diz isso agora?

- Eu era orgulhoso demais para admitir, e você sabe disso. 

- Gosto de vê-lo quebrar o orgulho, Fudou. 

- Ah, gosta?

Meu olhar fora de encontro ao dele novamente, não ousando desviar minha atenção para mais nada. Seu polegar que antes encontrava-se um minha bochecha passara a acariciar meu lábio inferior com uma certa leveza. Ao longe, dava para se ouvir o barulho da TV ligada em uma cena onde uma batalha era travada no filme O Último Samurai. 

- Você é... Viciante. - Sussurrou, rouco. 

- Huh... Está me elogiando demais. - Ri baixo, o que o fez sorrir. 

- E sabe o que é melhor, Yuuto?

- O quê?

Ele me puxou, entrelaçando seus braços em minha cintura, como se quisesse certificar-se de que eu não iria sair dali no momento. Levou a face até meu pescoço, espalhando por ali beijos molhados e logo subira tais carícias até minha orelha esquerda, mordendo o lóbulo sem muita força. Senti meu membro pulsar levemente em resposta aos seus toques e principalmente às suas palavras seguintes, que foram ditadas em um sussurro calmo e provocante. 

- Você é meu. 

Sorri de canto. Eu entregava-me para Akio quando bem desejava, mas nunca considerei-me dele, talvez por até pouco tempo eu ainda ter Naomi me atormentando a mente. Ou até mesmo por medo de me relacionar e acabar sofrendo tanto quanto fui dispensado um dia antes de meu casamento com quem considerei ser o amor da minha vida. 

Amor... É uma palavra muito forte, dotada de inúmeras interpretações. "Amor" pode ser dito da boca para fora porvalguém que sequer sente-se atraído por você. Amor é um sentimento que gera prazer e dor ao mesmo tempo. Amor, em segundos, pode tornar-se ódio. Admito, já me peguei perguntando-me do que se tratava tal sentimento inúmeras vezes depois se ter sofrido tanto. Quando Sakuma me perguntara o que eu sentia por Fudou, eu não soube respondê-lo justamente por não saber se o que sinto é realmente amor ou não passa de uma puta atração no qual nunca senti antes. 

- "Seu"... Tenho minhas dúvidas, sir Akio. - Provoquei, sorrindo malicioso. 

- Contra fatos não há argumentos, Yuuto. Já é algo certo. 

- Desde...?

- Desde sempre. 

- Não é querendo deixar-te para baixo, mas... Creio que eu não seja seu por inteiro. 

- Oh, não?

- Hn... Não. 

- Se eu sou teu por inteiro, porque não é meu também?

- Hn?

- Eu o amo. Por acaso não me ama?

De repente senti meu coração disparar. Quase meti a surra em sua face para ensinar-lhe de que com isso não se brinca. Mas quando o fitei, percebi surpreso que Akio me encarava seriamente, profundamente, como se tudo o que estivesse a falar fosse sério. Meu estômago revirou e meu ar falhou por um momento. Não sabia porque diabos estava reagindo dessa maneira, e tudo o que eu mais queria no momento era poder sair dali. Porém, por algum motivo, o olhar fixo de Akio sobre o meu obrigou-me a permanecer ali, em silêncio, esperando por alguma palavra sua. Finalmente, ele decidiu esclarecer-me. 

- Eu não consigo encontrar uma definição para o amor.

Eu o ouvi atentamente, tentando entender o que diabos ele queria dizer com aquilo. De repente, Fudou levou uma de suas mãos até meu rosto carinhosamente, me fazendo estremecer de ansiedade e nervosismo. O efeito que ele estava a me causar era-me desconhecido até então. Foi quando finalmente Akio retomara a fala, suspirando fundo, encarando-me sereno, ditando cada palavra em um tom baixo.

- Yuuto, de repente, eu me perdi em seus olhos. Me perdi, e demorou um pouco para que você me encontrasse, mas, finalmente estamos aqui, juntos. Você me salvou. Eu me derreti por completo em seus lábios, em seus braços, e seu sorriso simplesmente me contagia. Eu enlouqueço com o tom da tua voz, com teu abraço apertado, e o teu cheiro me deixa desnorteado. Sabe quantas vezes eu desejei despertar e te ver deitado ao meu lado, dormindo pronfundo, com tal expressão tão pura em seu rosto? De te beijar a testa e de sussurrar em seu ouvido, pra que acordasse tranquilamente e, logo de cedo, esboçasse aquele sorriso lindo que tanto me encanta? Eu sei que o amor não parece ser um sentimento tão bom porque magoa, e como magoa. Nós somos dois exemplos vivos disso. Eu ainda não sei qual o seu significado, mas, Yuuto, eu quero muito descobrir, ao seu lado. 

Meus olhos encheram-se de lágrimas rapidamente. Meu corpo tremia enquanto eu fitava seu rosto sereno, levando uma de minhas mãos até ele, acariciando o local com calma. Meu coração só faltava sair pela boca de tão rápido que batia. E agradeci mentalmente por estar sentado, porque eu com certeza perderia o equilíbrio após ouvir tais palavras. Minha mente tornara-se um alvoroço de pensamentos sobre Akio Fudou. E de cem pensamentos, noventa e nove deles eram marcados pela palavra "amor". 

Eu o fitei enquanto sentia as lágrimas escorrerem livremente por minha face. Pela primeira vez em meses, eu pude convencer a mim mesmo que o que eu sentia por Akio Fudou resumia-se em uma única palavra: amor. Eu aproximei meu rosto do seu, não pensando duas vezes em beijar-lhe os lábios carinhosamente, depositando ali tudo o que eu sentia e toda a sensação de ternura e afago que Akio me trazia. Tal selar não demorara muito tempo. Fudou logo me fitara novamente, e pude ver seus olhos vermelhos por conta de um choro que tentava, com todas as forças, segurar. 

Ele sorriu terno, encostando sua testa na minha, me ditando uma última frase antes de beijar-me novamente. 

- Eu estou perdidamente apaixonado por você, Yuuto Kidou.
 



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