História Stronger Feeling - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 120
Palavras 2.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - Capítulo 42


POV Natasha

—Você devia mudar de vida e vir para a construção- digo terminando de organizar um calculo para o projeto de reforçar os muros.

—Eu sei que você  adoraria me der trabalhando com você, mas não podemos deixar as coisas na mão daquele incompetente.- responde Glenn se jogando na cadeira em frente a minha-Maggie quer ir comigo, mas não acho uma boa colocar ela em risco desse jeito.

—Eu imaginei que algo assim aconteceria- respondo me levantando e andando de um lado para outro enquanto raciocino.

—Você queria ir né?- ele me acusa e sorrio culpada- Você adorava esse negocio de construção, por que não quer ficar só nisso?

—O mundo mudou, e eu descobri que prefiro estra lá fora na ação do que aqui com os projetos. Já disse que vou sair com o Daryl, e queria sair com você também. Não saber se vocês estão bem é uma merda. Não tire de Maggie a escolha de ir.

Ele suspira e vem me abraçar.

— Você sempre foi muito da ação, eu sei bem que não consegue ficar de fora.

—Culpada.

— O que planeja?

—Vou estar na primeira excursão para apanhar as coisas, e depois vou dar uma olhada ou outra nas ações aqui no muro.

—Parece um bom plano. Quando é a excursão?

—Hoje.

—Quer que eu vá?

—Não se preocupe, Abraham está indo.

—Daryl sabe que vai sair sem ele?

—Saberia se não tivesse saído sem mim para dar uma volta com Aaron.

—Que vingativa de sua parte.- ele bagunça meu cabelo e eu sorrio.

—Só um pouquinho. Caso saia com eles de novo tome cuidado ok?

—Prometo.- ele me beija na bochecha e então ambos começamos a nos dirigir para a saída.

Encontro com o pessoal da construção e passamos um tempo preparando carros e tratores. Quando estamos  prontos para sair Rick aparece.

— Tome cuidado lá fora. Vou deixar alguém responsável pelo portão para quando voltarem.

—Imagino que já esteja planejando modos de melhorar a segurança por aqui.

—Estou. Mas por enquanto estou tentando descobrir quem quebrou uma coruja na casa de Jessie.

—Jessie?- aperto os olhos enquanto procuro uma pessoa com esse nome. Ah, a loirinha esquisita.- Ah tá.

—Ah tá?

—Ela tem um marido. Um bem esquisito.- digo e olho para ele acusadora.

No ultimo segundo imagino que na verdade ele esteja fugindo de outra coisa. Notei o quão próximo de Michonne ele ficou ultimamente e acho que a Jessie é um escape.

—Eu não...

—Eu vi sua cara na festa antes de sair. Não é da minha conta- digo elevando as mãos em sinal de rendição.- Vou lá. Uh, só pra avisar se o Daryl voltar e eu não estiver, talvez ele fique meio bravo.

—Você não avisou a ele?- acusa quando entro no carro com Abraham.

—Não teve como.- respondo dando de ombros.

Ele abre o portão para mim, e partimos.

O shopping que estava em construção onde vamos pegar as coisas não é muito longe e assim que chegamos lá começamos a trabalhar. Não vou negar que achei bem estranho, muito perto de uma realidade que perdi.

—Loirinha pelo que vi aqui não vamos conseguir a quantidade que você estipulou- diz Abraham parando ao meu lado.

—Eu imaginei que não- confesso e  começo uma pequena conta mentalmente – Estipulei um pouco mais, para podermos lidar com menos.

—Ao colocar mais que o necessário estava incentivando-os a encontrar o necessário- diz rindo- Garota você deveria ter sido do exercito e ser estrategista.

—Obrigada, aprendi tudo com filmes. – digo dando uma piscadela. Ele ri e volta a trabalhar.

Estou ajudando Tolby com umas ferramentas quando um cara corre avisando walkers. Reajo instantaneamente pegando minhas saís, e alguns moradores idiotas usam armas de fogo, o que só atrai mais deles. Abraham grita para que parem e eles saem em retirada. Annie cai do trator e machuca o pé, mas ninguém volta para ajuda-la.

 Fico totalmente chocada  e me viro para ajudar. Abraham também reage, e acabo apenas dando cobertura para ele, que pode chegar nela com mais facilidade, além de carregar. Fico uma fera ao notar que ninguém ajuda.

Depois que chegamos a ela e ele a apoia e ajuda a subir no trator, saio limpando o máximo que posso.  Ele vem em minha ajuda e depois de um momento Annie usa o trator para esmagar alguns. Tolby segue seu exemplo e a clareira está limpa.

—Obrigada por me ajudarem- Annie agradece assim que está limpo o suficiente. –Se arriscaram por mim.

—Não foi nada demais- grunhe Abraham de volta e concordo com a cabeça.

—Vocês foram ótimos-murmura Tolby saindo do outro trator.

—E vocês foram péssimos- revido irritada- Deixaram uma de vocês para trás. Não tem vergonha não?

—Olha como fala conosco- um cara revida e Abraham balança o martelo ameaçadoramente. Tolby ergue a mão exigindo silêncio.

—Ela está certa. Deixamos Annie para trás, desesperados demais por nossas vidas. Devemos ter vergonha.

—Devem mesmo- concordo dando a mínima para a educação ou aquela coisa de consolar. – Se não podem confiar uns nos outros para se manterem em uma situação difícil então vocês não tem nada.

—E é por isso que precisamos tanto de vocês-  Tolby diz com tanta convicção que paro por um instante atordoada.

—Não adianta muito estarmos aqui se vocês não mudarem- rosna Abraham e concordo com a cabeça.

—Eles eu não sei, mas estou com vocês – avisa Annie.

Aos poucos outros começam a dizer o mesmo e noto que estão realmente dispostos a aprender e a mudar. Estão envergonhados por terem deixado-a para trás, e acho que não querem que aconteça novamente.

—Então voltem a trabalhar porque quero terminar isso hoje- digo bruscamente e eles me obedecem de pronto.

—Estamos tão enrascados- murmura Abraham ao meu lado e sorrio divertida.

—Estamos mesmo- concordo, então batemos os punhos em uma espécie de toquinho e voltamos a trabalhar.

Tudo flui rapidamente e voltamos  com a carga completa. Ian nos encontra assim que chegamos e noto o quão mais feliz ele está depois de ter dado uns beijos em Beth. Acho os dois um casal muito fofo.

Nós três começamos a caminhar para a casa principal, onde todo mundo se junta durante o dia, quando o portão se abre e o carro de busca que o grupo em que Glenn está usa entra.

Paramos automaticamente, eu ficando um pouco confusa porque o coreano não disse nada sobre sair hoje.

Solto um suspiro aliviado que eu nem sabia que estava segurando quando Glenn salta para fora do carro, seguido por Maggie, e Eugene carregando Tara. Estão todos sujos de sangue, cansados e bravos. O coreano abre a porta traseira e arrasta um Nicolas inconciente e todo arrebentado para fora.

—O que aconteceu?- pergunto me aproximando. Noto alguns machucados em Glenn.- Está todo ferrado.

—Fomos em uma busca por um aparelho para  a energia- me conta deixando o babaca no chão- As coisas estavam bem no inicio, mas um zumbi tinha uma granada no bolso e  explodiu. Aiden ficou preso nos escombros.

—Tentamos tira-lo- conta Maggie- Teríamos conseguido se Nicolas não fosse um covarde. O impacto da coisa toda atingiu Tara, que bateu a cabeça. Aiden morreu.

—Ainda quase fez Maggie morrer em uma porta giratória- conta cheio de raiva

—Vagabundo- xingo olhando para o corpo caído- Deveria ter deixado de ração.

Ele me olha com a aquela cara de “eu bem que queria, mas minha consciência não deixou”. Aceno para ele, que se encaminha para a  enfermaria com a ajuda de Ian, levando o babaca.

—Wayland- uma voz me grita  e eu nem preciso me virar para saber quem é. Só o som de sua voz me faz estremecer, ainda mais com esse negocio de me chamar pelo sobrenome.

—Oi Daryl- digo toda inocente  e ele me olha furioso.

—Saiu sozinha- acusa irado, tão perto que sinto sua respiração em meu rosto. –Saiu sozinha e não me avisou. Cheguei e te procurei como um idiota. Não sabia se tinha sido com Glenn ou quem mais.

—Saiu sozinho também- revido irritada.

—Mas não fui longe, nem demorei- rosna e sei que está se controlando ao máximo para gritar, pois sabe que odeio isso.

—Não fui sozinha, cacete. Abraham estava comigo, e o pessoal da construção.

—Tem sangue espirrado na sua roupa, inferno sangrento- ele chuta o pneu do carro ao lado.

—Enfrentamos alguns zumbis, nada demais- digo tentando acalma-lo.

—Vê- ele não consegue ficar parado, anda de um lado para outro.- É disso que estou falando.

—Sinto muito- digo só para que fique menos nervoso- Não pode me julgar assim, saiu sem me avisar também.

Ele bufa, e me aproximo dele. Roubo um selinho e ele fica estático, visivelmente desconfortável com o publico.

—Só não faz mais isso- sussurra e sorrio concordando.

Mas então me lembro que saiu mais cedo com Rick e Carol e não me contou nada sobre isso. Uma nova discussão começa e ele me puxa para um lugar mais reservado e me conta sobre as armas roubadas. Fico furiosa por não ter me dito antes, mas ele me acalma com um beijo roubado e de fazer as pernas estremecerem. Maldito.

(...)

Não gosto de Deanna. Nem sequer vou com a cara dela depois do que disse sobre mim e Daryl, mas sinto pena dela ao saber da morte do filho. De Reg também. Nosso grupo em compensação tem que lidar com o coma de Tara. Odeio não poder fazer nada, e vejo que Beth odeia tanto quanto eu.

Ian está cada vez mais abatido e se não fosse por Beth acho que ele se tornaria gelado. Lidamos com tudo aos poucos e da melhor forma possível.

Daryl está com a moto pronta, e sei que vamos ter que sair em breve, então adianto as coisas na construção o máximo que posso. Abraham veio a ser uma ótima companhia, me ajuda bastante, assim como Tolby. Reg quase nunca está presente. Aproveitei as vantagens de construtora e dei uma olhada nas casas vazias, e encontrei uma legal, mas pela primeira vez em muito tempo estou insegura e ainda não falei com Daryl sobre isso.

Eu e Beth iniciamos nossos treinos pela manhã, então me forço a acordar. Rolo pela cama e espreguiço, logo depois começando a sair. Daryl nota e me puxa de volta. Sorrio sem me conter, enquanto ele me prende embaixo de si.

— Não vai não- ele diz contra meu pescoço, a barba me fazendo arrepiar- Tenho ótimas ideias do que fazer agora.

Um gemido escapa de minha garganta quando suas mãos se tornam atrevidas e ele sorri vitorioso. Afundo minhas unhas em suas costas e me deixo levar.

Acabo me atrasando para o treino.

—Desculpe o atraso- digo assim que chego correndo ao ponto de encontro e Beth está me aguardando sentada.

—Sem problemas-diz e me lança um sorriso malicioso de “eu sei o que estava fazendo”, ao qual respondo com tão sacana quanto.

Começamos o treino imediatamente e gosto de seu empenho. Sua arma silenciosa é um facão, e está cada dia melhor com ele. Já saímos da comunidade para treinar com zumbis, mas hoje vamos fazer algo mais de luta, então depois de alguns movimentos com uma de minhas saís contra o facão nós iniciamos uma série de golpes simples.

Ensino a dar socos, mirar lugares estratégicos e ter uma boa base para não se desiquilibrar por qualquer coisa. Ela vem evoluindo aos poucos.

No fim estamos suadas, e ela cansada. Maggie se junta a nós e depois de um momento voltamos para casa juntas. Beth corre para tomar banho e ir para o hospital.

Tomo um banho demorado e depois procuro algo para comer na cozinha. Noto que Carol está estranha e esquiva, parece perturbada, mas não se abre comigo, não diz nada. Fico preocupada.

—Oi Tasha- Carl aparece atrás de mim com um sorriso leve no rosto.

—Parece que alguém começou a se enturmar – digo e ele sorri de lado.

—Um pouco. Enid é legal- ele diz como se não estivesse se importando muito e deixo que acredite nisso.

—Sei. Viraram amigos?

—Sim.

Ele me conta um pouco sobre como estão as coisas e dou toda a atenção do mundo. Dou um abraço rápido nele e saio em busca de Daryl. Depois de um momento de conversa com ele e Aaron decidimos sair hoje mesmo, após o almoço.

Preparo minha mochila e tudo mais, e logo depois da refeição saímos. Andar de moto com Daryl me leva de volta ao tempo das buscas na prisão. Não estamos longe de Alexandria quando bato no ombro de Daryl e peço que pare, notando Beth na borda da floresta.

—Mas o que diabos?- ele também nota e para.

Está sentada encostada a um tronco, o facão sujo de sangue ao seu lado e parece querer chorar.

—O que aconteceu?-pergunto já ao seu lado, ela me olha meio atordoada.

—Como sabiam que eu estava aqui?- pergunta olhando de um para outro.

—Não sabíamos-responde Daryl- Qual o problema?

—Nada.- responde e desvia o olhar.- Eu só estava triste e precisava respirar um pouco.

—Que tolice, sabe o quão perigoso é aqui fora- acusa irritado e coloco uma mão em seu braço indicando que deixe isso comigo.

—O que aconteceu Beth?

—Eu tento ser útil Tasha, sempre tento, sabe disso- ela diz com os olhos fixos em mim- Estou tentando melhorar  e ser forte. Não quero ser inútil.

—Você é forte e é útil-digo confusa- Do que está falando?

—Carol veio até mim mais cedo- responde sem graça. Eu e Daryl trocamos um olhar- Pediu para eu cuidar das crianças no lugar dela. Respondi que não posso porque assumi responsabilidades no hospital, e no tempo livre estou com Judy, ou treinando ou algo assim. Ela ficou furiosa. Disse que só atrapalho, e que sou só uma babá e preciso aceitar isso. Que ela precisa de tempo para planejar as coisas e que não quero ajuda-la.

Troco um olhar preocupado com Daryl, ambos pensando que tem haver com a obsessão dela por manter o lugar, ou até mesmo tomar a liderança.

—Vamos voltar e resolver isso. Carol está descontrolada- diz e sei que está certo, mas adiar essa busca não é boa coisa.

—Vamos fazer diferente- digo já odiando a ideia- Eu volto com Beth e resolvo as coisas com Carol. Acho que ela só tem medo de perder o lugar e está um pouco perturbada.

—Isso é um fato e já discutimos isso. Quer mesmo voltar sozinha?

—Não podemos ficar adiando essa busca- digo olhando para Aaron que aguarda encostado no carro nos analisando.- Odeio que vá sem mim, fico agoniada pensando em tudo o que pode estar acontecendo, mas não posso deixar Beth sozinha.

—Vai ter cuidado, não vai fazer besteiras e vai me esperar para resolver qualquer coisa do lado de fora não é?

—Sim- respondo, e ele me lança um sorriso satisfeito.

—Não tem nem vergonha de mentir- acusa contra meu rosto e sorrio para logo depois receber seu beijo.

Odeio despedidas e odeio me separar dele, mesmo sabendo que é só por alguns dias. Me despeço de Aaron.

—Prometo cuidar bem do seu homem- diz sorrindo e sorrio de volta.

—Só não cuide tão bem assim- brinco e ele ri.

—Ele é um charme, mas o meu coração já tem dono, assim como o dele já tem dona- responde entre risadas.

Eu e a loirinha ficamos assistindo eles partirem, e só quando estão fora de meu campo de visão viro as costas e volto a caminhar.

—Sinto muito por fazer você se separar. Sai de Alexandria para não envolver ninguem nisso e acabei envolvendo você.

—Não tem pelo que sentir muito- digo parando e puxando-a para me encarar- É minha amiga e estou aqui por você. Além disso isso envolve o grupo todo, não se preocupe.

—Ela está certa sobre eu ser fraca e ter sido um peso morto por muito tempo.- diz olhando para longe.

—Não está não. Cuidou de Judy quando ninguém mais foi hábil para isso. Não deixou que nada de ruim acontecesse com ela, deu carinho e amor. Se agora é aquele neném cheio de vida e saúde é mais por você que qualquer um.

—Fui a babá.

—Foi a responsável por uma vida indefesa- contradigo na hora.- É forte, Beth. Forte de uma maneira diferente. Sua  força vem da esperança, e  maioria de nós perdeu isso a muito tempo.

—Você não. É uma guerreira e tem esperança.

—Minha esperança é diferente da sua. Tenho esperança de viver, tenho esperança de que vamos ficar bem, sobreviver. Você tem esperança de que existem pessoas boas, de que nem todos foram quebrados, de que existem coisas bonitas na vida. Tem esperança em algo que é muito mais viver que sobreviver.

Ela me olha com lágrimas nos olhos e me abraça apertado.

—É uma ótima amiga, só para registrar mesmo- diz com a voz meio embargada  e sorrio.

—Eu sei.

Voltamos para Alexandria.



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