História Stronger Feeling - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 195
Palavras 3.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello. Quero agradecer os favoritos que recebi e os comentarios, mesmo que poucos.
Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 20 - Capítulo 20


Pov Natasha.

Acabei de descer para o refeitório quando Maggie me ataca. Se joga contra mim, e seguro na parede para me firmar. Ela quase enfia a mão em cara, e me dou conta de que está mostrando o anel. Abro um sorriso enquanto ela começa a contar que ele pediu para que ela se casasse com ele, que a ama de verdade, e quer passar o resto da vida com ela, e toda uma cena romântica que eu já esperava.

—uhhhh, um pedido oficial, que gracinha. E aceitou?

—Claro que sim, idiota.- responde rindo.

—Tem certeza? Odeio acabar com o encanto, mas tenho certeza que Glenn arrota.- digo rindo da cara dela

—Natasha! – briga e logo depois começa a rir- Eu nem acredito.

—Que ele arrota? Posso afirmar com certeza absoluta que sim. Já fizemos um campeonato- digo divertida.

—Vocês são nojentos- faz uma careta e depois sorri- estou falando do casamento, idiota.

—Achei lindo, toda a consideração e tal- respondo dando e ombros e sorrindo para ela.

—Você já sabia- acusa apertando os olhos para mim.

—Claro que sim.

—Filha da mãe- diz e abre um sorriso lindo.

—Opa, o que está acontecendo aqui?- pergunta Beth surgindo com um sorriso

—Maggie está casada- aviso sorrindo.

—Oh meu deus- diz abrindo um sorriso incrível e se sentando.

 Ouço Maggie contar a historia enquanto como, e então Beth me pergunta de Zack. Acabo por sorrir divertida, entendendo onde isso pode chegar e aperto os olhos desconfiada em sua direção. Ela fica corada e me isso me diverte ainda mais.

—Fica tranquila, achar um gatinho no apocalipse não é nada mal – digo e observo ela ficar ainda mais vermelha.

—Você já achou o seu, não é?-  responde me provocando de volta e sorrio.

—Primeiro, quem me achou foi ele, já que meio que fui sequestrada, e segundo, Daryl tá mais para um tigre- respondo lhe lançando uma piscadinha. 

As duas riem com gosto.

Estou andando com Maggie em direção ao portão, onde ela vai fazer vigia, quando vejo pela visão periférica a mesma mulher do dia anterior ir em direção ao Daryl. Bufo em alto e bom som e Maggie me olha confusa. Segue meu olhar, entende e sorri. É ridículo, mas essa mulher começar a ficar de conversinha com ele me deixa insegura.

—Vai lá defender seu homem.- diz me lançando uma piscadela e seguindo para seu posto.

Não penso duas vezes e estou indo em sua direção. É complicado, porque com ele não tem muito contado no meio das pessoas, ele não fica confortável com esse tipo de coisa e não sei exatamente o que somos. Não me importo muito com rótulos, na verdade não dou a mínima para eles, mas gosto de saber que somos alguma coisa.

Estou a poucos passos dele, que já conversa com a tal mulher, quando Zack brota do chão a minha frente

—Oi Natasha- diz com um sorriso sem graça.

Fico muito tentada deixa-lo falando sozinho, mas não o faço.

—Oi- respondo, os olhos fixos  além de seu ombro, onde o caçador está.

—Eu... hmmm, tudo bem com você?

—Sim, e você? Se adaptando?- pergunto assumindo minha parte do grupo, que se preocupa com pessoas novas e todo esse blablabla

—Estou ótimo.- o garoto abre outro sorriso, e acabo sorrindo também. Caramba, ele realmente está feliz.- Eu queria te fazer uma pergunta.

—Desembucha- respondo cruzando os braços e finalmente desviando meu olhar para ele.

—É sobre a outra loirinha do bloco C-  ele parece um pouco embaraçado e isso me diverte. Por favor, o garoto deve ter minha idade, cadê a atitude?- Ela tem alguém?

Aperto os olhos para ele, e seguro um sorriso.

—Garoto, você está aqui a o que? Um dia e meio?

—Algo assim- responde dando de ombros.- E não me chame de garoto, devo ter sua idade, garota.

Depois dessa pequena mostra de garrinhas resolvo que vou dar a resposta e deixar as decisões para a Beth.

—Não, ela não está com alguém.

—Ela é muito linda. Parece um anjo no meio disso tudo. Qual o nome dela?

—Beth.- respondo e sem me controlar desvio o olhar para Daryl de novo. Dessa vez meus olhos encontram com os dele. Desvio o olhar e volto para Zack- e se machucar ela de alguma maneira minha ameaça continua de pé. Até mais.

Saio sem deixar que fale mais.

Saio sem deixar espaço para questionamentos ou sei lá o que, e cubro a pouca distância até o caçador. Reparo que os  dele me acompanham o tempo todo, e gosto disso. Dessa atenção que ele dá para mim mesmo quando não vê.

—Oi- digo me colocando estrategicamente entre ele e ela.

—Oi- ela responde e a fuzilo com os olhos. Ela parece perceber, pois se encolhe instantaneamente. – Eu estava perguntando ao senhor Dixon como podemos ajudar vocês...

—Acho que pode conversar com Carol então- digo friamente, um pouquinho de raiva pulsando em mim- Ela cuida mais dessas coisas por aqui.

—Claro, claro- diz e da um passo para trás. Suponho que eu seja aterrorizante com minha cara de mal. Adoro a possibilidade.- Obrigada, aos dois. Você é Natasha Wayland, certo?

—Sou. Por que?

—Soube que é muito boa- responde, e me lança um sorriso sem graça- Que não depende de ninguém e é uma das que sai para buscar comida.

—Algo assim.- respondo meio atordoada, mas com os olhos ainda frios, e o rosto com uma expressão entre tédio e ameaça.

—A maioria do pessoal que era, como eu, de Woddbury admira vocês. – responde e  então sai.

Me viro para o caçador que me encara de olhos apertados.

—Acho que devemos ir atrás de Carol e avisar sobre isso, e conversar sobre as comidas.

—Sim- responde e sua voz sai meio seca.

—O que diabos você tem?- pergunto e minha mente apita alto, enquanto penso que eu ter ido atrapalhar o papinho dele com a mulher o deixou irritado. Sinto raiva começar a fluir por mim.

—Nada, vamos atrás da Carol-responde seco e isso só faz com que eu perca a paciência.

—Essa ceninha toda é porque atrapalhei seu papinho com a mulher?

—Que mulher?- pergunta confuso e olho para ele com a testa franzida.

—Que mulher? Fala sério Daryl.

—Foda-se a mulher- responde irritado, colocando as mãos na cintura. – Isso é ridículo e ...

—Daryl, Natasha- Carol grita pro nós e ambos ficamos nos encarando, medindo forças por uns segundos antes de voltarmos a atenção para ela.

—Sim?

—Ontem vocês disseram para eu falar sobre os alimentos, e a carne só dá para o almoço. A janta e o almoço de amanhã pode acontecer sem carne numa boa com os suprimentos, mas esses também estão no fim. Acho que vão ter que ir em uma busca.

—Eu já esperava por isso- responde Daryl, passando as mãos pelo cabelo.- vamos hoje depois do almoço.

—Ótimo. Eu estipulei uma quantidade de comida para cada morador, e isso vai nos ajudar a manter tudo por mais tempo.

—É uma ótima ideia, não podemos exagerar mais- concordo com ela.

Conversamos sobre mais algumas coisas, inclusive atividades para os novatos, porque não é justo eles simplesmente ficarem sem fazer nada enquanto trabalhamos bastante, e então ela some para o bloco D, acompanhada por Sasha.

—Vamos dar uma olhada nos mapas e ver se encontramos algum lugar bom o suficiente- diz o caçador, aparentemente esquecido de toda a quase briga de minutos atrás.

—E nós temos mapas?- pergunto acompanhando- o de perto.

—Alguns na sala que era tipo um escritório antes- responde me lançando um sorriso. Eu retribuo, mas não consigo me controlar e volto no assunto.

—O que aquela mulher estava falando com você?- pergunto por fim, tentando colocar um tom neutro.

—Sobre estar agradecida, e sobre ter conhecido meu irmão- reponde confuso, parando quando eu paro.

—E agora ela quer conhecer o outro Dixon, né?-rosno e ele aperta os olhos para mim.

—Não nenhum outro Dixon para ela conhecer- responde sério. Fica me encarando por uns instantes, a testa franzida, e então sorri- Está com ciúmes.

—Claro que não estou- respondo cruzando os braços, mantendo meus olhos nos dele de maneira firme.

O maldito ri e para minha surpresa me puxa pela cintura

—Então é por isso que estava toda gelada e está me encarando tão acusadora e irritada- diz com o rosto próximo ao meu, tão próximo que sinto seu hálito. Tenho que me concentrar para manter o foco.

—Eu não estou irritada- digo séria, mas falho totalmente por minha voz sai irritada. Ele e  esconde o rosto em meu pescoço, sua barba me arranhando de leve. O maldito está usando informações contra mim.

—Não precisa sentir ciúmes, loirinha- sussurra em meu ouvido, fazendo todo o meu corpo se arrepiar e minhas pernas bambearem um pouco.- Já te disse antes, e vou dizer de novo:  A única pessoa que quero dessa maneira é você.

Ele morde minha orelha e me esqueço completamente de qualquer raiva que eu pudesses estar sentindo.

—Maldito- rosno contra seu rosto, antes de puxa-lo de encontro a mim. Nos beijamos intensamente e nos afastamos ofegantes. Ele continua sorrindo.

Fecho a cara, totalmente irritada, e me viro para continuar andando, ouvindo a risada que ele tentou segurar sair pelo nariz. Mal viro o corredor e dou de cara com Glenn.

—GLENNIEEEEEEE- grito sorrindo e pulando em cima dele, mais ou menos Maggie fez comigo mais cedo. Ele me segura, acostumado com meus surtos- Estou tão orgulhosa, finalmente pediu.

—Claro que pedi- responde bagunçando meus cabelos, puxando minha xuxinha e fazendo com que meus cabelos caiam em uma confusão.- Eu tinha que pedir, ué. Achei a mulher da minha vida.

—Adorei- respondo sorrindo.- Ela está tão feliz.

—Eu também estou.

—Claro que está. Ei, sou a madrinha desse casório viu?

—Sim senhora- responde rindo.

—Te vejo mais tarde- digo, e volto saltitante para Daryl que observava tudo de longe, com os braços cruzados.

—Uma escandalosa- acusa quando chego perto o suficiente.

—E você adora isso em mim- respondo mandando um beijinho.

—Ridícula.- Diz passando a mão por meus cabelos já bagunçados.

—Linda e maravilhosa.- completo e  juntos voltamos a andar em direção a tal sala dos mapas.

— O que aconteceu?- pergunta quando estamos  quase chegando.

 -Como assim?- pergunto confusa.

—Está sorrindo sem parar e teve todo aquele surto com o Glenn.

—Maggie e Glenn estão casados- digo, mais porque estava louca para eu mesma dizer isso para alguém

—O que?- ele para de andar e me olha surpreso.

—Isso ai, ele deu até um anel. Estou orgulhosa.

—Não achei que esse tipo de coisa pudesse acontecer no apocalipse.

—Ele a ama, quis mostrar isso a ela.- digo dando de ombros- Acho que é um meio de dizer que são um do outro.

—Onde diabos arrumou o anel?- pergunta e parece meio indignado.

—Foi a uma joalheria – respondo.

—Como sabe disso?- para por um momento e balança a cabeça- Foi atrás disso que foram aquele dia.

—Sim-respondo dando de ombros.

—É cada uma.- diz balançando a cabeça e voltando a andar. Estamos na porta da sala quando ele para novamente e então fica sério, o corpo tenso.- E você se importa com esse tipo de coisa?

—Me importo com o que?- pergunto entrando na sala e olhando alguns mapas.

—Essa coisa de...- ele começa a me responder mas é interrompido por Mich, que aparece não sei de onde.

—Tasha, Daryl?-chama parando no meio da sala. Está toda séria e já imagino o que planeja.

—Sim?

—Vou sair hoje- diz e imediatamente vou em sua direção.

—sair para onde?

—Vou atrás do desgraçado- diz séria.- Vocês sabem que tenho que ir.

—Sei- responde Daryl, e eu me limito a concordar com a cabeça. Sei que ela precisa, sei que não vai se sentir segura de outra maneira, que acha que o maldito vai voltar. Não duvido disso também, mas não tenho a mínima vontade de ir atrás desse monte de merda.

—Só volte inteira, sim?- peço a encarando- Você sabe, preciso de alguém para treinar comigo, é divertido.

—Vou voltar, loira esquisita.- diz com um sorrisinho.

—Que bom.- respondo e abraço-a de surpresa. Ela retribui.

—Acho que é isso- diz Daryl em meu ouvido, passando o braço por meu ombro- Você sempre dá abraços de surpresa nas pessoas.

—Um dia você vai retribuir os meus também- digo e me viro para abraça-lo.

(...)

Depois de um tempo listamos alguns supermercados próximos, e finalmente saímos para o almoço. Ajudo Michonne com os preparativos para a viagem, e depois começamos a organizar a saída para os possíveis lugares onde podemos encontrar suprimentos.

Observo Mich sumir e só espero que volte mesmo. Daryl está por perto, como sempre, e acho um máximo que ele o faça.

Acaba que nessa primeira busca vamos eu, Daryl, Glenn, Maggie e Sasha. Ela ainda está aprendendo a lidar com armas, mas teve uma evolução incrível e é uma ótima guerreira. Daryl ainda está emburrado, odiando esse negocio de trabalhar em grupo.

 Saímos todos em um carro só, para economizar gasolina e isso só o deixa ainda mais irritado. A viagem é tranquila, eu, Glenn e Maggie tagarelando  por todo o caminho, incluindo Sasha na conversa o máximo possível. Daryl sempre calado, como se isso fosse novidade.

Encontramos o lugar sem problemas e estacionamos próximos, para o caso de precisar de uma fuga.  Ficamos em formação e limpamos o lugar facilmente.

—Acho que tiramos a sorte grande- murmura Maggie apontando para as prateleiras cheias.

—Claro que sim, foi eu quem escolheu o lugar- respondo lançando uma piscadinha e limpando as Saís sujas na roupa de um dos zumbis abatidos, e depois guardando-as no suporte.

—Iludida- responde Glenn de algum lugar.

—Maggie, seu marido é um intrometido digo passando por ela e me enfiando em uma sessão qualquer.

Conseguimos bastante coisas, e fico ainda mais satisfeita por ter muitas latas da formulas da Bravinha.  Juntos enchemos os carros com suprimentos, empilhando enlatados, alimentos não vencidos, cereais, as formulas e mais algumas coisas. O carro fica bem cheio, tanto o porta malas quanto o chão da parte trás e os pés do passageiro, e mesmo tendo limpado o supermercado não estou satisfeita.

Passo os olhos pela rua, procurando alguma outra loja, e fico inicialmente frustrada por não achar nada.

—O que está arquitetando ai?- pergunta Glenn parando ao meu lado- Você sempre faz essa cara quando está planejando algo.

—Quero dar mais uma olhada por aqui, ver o que podemos pegar, onde podemos vir da próxima vez.

—Daryl vai ficar uma fera se você fizer besteira.

—Não vou. Volto já- respondo e me encaminho para uma das esquinas, só com a intenção de olhar o que temos descendo a rua.

Inicialmente não encontro nada de legal, mas um carro coberto de adesivos de uma empresa de enlatados estacionado do outro lado da rua me chama a atenção. Me viro para avisar a alguém que vou  atravessar para dar uma olhada e encontro Daryl vindo em minha direção com cara de mal. Adoro essa expressão.

—Sabe o que significa sair em grupo, Natasha?- pergunta com a voz meio raivosa, meio ameaçadora, e principalmente preocupada.

—Anem- digo levantando a palma em sinal de pare- Não vem dar sermão não. Já que está aqui, vamos dar uma olhada naquele carro

—Mulher irritante- Diz, mas arma a besta e passa em minha frente. Acho divertido que me proteja, mesmo sem necessidade.

Só um errante nos incomoda e acabamos com ele facilmente. Depois disso, finalmente vamos conferir a carga do carro. No porta malas encontramos dois galões de gasolina, e três caixas de enlatados lacrada. O banco de trás também tem uma caixa, e dois galões de água.

O carro me chamou a atenção por ser da empresa alimentícia, mas obviamente tinha sido de alguém que já estava no apocalipse e que se encontrava em fuga. O motorista está transformado, e quando abro a porta fica se remexendo contra o cinto. Acabo com isso com um movimento da saí, e deixo o corpo cair fora do carro. O tanque também está cheio.

Chamamos os outros e mostramos o que encontramos, decidindo levar o carro, já que o outro está cheio e ficaria bem apertado.

Eu e Daryl vamos nesse carro e os outros três no outro. A viagem de volta é silenciosa, já que agora o casal foi no outro carro, e consequentemente estou sem parceiros para o barulho. 

Acabo por aproveitar esse tempo sozinha com o caçador para observa-lo, e poxa, estou cada vez mais apaixonada. Se tudo nele me atraia antes, me atrai muito mais agora. Mesmo que ele seja fechado, sério e todas essas coisas, consegui quebrar algumas barreiras e isso me fascina. Temos uma espécie de intimidade, cumplicidade que eu adoro, e isso para mim está mais que bom.

—Está pensando em que?- pergunta alternando a atenção entre mim e a estrada.

—Nada demais- respondo dando de ombros.

—Você dificilmente pensa em nada.

Sorrio divertida.

—Tem razão, estava pensando em você.

Ele me olha todo pasmo e isso me diverte.

—E faz isso com frequência?- pergunta depois do choque inicial, sua voz saindo com muito do sotaque caipira.

—Acho que sim- respondo e fecho os olhos suspirando, enquanto espero implicância que provavelmente vem a seguir- Pode provocar, eu mereço. Falei demais.

—Também penso muito em você— diz em um sussurro e abro os olhos surpresa.

—Acho isso ótimo- digo sentindo meu coração acelerar e uma alegria engraçada me preencher, porque isso pode ser um indicio que ele não só gosta de mim, mas pode se apaixonar também.

Gasto o resto da viagem provocando-o, me divertindo com sua cara de mal que em nada me assusta.

Ele me olha entre frustrado e irritado o tempo todo.  Mexo em seu cabelo, faço carinho em sua coxa e mordo seu pescoço, adorando ver suas reações contidas, e a frustração porque não pode retribuir.

—Inferno, Natasha- rosna quando mordo seu pescoço. Sua voz sai rouca de desejo,  os dedos apertando o volante com força.- O que diabos está fazendo?

—Testando seu controle- respondo em um sussurro contra seu ouvido.

—Quer falar de controle? Vou te mostrar o que é perder o controle em segundos- responde com a voz rouca, me olhando rapidamente antes de voltar a atenção para a estrada.- E principalmente, em como fazer alguém perder o controle rapidamente.

—Isso é uma promessa?- pergunto sentindo a provocação naquelas palavras.

—Pode crer que sim- responde sorrindo malicioso.

Chegamos na prisão e descemos do carro rapidamente, Daryl gritando para Carol, Rick e  Tyresee que já tivemos o trabalho de ir buscar e de descarregar, e que agora é a vez deles. Sorrio sabendo que isso tem muito mais a ver com a pressa que está de ir para o quarto e cumprir a promessa do que com qualquer outra coisa. Acabo por ter que me afastar dele enquanto ele responde curtamente algumas perguntas de Rick e aproveito esse tempo para tomar banho.

Estou no refeitório terminando de comer quando ele aparece novamente. Assim como eu está com os cabelos molhados e me lança um sorriso parando de pé ao meu lado.

—Quer ir para o quarto?- pergunto rindo ao ver toda essa impaciência.

—Melhor que isso, estamos indo para a torre.- responde e sem dizer mais nada, me puxa pela mão e vamos juntos.

No fim das contas ele cumpre com sua promessa, me fazendo perder o controle rápido de mais, e temos mais uma noite maravilhosa e intensa. Com ele é sempre assim.

Depois do maldito, eu não aceitaria nada menos que isso, e pelo inferno sangrento, nada menos que ele.



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