História Stronger Feeling - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 92
Palavras 2.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 43 - Capítulo 43


POV Natasha

Eu queria dizer que estou calma e centrada, mas isso seria a maior mentira. Não estou. Mantenho o lado de fora o mais normal possível, sabendo que isso acalma Beth, por dentro sinto como se fosse um furacão.

É uma mistura sutil de raiva, impaciência e preocupação. O que diabos está acontecendo com a Carol?

Depois de algum tempo de caminhada chegamos a Alexandria. Beth bate no portão e Sasha abre para nós, nos olhando confusa.

—Nem pergunte- digo e ela dá de ombros.

Mal estamos do lado de dentro e Ian aparece correndo. Está com uma expressão tão preocupada que dá dó. Agarra Beth, apertando-a contra o peito e parece que vai parti-la no meio.

—Não acredito que você saiu sozinha e sem me avisar- ele rosna cheio de raiva e eu sorrio, adorando estar do lado de fora da cena.

—Estou bem Ian, estou inteira, juro.

—Mas que cacete Beth, quase me matou do coração.

—Agora eu sou Beth?

—Você volta a ser Sweet quando deixar de ser irresponsável e testar meu coração.

Aproveito que ambos estão distraídos dentro do próprio mundo, e saio em direção a casa principal.

Como o esperado, Carol está em casa. Toda envolvida naquele papel estranho de dona da casa, invisível e indefesa.

—Carol?- chamo e ela para o que está fazendo para me encarar.

—Ué Natasha, você não tinha saído com o Daryl?- pergunta confusa e fico chocada ao notar que ela está usando comigo o mesmo tom submisso, a mesma mascara.

—Aconteceram algumas coisas e eu tive que voltar- digo seca, a encarando firmemente. Ela nota.

—Beth, não é?- pergunta, o sorriso sumindo e um pouco da Carol forte voltando, junto com um lado que não conheço. Amargurado.

—Você, na verdade- digo sincera e ela arqueia a sobrancelha.

Joga o pano de prato no balcão e cruza os braços, me encarando.

—Eu? A garota está toda iludida com tudo isso, se recusa a me ajudar e eu sou o que aconteceu?

—A agressiva estranha aqui é você- digo simplesmente, não me preocupando em ser muito gentil ou calma.- Não pode simplesmente falar com ela daquele jeito, cacete.O que está acontecendo?

—Está acontecendo que não vou perder esse lugar. Perdi a fazenda, perdi a prisão e não vou perder aqui também.

— E onde exatamente Beth entra nisso?

—Não entra, já que não é o suficiente nem para olhar umas crianças. Vou ter que fazer isso e consequentemente não ter tempo nenhum. Natasha, você não pode estar iludida com tudo isso.

—O que aconteceu Carol?- pergunto sem paciência- Sei que algo aconteceu e despertou alguma coisa ai.

—Não tem nada o que despertar- rosna e eu levanto as sobrancelhas sem conseguir evitar. Tenho plena noção de que minha cara irônica está no domínio.

—Mesmo? Porque o que estou vendo aqui não é alguém forte, mas sim revoltado e com medo.

—Você não sabe de nada.

—Claro que sei. Sei da reunião que teve com Rick e Daryl, sei das armas. Por favor, Carol, Daryl me contou tudo.

—É claro que contou- ela balança a cabeça negativamente- Ele nunca te nega nada não é?

Não respondo, apenas arqueio a sobrancelha diante disso.

—A questão toda é que não posso negar o maldito serviço sem por em suspeita, e Beth está sendo totalmente...

—Certa.- corto e ela me olha surpresa- Esse serviço não é dela e ela não é obrigada a aceitar algo só porque você quer. Não quer esse serviço? Tire a mascara idiota de dona de  casa, seja você mesma e faça a porra que você quiser.

—Como é?

—Tenho certeza de que ouviu tudo, Carol- digo me aproximando perigosamente.  Não sinto o impulso de sair no tapa, mas também não estou muito paciente.

—Você não entende. É claro que não entende- ela balança a cabeça- Nunca teve que enfrentar nada assim. Chegou quando já estávamos na fazenda, tem muita coisa que você não sabe. Tudo o que precisou fazer foi sorrir que já teve Daryl pra você, um homem bom e forte. Conseguiu a confiança de todos e nunca teve que aprender nada com eles. Nunca foi considerada fraca, nem teve que enfrentar um marido abusador.

Franzo a testa diante disso.

—Sinceramente Carol, você não está fazendo sentido.

—Sei bem quem vai entender. Pra quem vou fazer sentido.- ela começa a sair, mas a seguro.

— O que quer dizer com isso?

—Quero dizer que são todos fracos e não vão mudar. Nós temos que tomar o poder antes que isso caia.

—Se são fracos precisam de nós para mais do que comandar. Precisam de nós para ensinar.

—Você não entende- diz e parece desesperada- Não viu.

—Tem razão, não entendo, principalmente com você falando em enigmas como um ancião idiota.- perco o pouco de paciência e a solto- Pode fazer quase tudo o que quiser, Carol. Pode se preparar, se armar, mas não pode fazer o que fez. Atacou um de nós, atingiu um de nós. Somos uma família e se você não pode entender isso, não pode entender mais nada.

Saio sem olhar para trás. Sinto cada pedacinho de mim em uma espécie de briga interna. Sei que algo em especial despertou a essa raiva e amargura de Carol e isso me preocupa um pouco, mas também sinto raiva. Raiva por ter dito aquelas coisas para Beth, raiva pelo modo que está agindo, e por ter me feito separar de Daryl nessa primeira busca.

Encontro com Maggie, que ia como um furacão em direção a casa. Seguro-a pelos braços e dou um pequeno giro mudando sua direção.

—Quem ela pensa que é pra falar com Beth daquele jeito? Que cacete.- está vermelha, irada e pronta para uma pancadaria. Firmo mais os braços ao redor dela.

—Calma Maggie, já fui conversar com ela, não está fazendo sentido.

—Pouco me importa- rosna – é minha irmã e ninguem fala com ela daquele jeito.

—Sim, está certa sobre isso- concordo – Mas não vai adiantar sair na pancadaria com Carol. Não quando não faz sentido desse jeito.

—Hora, mas vou sim- diz cheia de ódio.

—Natasha pelo amor de Deus segura ela- grita o coreano e olho para ele confusa.

— O que acha que estou fazendo?- pergunto irritada.

Maggie se debate mais em meus braços, e subitamente fica mole. Firmo-a usando toda a força que consigo e fico chocada ao notar que ela desmaiou.

—Caralho- xingo alto sem me conter, e Glenn chega em meu socorro, pegando a mulher no colo.

Seguimos juntos para  a enfermaria, que encontramos vazia. Procuro alguma coisa com cheiro forte para despertar os sentidos dela e olho para eles desconfiada. Ai tem coisa.

Maggie acorda meio atordoada e me sorri amarelo. Cruzo os braços e encaro o casal seriamente.

— O que? – pergunta Glenn ao sentir meu olhar intenso.

—Você está muito calmo pra quem acabou de ver a mulher desmaiando.- acuso ainda de braços cruzados e ele coça a cabeça e troca um olhar com Maggie.

—Estou grávida- avisa assim, bruscamente me encarando meio nervosa.

—É o que?- meio pergunto, meio grito e arregalo os olhos.- Cacete, meu deus, nossa senhora. E vocês não me contam nada?

—Descobrimos a pouco tempo, tipo ontem- diz Maggie

—E tinha tempo pra me contar, tipo desde ontem- acuso- Eu quero ser a madrinha. Maggie sério, quero ser a madrinha.

—Você não vai brigar, dizer que é arriscado e todas essas coisas?- ela pergunta me olhando confusa.

—Vocês já sabem disso. Não precisam de mais alguém apontando os riscos, mas sim de alguém apoiando. Eu quero ser a madrinha.

—Você já disse isso Tasha. Quem mais poderia ser a madrinha?- pergunta Glenn me lançando um sorriso cheio de luz.

—Eu não sei- digo meio insegura- Talvez a Beth. Digo, eu sou a loira da sua vida, mas a Beth é a da vida da Maggs.

—Toda loira tem sua morena, posso ser a morena das duas- diz Maggs rindo e se sentando.

Abraço-a com carinho e puxo o coreano para um abraço triplo. Ele ri e nos aperta.

—Parabéns casal- digo por fim. – Vão ser ótimos pais.

Beth chega, também fica sabendo da novidade e mais um abraço acontece. Penso que em meio a toda essa merda que é um mundo, mais uma coisa boa está por vir.

 (...)

Começo a ficar louca da vida conforme o tempo passa. Sei que o caçador  vai ficar fora por três dias, mas odeio cada dia longe dele.

Fico de olho em Carol, resolvo algumas coisas da construção com Abraham, treino com Beth, e mantenho Maggs longe de algum risco desnecessário.  Os dois primeiros dias passam lentamente, mas nada de extraordinário acontece. 

Passo um tempo com Carl e Judy também. As coisas ficam normais por um tempo, mas uma sensação ruim me acompanha. Tento não pensar nisso, tento não associar isso a Daryl.

As coisas se complicam no terceiro dia, durante a tarde. Tudo estava normal, eu, Maggie e Beth dividíamos um refrigerante gelado, quando notamos uma confusão.

 Levanto em um pulo e corro nessa direção, todos os meus sentidos gritando que a coisa está feia. Passo por uma Carol inexpressiva e encontro Rick aos socos com o tal Peter, enquanto Jessie chora e pede para que os dois parem.

Atravesso alguns retardatários e começo a separar a briga. Peter está todo acabado, mas se recusa a sair, então puxo uma das saís e aponto para ele, que olha assustado pra lamina e começa a se mover para trás.

 Rick parece descontrolado. Grita com as pessoas, aponta a arma. Penso em ir até ele, mas Michonne faz isso antes de mim, acertando-o por trás. As pessoas olham para tudo chocadas e assustadas.

Beth e Maggie pegam a função de acalmar e dispersar a multidão, enquanto Ian e Glenn puxam o idiota para longe. Quantos idiotas podem caber em um lugar só? Peter, Nicolas, Aiden... Noto de forma perversa que eles estão diminuindo aos poucos.

Nosso líder é levado para um quarto vazio, e eu tenho que lidar com Deanna. Tento tudo o que posso, mas no final das contas vai haver uma audição sobre isso, e odeio a possibilidade de Rick ser expulso, porque se ele for iremos todos também, porque somos família e não nos separamos.

A maioria do grupo quer falar com Rick, e acabo tendo que entrar em uma espécie de fila.

—Quantas vezes mais eu vou ter que jogar verdades na sua cara?- pergunto entrando e encontrando-o deitado.

—Não te disseram que eu vou dormir?-pergunta mal humorado sem se virar.

—Não te disseram que eu não estou nem ai? Fez merda e vai ter que me escutar, Grimes.

—Ele batia nela, Natasha.- diz se sentando e me encarando.

Algumas peças se encaixam em minha cabeça mas não digo nada, não sobre isso.

—E você sair na pancadaria com ele no meio da rua não foi o problema, mas apontar a arma para as pessoas ao redor e jogar verdades bruscas foi. O cara é um idiota e você deveria ter falado com Deanna com mais de nós. Poderiamos ter lidado com essa briga de uma maneira diferente e você sabe.

Ele me olha culpado.

—Acho que a amo.- diz baixinho e  franzo a testa para ele.

—Se acha então não ama. Você que já foi casado e já amou deveria saber que amar é não saber ou ter certeza.  Isso não vem ao caso.

—Sei que puis todos em risco.

—E ninguém vai ficar com raiva de você por isso. – paro por um momento- Na verdade vão sim, mas não por muito tempo. Vamos resolver.

—Está preocupada com ele né?

—Com o Daryl? Claro que sim. Mas esse nem é o ponto.

—Qual é?

—Carol está surtando- respondo me sentando no chão- Surtou com Beth a pouco tempo. Acho que é trauma.

—Trauma?

—Ao saber de Jessie isso reviveu o passado dela e ela surtou. Você não notou porque estava afogado demais nas próprias emoções.

Depois de mais algum tempo de discussão e conversa, saio aliviada, ciente de que deixei um Rick mais consciente para trás.

(...)

Depois de passar o dia com Maggie, conversando com o máximo de moradores possíveis eu só precisava de um banho. Tomo um banho demorado e relaxante, e fico fazendo nada por um tempo, até dar o horário da audiência.

Está começando a ficar escuro, e está tudo silencioso pelo caminho. Todos já devem estar lá. Apresso o passo, querendo chegar lá o mais rápido possível quando ouço um gemido a minha esquerda. Paro bruscamente, e viro nessa direção procurando alguma coisa errada.

Inicialmente acho que foi algo da minha cabeça, mas então uma mão podre aparece em meu campo de visão. Saco as saís e me movo rapidamente em direção a essa porcaria.

Corto a cabeça com um movimento fluido e me viro para enfrentar mais um. Depois de ter certeza que está limpo, vou até o portão me certificar de que está fechado. Está.

Corro para a audiência e encontro Rick no caminho, sujo de sangue carregando um corpo.

—Que porcaria é essa? Como os walkers entraram?- pergunto parando ao lado dele.

—O portão estava aberto. Encontrou mais algum?

—Sim- respondo-Dois na verdade. Acho que agora está limpo.

Tento ajuda-lo a carregar o corpo, mas ele me repele com um movimento.

Toda a população já está reunida e eles já discutiam sobre a sentença. Encontro Michonne, Carol e o resto do pessoal, mas sinto falta de Glenn. Franzo a testa  e passo meus olhos pelo espaço novamente, sem sucesso.

O Rick Grimes que conheço está de volta e faz um discurso e tanto. Forte, correto, consciente. Aquela coisa de xerife que ele sempre teve, aliada ao líder que ele se tornou. Vejo no rosto das pessoas que elas estão concordando.

Ouço um barulho de moto ao longe, e viro a cabeça em direção ao portão. Nada acontece e acho que é coisa da minha cabeça, meu ouvido de caçadora me enganando. Volto a olhar para a audiência para dar de cara com Peter entrando no circulo como um búfalo raivoso. Me joga para fora do caminho com um braço, e levo um segundo para firmar o corpo e sacar as saís.

Ele tenta acertar Rick com a katana, mas Reg entra no caminho em uma tentativa de conversa. É atingido na garganta e começa  a sufocar com o sangue. Ajo rapidamente usando as saís para tirar a arma da mão dele.

Tudo o que acontece a seguir é muito rápido. Deanna chora desesperada e dá a permissão. Um tiro ecoa, sangue espirra em mim e algumas pessoas colocam a mão na boca, chocadas. Carol  se aproxima e me encara.

—Eu disse- diz com os olhos fixos nos meus – Não conseguem e isso vai cair.

Não tenho a chance de responder. Daryl aparece, me grita e então está ao meu lado. Passa as mãos pode meus braços procurando algum corte.

—Natasha, está bem?- pergunta preocupado.

 Concordo com a cabeça  e puxo para um beijo. Não ligo para o publico, não ligo para a confusão. Ele está aqui, e está bem.

Me afasto em seguida, procurando me  focar na bagunça ao redor.

—Rick?- um estranho pergunta e olho confusa dele para Daryl, que faz sinal de quem explica depois.

 Vejo pela visão periférica um Glenn todo ferrado e corro nessa direção, Tyresee e Maggie logo atrás.

Os problemas aparecem um atrás do outro, mas para aliviar tudo de ruim Tara acorda. Sorrio encantada, e ajudo Beth e Denise com Glenn e ela, me recusando a fazer qualquer coisa para ajudar Nicholas.



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