História Stupid boy - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 1
Palavras 1.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Fantasia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - The Days


Fanfic / Fanfiction Stupid boy - Capítulo 4 - The Days


These are the days

We've been waiting for

On days like these

Who could ask for more?


The days


O sinal havia tocado para o intervalo e como incentivo para comer algo minha barriga roncou alto. Fiz uma careta lembrando-me da pressa que havia saído, acabei por esquecer de pegar alguma fruta para comer. Suspirei abaixando a cabeça, colocando-a de encontro ao caderno e fechando os olhos por um momento.


- Liberdade. - Ouvi uma voz masculina me chamar, me surpreendi pois sabia exatamente quem era.


- Bruno? - Levantei a cabeça e o fitei curiosa, ele estava sentado à minha frente totalmente virado para mim dando aquele sorriso maravilhoso.


- Oi, Liberdade. Tudo bem? Eu só queria te agradecer por ter quebrado nosso galho ontem.


- Sem problemas. Se precisar, disponha. - Respondi um tanto tímida, o garoto balançou a cabeça ainda sorrindo.


- Ah, Vai ter uma festa lá em casa, eu chamei a Laisla,  mas não sei se ela te chamaria. Então,  se quiser aparecer por lá fica a vontade. - Meu coração bateu rápido e fiquei sem palavras, por isso eu apenas assenti animada. Ele abriu a boca para falar mais alguma coisa, porém fomos interrompidos pela professora de biologia que entrou na sala.


- Desculpem atrapalhar o casalzinho aí. - Ela sorriu maliciosa me fazendo corar, Bruno, no entanto sorriu e balançou a cabeça novamente. - Posso falar com você, Liberdade?


- Claro, professora.


- Com licença. - Bruno levantou e se retirou da sala, em contrapartida a professora se aproximou tomando o lugar que a pouco o menino deixara.


- Então,  ouvi que você é uma ótima jogadora de xadrez. - A professora sorriu, ela era a mais bonita dentre as professoras,  com seu cabelo comprido e preto e pele parda, pelo sotaque era aparente que não pertencia ao estado, também era a mais legal assim como a matéria que era de meu maior agrado.


- Na verdade, eu não jogo já tem algum tempo, estou tendo que me focar nos estudos.


- Mas é verdade que você já venceu uma nacional? - Não sabia quem havia falado para aquilo, mas imediatamente me senti constrangida. Sim, eu havia ganhado uma nacional, a do ano passado, a única que havia participado e a única que Matthew não havia participado por mal comportamento, naquele dia eu me senti maravilhosa, no entanto depois descobri que eu só havia ganhado pois o melhor jogador estava fora, o que me fez sentir como se eu só tivesse conseguido porque o melhor não estava.


- Sim, mesmo assim,  não estou apta a jogar. - Murmurei corada. - Acho que Matthew é o mais indicado.


- Ah, sim, claro. O problema é que Matthew terá que entrar na dupla de tênis, pois um dos jogadores está doente e o outro não pôde vir, então sobrou ele e um outro aluno. Você poderia fazer esse favor para mim jogando xadrez no lugar dele? - Olhos negros da professora se encontraram com os meus e ela faltava implorar para que eu aceitasse,  eu não sabia se era uma boa ideia,  provavelmente perderia aula, o que não era aconselhável se eu queria mesmo entrar em uma boa faculdade. O problema é que eu realmente queria jogar, xadrez era uma das poucas coisas que eu era boa e apesar de eu nunca ter ido contra o melhor eu gostava do jogo.


- Está bem. - Suspirei hesitante. - Quando vai ser? 


- Agora. Vamos que todos estão nos esperando no ônibus. - A professora se levantou me puxando consigo. Corremos até o estacionamento onde um ônibus nos esperava. Quando entramos o motorista ligou o motor e acelerou, os alunos que já estavam ali gritaram empolgados,  eu estava assustada e ofegante,  a professora por outro lado parecia totalmente bem e até sorridente.


- Hey, prestem atenção seus pestinhas. - A professora gritou chamando atenção de todos, percebi a presença do professor Harry ali também,  ele me olhava como se aprovasse minha escolha. -Essa é Liberdade, ela é do terceiro ano e vai substituir o Matt no xadrez. Dêem Boas vindas a nossa nova membro temporária.


Corei violentamente e sorri tímida enquanto todos me acenavam e diziam palavras de apoio. Passei pelo estreito corredor procurando um lugar para sentar,  porém fui puxada por alguém. Era Matthew.


Matthew Olinda era um gato, não tanto quanto Bruno, mas os olhos castanhos profundos e o cabelo um pouco mais claro acabavam por dar um charme ao rico mimado.


Ele me puxou para sentar ao seu lado, o que me deixou surpresa, porém seu semblante sério,  quase nunca visto, me deixou um tanto nervosa.


- Olá. - A voz dele estava grave e seria,  pude perceber que ninguém no ônibus prestava atenção em nós,  para falar a verdade, parecia que eles faziam cada vez mais barulho. - Liberdade, né?


Assenti ainda assustada, embora tentasse não demonstrar ele provavelmente percebeu.


- Espero que seja boa mesmo no xadrez,  porque eu vou te ver jogar e se você fizer uma jogada errada ou perder para algum idiota sem noção. - Ele sorriu amarelo. - Eu vou te fazer se arrepender de ter aceitado vir conosco.


Fiz uma careta tentado disfarçar o nervosismo. Eu sabia que Matthew era bom no jogo, só não sabia que ele realmente amava o jogo.


- Está bem. - Respondi mais calma e sorrindo sem dentes, ele devolveu o sorriso se encostando na cadeira do ônibus. Fiz o mesmo.


A minha barriga decidiu reclamar de novo antes de chegarmos no destino. Levei minha mão até ela e a abracei, como se fizesse alguma diferença e fechei os olhos rezando para que tivesse comida lá. 

Uma mão me cutucou e quando abri os olhos me deparei com Matthew me oferecendo uma barra de cereal. Arqueei uma sobrancelha questionando o ato.


- Do jeito que sua barriga tá aí,  vai ser difícil se concentrar no jogo. - Explicou. Peguei a barra meio hesitante e a devorei em segundos, Matthew me olhou surpreso.


- Um dragãozinho você,  ein? - O fuzulei com o olhar enquanto o mesmo ria. - Não se preocupe que se você sair bem nos jogos, a comemoração será pizzaria.


Imediatamente fiquei com água na boca apenas imaginando como seria comer uma pizza sozinha, Matthew começou a rir da minha cara.


- Tá rindo do quê?  - O fitei irritada.


- Da tua cara de esfomeada imaginando uma pizza. - Ele zoou. Corei envergonhada por ter sido descoberta.


- Muito bem, pestinhas. -  A professora de biologia chamou atenção na hora em que o ônibus diminuía a velocidade para estacionar. - Estamos na sede do nosso desafiante, a escola Aurora de Santos Filho. Eles acham que são os melhores em todos os esportes, então vamos fazer o que sempre fazemos. ESMAGAR O ORGULHO DELES! E mostrar para eles que a escola Bárbara Alencar é a melhor do estado.


Todos gritaram excitados,  inclusive Matthew, que fez um barulho a mais na parte de esmagar orgulho. Eu apenas observei todos animados levantando de seus assentos  para tentar trazer o orgulho da escola.


- Boa sorte, querida. - A professora desejou quando eu e Matthew saíamos do ônibus por último. Ele me encarou com os olhos semicerrados e sorriu estranho.


- É bom vencer, ein. - E assim adentramos a escola ansiosos



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