História Strong Spirit - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Namjin, Taekook, Yoonmin
Visualizações 71
Palavras 3.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, essa é minha primeira fanfic, não sei muito bem o que falar aqui, mas, tenho certeza que com o passar do tempo eu tenha algo a dizer, confesso ser tímida e insegura com este tipo de coisa, mas hoje trago uma história que gira em torno do meu OTP supremo, Yoonmin. E é com carinho que lhes apresento; Strong Spirit.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Strong Spirit - Capítulo 1 - Prólogo

Anos atrás…

Aurora

– Aurora, você tem certeza disso? – Perguntava o senhor Park pela terceira vez, nunca estivera tão receoso quanto a mais nova ideia de Aurora, sua fiel empregada doméstica que até então vem fazendo parte de sua família. – Adotar um filho? Logo agora? – Voltou a perguntar

– Senhor, eu... Sabes que eu não posso gerar um filho, que já estou numa certa idade e eu quero uma criança para cuidar... Aliás, eu conversei com a Senhora Sun...

– E o que ela disse?

– Que estava tudo bem, contanto que eu não me arrependesse, e eu sei que nunca faria isso, eu realmente... – Aurora foi interrompida por um dos serviçais da casa, que tocava-lhe o ombro.

– Estão precisando de você. – Disse e logo a mulher de olhos castanhos e cabelos negros voltou seu olhar para seu patrão, que mantinha seu semblante neutro.

– Ok, eu já estou indo. – Disse e deu meia volta em direção ao corredor da vasta mansão em que trabalhava, não conseguia esconder tamanha tristeza em seu semblante. E isso o Senhor Park percebeu, porém apenas seguiu seu caminho para fora da mansão, tratar de outros negócios, sem lhe dar a resposta.

Ao chegar na cozinha acompanhada do jovem rapaz que a chamou, Aurora se viu cabisbaixa, seu dia dali por diante seria cheio de lamentações, era considerada parte da família, mas desse jeito nunca iria se sentir realmente dona deste cargo.

– O que houve, Aurora? Estava tão feliz e agora sua cara é de quem... Está chorando? – perguntou a cozinheira, Jiang sempre foi sua fiel conselheira e consoladora, agora não seria diferente – Conte-me, o que aconteceu?

– Ele não deixou, Jiang, ele não quer deixar-me cuidar de uma criança. – Murmurou com a voz embargada – Eu realmente faço parte da família Park? Não é possível que depois de tudo que eu fiz não me seja concedida essa permissão. – desabafou em meio aos prantos, vendo Jiang parar o que estava fazendo para abraçá-la, mesmo com as duas mãos sujas da farinha de trigo que acabara de usar.

– Passou... Olhe, ele mesmo lhe disse isso? – perguntou, Aurora apenas negou com a cabeça. – Então! Se eu conheço o senhor Kyung ele irá aceitar sua decisão. É só questão de tempo, você sabe que ele nunca foi tão próximo de crianças. – Sorriu reconfortante. – Já está melhor? – Assentiu a moça que agora pouco chorava, limpando as lágrimas que não secaram em seu rosto. – Essa é a Aurora que eu conheço! Vamos, eu preciso de sua ajuda com essa massa. – sorriu alegremente agora, ao ver que sua amiga estava melhor.

– Bom, vamos... – Sorriu pequeno.

[...]

O relógio marcava exatas 23:00, estava na hora de Park Kyung chegar, como de costume, Aurora preparava um chá para o mesmo, a própria passou o dia rezando para todos os deuses existentes que a ajudassem, estava tão desesperada pela resposta de seu chefe que não descansou o dia todo, a ansiedade a deixava corroída por dentro, não imaginava-se sendo negado a si um desejo tão forte. Se ao menos a Senhora Park Sun estivesse presente, mas a mesma estava viajando a mando de seu marido. Ela com certeza a ajudaria, mas estando longe sua opinião não valia tanto quanto a do Alfa.

– Ele chegou! – Ouviu Jiang proferir, e logo Aurora terminou de pôr o chá em um bule e colocou-o em cima de uma bandeja de prata, suspirando antes de sair da cozinha e se deparar com o mesmo homem desta manhã, prendendo o ar em seus pulmões e indo até a pequena mesinha de centro da sala, pondo a bandeja com uma xícara, colher e o bule sobre ela. Afastando-se para que não ficasse tão perto.

– Boa noite, Senhor. – falou totalmente formal, desviando seu olhar para os sapatos que completavam seu uniforme de doméstica daquela casa. Ouvindo finalmente seu patrão suspirar.

– Eu pensei na conversa que tivemos hoje, Aurora... – começou, Aurora apenas o escutava atenta, amaldiçoando-se mentalmente vendo seu próprio chefe servir-se o chá ainda quente. – E não seria tão ruim assim uma criança nesta casa... – A mulher não se conteve em pé, tendo que sentar no sofá mais próximo a si, realmente Jiang estava certa. – Então, você poderá adotar um filho, porém! – chamou a atenção da que ainda não acreditava no que ouvira. – Ele ou ela terá de seguir as regras da casa, e se for ômega terá de ser educado como tal, não quero ninguém desrespeitoso na minha casa. – disse firme, Kyung era um verdadeiro alfa sério. Que não media esforços para manter ordem e disciplina, e como Aurora era total ciente disto. Apenas assentiu.

— Não sabe o quanto estou grata, Senhor! Não irás se arrepender! Isso eu garanto. – Disse levantando-se daquele sofá e indo às pressas até a cozinha, encontrando uma Jiang totalmente feliz por ter ouvido tudo. – Eu não acredito! – Sorriu abertamente. – Não acredito...

No dia seguinte...

Aurora acordou completamente disposta, hoje seria o dia em que seu maior desejo seria realizado, não importava como e sim que acontecesse, logo ela teria uma pessoa para cuidar, como sempre quis, e isso a deixou mais sorridente, tal sorriso contagiava todos ao seu redor.

Era aguardada a hora em que sairia da mansão dos Park para ir ao orfanato, a mesma mal esperava, estava ansiosa, mas quem não ficaria? Sua vida iria mudar a partir de alguns minutos, estava totalmente grata a seu patrão, mesmo achando que estava totalmente certa em achar que ele negaria tal coisa para si, mas agora tudo que restava era a ansiedade de estar lá em meio às crianças e logo adotar uma delas, cuidar e educar, seja ela ômega, alfa ou beta. Espécie não importa, nunca importou.

Agora a mulher que não possuía nenhum traço coreano trabalhava alegremente, pensava em como seria sua vida com uma nova companhia ao seu lado, ah... Estava tão feliz, nada estragaria seu dia. Aurora logo terminou seus serviços, e agora arrumava-se para sair, sim, agora era a hora de ir.

Arrumava seu vestido, penteava seu cabelo, colocava seus calçados, tudo isso na maior empolgação. Até terminar e ser chamada pelo motorista que a levaria até lá.

[...]

– Seja bem vinda ao Orfanato Moon, já estávamos a sua espera! – sorriu uma senhora que aparentemente era mais velha. Aurora retribuiu o sorriso, agora sendo acompanhada pela senhora nos corredores do grande orfanato, o mais famoso de Busan até então. – O orfanato acaba de receber novas crianças... – disse a velha sem desviar o olhar do caminho – A senhorita com certeza não soube o que aconteceu numa cidade próxima daqui. – agora a total atenção de Aurora estava na senhora que insistia em falar – Pois bem, houve um acidente numa cidade próxima a Busan, e na estrada morreram os pais de três crianças, sendo elas duas meninas e um menino.

Tal notícia chocou a moça, havia perdido seus pais da mesma maneira, e logo se pôs no lugar dessas crianças, perdendo um pouco do sorriso que ostentava no rosto. Percebendo isso, a senhora sentiu-se mal por ter feito isso

– Hey, desculpe-me falar isso. Talvez a senhorita não quisesse saber... – Disse totalmente culpada, Aurora só fez um gesto breve com a mão, sorrindo fraco.

– Não precisa pedir desculpas, é sempre bom saber do passado, huh? – contraiu os lábios um pouco ao ver a senhora assentir. E enfim chegarem na porta de uma das salas ao redor

– É aqui, lá dentro estão as crianças que falei e outras duas, fique à vontade. – Balbuciou a velha sorrindo sem exibir os dentes. Aurora apenas assentiu e entrou, deparando-se que cinco crianças totalmente felizes brincando umas com as outras, exceto um garotinho que se mantinha longe de ambos sentado num canto da parede. Ao ver a desconhecida mulher, as crianças pararam de brincar, e todos a olharam curiosos, inclusive o garotinho que agora virava-se para frente por conta do silêncio que havia se instalado ali.

– Olá! – disse a mais velha entre eles, sorrindo para cada criança ali, imaginando o quão seria difícil para elas daqui por diante – Me chamo Aurora, o que estão fazendo? – Perguntou enquanto adentrava mais a sala cheia de brinquedos e desenhos nas paredes.

Ao final do dia, Aurora se viu realmente contente, não tinha visto o tempo passar, sorte sua que hoje seria sua folga pela tarde, pode sentir-se acolhida em meio ao carinho de quase todas as crianças da sala, exceto o garoto que continuava no mesmo local, a mesma suspirou indo até o garotinho que estava de costas para si, pigarreando para conseguir chamar sua atenção, o que funcionou.

– Oi! – sorriu a mulher sentando ao lado do menor – por que não brinca com eles? – perguntou temendo a resposta, porém não a teve, contraindo os lábios numa linha reta enquanto pensava no que poderia fazer – Hum... Qual é seu nome? – nenhuma resposta. Suspirou.

– Eu quero voltar para casa... – ouviu o murmúrio do pequeno, voltando sua atenção para o mesmo – Onde estão meus pais? – Uma pergunta que realmente não tinha resposta, Aurora o respondeu com um simples suspiro – Ah... Entendi. – Surpreendeu-se com sua resposta

– Hey... Não fique triste...

– Eu não estou, você não ia embora? – para uma criança, aquele menino era bem diferente.

– como você se chama? – perguntou totalmente paciente

– É Yoongi, Min Yoongi... Meus pais não vão vir, certo? – perguntou sem demonstrar nenhuma expressão.

– Não... – disse Aurora – eu sinto mui-

– não sinta. – a interrompeu. – Você pode ir embora sem se preocupar comigo

– Hey, não faça assim, eu sei o quanto é difícil perder alguém, não precisa falar isso, eu sei que realmente dói. – Oras, agora Aurora falava disso com uma criança, um garoto que não conhecia direito, mas talvez fosse conhecer bem, portanto não se importava. O garoto por sua vez se manteve calado.

– Eeeer... Aurora, né? Estão lhe chamando – disse um dos funcionários do orfanato.

A mesma olhou mais uma vez para o garoto denominado Yoongi, e sorriu pequeno dando um selar em sua nuca. Deixando o garoto após sair da sala, vendo-o olhar para a mesma com o ar de dúvida. Mesmo assim não a questionou, então a maior saiu da sala, dando tchau para todos.

Agora na sala da diretora do orfanato, esta que parecia ser jovem, Aurora esperava pelos documentos que precisaria assinar e saber sobre o processo de adoção, e a mesma tinha a pura certeza de quem adotaria.

– Então, está mesmo disposta a entrar num processo de adoção? Isso pode durar alguns meses, dependendo do caso, você entende? – perguntou a mulher revendo alguns papéis.

– Sim, sim, sei tudo que é preciso, não me importo com a demora. – respondeu convicta.

– Ok, então, você adotará...

– Min Yoongi.

– Oh! O garoto do acidente... – respondeu a moça.

– Então quer dizer que ele é o garoto que perdeu os pais num acidente perto daqui?

– Exato. Ele chegou ainda ontem, ou seja, ele tem sorte em já ser adotado pela senhorita. – Sorriu gentil. – Ele é ômega. Espero que não se importe... – disse enquanto procurava um papel em específico. Aurora não se importou, apenas sorria imaginando o pequeno tendo uma surpresa ao ser levado daqui, mas no fundo sabia que do jeito que se comportou hoje não iria ficar tão feliz quanto imaginava. – Achei! – a mesma foi desperta de seus pensamentos pela jovem, que havia encontrado o papel, e que agora o preenchia. Entregando-o. Era uma ficha, a ficha de Yoongi. – Bom, fiz ontem mesmo, aqui está a idade dele, tipo sanguíneo e outras informações sobre Min Yoongi.

– Eu só tenho a agradecer, muito obrigado pela recepção e tudo mais, hoje não tenho mais tempo, então nos veremos em breve. – Aurora levantou-se da cadeira apertando gentilmente a mão da diretora do orfanato, despedindo-se.

Alguns meses depois…

Yoongi já arrumava suas coisas com a ajuda de um dos inspetores do orfanato, o mesmo mantinha a expressão neutra e respiração calma, mas isso não significava que não estaria pensando em como seria sua vida a partir desse dia, várias coisas passavam pela cabeça do pequeno que até então só tinha seus 5 anos e já tenha passado por algo como… Perder seus pais.

Chorar? Yoongi não chorou durante esses meses, Aurora se importava consigo mais do que deveria na opinião do menor, mas não questionaria, se manter neutro era o melhor que podia fazer, já a sua nova mãe adotiva pensava o contrário, aquilo não era saudável para alguém de sua idade, por isso estava disposta a lhe dar o melhor.

– Está tudo pronto? – perguntou o homem que o ajudava, Min se limitou a apenas assentir – pois bem, até mais, rapazinho. – o moço sorriu, e Yoongi apenas pegou suas coisas saindo daquele quarto.

Era impressionante como um simples ômega não estava tão abalado – ou apenas aparentava não estar –, a alguns meses atrás o mesmo estava pior, então ninguém poderia reclamar, apenas dar-lhe o seu tempo certo, isso era algo que Aurora não queria fazer, estava disposta a conhecer melhor o seu filho, de todas as conversas que tiveram durante esse tempo Yoongi mostrou-se completamente fechado, talvez houvesse algo a mais que a morte de seus pais, mas isso era apenas questão de tempo para descobrir. A pergunta que não queria calar era “por quanto tempo?”...

[...]

Agora já na mansão dos Park, Yoongi estava maravilhado com tamanha beleza que aquele lugar tinha, principalmente por ainda estar do lado de fora, observando apenas o jardim e os detalhes de fora do lugar em que agora viveria. Aurora vendo o quanto encantado o mais novo estava sorriu o incentivando a abrir a porta, o que Yoongi não tardou a fazer, agora quase não acreditando o quanto um lugar poderia ser tão bonito e bem feito, limpo e enorme, nunca tivera visto algo assim, no máximo as outras mansões que viu neste bairro nobre, mas não se comparavam a dos Park.

– Então, Yoongi… Aqui é seu novo lar. – Disse Aurora, fechando a porta e adentrando a casa que tão bem conhecia. – Bom, você deve estar cansado, que tal um banho e um bom almoço? Jiang já está preparando algo para comemorar sua chegada. – Pousou sua mão no ombro do mais novo, sorrindo do modo gentil que sempre fez, Min assentiu, a proposta de Aurora era irrecusável. – Ótimo, vamos…

Os anos se passaram e conforme isso acontecia o comportamento de Yoongi estava mudado, logo já se animava com poucas coisas e sorria mais, Aurora não estava diferente, sempre que via o sorriso uma alegria enorme tomara conta de si, já era chamada de “mãe” pelo pálido, e todos da casa já eram acostumados com ele, Yoongi era a alegria daquela mansão e principalmente de Aurora, que com o tempo esqueceu o Yoongi quieto que acabava de chegar na mansão, substituindo-o por um alegre e gentil assim como ela.

Suga – como agora era chamado por seu sorriso doce –, havia sido educado como um ômega, que respeitava as regras e obedecia as ordens dos mais velhos, Senhor e Senhora Park propuseram a Aurora e seu filho uma bolsa de estudos numa das maiores universidades de Seul, e ambos totalmente felizes concordaram com isso, no ano seguinte Suga já iria para a nova escola, e deixaria todos por alguns anos até terminar os estudos. Tudo era perfeito, Yoongi tinha um ótimo presente, e um futuro ainda melhor. Nada poderia atrapalhá-lo.

Anos atuais...

Min Yoongi

Yoongi havia acordado mais cedo hoje, tanto que segundos depois do alarme tocar o mesmo o desligou. Sentando a beira de sua cama enquanto esfregava os olhos e piscava várias vezes para se acostumar com a luz que refletia da janela do apartamento em que morava, suspirou antes de finalmente levantar e calçar suas pantufas, alongando-se de modo que ouvisse praticamente todos os ossos de seu corpo estalarem, mal caminhou até o banheiro e ouviu seu celular tocar, contraindo os lábios numa linha reta antes de voltar até o criado-mudo e catar o aparelho, atendendo a ligação de nada mais nada menos que sua mãe.

– Oi, mãe… – Disse num tom preguiçoso, ouvindo uma risada doce do outro lado da linha.

– Bom dia! Você dormiu bem?

– Melhor que nunca, apenas acordei mais cedo hoje. – respondeu caminhando até a cama e sentando novamente. – e você? Já está melhor?

– É, a dor de cabeça passou um pouco. Eu liguei porque tenho uma novidade para contar! – Disse sua mãe, animada.

– Qual seria? – Yoongi bocejou em meio a fala.

– Bom, você sabe que a Senhora Park Sun não pode… Você sabe, ter um filho, certo? – Yoongi concordou apenas com “hum” incentivando-a a continuar. – Então, ela adotou um garoto, ele se chama Jimin, e por incrível que pareça tem “Park” em seu nome!

– Wow! Então ela adotou uma criança? – Indagou Suga arrumando sua postura sobre a cama.

– Não exatamente uma criança…

– Ah… Mãe, desculpe, mas agora eu tenho que ir à aula. – disse Min após ter noção do tempo ao olhar o relógio – Quando eu chegar conversamos, ok? Beijo! – desligou e guardou seu celular, indo às pressas ao banheiro.

[...]

– Taehyung, não me diga que você não dormiu de novo! – Exclamou Yoongi ao ver o estado do amigo que acabara de chegar atrasado na universidade.

– Shhh… Fala baixo, eu tô morrendo de dor… – disse levando a mão até a cabeça massageando-a. O que não impediu Suga a continuar com o sermão.

– Tae, já estamos no final do ano, você vive nessas festas bebendo sem se preocupar com o amanhã, se você repetir de ano eu vou matar você! – o ômega realmente estava revoltado com o outro ômega, mas Taehyung se concentrava apenas em pedir de forma muda silêncio ao seu amigo. – Vamos, você perdeu a primeira aula, se demorar perderá a segunda e não te aceitarão na aula hoje!. – murmurou o mais velho levando seu amigo e sua ressaca para a dentro da sala de aula.

O dia passou rápido na escola, já eram 20:00 horas da noite e Suga surpreendeu-se por isso, raramente as aulas terminavam cedo. Porém Yoongi não iria reclamar, apenas voltar para casa e descansar, junto ao seu amigo que já estava bem melhor de sua dor, ficando mais alegre por isso.

– … E então eu vi que iríamos desmaiar de tão bêbados que estávamos. – terminou de contar sua aventura da noite passada, Taehyung era um ômega bem diferente dos outros, chegando a ser confundido com alfas, mas sempre que deixava escapar seu lado dócil todos confirmavam de que categoria era. Já Yoongi, parecia mais um Beta, por ser alguém um tanto neutro aos olhos de todos ali, nunca deixaria seu lado ômega aflorar perto de qualquer um, e isso conseguia fazer muito bem, de uma forma que ainda fosse gentil.

– Bom, Taehyung, só espero que isso não custe sua reprovação. – Disse totalmente preocupado com o futuro do menor. Esse que assentiu, mas Yoongi sabia que não era nada verdadeira sua confirmação, então se limitou a apenas andar mais rápido para casa. Em cerca de minutos já estavam na porta do moreno, que agora se despedia do castanho. – Tchau, Tae, até amanhã. – disse sorrindo pequeno para o outro que fez o mesmo e se despediu, agora indo para sua casa.

Ao entrar no prédio, Min cumprimentou a todos da recepção e subiu para seu apartamento. Chegando lá tirou os calçados que usava e meias, deixando a mochila jogava por algum canto da sala, subindo para o seu quarto. Escolheu com calma uma roupa confortável para dormir e tomou um banho demorado. Saiu do banheiro com uma toalha ateada na sua cintura e outra menor em sua mão que o auxiliava a secar seus fios de cabelos molhados. Como havia comido na universidade não sentia fome, seu real objetivo era dormir, mas não antes de checar o celular para ver se não havia alguma ligação perdida de sua mãe, e quando desbloqueou a tela um arrepio percorreu seu corpo ao ver 35 ligações perdidas de sua mãe.

Rapidamente discou o número que já sabia decorado e esperou alguma resposta. Sendo atendido prontamente, mas não por sua mãe.

– A-alô,Yoongi?!

– Jiang? O que houve? – Perguntou receoso, aquilo estava mais que estranho.

Ao ouvir o que Jiang tinha a dizer, Yoongi largou o celular deixando-o cair no chão, não acreditava que aquilo estava acontecendo, suas mãos tremiam acompanhando suas pernas, fazendo-o sentar na cama e levar suas mãos até seus fios de cabelo negros e puxá-los angustiado.

– Não… Não pode ser...


Notas Finais


Espero de coração que tenham gostado, até a próxima! ❤


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