História Strong - Capítulo 2


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Categorias Edinson Cavani
Tags Cavani, Drama, Edinson Cavani, Jogador, Psg, Romance, Strong
Exibições 45
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi, esperamos que gostem!

Capítulo 2 - First date


 

 

 

Eu me lembro de quando era uma criancinha inocente, e fazia milhares de planos para quando envelhecesse. Estudar, ficar rica e viajar, nessa ordem, necessariamente. Eu pensava que teria o mundo em minhas mãos, e portanto, faria o quê quisesse com ele. Mas agora, fazendo essa reflexão momentânea, vejo o quanto decaí durante esses últimos meses. 

Estava no segundo ano da faculdade de psicologia, e vez ou outra, realizava alguns trabalhos voluntários na área. Queria ajudar as pessoas, entende-las e as fazer acreditar num recomeço, ou pelo menos, dá-las o sentimento da esperança de novo. Porém, infelizmente, eu também abandonei tudo isso; e agora, me encontro mais perdida do que os pacientes que, um dia, esperava conhecer. 

Pode até parecer burrice da minha parte ter desistido do meu "futuro", mas quando eu fiquei sabendo do meu diagnóstico médico, fazer planos a longo prazo se tornou algo impossível para mim. Por isso me livrei das minhas raízes, e fui viver a vida o mais rápido possível. 

Talvez eu tenha aberto mão de tudo muito cedo? Com certeza. Afinal, hoje vejo casos de pessoas que tinham o mesmo problema que eu, e o venceram, e agora estão saudáveis e feliz, vivendo suas vidas; como também, vejo pessoas que morreram na praia após tanto nadar. E por medo de ser parte desse último grupo, decidi não prolongar minha vida; apenas vive-lá da melhor e mais aventureira forma existente. 

Já havia passado a noite, o dia amanhecera, e se passava das oito e meia, mas eu ainda estava deitada, vegetando, com preguiça de levantar. Eu pretendia ficar naquele estado por mais tempo, já que, não teria de fazer nada pela manhã, após ter sido demitida. Mas um toque de celular invadiu o ambiente, impedindo-me de prosseguir com meus planos. 

    ⁃    Alô? - atendi à chamada. 

    ⁃    Quem fala? - uma voz feminina, extremamente aguda, queimou em meu ouvido. 

    ⁃    Ahn... Diane... 

    ⁃    O quê? Como assim? Cadê o Edinson? - e naquele momento, um clique se fez em minha cabeça, e eu me recordei de que aquele, não era o meu celular. 

Puta que pariu. 

Desliguei a chamada na hora, evitando fazer uma burrada maior ainda; afinal, eu, possivelmente, havia estragado um relacionamento. 

Falar com aquela moça, me lembrou também, que eu teria um "encontro" com o cara, que eu descobrira ser jogador de futebol -falei que ele não me era estranho-para que pudéssemos destrocar os celulares. 

Descobrir sobre a vida dele numa página da Wikipedia, me fez sentir uma pontinha grande de inveja. O cara, ou melhor, Cavani é famoso, tem a eternidade pela frente, e pode fazer o que quer, a hora que quiser. Enquanto eu, bom, sou uma doente fadada ao sofrimento, e pra completar, está desempregada. 

Me livrei dos pensamentos negativos, pois havia prometido à mim mesma, de que iria manter minha mente sem tais coisas tortuosas. 

Sai do conforto da minha cama, e me dirigi ao banheiro, afim de me arrumar. Tomei um banho, e vesti roupas confortáveis. Paris estava fria, então tratei de me agasalhar bem. 

Olhei no relógio, e os ponteiros marcavam nove e meia. Eu ainda tinha meia hora, e resolvi aproveitá-la para botar alguma coisa no meu estômago. Queria ter a disposição e força de vontade que pessoas fitness têm, para fazerem aqueles cafés da manhã maravilhosos e nutritivos. Mas no momento, eu me contento em comer tortinhas da padaria da esquina. 

Passados vinte minutos, peguei um táxi e o pedi que me levasse até à Boulevard Saint Michel, para que eu pudesse, finalmente, trocar de celular com o jogador. 

Já havia chego na avenida, e a mesma estava bem movimentada, com executivos atrasados passando com suas pastas, até musicistas de rua, que esperavam um dia, tocarem no Madison Square Garden. Eu me encostei em um muro, e fiquei admirando aquele mar de gente. Seria difícil encontrar Cavani em meio àquelas milhares de cabeças. 

Ao meu lado, um senhor com um teclado, tocava uma música pouco agitada, e no chão, um chapéu estava disposto, à espera de esmolas. Mas os corpos que por ali passavam, ignoravam o tecladista, que eu cogitei a ideia, de ele estar vestido com alguma capa de invisibilidade. Resolvi então, ajudá-lo; afinal, eu estava mesmo precisando fazer alguma boa ação, e além disso, sou extremamente apaixonada por músicos de rua, e todas as suas histórias e paixão pela música. 

Na medida em que a música foi chegando no refrão e se tornando animada, eu me joguei na frente do senhor, e comecei a improvisar uma dança. Eu não sabia ao certo o quê estava fazendo, e muito menos se estava fazendo do jeito certo, mas as pessoas começaram a parar, e com sorrisos no rosto, olhavam a cena. Poderia até estar fazendo papel de ridícula ou palhaça, mas o pequeno público que ali se formara, estava gostando, pois o chapéu estava cada vez mais cheio de moedas e notas de poucos valores. Mas o que importava no final, é que eu estava me divertindo à beça. 

A segunda música já havia começado, e agora algumas outras pessoas se arriscaram a ir dançar, também. Uma pequena roda fora formada, e quando eu estava prestes a entrar no meio dela, fui puxada para trás, dando de cara com um homem grande, de cabelos grandes e músculos definidos. Cavani. 

    ⁃    Heey! - lhe dei um sorriso. 

    ⁃    Olha, eu pedi para você ficar em algum lugar visível, mas não precisava exagerar... - ele apontou para o grupo de pessoas que assistiam o tecladista. 

Uma risada saiu de minha boca, e eu o olhei melhor, admirando seus traços. Um rosto largo, olhos castanhos, e um belo sorriso com perfeitos dentes. Cavani é bonito, tenho de confessar. 

    ⁃    Nós podemos sair daqui? Só pra não corrermos o risco de alguém me conhecer. - ele me pedira e eu assenti, sendo puxada novamente, até uma cafeteria que havia na rua d'frente. 

Ao estilo francês, àquela hora, o estabelecimento não estava tão cheio; mas mesmo assim, o jogador me guiou até uma mesa afastada. Sentamos, e uma garçonete veio em nossa direção. 

    ⁃    Posso ajudá-los? - ela perguntou com um pequeno sorriso. 

    ⁃    Claro. Um café, por favor, e... - Cavani deixou a frase no ar, esperando que eu realizasse meu pedido. 

    ⁃    Ahn, pensei que apenas destrocaríamos nossos celulares... - falei confusa. 

    ⁃    Dois cafés, por favor. - ele me ignorou, se virando para a garçonete, que assentiu, e saiu anotando as bebidas em seu bloquinho. - Pra quê a pressa? - Cavani me questionou com uma cara de dúvida. 

    ⁃    Por nada. - dei de ombros.

    ⁃    E então... Eu ainda não sei seu nome... 

    ⁃    Ah, claro. - sorri - Diane, prazer. - lhe estendi a mão. 

    ⁃    Prazer. - o jogador lançou-me um sorriso malicioso, e apertou minha mão estendida. - Por que não me fala sobre você?! 

    ⁃    Por que quer saber sobre mim? - eu tentei não soar tão grossa, mas acho que não funcionou; pois a cara de ofendido de Cavani era grande. - Sem ofensas, claro. Mas é que, você é famoso, e eu não entendo porque está aqui, perdendo seu tempo comigo, ao invés de, simplesmente, pegar seu celular de volta, e ir embora. 

    ⁃    Sabe que, eu também não sei porque ainda estou aqui. Mas a verdade, é que eu gostei de você. Olha, - ele deu um longo suspiro - eu estou tão cansado da minha rotina. Estou cansado dos holofotes, da imprensa, dos patrocinadores; e tudo o que eu mais quero, é esquecer tudo isso um pouco. E por algum motivo, acho que você pode ajudar; não sei se foi porque há minutos atrás você estava dançando no meio da rua... - ri - Mas sinto que pode. - ele me olhou esperançoso, e eu assenti, ouvindo um suspiro de alívio do cabeludo. - Bom, então vamos começar com você me chamando apenas de Edinson, pode ser?! 

    ⁃    Pode sim. 

E a partir daquele momento, eu e Edinson acatamos numa conversa animada. É claro que estava achando aquilo extremamente estranho, mas depois de um certo tempo, eu nem me lembrava mais de que o cara em minha frente é um famoso atacante. 

    ⁃    Ahn, Diane, - Edinson olhou em seu relógio de pulso - eu preciso ir. Muito obrigada por esses minutos de distração. 

    ⁃    Sem problemas. - lhe dei um sorriso. - Também já vou; afinal, preciso encontrar um emprego... 

Eu havia lhe contado sobre a minha demissão, que fora o motivo da minha distração no momento em que nos barramos, e conseguira arrancar boas risadas do jogador. 

    ⁃    Ah, já ia me esquecendo, seu celular. - tirei o aparelho de meu bolso e o coloquei na mesa. 

    ⁃    Puts, verdade. Aqui, o seu. - o jogador realizou o mesmo ato que eu. - Ahn, alguém me ligou, durante esse tempo?

    ⁃    Na verdade, - dei um sorriso desesperado -  eu acho que, infelizmente, terminei com seu namoro. Mas olha, eu juro que não foi por querer, furo mesmo.  Uma moça ligou, e eu me esqueci que aquele não era o meu celular, e acabei atendendo. Se você quiser que eu fale com ela, pra explicar a situação... 

    ⁃    Hey, hey, hey, calma! Meu Deus. - Edinson se encontrava em meio às gargalhadas - Primeiro, você precisa parar de jurar tanto. Segundo, não era minha namorada. Ela acha que sim, por mais que eu já tenha a dispensado milhares de vezes, ela não desiste. Fica calma, você não acabou com nada. - um sentimento de alívio invadiu meu peito, e eu suspirei feliz. 

    ⁃    Menos mal. Bom, já vou indo. Obrigada pelo café. - Edinson havia insistido em pagar, e é claro, que eu não sou boba nem nada, e aceitei. 

    ⁃    Espera. - ele minha mão, impedindo-me de levantar. - Você não gostaria de, de repente, sair comigo? Tipo, um encontro? - ele me questionou, coçando a nuca, e fazendo gestos com os braços, expressando seu nervosismo. 

    ⁃    Cavani, - respirei fundo. - Edinson, me desculpe. Mas isso daqui, - apontei para nós dois - acaba aqui. Não me entenda mal, mas você tem sua vida, e eu a minha. Eu estou cheia de problemas -"estou doente" pensei mentalmente - e tenho certeza de que problemas, é o que você menos precisa agora, em sua vida. Por isso, esqueça o quê aconteceu nessas uma hora e meia, que vai ser melhor para ambos. - ao fim de minha fala, peguei meu celular na mesa, e sai em disparada da cafeteria. 

É claro que todo o meu subconsciente queria aquele encontro; mas eu sabia, seguindo a ordem cronológica de romances clichês, o que viria a seguir. Iríamos nos envolver, nos apaixonar, começar a namorar e infelizmente, chegaria o dia em que, minha doença seria mais forte do que o meu resto, e eu partiria. E Edinson; Edinson seria como Hazel de "A Culpa É Das Estrelas", ou como Landon de "Um Amor Para Recordar". 

Trágico, eu sei. 

Talvez eu estivesse completamente errada, e nada rolaria entre nós além de amizade; mas a questão, é que iríamos criar laços afetivos de alguma forma, e eu não preciso de mais drama na minha história; muito menos, de mais gente para sofrer e sentir a minha dor. 

Cavani até tentara me alcançar, contudo, quando o mesmo cruzou a porta do estabelecimento, um fã o reconheceu, e então, uma avalanche de pessoas o cercou. 

E está ai, um outro motivo para evitarmos uma possível aproximação: ele é famoso. Não cairia nada bem uma manchete com os dizeres "Astro do PSG tem encontro com garota terminal". Além disso, ao descobrir meu pequeno probleminha, ele, com certeza, daria uma baita de um pé na minha bunda. Ou seja, no final, eu estou certa, em querer distância. 

Havia chego na minha casa, e me joguei em minha cama. Tive que adiar a caça por emprego para amanhã, pois o cansaço me atingira em cheio, e meu estômago começou a se revirar. 

Malditos remédios. 

Estava engatando no sono, quando o aparelho móvel em meu bolso começou a apitar. Maldição. Minha raiva era tamanha, que atendi sem ao menos ver quem era. 

    ⁃    Bom, parece que vamos ter que nos encontrar de qualquer forma. - o quê?! 

    ⁃    Quem está falando? - questionei. 

    ⁃    Você pegou meu celular, novamente. 

Porra. 

 

 

 


  

 

 

 


Notas Finais


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