História Stronger Feeling - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 106
Palavras 2.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quero agradecer pelos quase 100 favoritos, vocês são demais <3

Capítulo 44 - Capítulo 44


POV Daryl.

Depois que as coisas se acalmam, saio do meio de tanta gente para ficar um pouco com Natasha. Ela me conta o que aconteceu enquanto estive fora, principalmente sobre os surtos de Carol. Fico um pouco preocupado.

Assisto minha loira surtar completamente quando narro o que me aconteceu nesses três dias. O ataque, as armadilhas, ajuda que recebemos do Morgan. Ela rosna irritada e xinga várias vezes.

—Esses dias foram amaldiçoados, credo- diz irritada se encostando em mim.

—Foram problemas atrás de problemas- murmuro e ela concorda meio cansada.

—Sabe, já que foi bomba atrás de bomba, vou jogar mais uma- diz se virando para me encarar- Quero morar em uma casa só com você.

Ela fala muito rápido e pela primeira vez tenho a impressão de que ela está nervosa. Sorrio divertido.

—Nossa, já me quer só pra você? Não bastou casar não?- pergunto e ela faz uma carinha insegura. Começo a rir a puxo para meu colo- Vou adorar morar em uma casa só com você.

—Já estou até vendo, vai se aproveitar de mim.- diz rindo e passando as mãos por meu cabelo.

—Vou.- concordo dando de ombros.

—Vou me aproveitar de você também, então estamos quites.

(...)                                                                                              

No final das contas a maluca já tinha era tudo planejado. Me mostrou uma casa na qual ela gostaria de morar, e não posso negar que é uma até legal. Pequena, básica.

A ideia de morar sozinho com ela é meio assustadora, mas ao mesmo tempo muito certa.

Estamos chegando na casa principal, com planos de separar nossas coisas e mudar, quando Carl chega correndo e puxa Natasha pelo braço.

—Meu pai pediu para chamar vocês, parece ser urgente.- diz meio sem folego.

Nem eu nem a loira questionamos alguma coisa, apenas nos viramos e seguimos Carl a passos largos até a casa de Deanna, o que me surpreende um pouco.

Praticamente todo mundo que tem alguma influencia está aqui. Beth e Ian chegam correndo logo depois, e então Rick começa a falar.

Nos conta que foi enterrar o Pete fora da comunidade, já que não se enterra assassinos aqui, e acabou descobrindo um grande problema. Como se já não tivéssemos o suficiente.

Uma clareira enorme, com inúmeros walkers presos ali, impossibilitados de seguir em frente, o que explicava o motivo de enfrentarmos tão poucos na maioria do tempo.

A partir desse momento começamos a procurar formas de acabar com todos aqueles Walkers, ou no mínimo leva-los para longe, já que a barreira está para ceder.

Eu, Natasha, Abraham e Glenn acompanhamos Rick de volta até o local e começamos a fazer planos.

Vai ser difícil, complicado e com uma taxa de risco muito alta, mas não temos outra escolha. Deanna nos apoia totalmente.

Alguns moradores relutam, com medo e inseguros, mas tanto Rick quanto Tasha lidam com isso facilmente. Ainda fico bobo com a facilidade com que ela lida com pessoas.

O dia do teste se aproxima, e fico cada vez mais preocupado. Sei que Natasha vai ficar com Glenn, como prometeu a Maggie que faria, e isso me irrita um pouco. Odeio que ela esteja distante.

Lembro a mim mesmo que é só um treino. No fim do dia encontro a loira conversando com Tara e Rosita, resmungo um cumprimento para as duas e saio arrastando minha mulher.

Ela ri divertida.

—O que está fazendo?- pergunta chocada quando a pego no colo.

—Te levando para uma surpresa- respondo.

Depois de andar um pouco pelas ruas de Alexandria finalmente chego a frente de nossa casa. Ela me olha confusa, mas então começa a sorrir aos poucos.

Nada poderia pagar a sensação boa que é a felicidade dela quando entra e encontra tudo arrumado. Me puxa para um beijo, que retribuo instantaneamente, empurrando-a para a parede e pressionando meu corpo ao dela.

—Amo você- ela diz se separando de mim por um momento.

—Também amo você.

As roupas vão ficando pelo caminho.

(...)

Observo Natasha deitada ao meu lado, os cabelos bagunçados. Tem um sorriso preguiçoso nos lábios e os olhos brilham. Sabemos o que teremos que fazer daqui a algumas horas, e tanto eu quanto ela odiamos isso.

—Você tem mesmo que ir?- pergunto como uma criança idiota. Odeio pensar nela lá fora, tendo que lidar com uma horda de errantes, correndo todos os riscos imagináveis.

—Você sabe que sim, Daryl- responde rolando para cima de mim, ficando com a cabeça apoiada em meu peito e me encarando com aqueles olhos malditos.- Tenho que ir tanto quanto você.

Ameaço levantar, estou inquieto e preciso perambular pelo quarto, mas contraditoriamente também quero ficar perto dela. Ela choraminga de antecipação e solto um som frustrado voltando a posição inicial. Ela sorri vitoriosa e sorrio de volta.

—Faz carinho?- pede com cara de anjinho e eu acabo rindo.

—Não- digo de implicância.

—Poxa caipira, você é meu. Tá no contrato que tem que fazer carinho.- diz com aquele sorriso  que ofusca qualquer coisa. Me forço a ignorar a proximidade e os efeitos que ela tem em mim.

— Não assinei contrato nenhum- digo, mesmo sabendo o que ela vai dizer.

—Claro que assinou- responde balançando a cabeça – Foi quando me acertou uma flecha.

—Ah, que flechada maldita- brinco, começando a fazer carinho na cabeleira loira que eu tanto amo, ela me olha surpresa por ter cedido tão fácil e eu sorrio completamente. –Acabou com minha vida.

—Isso ai é amor mal expressado- diz toda feliz. Se apoia em mim e me da um selinho – Amo você.

—Também amo você – sussurro em seu ouvido.

Depois de mais um tempo enrolando na cama levantamos e nos preparamos para ir. Nos reunimos com o grupo, discutimos os últimos detalhes e vamos até a pedreira. Chega o momento de  me separar dela. Odeio isso, de uma maneira absurda. Quero ficar perto, quero proteger.

—Até mais, caipira- diz depois de me dar um beijo.

—Tenha cuidado, loira- digo em seu ouvido.

—Você também.- começa a se afastar, mas volta, me abraça e sussurra- relaxa, prometo que volto. Nós temos alguns cômodos para estrear em nossa casa

 Sorrio com seu tom de voz safado e lhe roubo outro beijo. ”É para voltar mesmo” penso.                                                                         

POV Glenn

O plano de Rick é uma loucura completa, mas confio nele. Eu e Natasha ficamos com a missão de limpar um armazém cheio de errantes por onde a horda vai passar. Nicholas e Heath vêm conosco. Primeiro vamos para a porta, com a intenção de fazer um sair por vez

—Isso é loucura- diz o novato

—Somos uma gangue- brinca Natasha apontando para si mesma e para mim- Sabemos o que estamos fazendo.

A porta está lacrada, frustrando nossas intenções. Observo o espaço por um momento, buscando uma ideia no fundo de minha cabeça

—Alguns minutos, Glenn-  avisa Nicholas

—Vamos quebrar o vidro- Diz Natasha por fim.

Entendo o que tem que ser feito, então posiciono ao lado dela. Alguns tiros e o vidro cede,  começamos a mirar nos zumbis e momentos depois está tudo limpo. Aviso Rick, e então nos juntamos ao grupo. Natasha guarda a arma e pega as saís. Qualquer um que saia do curso, ela mata. Uma buzina estridente soa e fico desesperado, vem de Alexandria , onde minha mulher está. Maggie tem que estar bem, meu filho tem que estar bem. Tasha entende o que está se passando e vem para o meu lado. Rick bola um plano rápido e nos dividimos novamente. Dessa vez Michonne vem conosco, e mais alguns moradores de Alexandria. Somos obrigados a passar por uma área completamente nova para mim e acabamos dependendo de Nicholas para nos guiar.

—Você acha que podemos confiar nele? Ainda não engoli esse sujeito- diz com aquela voz raivosa que só ela tem.

—Não temos muitas opções. Relaxa Tasha,  ele já recebeu a lição, você já socou a cara dele diversas vezes, e depois do ultimo incidente quase cortou a cabeça dele fora.

—Ele não mudou Glennie, só está menos covarde. Não vai na onda- avisa, e se afasta para conversar com Mich. Alguns estão machucados e precisamos de um plano.

Tenho a ideia de queimar um prédio, então vamos eu, Tasha e Nicolas com essa intenção. Desviamos da rota varias vezes com a intenção de evitar zumbis. Qualquer um que se aproxime demais encontra as saís afiadas da loira, e chegamos a onde queríamos. O prédio já está queimado, começamos a ficar cercados e me desespero.

—Ali- grita depois de me cutucar. Começamos a correr em direção a uma escada de incêndio que ela encontrou. Sou obrigado a puxar Nicholas, cujo o medo voltou a atuar e deixou o mesmo paralisado.

Tasha xinga raivosa, sobe na lixeira que vai dar acesso a escada e me ajuda a puxa-lo para cima. Se estica toda e alcança a escada, começa a subir, mas eu não a sigo, ocupado demais tentando fazer Nicholas se mexer.

—Inferno Glenn, solte esse idiota- ela rosna – ele não pensou duas vezes ao nos abandonar. SOLTE.

Me recuso a faze-lo, e ouço vagamente ela voltar a descer. Em câmera lenta vejo ele pegar a própria arma e por um momento acho que vai atirar em mim e me jogar para os errantes.

—Me desculpe- diz, e aponta a arma para a própria cabeça atirando. A força do tiro e de seu corpo caindo ameaça me levar junto. Tasha entra em ação no ultimo segundo e tira os braços dele de mim me empurrando com uma das pernas para a parede, onde a escada de incêndio está, no meio do movimento o corpo morto de Nicholas pesa contra ela, e ambos caem.

Fico parado em choque assimilando o que está acontecendo. Ela grita no chão e pego minha arma mirando em todos os errantes que consigo a munição acaba, vejo sangue escorrendo sem parar. Não ouço mais gritos, e não consigo encontra-la.

 Procuro pela cabeleira loira desesperado, o choro  me sufocando. São tantos que tudo o que vejo são mortos e mais mortos. Ela morreu. Natasha morreu. Morreu.. Minha melhor amiga morreu. Morreu.

Isso fica se repetindo sem parar em minha cabeça e só quero me abaixar e chorar, chorar e chorar. Não sinto meu corpo. Não sinto nada que não seja dor.  Em movimentos automáticos que não são meus subo na escada onde a mesma estava momentos atrás, e continuaria estando se eu não fosse um imbecil tão absoluto. As lagrimas embaçam minha visão e continuo mecanicamente. Não sou eu mesmo, não sou nada.

Entro no prédio e continuo andando no piloto automático. Um errante aparece e toda a minha raiva flui e golpeio sem parar a cabeça daquela coisa depressiva.

—MINHA AMIGA MORREU. MINHA AMIGA MORREU SEUS FILHOS DA PUTA- não consigo me controlar. Grito sem parar, o que atrai mais uns  quatro.  Mato todos com movimentos metódicos, sem pensar.

Estou manchado de sangue da cabeça aos pés e só sei que tenho que ir até Alexandria. Não posso deixar que ela tenha morrido em vão. Vou chegar lá, vou proteger minha mulher e meu filho. Vou contar a Daryl. E o principal, vou voltar e encontrar o que restar dela. Nunca permitiria que ela continuasse como um zumbi.

 Me levanto, procuro o maldito caminho, e me forço a ir. Continuar, continuar, continuar. Sinto como se respirar doesse. Enid aparece, me olha meio chocada.

Brigo com ela, confuso com o fato de ela estar do lado de fora da comunidade. Brigamos até que consigo convence-la a voltar comigo. Preciso chegar lá.

Não sei quanto tempo ando, corro e me arrasto mas a verdade é que quando  chego aos portões de Alexandria a dor me sufoca novamente, se misturando ao desespero de não encontrar uma maneira de entrar com tantos walkers ao redor. Choro como uma criança e as lembranças começam.

Flashback on

—Olá, é aqui que pediram uma pizza de frango?- pergunto nervoso, quando uma loira de olhos verdes abre a porta.

—Sim- para por um minuto, me encara, franze a testa.- Você está bem? Está tremendo.

—É, sim. – forço minha voz a sair séria, mas ela sorri.

—Quantas entregas já fez na vida?- pergunta sorrido, encostada na porta.

—Com essa, uma.

Ela ri, abre a porta  e me puxa para dentro.

—Qual seu nome, japonês ?

—Sou coreano, na verdade. Glenn.- digo estendendo a mão tremula.

—Natasha- responde apertando minha mão de volta.

(...)

—Seu maldito- rosna me puxando pela camiseta porta adentro e arrancando a pizza de minhas mãos- Estou morta de fome. Me deixou por ultimo de novo?

—Claro que sim- respondo rindo e me jogando em seu sofá.- Uma água cairia muito bem, Tasha.

—Você é de casa coreano, se quer vai lá e pega.- responde voltando para sala com um copo de refrigerante e a pizza aberta. Já mastiga um pedaço.

—E essas espadinhas legais?- pergunto apontando umas espadas em cima da mesa

—Encontrei uma academia que tem aulas com Saís aqui.- escuto o alivio em sua voz- já estava surtando de saudades.

—Ah, então  essas coisinhas são seu amor platônico?

—Absolutamente. Praticamente meus maridos.

—Saís são no feminino- aviso e ela ri.

—Vai se danar.

(...)

—Não acredito que me arrastou para cá.- digo irritado. – Se lembra que horas dormimos ontem? Você me fez gastar minha folga naquele show

—Sim, e sim. Mas sou uma moça direita e vou na minha aula de ginastica olímpica. E você vem também.

—É ridículo. – aviso

—Eu sei. É só meia hora. Depois é com as saís.

—Você é um saco- digo mal humorado.

Ela ri, se afasta e se joga nas minhas costas. Acostumado, seguro ela e caminho até a saída do prédio.

—Você é o melhor amigo irmão que eu poderia ter- diz me dando um beijinho no rosto.

(...)

— Me diga que está bem- digo desesperado ao celular enquanto arrumo uma mochila qualquer.

—Estou bem Glennie- diz séria.- Pegue água, comidas não perecíveis, e roupas confortáveis.

—Eu sei, mãe- brinco e ela ri. Ouço barulhos  abafados ao fundo. –Natasha?

—tudo bem, tudo bem- diz e fica calada por um instante.- merda.

— O que está acontecendo ai?

—Acho que aquelas coisas estão no prédio. Glenn, temos que sair da cidade.- diz com tanta seriedade que me assusta.

—Eu sei. Vamos pela rota B2 – digo me referindo as rotas que fizemos da cidade juntos, por ideia dela. Serviu para me ajudar no serviço e evitar que ela se perdesse.

—Certo.- ela para por um minuto.- Você é o melhor amigo que eu poderia ter.

—Você que é. Me ajudou. Eu estava sozinho, e você me deixou entrar.

—Sou um máximo, eu sei- responde, e a ligação começa a falhar. – Me encontre em... próximo a ....

— O que? Está falhando- ouço sons abafados e me preocupo- Natasha.

—Glenn.... lá- e a ligação cai.

(...)

—GLENNIEEEEEE- grita se jogando em mim e me abraçando  forte. Demoro poucos segundos para entender o que acontece e a abraço de volta.

—Não acredito, não acredito- digo me afastando  para poder olha-la melhor. Estou abobado. – Tasha , está viva, viva de verdade.

Ela ri, completamente feliz por me ver, me empurrando de leve.

—Quem não acredita aqui sou eu. Quem diria- ela não consegue parar de rir, e  acabo  sorrindo também, tanto que meu rosto quase parte. Não é para menos, minha melhor amiga está viva. Obrigado Deus. E então vejo apontarem armas para ela, fico tenso e me preparo para ficar em sua frente.

(...)

Flashback off

Enid me ergue e leva até a igreja. Me obrigo a focar em alguma coisa, e começo a trabalhar para conseguir entrar, desligando momentaneamente os sentimentos. Procuramos armas e começamos um plano para entrar. Não vou perder mais ninguém.



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